23/06/2009

Festa Junina - Organize a Sua!




Boa tarde!!!
Eu sei que Organização não é o assunto desse BLOG, mas do outro: www.flyrobrasileira.blogspot.com, mas como o outro é só a tradução dos DOCs FLYLady, optei por postar por aqui algumas sugestões e buscar a origem das Festas juninas!!
Aqui na USP de Ribeirão, até os meus 7 anos tínhamos Quermesse no Ginásio e na Colônia dos Técnicos uma Senhora pagava uma promessa todo ano fazendo uma grande Festa junina, com uma Fogueira que dava gosto... que saudades eu sinto.. do cheiro da fumaça, da pipica quentinha, dos amendoins, era bem simples, nem tinha cachorro quente... e as quermesses da escola?? Que delícia o Chocolate Quente e o medo de ser pega na cadeia - bem....
Devido a esse meu amor incondicional às Festas Juninas e ser em uma que conheci o Anjo Amado, estou eu aqui, dando uma mãozinha para quem quer fazer uma.
Fiz um apanhado geral em 3 Sites, estão citados, tem algumas músicas, como dançar a quadrilha e um casamento...
As receitas estão linkadas, seria uma injustiça com os Sites e conosco, perderíamos a oportunidade de fazer uma viagem culinária....
Viva São João!!!!

Nhá-história do arraiá

Desde antes de Cristo já havia festa no mês de junho e julho, acendiam-se fogueiras para saudarem o verão europeu, até que o catolicismo fundiu as comemorações pagãs ao aniversário de São João dando origem assim às hoje conhecidas festas juninas.

Antes de Cristo já havia festa de São João... com outro nome. Eram as fogueiras que saudavam a chegada do verão Europeu. Até que, no século VI, o catolicismo associou essas celebrações pagãs ao aniversário de São João. No século XIII, os portugueses passaram a comemorar também as noites de São Pedro e Santo Antonio. No Brasil, as festas são populares desde 1583.
Por Marcelo Affini

A fogueira de São João nasceu antes de são João. Quando o Vaticano instituiu, no século VI, o dia 24 de junho para a comemoração do nascimento daquele que batizou Cristo, os povos europeus já celebravam, com grandes fogueiras, a chegada do sol e do calor. Em 58 a.C., quando o imperador romano César conquistou a Gália (França), os bárbaros já comemoravam o solstício do verão, no dia 22 ou 23 de junho - o momento em que o Sol pára de afastar-se (solstício vem do latim e significa sol estático) e volta a incidir em cheio sobre o hemisfério norte. Os cultos pagãos eram rituais de abundância e fertilidade, diz a professora maria Montes, antropóloga da Universidade de São Paulo. Havia sacrifícios de animais e oferendas de cereais para afastar os demônios da esterilidade, das pestes agrícolas e da estiagem. O cristianismo, na verdade, apenas converteu uma tradição pagã em festa católica.
Até hoje, as tradições pagãs e cristãs convivem. A seita uika, inspirada nos antigos celtas (povo que dominou ooeste da Europa no primeiro milênio antes de Cristo) acende grandes fogueiras ao redor do mundo, no solstício do verão europeu. no Brasil, a Uika promove comemorações místicas, com mais de 500 pessoas, no dia de São João, em São Tomé das Letras (MG) e Mauá (RJ). Na Espanha, as Hogueras de San Juan são uma das tradições mais cultivadas, especialmente na Catalunha.
Em Portugal, as comemorações foram ampliadas no século XIII, incluindo o dia de nascimento de Santo Antonio de Pádua (que nasceu em Portugal mas morreu na Itália, no dia 13 de junho de 1195), e o da morte de São Pedro, em 29 de junho. Transportadas para o Brasil colonial, as festas pegaram entre índios e escravos. Descrevendo as celebrações católicas assimiladas pelos índigenas, o jesuítas Fernão Cardim escreveu em 1583, em seu Tratado da Terra e da Gente do Brasil: A mais alegre é a das fogueiras de São João, porque suas aldeias ardem em fogo e, para saltarem as fogueiras, não os estorva a roupa, ainda que algumas vezes chamusquem o couro.
Com a chegada da família real portuguesa, que se transferiu para o Brasil fugindo de Napoleão, na Europa, as festas juninas tomaram novo rumo. Junto com os 15 000 aristocratas que desembarcaram no Rio, em 1808, veio a contradança (originada nas country-dances, bailes camponeses da Normandia e da Inglaterra) que animava as festas da realeza. Era uma dança de casais que trocavam de pares. Não demorou muito, as contradanças saíram dos salões nobres para as festas populares. Casamomentos, batizados, festas juninas, festas de padroeira e muitas outras passaram a ser comemoradas com a dança francesa.
No final do século XIX surgiram formas mais modernas e urbanas de dançar, como a polca, o maxime e lundu, e as quadrilhas foram desbancadas. Entretanto, permaneceram na zona rural, onde a população é mais conservadora. A partir de 1930, quando o nacionalismo de Vargas estimulou a busca de uma identidade cultural brasileira, a vida rural foi revalorizada. Segundo o antropólogo Renato da Silva Queiroz, da USP, junto com a temática do homem do campo surgiu a dança caipira que nada mais é do que a quadrilha de origem aristocrática com andaptações.
Hoje, a evolução segue a direção do espetáculo. Segundo o antropólogo Ricardo Lima, da Funarte (Fundação Nacional da Arte), no Rio de Janeiro, há mais de 750 quadrilhas monumentais no estado. São grupos de encenação que vestem roupas caríssimas, imitam os trajes das contradanças franceses do século XVIII e aproveitam as quadras de escola de samba para ensaios, conta Lima. As novas quadrilhas usam, cada vez mais, temas como enredos de carnaval, adotam alegorias e dançam ao som de música sertaneja e música funk. Dentro em pouco, teremos a techno-quadrilha.

Fogos espantam maus espíritos
Bombinha, rojão, morteiro, estalinho, cabeça-de-negro, estrelinha, puff e buscapé - vale tudo. O fósforo de cor é um palito de 10 cm de comprimento revestido com massa de pólvora, óxido de ferro, terra refratária e corantes que depois de aceso, provoca faíscas prateadas ou coloridas.

A trança do pau-de-fitas
Dança em que os pares procuram trançar as fitas presas no alto de um mastro de 4 metros de altura. Homens e mulheres ziguezagueiam em volta do mastro, segurando a fita com a mão direita (eles) e com a esquerda (elas), ao som animado do sanfoneiro.

Jogo de argolas
A idéia é levar para casa os objetos encestados pelas argolas. Com o fim da troca direta entre os agricultores surgiram jogos e passatempos nas festas como a pescaria e o tiro ao alvo para o entretenimento. E para arrecadar fundos para a Igreja Católica.

Comilança e bebedeira na roça
Milho cozido, pamonha, canjica, cocada, bolo de fubá, pipoca, amendoim torrado e pé-de-moleque fazem a festa. O popular quentão, uma infusão quente e conservada no fogo, de cachaça e água, temperada com gengibre e canela, faz a cabeça. Sai debaixo: a ressaca é braba.

A alma da festa
Para pagãos, a fogueira espanta os maus espíritos; para os cristãos, é um bom presságio. Essa da foto, com 22 metros de altura, é feita, todo ano, em Osasco (SP), com 150 toras de eucalipto, e queima de cima para baixo. Pode durar uma semana, mas os bombeiros apagam antes.

O casório
O casamento é o maior evento social da vida rural brasileira. Reúne as famílias, os amigos, os compadres e os noivos, sob as bençãoes do padre e da igreja. O escritor carioca Martins Pena dedicou-lhe duas peças clássicas: O Casamento na Roça (1840) e Festa de São João (1845).
O balão ia subindo
O Balão surgiu para levar pedidos de graça dos homens para São João. Mas virou crime, em todo o Brasil, em 1965, segundo o artigo 26 do Código Florestal e o artigo 28 da Lei das Contravenções Penais de 1941. Dá cadeia. Eles provocam graves incêndios.

Pau-de-sebo
Tronco de árvore, de 3 a 6 metros de altura, lixado e untado com sebo animal. No topo, são colocadas prendas. Quem conseguir escalar o mastro escorregadio, leva. Na escalada, o principal fator de sucesso é a força das mãos, que desgasta o sebo.
Os santos padroeiros
Três padroeiros inspiram a tradições portuguesa e brasileira
São João Batista
Nascido em 24 de junho, primo de Cristo e precursou do Messias.O catolicismo associou sua tradição à festa pagã da fogueira. Assim, segundo a lenda, Isabel, a mãe de São João, teria anunciado o nascimento do filho à irmã, Maria, mãe de Jesus, acendendo uma fogueira em clima de um morro. A fogueira virou bom presságio. São João foi degolado por ter denunciado o adultério de herodes com a cunhada, Salomé.
São Pedro
Morto em 29 de junho. O primeiro dos apóstolos , segundo o Evangelho. Era considerado um homem de temperamento impulsivo, mas leal, expansivo e generoso. Morreu crucificado sete anos depois de Cristo. Acredita-se que seu corpo foi enterrado exatamente onde hoje se segue a basílica do Vaticano, em Roma. Foi o primeiro papa. É objeto de devoção em Portugal.
Santo Antônio de Pádua
Morreu em 13 de junho, em Pádua, Itália, aos 36 anos. Nasceu em Lisboa, Portugal, em 1195. A tradição popular lhe atribui caráter brincalhão e a fama de ser um milagroso casamenteiro, venerado pelas moças solteiras. É o santo a quem se recorre para achar objetos perdidos. Como santo português, no século XIII foi incorporado às comemorações juninas em Portugal e trazido pelos colonos para o Brasil.
Mesmo as Festas Juninas terem se tornado de Perfil Católico, sou fã dessas Festas e sempre que posso vou à uma Quermesse, mas para não deixarmos as tradições de lado, quem sabe não aproveitar o mês de Junho e incluir as Crianças nessa tradição tão Brasileira???
O mês de junho é marcado por fogueiras, danças, comidas típicas e muitas bandeirinhas em todo o país, apesar das peculiaridades e características próprias de cada região brasileira.
As comemorações se iniciam no dia 12/06, véspera do Dia de Santo Antônio e terminam no dia 29, dia de São Pedro.
O auge da festa acontece entre os dias 23 e 24, o Dia de São João propriamente dito.
As tradicionais festas juninas podem ser um charmoso tema de decoração para recepção de amigos ou comemoração de aniversários.

Selecionamos algumas dicas para você organizar uma festa junina.


Dicas para festas junina mais fina.
Para uma festa junina mais fina evite muitas cores e excessos, escolha três cores básicas e as utilize na decoração.
Cores mais sérias puxadas para o neutro e escuro como: azul, vinho e cinza, são cores usadas no artesanato country americano e a combinação fica bem chique.

Se conseguir encontrar xadrez com essas cores ficará muito adequado! Verde escuro, azul escuro e bege também são cores finas.
Quanto as mesas de doces, use temas de doces juninos mas de confecção mais primorosa e caprichada, isso com certeza acrescentará mais charme.
O mesmo com a música, se conseguir que algum profissional transforme musicas sertanejas e juninas em instrumental

COMO ORGANIZAR UMA FESTA JUNINA

1. Tema
2. Local, data e horário
3. Convite personalizado
4. Comidas e bebidas
5. Decoração do local
6. Colaboradores
7. Brincadeiras
8. Lembrancinhas
9. Trajes
10. Maquiagem
11. Música e Dança
.Opcional
- Barracas - estrutura
- Barracas de brincadeiras
- Mesas ou barracas de comidas e bebidas
- Fichas para as barracas
Local, Data e Horário
Decida o local. Se for alugar um espaço, atenção aos itens:
- valor do aluguel,
- necessidade de uma área coberta,
- banheiros,
- segurança,
- localização.

Para seguir a tradição, o arraial pode ser próximo aos dias dos santos homenageados:
13 de junho (Santo Antônio), 24 de junho (São João) e 29 de junho (São Pedro).
É recomendável adequar o horário à faixa etária dos participantes.
Por exemplo: para crianças pequenas, festas entre 11h e 17h; adolescentes e adultos, das 15h às 21h.
Convite



Você pode e estipular um valor ao convite, se for organizar uma festa beneficente
ou uma forma de adquirir recursos para o evento.
Se for estipular valor para o convite é importante a existência de fichas para as brincadeiras e comidas...


Fichas veja dicas importantes

• Faça o cálculo dos custos antes de fixar o valor das fichas. O valor deverá cobrir as despesas;
• Por toda a festa devem ser espalhados os caixas que vendem tais fichas.
• Venda as fichas em "pacotes" de R$5,00 (com 5 fichas de R$1,00)
• Mantenha nos caixas calculadora e bastante troco para evitar filas.
• Cada barraca de alimento ou jogos deve ter uma caixa lacrada, tipo "cofrinho", para receber as fichas dos convidados. Assim será possível, ao final da festa, conferir o movimento de cada barraca.
Idéias de convite:
você pode fazer uma mini espiga de milho de biscuit nela você amarra uma fitinha de cetim com um bilhetinho com a data, local e horário. Nao pode esquecer de colocar que tem que ir de traje típico...
Ou também um convite tradicional com algumas bandeirinhas desejadas e uma fogueira.



Comidas e Bebidas típicas

Monte um cardápio variado com comidas típicas.
Distribua pratos individuais, acondicionados em saquinhos de papel e potinhos descartáveis.
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento.



Salgados

• amendoim torrado,
• biscoito de polvilho,
• cachorro quente,
• churrasco (bovino, frango e lingüiça),
• cuzcuz,
• fogazza,
• milho cozido,
• milho verde,
• pastel,
• pinhão,
• pipoca,
• pratos regionais
• salgadinhos diversos,
• sanduiches diversos..



Doces
  • amendoim doce,
  • arroz doce,
  • algodão doce,
  • batata doce,
  • bolo de milho,
  • bolo de fubá,
  • bolo de amendoim,
  • bolo de pinhão,
  • Bolo de aipim (mandioca),
  • bombocado,
  • broa de fubá,
  • canjica,
  • churros,
  • cural,
  • cocada,
  • doce de batata doce,
  • doce de abóbora,
  • doce de abóbora com côco,
  • Doces de beterraba,
  • doce de leite,
  • espetinhos de fruta com chocolate,
  • gibi (doce de amendoim)
  • maçã do amor,
  • pamonha,
  • paçoça,
  • pé-de-moleque


Bebidas

• água,
• cerveja,
• chocolate quente,
• quentão,
• suco,
• vinho quente,
• refrigerante,


Bolo: - O bolo pode ser bolo gelado embrulhado e os pacotinhos embrulhados em palha de milho (parecendo paponhas) colocados dentro de um enorme chapéu de palha sobre a mesa onde deverão ter pratinhos de cerâmica rústica (casa de produtos religiosos de umbanda)
Em copinhos de cerâmica, sirva suco de uva ou outro suco, para crianças, e para os adultos, quentão e vinho quente.
Não esquecer:
- Sirva os alimentos acondicionados em guardanapos e/ou pratinhos descartáveis;
- Gelo para as bebidas
- Os alimentos expostos devem ser cobertos com tela;
- Os colaboradores das barracas de alimentos e bebidas devem usar luvas e touca de cabelo descartável;





O espaço deve ser bem decorado.

- Coloque muitas bandeirinhas e cartazes com a história dos santos da Festa Junina.
- distribuir pelo local algumas faixas de identificação para orientar os convidados:
- banheiros, - entrada, - caixa, no topo das barracas ou mesas deve haver a identificação,
Confira agora algumas dicas para você enfeitar o local.



Para sua casa se transforme em um verdadeiro arraial, siga algumas dicas:

- Decore a sala com faixas largas de chita sobre. O colorido dará um ar gracioso ao local;
- A mesa pode ser decorada com a mesma padronagem da chita. Forre a mesa com um retalho de juta e por cima coloque pedaços de chita espalhados;
- Coloque também porta-retratos com imagens de São Pedro, São João e Santo Antônio espalhados;
- Você pode substituir os quadros que tiver na sua parede por chapéus de palha;
- Decore as guloseimas com um toque de carinho: enfeite os potinhos de curau com um palito de dente decorado com uma bandeirinha presa ao alto;
- Não se esqueça, é claro, de pendurar as tradicionais bandeirinhas.

Decorando a Mesa
Dica 1

- A mesa deve ser de preferência de madeira.
- Decore a mesa com folhas de bananeira (as folhas devem ser cortadas no tamanho da altura da mesa e afixadas com tachinhas).
- Use toalha xadrez.
- A "saia", basta cobrir o tampo com juta (tecido semelhante ao de saca de café) ou uma toalha de mesa xadrez, ou uma peça em que predomine a cor vermelha.
Obs.: - Se tiver dificuldade em conseguir folhas de bananeiras, faça a saia da mesa em papel crepom colorido.

Dica 2

- A mesa deve ser de preferência de madeira.
- 1º montar o suporte para os babados. Para isso, você deve fazer uma saia de papel-jornal.
Em seguida, corte o rolo de papel crepom ao meio e o desenrole.
Faça preguinhas no papel crepom (quantos menores, mais franzido fica) e vá fixando com o auxílio de fita dupla face.
- Depois de contornar toda a mesa, comece o outro babado, tendo como suporte o papel jornal.
A quantidade de babados será definida pela altura da mesa.
- No tampo, use juta cru e faça o acabamento com fitas de tafetá coloridas. Se usar apenas uma cor de papel crepom, incremente o babado com bandeirinhas de São João.
Obs.:
- Você pode subistituira palha por papel crepon.

Dica 3
- mesas decoradas com toalha xadrez e chita,

Dica 4
- Outra alternativa para forrar a mesa é o tule" Você pode alugar uma saia franzida ou produzi-la com a ajuda de uma máquina de costura. Ou forrar a mesa com o tule sem franzir na máguina.
- O tampo pode ser de juta colorida e desfiada.
- Decore a mesa com bonecos de pano caraterizados como jequinhas.
- Você pode distribuí-los entre as cestas de vime e panelas de pedra.

Dica 5

- Toalha para mesa quadriculada.
Acho legal espalhar na mesa pipocas, colocar bandeirinhas coloridas com o nome dos pratos.
As bandeirinhas e Balõezinhos servem para enfeitar mesas, não só o teto.


Decorando o Local
• muitas bandeirinhas de varias cores
Compre folhas de papel de seda ou cartolina de diversas cores. Recorte bandeirinhas em formato triangular e cole-as em um fio de barbante. Prenda o barbante de um lado a outro da sala, da garagem ou do quintal. Faça várias fileiras de bandeiras, para dar um colorido especial à festa!
• muitos balões (enfeite) de varias cores e tamanhos,...
Faça balões de cartolina nas cores que você quiser é fácil e barato e fica bonito!
• lanternas coloridas,
• tradicional balão (enfeite) e S.joão e bandeiloras,
• decorar a festa com bambu e suas folhas,
• um espantalho seria muito legal,
• correntes de jornal ou papel colorido (corta o jornal em tiras, cola uma extremidade na outra, fazendo elos colando uns por dentro dos outros) depois pinte,...
• espigas de milho perto da barraca de milho cozido ou perto dos pratos de milho na mesa,..
• nas paredes pencas de milho seco entremeados de flores do campo (margaridas, girassóis etc) e alguns ramos de bambu,
• folhas de coqueiro ou casco do coco na barraca de cocada,
- cestos com milho dentro,
• pendure alguns chapéus de palha na parede, bambu,
• uma opção legal é utilizar artesanato e reciclagem em sua festa, faça lanternas de garrafa pet, flores de filtro de café tingido com anilina colorida...
• Faça muita pipoca e passe-as por um fio de linha 10 (a de pipa), e faça colares e amarre de ponta a ponta no lugar das bandeirinhas.
• você pode colocar a famosa pinhata, um balão gigante, ou uma jarro de cerâmica e enchê-lo de balas, bombons, confetes e outras guloseimas, e amarrá-lo na arvore e vendar os olhos de quem quiser participar e de três chances da pessoa acertá-lo c/ um pau, é super divertido as criançadas amam.



• Fogueira

Faça uma "fogueira"Ex. 1 - fogueira simples pode ser de mentira feita com papel celofane ou laminado,Ex. 2 - fogueira simples pode ser de mentira feita com papel laminado nas cores vermelha e amarela. Amasse o papel de forma a imitar as labaredas.
As folhas amarelas devem ficar na parte de dentro, para imitar a chama mais forte do fogo.
Junte uns gravetos de madeira para colocar em volta e monte a fogueira.
Ex. 3 - usando uma lâmpada com base de abajour ou prenda um suporte para lâmpada (benjamim) num quadrado de madeira ligue numa extensão e entre as toras de madeira coloque papel celofane para fazer o "fogo". Escolha um lugar para esta fogueira.



Para servir as comidas e bebidas

Para servir os doces e salgados, você pode usar :
• bandeijas de palha de milho (forrados com papel celofane incolor),
• cestas de vimes
• chapéus de palha desfiados,
• cumbuquinhas de barro,
• gamelas
• peneiras de taquara forradas com guardanapos
•tigelinhas de barro,
• tábuas redondas de madeira,



Para os pratos quentes e bebida devem ser acondicionados em :

• panelas de barro,
• jarros de barro,
• caldeirões,
• panelas de ferro,
• panelas de ágata,
• tigelas de ágata
O porta-talher pode ser de vime e os guardanapos de papel xadrez ou com temas de festa junina, combinando com a cor da toalha.
- Para servir, use concha e colheres de madeira.
- Como acabamento, coloque palha no espaço entre os pratos e bonecas com vestimenta de festa junina.
- E se quiser incrementar, use peças antigas como máquina de costura, ferro de passar à brasa e caldeirões, etc.


Obs.:
- As peças de Agatá proporcionam um ar rústico, são ideais para servir pequenas porções e conservam a temperatura do alimento.
- Você pode usar tigelinhas ou cumbuquinhas brancas ou transparentes, são facilmente encontradas em casas de material de festa.
- (Para que o doce fique bem à mostra, é necessário colocar um enximento que ocupe metade da altura do chapéu.)

Onde conseguir as peças


Se você quer fazer bonito, mas não pretende gastar dinheiro com utensílios e peças para decorar a mesa, alugue-as.
Há buffets que prestam este tipo de serviço.



BRINCADEIRAS

Quadrilha:

Nas festas juninas, a música que geralmente é tocada durante a quadrilha é "Festa na roça", de Mario Zan.
Mas, se você não tiver essa música disponível, coloque outra que seja bem tradicional e vá coordenando a dança.
Não precisa ensaiar, é tudo no improviso!


Correio elegante:

Usando cartolina de diversas cores, faça pequenos cartões em formato de coração, de balão, redondo ou quadrado e coloque-os em uma cestinha.
As próprias crianças poderão escrever mensagens para os amigos, mas sem se identificar.
Um adulto ou uma criança entrega a mensagem para o destinatário, que deverá adivinhar quem a escreveu e poderá mandar um recado de volta.

Cadeia

Brincadeira da cadeia, em que pagamos para prender nossos amigos ou as pessoas que estão atrapalhando a nossa diversão.
Você paga e os policiais prendem quem está te incomodando.
É você quem decide por quanto tempo o sujeito fica preso.

Pular a fogueira:

Chame as crianças para pular a fogueira de papel laminado.

Corrida de três pés

Cada jogador amarra a sua perna esquerda à perna direita do parceiro e, assim, os dois pulam até a linha de chegada. Ganha a dupla que chegar antes.

Bingo

Compre um jogo de bingo em qualquer loja de brinquedo e coordene a brincadeira.
O vencedor leva para casa uma prenda.

Tiro ao alvo

Tem de todo tipo: latas empilhadas, boca do palhaço, alvo redondo...
Obviamente, quem conseguir acertar o alvo leva o prêmio.

Corrida com ovo na colher

Cada participante corre equilibrando um ovo cozido - pode ser um tomate ou uma batata
- numa colher até chegar à linha de chegada.


Boca do palhaço

Desenhe um palhaço em uma cartolina com uma boca bem grande e aberta.
Recorte com estilete o espaço da boca - deixando os lábios. As crianças deverão acertas bolinhas pequenas
- pode ser de tênis ou frescobol - na boca do palhaço.

Jogo das argolas

Coloque várias garrafas em um dos cantos da sala para que as crianças tentem acertar argolas.
Delimite a distância com que as crianças deverão fazer as tentativas passando fita crepe no chão.
Use a fita crepe para fixar as garrafas - de plástico, para não haver acidentes -no chão.
Dê preferência às garrafas de 700ml, que são menores e cubra-as com papel colorido por fora.
Cada garrafa corresponde a um brinde diferente. O jogador escolhe o presente que quer ganhar e tenta acertar uma argola no pino correspondente.

Pescaria

Pode ser na água ou na areia. Os pescadores têm que conseguir pegar os peixes,
que correspondem a diferentes brindes.
Recorte peixinhos e outros animais marinhos em uma cartolina.
Com fita adesiva, cole um clipe em cada bichinho e finque-os em uma bacia com areia.
Para fazer a varinha, amarre um barbante na ponta de um graveto de madeira.
Na outra extremidade do barbante, amarre um clipe, com a lateral aberta, de modo a parecer com um anzol.

Mimica

Utilize um chapéu de palha para colocar vários papéis dobrados com as letras de músicas Juninas.
Seu convidado deve retirar com palitinhos de aperitivos um dos papéis.
Somente com o uso de mímica, ele deve passar ao grupo a música "pescada".

Outras brincadeiras:

Gincanas, toca do carrinho, vira lata, canaleta, corrida de saco, pau de sebo e bingo, casamento caipira roleta...


Brinquedos:

Touro mecânico, bingo, Pau de Sebo, Cadeia, Tobogã, Banho na Boneca, Martelo de Força...


Para as prendas:

Compre prendas atrativas ou de baixo custo ou, se possível, faça uma arrecadação de doações dentro da comunidade.

Veja algumas sugestões:
• Material escolar: cadernos, lápis de cor, canetinhas, lapiseiras, massa de modelar.
• Brinquedos: bolas de diversos tamanhos, pelúcias, pequenos carrinhos e bonecas.
• Utilidades domésticas: jogos de copos, pratos para bolo, conchas, espremedores,etc.
• Artesanato: caixas, porta-retratos e produtos feitos pelos artesãos da região.
• Delícias: bombons, trufas, tortas e bolos inteiros, feitos pelas quituteiras locais.



Lembrancinhas

Um gesto simpático para os convidados guardarem sua festa na memória é entregar lembrancinhas ao final.
Veja uma sugestão:
• faria um saquinho com varias guloseimas, todo mundo adora comer no dia seguinte... Pé-de-moleque, doce de batata, doce de abobora, pacoquinha, doce de leite...
• Decore uma caixa de sapatos com pipocas e chita. Dentro dela coloque vários papeizinhos coloridos com as simpatias, sortes e adivinhas. Ao deixar a festa, cada convidado escolhe um papel e guarda como lembrança de sua festa!


Trajes

Os trajes também são um elemento imprescindível em uma Festa Junina.
Para que todos entrem no clima da festa, é importante que venham caracterizados com trajes típicos.


Traje Masculino

• Calça jeans ou de sarja,
• Tênis ou bota,
• Camisa xadrez,
• Chapéu de palha,
• Lenço colorido,
• Retalhos costurados na camisa e na calça,
• Barba e bigode desenhados com lápis de olho.


Traje feminino

• Vestido estampado decorado com rendas e retalhos;
• Sapato ou sandália;
• Lenço, flores ou chapéu;
• Cabelos trançados;
• Batom e blush leves;
• Pintinhas nas bochechas feitas com lápis de olho

Maquiagem
Maquiagem caipira para meninas

Você vai precisar de pó, sombra, blush, batom, rímel e delineador.

• 1° você deve usar um pó para deixar o rosto bem lisinho.
• Capriche no blush, mas não exagere. Não está mais na moda fazer aquelas bolotas vermelhas e desproporcionais.
• A sombra é melhor contar com a ajuda de outra pessoa. Use uma cor que combine com seu vestido
• O delineador e rímel.
• As pintinhas dão o charme da maquiagem. Não esqueça de não exagerar, assim você ganha um ar fashion até mesmo como caipirinha.
• O batom, use um pincel, mas você pode usar batom comum mesmo. Capriche na voltinha do coração da boca.
• Os cabelos faça uma trancinha. Se seu cabelo é curto invente um penteado bacana usando gel.
• Com o chapéu na cabeça e um laço diferente, você está pronta para arrasar!




Maquiagem caipira para meninos

Você vai precisar de lápis e sombra ou carvão ou uma rolha queime um pouco ela.

• Engrosse as sobrancelhas usando um lápis de olho preto ou marrom.
• Os bigodes, definem sua imagem: mais bravo, moderno, romântico ou esperto.
• A barba, faça o modelo que achar que combine mais com você.
Dê uma olhada nas barbas que seus familiares usam.
Use uma esponjinha para espalhar a sombra.
• Que charme! Um dentinho. Use o mesmo lápis que usou para fazer as sombrancelhas.
• Pronto! Agora é só colocar a camisa xadrez, o lencinho no pescoço e ir dançar a quadrilha.



Algumas Receitas
Bolo de milho -
01 lata de milho verde;
01 pote de margarina ou manteiga pequeno;
04 ovos;
02 xícaras de açúcar;
02 xícaras de flocão de milho;
01 vidro pequeno de leite de coco;
01 pacote de 50 gramas de queijo parmesão ralado;
01 colher rasa de fermento;
01 xícara de leite.

Modo de fazer: bater todos os ingredientes no liquidificador e levar ao forno. Fatie o bolo e distribuia-o numa peneira coberta com uma toalhinha de bandeja, papel celofane, ou palhas de milho. Bom apetite!

As bebidas ficam a critério do gosto de cada um, mas o quentão e a cachaça são muito apreciados. A cachaça 'cravo e canela' , por exemplo, serve-se uma dose com uma colher de mel de abelha (de boa qualidade) e mexe-se com canela em pau.

O quentão é feito com
(está mais para Vinho Quente?)06 xícaras de água;
12 cravos;
01 pedaço de gengibre;
06 canelas em pau;
02 limões cortados em rodelas finas;
1/2 xícara de açúcar;
e 01 garrafa de vinho tinto (geralmente utiliza-se vinho de garrafão).

Modo de fazer: colocar a água com os cravos, o gengibre, a canela, o limão e o açúcar numa panela. Deixe levantar fervura e cozinhe por 30 minutos. Retire do fogo e deixe a panela tampada descansar por 01 hora. Coe, adicione o vinho e sirva quente, em canecas de ágata.

Casamento Caipira
http://www.marineusantana.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=525709
Padre: Boa noite senhores e senhoras.
Se aproximem os noivos para darmos início à cerimônia.

Noivo: Sirimõia é ua coisa qui iela num cuiessi, seu padi.

Mãe da Noiva: Laigui di cunvessa fiada seu bocó i agardessa a Deus te incrontado uã besta qui caiu na sua lábia , seu fiota.

Mãe do noivo: Era só u qui fartava in riba da terra. Arrepari mermo se meu fio Vardivino é do teu panu pa mode si trocar cum tu, amalera impombada.

Padre: Silêcio!!! Tenham calma. Precisamos acabar com a violência. O mundo só será melhor quando as famílias souberem viver a paz e o amor.

Pai da Noiva: Mi adiscuipi sua incelência, mar u siôr num é pai i num sabi di qui qualidade fica ur bofi du camarada qui vê sua fia mitida cum elemento dessa laia; i tê qui sirrí di denti iscangaiado cuma si tudo fosse paiz i amô.Só sabi quem comi du bucadu, seu padi.

Pai do Noivo: Arrepari quem fala!Quem vê diz qui é genti. Puvera Deus que meu fio num tivesse si acoloiado cum sua fia Ginuveva.

Noivo: Num si meta naum pai! A vida é minha. I ieu num queru ninguém meteno a cuié adonde num foi chamadu, adonde num lhi cabi.

Padre: Que modos são estes, rapaz! Respeite seu Pai.
E o senhor, seu Genaro, procure orientar seu filho para viver em harmonia com a esposa. Ela lhe será dada em matrimônio diante de Deus e merece ser tratada com respeito e jamais com violência.
Quanto às duas famílias, procurem fazer amizade para dar o bom exemplo aos seus filhos e aos netos que com a benção de Deus virão.

Mãe do noivo: Arriégua! U caba dá o fio de mão beijada a essa catrevaji i ainda pu riba í bajulá. Num digu qui fio fais a genti inguli fogo e arrotá brasa. A genti veve pus fio i purisso si vê na obrigação de passá pu maur pedaçu.

Mãe da noiva: Teu fio lava a iégua in si casá cum Ginuveva. Adondi iele ia dá di mão di ua muié mair mio?

Noivo: Mãi! Dona Juvelina! Acabi cum essa cunfusão. Só Deus fais ieu arredá da dicisão qui tumei, i mais ninguém.

Padrinho: Meu povu ! num boti issu pa modi render mais naum! Arrespeiti o padi i us cunvidadu.

Madrinha :Apalaça aí seu padi qui a noiva vai entrane.

(A noiva entra)

Mãe do Noivo: Cruz credu!!! Nunca mi passou na menti di tê qui ingulí ua dessa. Só Deus sabe i ieu sintu.

Padre: Valdevino, aceita Genoveva como sua legítima esposa?

Noivo: (olha para trás e diz : manera aí meu sôgu, o cabo du 38 tá me furanu u ispiaço)
Diz: Sim, seu padi, aceitu (diz baixinho: Sem querer, querendo)

Padre : E você Genoveva, aceita Valdevino como esposo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até a mortes lhes separe?

A Noiva: (toda sorridente) Sim siôr padi.Aceitu sim.
( disfarçada sopra ...que alívu !!! Até qui infim !!!)

O Noivo: (baixinho)Tu num presta mais ieu ti amo, disgraçada.

Padre: O Sacramento é indissolúvel. Quem pecou , não peque mais(olhando para Ginuveva). É preciso perdoar as faltas um do outro para viverem felizes. Cada um desejando fazer a felicidade do outro. Quem casa deve aceitar o cônjuge e sua família.

Noivo: isbarra aí, seu padi! Tá bom! Já basta! Nois qué agora é cumê da festa, si divistí, i adispois si arritirá e dizer:infim sóis.

Madrinha: Viva ur noivo!!! Paima pur nubente.!!!

Padrinhos :Puxa o foli, cumpadi!!! Arrasta u pé! Vumbora festejá o casóro.

Todos: Viva ur noivo !! Viva!!!

Com som em:
http://www.marineusantana.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=525709

Música e Dança

O ritmo típico das festas juninas é o forró. Dentre os compositores e cantores mais requisitados, destaca-se o pernambucano Luiz Gonzaga.
Para não faltar animação garimpe entre os amigos CDs de música sertaneja, forró, cantigas tradicionais de São João e os clássicos da sanfona.
Durante a festa, a música deve ser constante, mas não muito alta, para não atrapalhar as conversas e não incomodar.
Para as quadrilhas recomendamos as cantigas e forrós tradicionais.
Nos momentos sem quadrilhas, a festa fica animada com forrós, músicas caipiras e clássicos sertanejos.


Algumas músicas clássicas que não podem faltar:

Capelinha de melão, de João de Barros e Adalberto Ribeiro
Olha pro céu, meu amor, de José Fernandes e Luiz Gonzaga
Pula a fogueira, de João B. Filho
Cai cai balão (autor desconhecido)
Sonho de papel, de Carlos Braga e Alberto Ribeiro
Pedro, Antônio e João, de Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago
Festa na roça, de Mario Zan


Agora sim, você está pronto para o grande arraial.

Boa festa!!!

Dicas para organizar uma quadrilha e a trilha sonora para festa junina!

Dicas para você organizar a quadrilha

Forme uma fila indiana de casais, com as meninas de braços dados com os meninos.
Depois, use palavras como as abaixo para indicar os passos das crianças.

1- "Anavantur", "Caminho da roça" ou "Caminho da festa"
Os pares seguem em fila indiana


2- "Anarriê"
Damas se separam dos cavalheiros, formando duas colunas. É importante ficar de frente para o seu par


3- "Balancê"
As crianças dançam no lugar

4- "Cavalheiros cumprimentam as damas"
Os meninos vão até as garotas, flexionam um dos joelhos e tiram o chapéu


5- "Damas cumprimentam os cavalheiros"
As meninas vão até os garotos, seguram as pontas da saia e flexionam ligeiramente as pernas

6- "Grande roda"
As crianças ficam de mãos dadas e giram em roda
7- "Damas ao centro"
As meninas saem da Grande Roda e formam outra dentro da roda dos meninos.

8- "Coroa de Rosas"
As duas rodas se misturam: os meninos (de mãos dadas) levantam os braços e passam por cima da cabeça das garotas. Depois, abaixam os braços e rodam juntos

9- "Coroa de espinhos"
O procedimento é igual ao acima, porém são as meninas que "coroam" os garotos

10- "Grande passeio"
As crianças saem da roda e voltam para a fila indiana, de braços dados com o par

11- "Olha a chuva"
As crianças dão meia-volta e continuam andando

12- "Já passou"
As crianças dão meia-volta e continuam andando

13- "Olha a cobra"
As crianças dão meia-volta e continuam andando

14- "É mentira"
As crianças dão meia-volta e continuam andando

15- "A ponte quebrou"
As crianças dão meia-volta e continuam andando

16- "Já consertou"
As crianças dão meia-volta e continuam andando

17- "Caracol"
Os pares de mãos dadas formam uma fila única e, seguindo as ordens do puxador, fazem curvas até formar um caracol
18- "Changê de damas" ou "Changê de Cavalheiros"
A menina ou o menino dá um passo a frente, trocando de par

19- "Olha o túnel"
O menino fica em frente da menina, de mãos dadas e braços levantados

20- "Preparar para o grande galope"
Um casal entra no túnel de mãos dadas. Assim que sair, deve fazer o túnel novamente.

21- "Baile geral"
Os casais dançam

22- "Vamos nos despedir"
Os pares saem de braços dados, acenando.

Prepare a seleção musical de sua festa junina
Toda festa exige uma trilha sonora!!! E é essencial para animar a festa.
As músicas típicas das festas juninas podem ser apenas cantadas ou também dançadas.
Até hoje muitas são compostas, especialmente pelos nordestinos, e formam o repertório do forró que se transformou em baile realizado não apenas no período junino.
Vai algumas dicas para você se divertir com a turminha e cantar bastante!!
Além do som da quadrilha, aposte no forró e nos clássicos sertanejos.
Cantores como Mário Zan e Luiz Gonzaga são clássicos, mas você também pode apostar nas músicas Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, Zezé de Camargo e Luciano, etc.
O ritmo típico é o forró. Na quadrilha a música mais tocada é "Festa na Roça" de Mário Zan.
Principais Músicas Juninas
1- Pula Fogueira
2- Balãozinho
3- Cai, cai balão
4- Sonho de Papel
5- Pedro, Antônio e João
6- Isto é lá com Santo Antônio
7- Festa de São João 8- Quadrilha e quentão
9- Chegou a hora da fogueira
10- Sobe meu balão
11- Noite de junho
12- São João na roça
13- Capelinha de São João
Algumas letras de Músicas Juninas


PULA A FOGUEIRA
autor: João B. Filho

Pula a fogueira Iaiá,
pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.

Nesta noite de festança
todos caem na dança
alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João.

Nesta noite de folguedo
todos brincam sem medo
a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão, quero saber se tu és
dona do meu coração.


BALÃOZINHO
Venha cá, meu balãozinho.
Diga aonde você vai.
Vou subindo, vou pra longe,
vou pra casa dos meus pais.

Ah, ah, ah, mas que bobagem.
Nunca vi balão ter pai.
Fique quieto neste canto, e daí você não sai.

Toda mata pega fogo.
Passarinhos vão morrer.
Se cair em nossas matas, o que pode acontecer.
Já estou arrependido.
Quanto mal faz um balão.
Ficarei bem quietinho, amarrado num cordão.


PEDRO, ANTÔNIO E JOÃO
autor: Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago
Com a filha de João
Antônio ia se casar,
mas Pedro fugiu com a noiva
na hora de ir pro altar.

A fogueira está queimando,
o balão está subindo,
Antônio estava chorando
e Pedro estava fugindo.

E no fim dessa história,
ao apagar-se a fogueira,
João consolava Antônio,
que caiu na bebedeira.

CAPELINHA DE MELÃO
autor: João de Barros e Adalberto Ribeiro
Capelinha de melão
é de São João.
É de cravo, é de rosa, é de manjericão.

São João está dormindo,
não me ouve não.
Acordai, acordai, acordai, João.

Atirei rosas pelo caminho.
A ventania veio e levou.
Tu me fizeste com seus espinhos uma coroa de flor.

SONHO DE PAPEL
autor: Carlos Braga e Alberto Ribeiro
O balão vai subindo, vem caindoa garoa.
O céu é tão lindo e a noite é tão boa.
São João, São João!
Acende a fogueira no meu coração.

Sonho de papel a girar na escuridão
soltei em seu louvor no sonho multicor.
Oh! Meu São João.

Meu balão azul foi subindo
devagar
O vento que soprou meu sonho carregou.
Nem vai mais voltar.

ISTO É LÁ COM SANTO ANTÔNIO
(Lamartine Babo)
Eu pedi numa oração
ao querido São João
que me desse um matrimônio.
São João disse que não,
São João disse que não,
isto é lá com Santo Antônio.

Implorei a São João
desse ao menos um cartão
que eu levasse a Santo Antônio.
São João ficou zangado.
São João só dá cartão
com direito a batizado.

São João não me atendendo
a São Pedro fui correndo.
No portão do paraíso
disse o velho num sorriso:
"Minha gente eu sou chaveiro,
nunca fui casamenteiro".


CAI, CAI, BALÃO
Cai, cai, balão.
Cai, cai, balão.
Aqui na minha mão.
Não vou lá, não vou lá,
não vou lá.
Tenho medo de apanhar.

CHEGOU A HORA DA FOGUEIRA
(Lamartine Babo)
Chegou a hora da fogueira.
É noite de São João.
O céu fica todo iluminado,
fica todo estrelado,
pintadinho de balão.
Pensando na cabocla a noite
também fica uma fogueira
dentro do meu coração.

Quando eu era pequenino,
de pé no chão,
recortava papel fino
pra fazer balão.
E o balão ia subindo
para o azul da imensidão.

Hoje em dia meu destino
não vive em paz.
O balão de papel fino
já não sobe mais.
O balão da ilusão
levou pedra e foi ao chão.


Passos da quadrilha
Anarriê e alevantú – são termos que significam recuar e avançar. Intercalam-se os passos com anarriê e alevantú.
1º Passeio dos namorados - os pares de braços dados, em fila desfilarão indo um par para o lado esquerdo e o outro para o lado direito. O grupo de casais que foram para o lado esquerdo fica lado a lado; o mesmo procedimento para os casais do lado direito.
2º Os cumprimentos – os grupos já estão formados e ficam um em frente ao outro, indo todos para o centro do salão se cumprimentam e retornam aos seus lugares.
3º O cumprimento das damas – os homens batem palmas, enquanto as mulheres vão até o meio dançando e segurando a saia. Cumprimentam sorrindo. Em seus lugares (retornam aos seus lugares, para ficarem ao lado dos cavalheiros).
4º O cumprimento de cavalheiros – os homens vão até o meio batendo os pés com as mãos para trás, depois tiram o chapéu, cumprimentando as damas e se curvam. Em seus lugares (retornam aos seus lugares colocando o chapéu)
5º O Galopê – de dois em dois cruzam-se os pares da esquerda e direita no meio do salão, e trocam de
lugares, sempre galopando.
Do 6º até o 11º item os passos são feitos em fila indiana!
6º Caminho da roça – cada dama fica na frente de seu cavalheiro, como fila indiana, havendo dama e cavalheiro, respectivamente.7º Olha a chuvvvaaa – as mãos de cada pessoa são entrelaçadas acima da própria cabeça.
8º Já passooouuu - os homens colocam os braços para trás e as mulheres seguram a saia.
9º Mariii rose - as damas levam as mãos para trás, por cima da cabeça e seguram as mãos do cavalheiro que está atrás dela; Rose mariiiiiii – o cavalheiro passa a frente da dama, ainda segurando suas mãos, invertendo as posições.
10º. Olha a cobraaa – todos pulam
11º Já matouuuuuu – param de pular e continuam andando
12º Preparar-se para a grande roda – todos dão as mãos
13º Grande roda – a roda já formada vai girando
14º Damas ao centro – as damas fazem uma roda por dentro da roda maior que permanecem os cavalheirosGIRANDOOOO
15º Preparar-se para a cestinha de rosas - damas ao lado direito de seus cavalheiros, ainda com as duas rodas formadas.
16º Cestinha de rosas, enlaçouuuuuu – os homens erguem os braços e ficam as duas rodas entrelaçadas.RODANDOOOOO
17º Grande roda – voltam à posição do item 13º, dando-se as mãos.
18º Cavalheiros ao centro
19º Preparar-se para a cestinha de cravos – os cavalheiros ficam a direita de seu par.
20ª Cestinha de cravos, enlaçouuuuuuuu – as mulheres erguem os braços e ficam as duas rodas entrelaçadas.
GIRANDOOOO
21ª Grande roda.
22ª Preparar para o caracol – a noiva começa a puxar a fila
23ª Olha o caracol - sem desfazer a roda, a noiva puxa a fila para o centro do salão, formando uma serpentina.
24ª Desmanchar o caracol – é desfeita a serpentina com a noiva retornando para o lugar inicial, formando-se a grande roda novamente.
25ª Passeio dos Namorados – os pares são formadose andam em fila. os pares de braços dados, em fila desfilarão indo um par para o lado esquerdo e o outro para o lado direito. O grupo de casais que foram para o lado esquerdo fica lado a lado; o mesmo procedimento para os casais do lado direito.
26ª Preparar-se para o túnel – todos se dão às mãos por cima da cabeça, formando um túnel.
27ª Olha o túnel – o primeiro casal entra no túnel e os outros vão seguindo até desfazer o túnel.
28ª Passeio dos namorados
29ª DESPEDIDA – os cavalheiros saem acenando com o chapéu; as damas acenando com a mão.
A partir daí todos estão liberados para dançar o forró.
Pronto, chegou na parte que todos apreciam (crei eu), mesmo que esperemos passar o mês de Junho e deixe de ter característica religiosa, fica a herança cultural e porque não o Folclore...
Não deixem de experimentar o Quentão, dispense a Pinga e a bebida é (na minha opinião), muito mais saboroso...
Tomem Chocolate quente... canjica, pipoca, pés de moleque e bolos... hummm - já bateu a fominha...
Vai os LINKs com vários sites e várias receitas (nem eu mesma sabia que haviam tantas)....
Boa "Quadrilha"...

Portal Terra:

Cozinha Bacaninha:

Livros de Receitas:

Rede Globo TVTem:

Cyber Cook:

Grupo PSP:

Mundo das Tribos:

Revista Manequim:

Ufa!!!

É link que num acaba mais!!!

"Até a vista pessoar!!!"

FLYbaby Rô
PS: Imagens retiradas do GOOGLE Imagens
FLYBaby


🌿 Respire fundo... a vida é feita de pequenos instantes 🌿

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10/06/2009

Imagens no Yahoo Mail, Grupos Yahoo e BLOGSPOT

FLYMigas!!!

Esse tutorial serve para um POST de BLOG também:

1 - Escreva a mensagem em MODO WEB (ou no Yahoo MAIL, ou no Grupo que quer enviar a Imagem) - ENVIAR


2 - Selecione no lado DIREITO - Editor de Formatação de Texto (BETA)

3 - Escreva a Mensagem completa

4 - Vá ao GOOGLE - coloque a imagem que quer colocar (CLIQUE À Esquerda no alto: IMAGENS)
EX: BOM DIA GIF


Aparecerá as figuras que você quer

4.1. Clique com o BOTÃO Direito do MOUSE e COPIE (assim a imagem será pequena)


Se quer a imagem maior, peça para abrir em nova aba e novamente "Ver Imagem em Tamanho Grande"

Clique com o BOTÃO D do Mouse, copie


Ficará do tamanho que foi criado pelo Site (nesse caso a ORIZA)

http://www.recados.oriza.net/

Esse exemplo serve para qualquer imagem, foto, nomes

5 - A outra forma, mais avançada:

5.1. Clique embaixo da mensagem que está escrevendo "VER CÓDIGO FONTE HTML"

Cole o Código HTML que os Sites de Imagens disponibilizam, eu limpo o "leia mais aqui, etc"

Ex: http://www.recados.oriza.net/gifsbyoriza-bom-dia-4.html

<a href="http://www.recados.oriza.net" title="Gifs by Oriza" target="_blank"> <p style="margin-top: 0; margin-bottom: 0"><b><span ><img src="http://www.recados.oriza.net/gifs-by-oriza-bomdia8.gif

" /> </span></b></p> <p align="left" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0">
<span ><a href="
http://www.recados.oriza.net"> <span style="text-decoration: none">
<font size="1"><b>Gifs by Oriza</b> - Lindos gifs, poemas, mensagens, recadinhos, scraps</font></span></a></span></p>
<p align="left" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0">
</p>

5.2 - Depois de colocar esse codigo e retirar o "Ver código HTML" aparecerá a mesma imagem acima

5.3 - Sites com Recados para ORKUT e HI5 sempre disponibilizam imagens e mensagens, porém sempre são grandes...

6 - Vamos supor que queiram colocar a mesma mensagem de email em um POST do BLOG, ou o contrário (faço com a Espiadinha)

Vá em "Ver código HTML" - repito, tem que ser no Yahoo, em modo WEB

Selecionar o Código e copiar

Ir ao BLOG, novo post, selecionar o HTML, colar, escrever..

Dá uma verificada na formatação: letra, distância entre-linhas e pronto... é só publicar...

Eu sei que parece dar trabalho, mas depois que pega a prática, fica muito legal as imagens...

FLYBABY

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05/06/2009

Mais um dia... enrolado...


Mais um final de semana que virá... o ano chegou ao meio e nem sei se no balanço eu fui muito produtiva...


no ano passado estava mais dinâmica, correndo atrás de carro e reforma... esse ano me sinto meio sem rumo....


Não sei se amanhã fará frio, passearemos com as meninas...



Hoje, vou ter que me "rebolar" para por ordem em casa... perdi o ônibus das 16... conclusão... tô me sentindo enrolada...


Bom, mas tem luz no final do túnel... ah tem... e não é um trem na contramão... ando emagrecendo... tô contando no outro BLOG ...


E como além de enrolada, hoje terei que ser FLY na marra, vou usar meu Kit de Limpeza de Emergência , desse BLOG... viu???




Ser blogueira ajuda a falar muito em todos os idiomas e assuntos...






Até a próxima fase....





[assinat2.gif]

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03/06/2009

O frio está de danar... imagine a alma dos parentes do Voo 447??

Será????????????????

Previsão de frio até sábado....

Ai que frio!!!!!!!!
Tá frio!!!!!! Eu estou com muiiiito frio!!!!! Quero o Anjo para abraçar!!!!!

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28/05/2009

Tempo

Um belo texto enviado por uma FLYMiga P... lá no Grupo FLYMigas


TEMPO

Quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele
soprando sulcos na pele soprando sulcos?

o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma

(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)

acho que a vida anda passando a mão em mim.
a vida anda passando a mão em mim.
acho que a vida anda passando.
a vida anda passando.
acho que a vida anda.
a vida anda em mim.
acho que há vida em mim.
a vida em mim anda passando.
acho que a vida anda passando a mão em mim

e por falar em sexo quem anda me comendo
é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás

um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos

acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando

Viviane Mose


Ps. No link abaixo podemos ver uma de suas palestras, e lá pelo meio da falação ela declama este texto.

http://video.google.com/videoplay?docid=-7886555701259993758&hl=pt-BR

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27/05/2009

A tricoteira brincalhona!

Boa Tarde!!

Olá Gentem... é muito bom poder fazer algo que a gente gosta, com tempo e disponibilidade, sem cortes e interrupçõs...

To animada com o Curso de Trico e assim que eu lembrar de carregar as pilas (andam descarregando à toa), posto o casaquinho que sai hoje ou amanhã, a bolsa, o porta controle remoto, o porta-raquete-mata-pernilongos e afins...

Acabei de ver esse jogo no blog Casaterapia e me deu a maior vontade de brincar!
A Aline traduziu e respondi.
Indicarei 5 pessoas para continuarem a brincadeira.
Espero que gostem!

Beijos

5 coisas até R$ 5,00 que não posso viver sem...
1. Um cafezinho
2. Meu copo com rosca da Plasútil
3. Sabonete OX
4. Prendedor de Cabelo estilo "peixe"
5. Meu porta-crachá

5 filmes favoritos...
1. Nove Semanas e Meia de Amor
2. Dirty Dancing
3. Um lugar chamado Notthing Hill
4. Linda Mulher
5. O casamento do meu melhor amigo

5 nomes de bebês que eu amo...
1. Beatriz
2. Ana
3. Julia
4. Roberta
5. Saulo

5 músicas que adoro...
1. Tocando em Frente
2. O Violeiro Toca
3. O Divã
4. Traumas
5. Don´t Cry for me Argentina

5 acontecimentos importantes da minha vida...
1. O dia que eu conheci o Paulo
2. Dia do começo do nosso namoro
3. Quando passei no vestibular
4. Quando casei com o Paulo
5. A morte do meu Avô

5 obcessões...
1. Falar
2. Pão de Queijo
3. Café
4. Amar o Paulo
5. Ser Feliz

5 lugares que quero conhecer...
1. Pantanal
2. Gramado
3. Espanha
4. Las Vegas
5. Hawaii

5 utilidades domésticas ou acessórios de cozinha que não posso viver sem...
1. Computador
2. Transcoder TV à Cabo
3. Sanduicheira Singer
4. Cafeteira Expresso
5. Máquina de lavar roupas

5 fotos inspiradoras...

1. O Carinho e Respeito dos meus Sogros

2. Cristo Cuidando de Nós

3. Meu Anjo Feliz em uma Viagem

4. Animais Abandonados


5. As Criações de Deus

As próximas 5 indicadas para responder essa enquete...
1. Grazi Moreli do BLOG Viagem com G
2. Anna Rivelli do BLOG Dicas da Anna
3. Mônica do BLOG Inventadeira de Moda
4. Luiza do BLOG Luiza Alexandra
5. Lúcia Correia do BLOG Menina Prendada

Espero que gostem, passeio por muitos BLOGs e peguei um assunto de cada um que gosto!!

Beijinhos

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26/05/2009

Várias fases!

Boa Tarde!!

Estou em várias fases:
Quero emagrecer
Quero harmonia no casamento
Quero acertar as dívidas
Estou cuidando do Grupo
Estou Blogando
Estou fazendo Hidroginástica
Consegui colocar o serviço em ordem e
Hoje começo minha fase "tricoteira"...

artes plásticas e visuais /
oficinas


TRICÔ PARA BEBÊ

Coordenação da
artesã Maria Angela Nalon. Confecção em tricô de peças para enxoval
de bebê, como sapatinhos e casacos, em pontos básicos e trabalhados.

R$ 12,00; R$ 6,00 (usuário matriculado, a partir de 60 anos e
estudantes). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado
e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 26/05 a
04/06. Terças, quartas e quintas, das 18h30 às 21h30.
SESC
Ribeirão Preto


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16/03/2009

Fase Organizada e descanso

Boa Tarde!!

Estou caminhando para me organizar...
Falta algumas coisas para vencer a meta de joje... mas vou caminhando...

O plano está no BLOG www.fly_ro_brasileira.zip.net...

Não vou repetir o POST, pois é enorme!!

Beijos

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14/03/2009

Duas fases: reclamona e cuidando de mim

Boa Tarde!!!

Acabei de fazer meu "SPA" em casa... no balanço geral me saí muito bem:
- Pintei meus cabelos e enrolei bobs para definir cachos
- Esfolieie e fiz unhas dos pés
- Unhas das mâos
- Depilação
- Tomei água, suco
- Tomei um café da manhã adequado...

A frustração está em não conseguir dobrar a barriga, e nem adianta comentar com o maridão... eles nem percebem o quanto que frustra... quem assistiu "Tomates Verdes Fritos" lembrará da Kate Bates chorando por essa frsutração... a barriga redonda e saliente nos impede de nos vermos, se não for enfrente ao um espelho e se nos olhamos no espelho, invariavelmente não queremos ve o que ele nos mostra... mulheres descuidando-se por causa da barriga...

Mas vá lá, consegui um dia de SPA, deu certo... tô em dia com meus cuidados pessoais e com o primeiro passo a caminho de volta a mim mesma e ao meu amor próprio... com atalhos e sabotagens próprios da fase da TPM, mas querendo a vitória...

Vou me empenhar em começar a Reeducação na segunda - risos - não poderia ser diferente, vou pegar carona com as FLYMigas e buscar a "dobradura" da barriga, para as unhas dos pés ficarem mais bem feitas...

A Reclamona? Bem... reafirmo que cumprir horários em casa me deixa meio "brava", tá certo que tudo começou quando conheci um método de organização, que faz muito bem acordar mais cedo e ter as coisas em ordem antes do meio dia... mas tem horas que sinto saudades de ser mais "leve" comigo mesma e não me exigir tanta perfeição...

🌿 Respire fundo... a vida é feita de pequenos instantes 🌿

✨ Veja Inspirações da Semana

13/03/2009

Eu quero voltar!!

Boa Tarde!!

Me comprometi a escrever as fases... mas é simples... tem fases que não se dá para escrever nem falar, nem pensar...

Estou em uma fase de busca: da auto-estima, do namoro eterno, do amor seguro, da mulher madura... da moleca...

Às vezes me pego recordando de como era fácil esquecer dos problemas, não ter dívidas financeiras, não precisar brigar pelo espaço e descansar...

Sou uma pessoa que adoro jogar Games, adoro dormir e cozinhar... estou em uma fase que tudo que eu gosto tem que ter prazo para fazer...

Mas vamos vivendo essas fases - uma a cada vez e cada vez uma fase...

Bom fim de semana!!!

Vou começar as férias... quem sabe essa fase de "vacation" seja de repouso da alma e mente!!!

Beijos

🌿 Respire fundo... a vida é feita de pequenos instantes 🌿

✨ Veja Inspirações da Semana

08/03/2009

O Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas

Bom dia!!!





O Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas

http://www.piratininga.org.br/memoria/mulheres-vito.html

Por Vito Giannotti, 8 de março de 2004
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Quando começou a ser comemorado o Dia Internacional da Mulher? Quando começou a luta das mulheres por sua libertação? Qual é a influência do movimento socialista na luta das mulheres? E o 8 de Março, como nasceu? A data teve origem a partir do quê? Onde? Estas e outras questões mereceram uma atenção especial em 2003, quando nos jornais e na Internet apareceram repetidamente versões diferentes. Todas, no entanto, esqueceram a palavra-chave, que está na luta da mulher por sua libertação: mulher "socialista".
Em 2003, nas vésperas do 8 de Março, o jornal cearense O Povo publicou um longo artigo de uma professora da Universidade Federal do Ceará (UFCE) que deixou muita gente assustada. O mesmo aconteceu com vários artigos que circularam pela Internet.

Para encarecer a dose, logo após a comemoração do Dia Internacional da Mulher, em 2003, o novo jornal que acabara de sair, Brasil de Fato, no seu número 1, também trazia um artigo da mesma professora da UFCE, Dolores Farias, que reafirmava o que ela havia escrito no jornal O Povo, dias antes.

Houve pessoas que ficaram furiosas com a contestação da origem da data do Dia Internacional da Mulher. Procurando entender o porquê desta confusão.

Na verdade, a questão da origem do 8 de Março já é discutida há uns 40 anos. Em 1996, o Jornal do Brasil trazia um artigo da professora da UFRJ, Naumi Vasconcelos, no qual ela dizia que a tal greve de Nova Iorque, em 1857, quando teriam morrido 129 operárias queimadas vivas, nunca existiu. E ela afirma que a origem desta data é bem outra.

No mesmo ano, em março, Conselho de Classe jornal do SEPE, Sindicato dos Profissionais de Educação da rede pública do Estado do Rio de Janeiro, trazia um artigo da mesma professora Naumi, com o título sugestivo de: Quem tem medo do 8 de Março? Este mesmo texto da Naumi já tinha sido publicado no mensário Em Tempo, pouco antes.

Uma pesquisa de 12 anos

Neste artigo, a autora citava, como fonte fundamental para a discussão, um livro de uma pesquisadora canadense intitulado: O Dia Internacional da Mulher – Os verdadeiros fatos e datas das misteriosas origens do 8 de março, até hoje confusas, maquiadas e esquecidas.

Este livro, da autora canadense Renée Côté, saiu em 1984, mas estranhamente ficou esquecido por várias razões. O livro da Renée é totalmente antiacadêmico, anticonvencional. Mas, mais do que a forma, o que fez o livro cair em esquecimento é o que ela afirma, que incomoda muita gente. Ela prova por a+b, ao longo de 240 páginas, que as certezas criadas nos anos de 1960, 70 e 80 pelos movimentos feministas, a respeito do surgimento do 8 de Março, são pura ficção.

Ela derruba um mito caro às mulheres feministas, que tanto penaram para afirmar esta data. Além disso, o livro acabou caindo no esquecimento porque é mais fácil aceitar versões já consolidadas de histórias, caras às nossas vidas, do que questionar mitos estabelecidos. Assim como, para muitos, é mais fácil aceitar a historinha de Adão e Eva, criados do barro, uns seis mil anos atrás, do que questionar as origens do homem, bem mais complexas, centenas de milhares de anos atrás.

Há um outro fator determinante que fez o livro da autora canadense cair no limbo: ela deixa transparecer, o tempo todo, sua visão favorável à autonomia dos movimentos sociais frente aos partidos e mostra uma prevenção à própria idéia de partido político.

O livro se insere no grande leito de luta autonomista, típica dos movimentos de esquerda dos anos 70. Isto cria uma animosidade com muitos setores da esquerda mais influente, que poderiam divulgar sua obra. Mas, deixando de lado simpatias, ou alergias, vamos entrar no cipoal deste mito.

A explicação da origem do mito da greve de Nova Iorque de 1857, nos EUA, e do esquecimento de outra greve real, concreta e julgada inoportuna pelo Partido e pelo Sindicato, de 1917 na Rússia, vamos ver só no final do artigo. A questão-chave é ver por quê, no mundo bipolar da Guerra Fria dos anos 60 do século passado, os dois blocos em disputa aceitaram a versão de uma greve de mulheres, em 1857, nos EUA, e esqueceram uma outra greve de mulheres, em 1917, na Rússia. Os motivos são mais políticos que psicológicos.

Há vários estudos, cada um acompanhado de uma vasta bibliografia, que vão no mesmo sentido das pesquisas da Renée Côté. Entre eles destacamos os artigos "8 de Março: Conquistas e Controvérsias" de Eva A. Blay, de 1999. Outro estudo é de Liliane Kandel, de 1982, "O Mito das Origens: sobre o Dia Internacional da Mulher". Outro texto muito rico é da Sempreviva Organização Feminista (SOF), de 2000, "8 de Março, Dia Internacional da Mulher: em busca da memória perdida". Vamos apresentar a síntese destas recuperações históricas.

O clima mundial quando nasceu o mito de 1857

Na década de 60 o mundo vivia uma grande convulsão político-ideológica. Somente no começo dos anos 70, o jogo se define e o bloco ocidental americano, isto é, capitalista, leva a melhor sobre o bloco soviético, socialista. A chegada do homem à lua, por parte dos americanos, em 69, definiu o destino da humanidade por várias décadas e, quem sabe, séculos. A URSS, a partir dessa data, entra em rápida decadência e o bloco americano caminha rumo ao império neoliberal mundial.

Esta década foi um vendaval nos costumes e ideologias do mundo. Mexeu com todo o equilíbrio político-cultural do planeta. Os anos 60 começam com a vitória do povo da Argélia contra o colonizador francês que foi o estopim das guerras de libertação no Congo, Senegal, Nigéria, Ghana e em toda a África.

A China vivia sua Revolução Cultural, com o famoso Livro Vermelho de Mao Tse Tung, que influenciava milhões de jovens no mundo inteiro. O Vietnã, após ter derrotado a França em 54, enfrentava e preparava a derrota do maior exército do mundo. Os países ex-coloniais tinham criado o movimento dos Não-alinhados. O mundo árabe, sob a liderança de Nasser, começava a se mexer.

Enquanto isso, a Revolução Cubana, com os barbudos Fidel e Che, era um modelo para os revolucionários da América Latina e do mundo.

No bloco soviético, aumentava a contestação interna com a Primavera de Praga, em 68, na República Tcheca. Enquanto isso, a Igreja Católica vivia as dores do parto do nascimento da Teologia da Libertação, pós-Concílio Vaticano II, que negava o apoio a exploradores, opressores, colonizadores e senhores da guerra, com suas cruzadas, e começava a falar em libertação dos oprimidos.

No mundo ocidental, os costumes tradicionais eram contestados pela entrada em cena do mundo jovem: Beatles, Woodstock, Black Power, movimento hippie e Panteras Negras. Na América Latina, faziam-se guerrilhas contra ditadores representantes do capital local e capachos do imperialismo americano.

As mulheres americanas e européias haviam descoberto a pílula e as dos países do Terceiro Mundo, a metralhadora, nas guerrilhas lado a lado com os homens.

No Ocidente, os estudantes passaram dos livros de Marcuse a Alexandra Kollontai e Wilhem Reich com sua Revolução Sexual e A Função do Orgasmo. As mulheres americanas se manifestavam contra a Guerra do Vietnã e falavam em Women's Lib, libertação das mulheres.

Os estudantes erguiam barricadas em Paris, tomavam as ruas em Praga, Berkley e Rio de Janeiro e falavam de revolução e de amor: revolução social e sexual. E as feministas nas suas manifestações falavam de "mística feminina" e queimavam sutiãs nas praças públicas.

Nesse caldeirão cultural mundial, em Chicago, em 1968 e em Berkley, em 69, se retoma, através de boletins e jornais feministas, a idéia do Dia Internacional da Mulher. Só que se esquece de que no começo do século, quando nasceu o Dia da Mulher, se acrescentava a qualificação de socialista. Este dia tinha caído no esquecimento, enterrado por sucessivas avalanches históricas.

As duas guerras mundiais, a burocratização stalinista da União Soviética e o avanço do capitalismo ocidental na sua versão clássica americana, ou na sua versão socialdemocrata européia, cada vez menos socialista, não tinham interesse em comemorar o 8 de Março.

Nos países comunistas, após a 2ª Guerra Mundial, voltaram as comemorações do 8 de Março. Mas estas eram mais para louvar a política dos seus respectivos governos do que para encaminhar a luta pela total libertação da mulher.

É nesse clima político-ideológico que será retomada a idéia de se comemorar uma data internacional para a luta de libertação das mulheres.

A origem do mito da greve de 1857

O que estamos acostumados a ler nos boletins de convocação do Dia da Mulher é a história de uma greve, que aconteceu em Nova Iorque, em 1857, na qual 129 operárias morreram depois de os patrões terem incendiado a fábrica ocupada.

A primeira menção a essa greve, sem nenhum dos detalhes que serão acrescentados posteriormente, aparece no jornal do Partido Comunista Francês, na véspera do 8 de Março de 1955. Mas onde se dá a fixação da data do 8 de março, devido a esta greve, é numa publicação, que apareceu em Berlim, na então República Democrática Alemã, da Federação Internacional Democrática das Mulheres. O boletim é de 1966.

O artigo fala rapidamente, em três linhas, do incêndio que teria ocorrido em 8 de março de 1857 e depois diz que em 1910, durante a 2ª Conferência da Mulher Socialista, a dirigente do Partido Socialdemocrata Alemão, Clara Zetkin, em lembrança à data da greve das tecelãs americanas, 53 anos antes, teria proposto o 8 de Março como data do Dia Internacional da Mulher.

A confusão feita pelo jornal L ´Humanité não fala das 129 mulheres queimadas. Aonde se começa a falar desta mulheres queimadas é na publicação da Federação das Mulheres Alemã, alguns anos depois. Esta historinha fictícia teve origem, provavelmente, em duas outras greves ocorridas na mesma cidade de Nova Iorque, mas em outra época. A primeira foi uma longa greve real, de costureiras, que durou de 22 de novembro de 1909 a 15 de fevereiro de 1910.

A segunda foi uma outra greve, uma das tantas lutas da classe operária, no começo do século XX, nos EUA. Esta aconteceu na mesma cidade em 1911. Nessa greve, em 29 de março, foi registrada a morte, durante um incêndio, causado pela falta de segurança nas péssimas instalações de uma fábrica têxtil, de 146 pessoas, na maioria mulheres imigrantes judias e italianas.

Esse incêndio foi, evidentemente, descrito pelos jornais socialistas, numerosos nos EUA naqueles anos, como um crime cometido pelos patrões, pelo capitalismo.

Essa fábrica pegando fogo, com dezenas de operárias se jogando do oitavo andar, em chamas, nos dá a pista do nascimento do mito daquela greve de 1857, na qual teriam morrido 129 operárias num incêndio provocado propositadamente pelos patrões.

E como se chegou a criar toda a história de 1857? Por que aquele ano? Por que nos EUA? A explicação, provavelmente, é a combinação de casualidades, sem plano diabólico pré-estabelecido. Assim como nascem todos os mitos.

A canadense Renée Côté pesquisou, durante dez anos, em todos os arquivos da Europa, EUA e Canadá e não encontrou nenhuma traça da greve de 1857. Nem nos jornais da grande imprensa da época, nem em qualquer outra fonte de memórias das lutas operárias.

Ela afirma e reafirma que essa greve nunca existiu. É um mito criado por causa da confusão com as greves de 1910; de 1911, nos EUA; e 1917, na Rússia.

Essa confusão se deu por motivos históricos políticos, ideológicos e psicológicos que ficarão claros no fim do artigo.

Pouco a pouco, o mito dessa greve das 129 operárias queimadas vivas se firmou e apagou da memória histórica das mulheres e dos homens outras datas reais de greves e congressos socialistas que determinaram o Dia das Mulheres, sua data de comemoração e seu caráter político.

Já em 1970, o mito das mulheres queimadas vivas estava firmado. Rapidamente foi feita a síntese de uma greve que nunca existiu, a de 1857, com as outras duas, de costureiras, que ocorreram em 1910 e 1911, em Nova Iorque.

Nesse ano de 1970, com centenas de milhares de mulheres americanas participando de enormes manifestações contra a guerra do Vietnã e com um forte movimento feminista, em Baltimore, EUA, é publicado o boletim Mulheres-Jornal da Libertação. Neste já se reafirmava e se consolidava a versão do mito de 1857.

Mas, na França, essa confusão não foi aceita tranqüilamente por todas e todos. O jornal nº 0, de 8 de março de 1977, História d´Elas, publicado em Paris, alerta para esta mistura de datas e diz que, em longas pesquisas, nada se encontrou sobre a famosa greve de Nova Iorque, em 1857. Mas o alerta não teve eco.

Dolores Farias, no seu artigo no Brasil de Fato, nº 2, nos lembra que, em 1975, a ONU declarou a década de 75 a 85 como a década da mulher e reconheceu o 8 de março como o seu dia. Logo após, em 1977, a Unesco reconhece oficialmente este dia como o Dia da Mulher, em homenagem às 129 operárias queimadas vivas.

No ano de 1978, o prefeito de Nova Iorque, na resolução nº 14, de 24/1, reafirma o 8 de março como Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado oficialmente na cidade de Nova Iorque.

Na resolução, cita expressamente a greve das operárias de 1857, por aumento de salário e por 12 horas de trabalho diário, e mistura esta greve fictícia com uma greve real que começou em 20 de novembro de 1909. O mito estava fixado, firmado e consolidado. Agora era só repeti-lo.

Por que a cor lilás?

A partir de 1980, o mundo todo contará esta história acreditando ser verdadeira. Aparecerá até um pano de cor lilás, que as mulheres estariam tecendo antes da greve. Daquela greve que não existiu. A mitologia nasce assim. Cada contador acrescenta um pouquinho. "Quem conta um conto aumenta um ponto", diz nosso ditado.

Por que não vermelho? Porque vermelhas eram as bandeiras das mulheres da Internacional. Vermelhas eram as bandeiras de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai, delegadas dos seus partidos, à 1ª Conferência das Mulheres Socialistas, em 1907; e da 2ª, na Dinamarca, em 1910. Nesta última foi decidido que as delegadas, nos seus países, deveriam comemorar o Dia da Mulher Socialista.

A cor lilás na luta das mulheres tem uma origem engraçada. A feminista Sylvia Pankrust nos conta que esta foi adotada pelas sufragistas inglesas, em 1908, junto com outras duas cores, como símbolo de sua luta. Estas lutadoras pelo direito de voto escolheram o lilás, o verde e o branco. O lilás se inspirava na cor da nobreza inglesa, o branco simbolizava a pureza da luta feminina e o verde a esperança da vitória.

Historicamente, vamos reencontrar a cor lilás na retomada do feminismo, nos anos 60. O vermelho estava muito ligado aos Partidos Comunistas do Bloco Soviético que, na verdade, já tinham muito pouco de socialismo, ou de comunismo. Além disso, historicamente, vários destes partidos pouco apoio haviam dado às lutas específicas das mulheres.

A expressão "Libertação da Mulher" não era própria destes partidos. Neles, a luta da mulher era vista quase só com o objetivo de integrá-la à luta de classe. A luta feminista, para muitos comunistas, só atrapalhava a luta geral do proletariado. Tirava forças da luta principal.

Foi nesse clima que, nas décadas de 60 e 70 do século passado, a luta feminista foi retomada, num processo de auto-organização das mulheres. No movimento feminista havia uma forte crítica à prática da maioria dos partidos e sindicatos. Muitos movimentos se organizaram de forma autônoma, lutando para garantir sua independência.

Assim, várias feministas adotadaram a cor lilás, como uma nova síntese entre as cores azul e rosa. O vermelho das bandeiras das mulheres da Internacional foi esquecido. Na década de 70, as mulheres socialistas reafirmavam a origem socialista do 8 de Março, ao mesmo tempo em que várias delas assumiam a cor lilás como cor específica da luta feminista.

A libertação da mulher tem origem na luta socialista

A idéia da libertação da mulher nasceu na terra fértil do movimento socialista mundial, no final do século XIX e começo do século XX.

As raízes desta batalha podem ser encontradas nos escritos de Marx e Engels. A visão da família, da mulher proletária e da burguesa que permeiam A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, de Engels, é a base da visão dos socialistas sobre a necessidade da libertação da mulher proletária. A frase de Marx, "A opressão do homem pelo homem iniciou-se com a opressão da mulher pelo homem", demorou para dar seus frutos, mas deu.

Contemporâneos de Marx, Paul Lafargue e Laura Marx foram batalhadores da igualdade e da libertação feminina, em seus vários escritos, sobretudo em seu livro mais conhecido, Direito à Preguiça.

Clara Zetkin, desde 1890, logo após a fundação da Internacional Socialista, começou a falar, escrever e organizar a luta das mulheres visando a integrá-las à luta socialista. Visando a que elas tomassem seu lugar na luta de classes, na revolução socialista que estava próxima.

Fora da 2ª Internacional, a tradição anarquista de uma parte do movimento operário também exigia a igualdade de homens e mulheres. A realidade, naquele começo do movimento da classe trabalhadora ainda era dura: partido e sindicato eram coisas de homem. Mas, mesmo nesse ambiente desfavorável, grandes mulheres passaram a discutir com as maiores lideranças da época e deixaram suas marcas em livros e artigos e na organização das forças revolucionárias.

Foi neste embate de idéias que um dos teóricos da Internacional, August Bebel, em 1885, escreveu seu livro A Mulher e o Socialismo. E é nesse grande rio que deságua o célebre A Nova Mulher e a Moral Sexual, de Alexandra Kollontai, mais de 20 anos depois.

Nesse ambiente de lutas operárias e de discussões teóricas, no campo socialista, é que nasceu a luta pela participação política e, pouco a pouco, pela libertação da mulher.

A partir do começo do século XX, essa batalha das socialistas se cruzou com a do movimento das mulheres independentes, em sua maioria pertencentes às classes média e alta, que estavam em campanha pelo direito de voto. Essas mulheres, nos Estados Unidos e na Inglaterra, ao reivindicar o sufrágio para as mulheres, ficaram conhecidas como as sufragistas e suas relações com as socialistas eram de conflito, devido às visões e a posição de classe diferentes.

As mulheres socialistas criam o Dia da Mulher

Desde 1901, nos EUA, logo após a criação do Partido Socialista, surge a União Socialista das Mulheres, com a finalidade de reivindicar o direito de voto feminino. Entre os anos 1900 e 1908, sempre nos Estados Unidos, nascem vários clubes de mulheres, uns intimamente ligados ao Partido Socialista, outros mais autônomos, anarquistas ou não. Todos exigiam o direito de voto para as mulheres.

Em 1908, a Federação dos Clubes de Mulheres Socialistas de Chicago toma a iniciativa, autônoma, não ligada oficialmente ao Partido Socialista, de chamar para um Dia da Mulher, num teatro da cidade. Era o domingo, 3 de maio. Os debates do dia tinham dois temas de pauta: 1. A educação da classe trabalhadora. 2. A mulher e o Partido Socialista.

Nessa conferência, o palestrante Ben Hanford repetiu uma das idéias-chaves de Engels no seu A Origem da Família da Propriedade e do Estado. Nas palavras do orador, de acordo com Engels, "As mais exploradas são as mães do nosso povo. Elas estão de mãos e pés amarrados pela dependência econômica. São forçadas a vender-se no mercado do casamento, como suas irmãs prostitutas no mercado público."

Mas não foi esse encontro independente, no teatro The Garrick, de Chicago, que foi reconhecido pelo Partido Socialista como começo da comemoração do Dia da Mulher. A iniciativa desse dia tinha nascido fora da estrutura oficial do Partido.

O primeiro dia da Mulher, nacional, assumido pelo Partido, foi no ano seguinte, em Nova Iorque, em 28 de fevereiro de 1909. Em outras cidades do País, como Chicago, o dia foi celebrado em outras datas.

O objetivo desse dia, convocado pelo Comitê Nacional da Mulher do Partido Socialista americano, "era obter o direito de voto e abolir a escravidão sexual." O panfleto de convocação dizia: "A realização da revolução das mulheres é um dos meios mais eficazes para a revolução de toda a sociedade."

Desde o começo do século, nos EUA havia um importante movimento pelo voto feminino, fora da órbita dos socialistas. A maioria das mulheres do Partido consideravam esse movimento como um movimento de mulheres brancas e de classe média.

Dentro do Partido Socialista havia um constante vai-e-vem sobre esse tema. Por seu lado, as mulheres anarquistas não viam nenhum sentido na luta pelo voto, nem das mulheres e nem dos homens. O meio para construir uma nova sociedade, e a igualdade entre homens e mulheres, na visão anarquista, não seria certamente o voto, e sim a ação direta revolucionária. A principal porta-voz desta visão era a revolucionária anarquista Emma Goldman.

O ambiente americano favorecia esta reivindicação do direito de voto. Até o ano de 1909, somente em quatro estados era reconhecido o direito ao voto feminino. A extensão do voto para toda mulher americana só viria em 1920.

Na Europa, o movimento das mulheres socialistas, liderado por Clara Zetkin, também era cheio de zige-zagues.

No começo, dentro da Internacional, se levava uma guerra sistemática contra a luta pelo direito de voto feminino, visto como uma forma de desviar as forças revolucionárias das mulheres e considerado como uma reivindicação burguesa. Era assim que eram tachadas as sufragistas, seja da Europa que da América, pelos socialistas.

Essa visão européia será adotada pelo Partido Socialista americano, em meio a grandes debates e com vozes discordantes. No meio do calor e das contradições desse debate, na 1ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em 1907, em Stuttgart, 58 delegadas de 14 países elaboraram uma proposição que comprometia os vários Partidos Socialistas a entrar na luta pelo voto feminino. A resolução foi elaborada, na véspera, na casa de Clara Zetkin, por ela e duas camaradas, suas hóspedes: Rosa Luxemburgo e a única russa da Conferência, Alexandra Kollontai.

É nesse clima de embates que, em 1910, o Partido Socialista americano organiza, pela segunda vez, o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro, em Nova Iorque. O objetivo do dia é declarado sem rodeios no convite: "Arrolar as mulheres no exército dos camaradas da revolução social."

Esta comemoração, de 1910 foi marcada por uma grande participação de operárias. Eram as costureiras da cidade que haviam terminado uma longa greve pelo direito de ter o seu sindicato reconhecido. A greve durou de 22 de novembro de 1909 até 15 de fevereiro de 1910, quase na véspera do Dia da Mulher. Foi uma greve longa, dura, com fortes piquetes reprimidos com violência pela polícia, que prendeu mais de 600 pessoas. Encerrada a greve, as costureiras participaram ativamente da preparação e da realização do Dia da Mulher chamado pelo Partido Socialista.

Dois meses depois, em maio, no congresso do partido, realizado em Chicago, foi deliberado que o partido americano enviaria delegados ao Congresso da Internacional, a ser realizado em agosto, com a tarefa, entre outras, de propor ao plenário que o Dia da Mulher fosse assumido pela Internacional. Esse dia deveria tornar-se o Dia Internacional da Mulher, a ser celebrado pelos socialistas, no último domingo de fevereiro de cada ano.

Em agosto desse ano, antes do Congresso da Internacional, se realizou em Copenhague, na Dinamarca, a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas. Foi então que as delegadas americanas levaram a proposta aprovada no Congresso do seu partido. Assim, aceitando a proposta das delegadas dos Estados Unidos, Clara Zetkin e outras camaradas propõem a realização anual do Dia Internacional da Mulher.

O dia ficou indefinido. Ficou a cargo de cada país escolher a data melhor para comemorar este dia. A resolução aprovada será publicada logo em seguida, no jornal dirigido por Clara, A Igualdade, em 29 de agosto.

"As mulheres socialistas de todas as nações organizarão um Dia das Mulheres específico, cujo primeiro objetivo será promover o direito de voto das mulheres. É preciso discutir esta proposta, ligando-a à questão mais ampla das mulheres, numa perspectiva socialista." A outra proposta, de comemorar o Dia da Mulher junto com a data já clássica da luta operária, o 1º de Maio, defendida por Clara e várias outras delegadas, foi derrotada. O dia da Mulher deveria ser comemorado num dia próprio, específico.

O Dia da Mulher se fixa em 8 de Março

Na Europa, a primeira celebração do Dia Socialista das Mulheres aconteceu em 19 de março de 1911, por decisão da Secretaria da Mulher Socialista, órgão da Internacional. Alexandra Kollontai, que propôs a data, diz que foi para lembrar um levante de mulheres proletárias, na Prússia, em 19 de março de 1848. Nesse dia, escreveu Kollontai, as mulheres conseguiram do rei da Prússia a promessa, depois não cumprida, de obter direito de voto.

Nos EUA, a tradição de realizar o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro se repetiu em 1911, 1912 e 1913. Em 1914, será comemorado em 19 de março, seguindo a indicação da Kollontai.

Nos vários países da Europa, após a decisão da 2ª Conferência, onde havia um partido socialista, se começou a comemorar o Dia da Mulher.

Na Suécia, a primeira comemoração foi em 1º de março de 1911. O mesmo aconteceu na Itália.

Na França, o começo do Dia da Mulher foi em 1914, comemorado dia 9 de março, próximo ao Dia da Mulher na Alemanha.

Em 1914, pela primeira vez, na Alemanha, Clara Zetkin e as mulheres socialistas marcam data do Dia da Mulher para 8 de março. Não se explicou o porquê dessa data, pois não precisava. Era um detalhe sem interesse. A data era totalmente indiferente. Tinha que ser qualquer dia. Importante era a realização do dia.

Na Rússia, sob da opressão do czar, o primeiro Dia da Mulher só foi comemorado em 3 de março de 1913.

Em 1914 todas as organizadoras do Dia da Mulher foram presas e com isso não houve comemoração.

Em plena Guerra Mundial, em 1917, na Rússia, as mulheres socialistas realizaram seu Dia da Mulher no dia 23 de fevereiro, pelo calendário russo. No calendário ocidental, a data correspondia ao dia 8 de Março. Era o mesmo dia que, na Alemanha, tinha sido escolhido em 1914. Foi nesse dia que explodiu a greve espontânea das tecelãs e costureiras de Petrogrado.

Nesse dia, um grande número de mulheres operárias, na maioria tecelãs e costureiras, contrariando a decisão do Partido, que achava que aquele não era o momento para qualquer greve, saíram às ruas em manifestação por pão e paz. Declararam-se em greve. Essa manifestação foi o estopim do começo da primeira fase da Revolução Russa, conhecida depois como a Revolução de Fevereiro.

Em outubro o Partido Bolchevique lidera a grande Revolução Russa, nos "dez dias que abalaram o mundo".

Essa greve foi documentada nos escritos de Trotsky e de Alexandra Kollontai, ambos membros do Comitê Central do Partido Operário Socialdemocrata Russo e ambos, depois, proscritos pelo stalinismo vencedor. Kollontai escreve: "O dia das operárias, 8 de Março, foi uma data memorável na história. Nesse dia as mulheres russas levantaram a tocha da revolução."

Mas o texto que melhor nos conta os fatos da greve das operárias da Petrogrado é um longo trecho de Leon Trotsky, no primeiro volume de seu livro História da Revolução Russa. Vale a pena acompanhá-lo:

"O 23 de fevereiro era o Dia Nacional das Mulheres. Programava-se, nos círculos da socialdemocracia, de mostrar o seu significado com os meios tradicionais: reuniões, discursos, boletins. Na véspera, ninguém teria imaginado que este Dia das Mulheres pudesse ter inaugurado a revolução.
Nenhuma organização planejava alguma greve para aquele dia. Ainda por cima, uma das combativas organizações bolcheviques, o Comitê dos Tecelões de Rayon, formado essencialmente por operários, desaconselhava qualquer greve. O estado de espírito da massa, segundo Kaiurov, um dos chefes operários deste setor, era muito tenso e cada greve ameaçava tornar-se um confronto aberto.

O Comitê julgava que o momento de começar hostilidades ainda não tinha chegado e que o Partido ainda não tinha forças suficientes e, ao mesmo tempo, a união entre soldados e operários ainda era insuficiente. Por isso tinha decidido não chamar para greve, mas para se preparar para a ação revolucionária, num futuro ainda não definido.

Esta era a linha de conduta preconizada pelo Comitê, na véspera do dia 23, e parecia que todos a tivessem aceitado. Mas, na manhã seguinte, contra todas as orientações, as operárias têxteis abandonaram o trabalho em várias fábricas e enviaram delegadas aos metalúrgicos para pedir-lhes que apoiassem a greve.

Foi a contra-gosto, escreve Kaiurov, que os bolcheviques, seguidos pelos operários mencheviques e pelossocialistas de esquerda se juntaram à marcha.

Como se tratava de uma greve de massa, era necessário comprometer todo mundo para sair às ruas e estar à frente do movimento. Esta foi a resolução proposta por Kaiurov e o Comitê de Vyborov se sentiu forçado a aprová-la.

Pelos fatos, é então certo que a Revolução de Fevereiro foi iniciada por elementos da base que passaram por cima da oposição das suas organizações revolucionárias, e que a iniciativa foi tomada espontaneamente por um contingente do proletariado explorado e oprimido mais que todos os outros, as operárias têxteis. (...) O empurrão final veio das enormes filas de espera em frente às padarias."


Em 1921, realizou-se, em Moscou, na URSS, a Conferência das Mulheres Comunistas que adota o dia 8 de Março como data unificada do Dia Internacional das Operárias. A partir dessa Conferência, a 3ª Internacional, recém-criada, espalhará a data 8 de Março como data das comemorações da luta das mulheres.

Um dia esquecido e depois reinventado

Na Rússia comunista, após a vitória da Revolução de Outubro, nos primeiros anos do novo regime, o dia 8 de Março era comemorado todo ano, como o Dia Internacional da Mulher Comunista.

O dia, pouco a pouco, perdeu seu interesse e o adjetivo comunista foi caindo à medida que o ímpeto revolucionário da União Soviética começou a se arrefecer.

Nos últimos anos da década de 20 e, sobretudo, nos anos 30, o Dia Internacional da Mulher, seja comunista ou socialista, se perderá na tormenta que se abateu sobre o mundo. A ascensão do nazismo na Alemanha, o triunfo do stalinismo na URSS e o declínio da socialdemocracia na Europa e o vendaval da 2ª Guerra Mundial enterram as manifestações do Dia das Mulheres.

Fora dos países comunistas, no Ocidente, a humanidade só voltará a falar do Dia da Mulher, no final dos anos 60. Nesse lapso de tempo, o marco do 8 de Março, data da greve das operárias de Petrogrado, de 1917, foi esquecido.

A data da vitória das revolucionárias rebeldes russas, que impôs a derrota do absolutismo do Czar e deslanchou a Revolução Russa, não interessava aos comunistas do mundo todo. Estes, quase todos, viviam anestesiados pelos encantos ou pelo terror stalinista.

Retornar a lembrança daquele 8 de Março das operárias revolucionárias de Petrogrado também não interessava à Socialdemocracia, rejuvenescida após a destruição da Segunda Guerra Mundial e em conflito aberto com o comunismo dos países do bloco soviético.

8 de Março: uma data a celebrar

Menos que menos, a data do 8 de Março de 1917, na nascente URSS, interessava o bloco capitalista ocidental, inimigo mortal da Rússia comunista. É neste clima, propício ao esquecimento da verdadeira história do Dia da Mulher, já na década de 1950, nas publicações do Partido Comunista, na França, se começou a falar de uma forte luta das operárias americanas, em 8 de março de 1857. Talvez, a famosíssima greve do 1º de Maio, na Chicago de 1886 e as numerosas greves nas tecelagens americanas estimularam as fantasias e levaram a enfatizar a participação dos Estados Unidos na luta da mulher, o que favoreceu esta confusão de datas. Pouco a pouco se deslocou a data para 1857, em Nova Iorque. E aí, em ondas sucessivas de contadores, se chegou a historinha completa.

No dia 1º de Março de 1964, o jornal da CGT francesa, Antoinette, fala que "foram as americanas que começaram. Era 8 de março de 1857. Para exigir as 10 horas elas ocuparam as ruas de Nova Iorque". É a continuação do que já tinha aparecido no jornal do PCF, nos anos anteriores.

E finalmente, foi assim, sem precisar de uma conspiração organizada por um suposto império do mal, que na Alemanha Oriental, em 1966, a Federação das Mulheres Comunistas noticiou a história do Dia da Mulher, enriquecida com o martírio das 129 queimadas vivas.

Tudo isto foi feito de forma confusa, misturando fatos com fantasias, com cada contador, escrevendo e inventando datas e detalhes.

E foi assim, sem nenhuma deliberação conspiratória, que o mito que acabava de ser criado, em 1966, no Leste Europeu, começou a ser divulgado e foi depois enriquecido fartamente, nos EUA do final dos anos 60 e em todo o mundo ocidental.

Depois disso, era só enriquecer o mito. O que foi feito, até sua cristalização em 1975, com a ONU e logo depois com a Unesco, em 1977.


Uma data muito rica que não precisa de mitos

Derrubar o mito de origem da data 8 de Março não implica desvalorizar o significado histórico que este adquiriu.

Muito ao contrário. Significa retomar a verdade dos fatos que são suficientemente ricos de significado e que carregam toda a luta da mulher no caminho da sua libertação. Significa enriquecer a comemoração desse dia com a retomada de seu sentido original.

Significa voltar às origens do ideal socialista da maioria das mulheres que lutavam por um mundo novo sem exploração e opressão do homem pelo homem e especificamente da mulher pelo homem.

Um dia que quer retomar a comemoração e a luta de um 8 de Março sem medos. Avançar sem medos e sem vergonha pelas derrotas sofridas pelas revoluções perdidas no século XX, rumo à conquista da libertação total das mulheres.

Significa integrar todos os novos e importantíssimos aspectos da luta da libertação da mulher, descobertos com a evolução histórica da humanidade no século XX, com a retomada de suas raízes socialistas.

Integrar à clássica luta libertária, socialista e comunista do começo do século XX, as contribuições de diferentes linhas de pensamento e países, que vão de Wilhem Reich a Simone de Beauvoir, de Herbert Marcuse a Samora Machel, de Betty Friedann a Rose Marie Muraro. Integrar toda a luta do feminismo para construir uma sociedade onde a mulher seja reconhecida como gente.

Integrar estas elaborações teóricas com as lutas e as experiências de vida de milhares de ativistas, militantes e organizadoras da luta das mulheres, no mundo inteiro: das guerrilheiras latino-americanas, às mulheres vietnamitas, das trabalhadoras das fábricas às plantadoras de arroz da Índia, das Mães dos desaparecidos argentinos às lutadoras pela reforma agrária do MST.

Uma longa luta sem medo da felicidade, sem medo do prazer. Sem medo de lutar por uma revolução, que deverá ser social, sexual, e profundamente cultural. Sem medo de levantar as bandeiras vermelhas da luta pela libertação da humanidade. A libertação de homens e mulheres.

Anexo
Datas básicas sobre a origem do 8 de Março

1900-1907
— Movimento das Sufragistas pelo voto feminino nos EUA e Inglaterra.
1907
— Em Stuttgart, é realizada a 1ª Conferência da Internacional Socialista com a presença de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai. Uma das principais resoluções: "Todos os partidos socialistas do mundo devem lutar pelo sufrágio feminino."

1908
— Em Chicago (EUA), no dia 3 de maio, é celebrado, pela primeira vez, o Woman´s Day. A convocação é feita pela Federação Autônoma de Mulheres.

1909
— Novamente em Chicago, mas com nova data, último domingo de fevereiro, é realizado o Woman's Day. O Partido Socialista Americano toma a frente.

1910
— A terceira edição do Woman's Day é realizada em Chicago e Nova Iorque, chamada pelo Partido Socialista, no último domingo de fevereiro.

— Em Nova Iorque, é grande a participação de operárias devido a uma greve que paralisava as fábricas de tecido da cidade. Dos trinta mil grevistas, 80% eram mulheres. Essa greve durou três meses e acabou no dia 15/02, véspera do Woman's Day.

— Em maio, o Congresso do Partido Socialista Americano delibera que as delegadas ao Congresso da Internacional, que seria realizado em Copenhague, na Dinamarca, em agosto, defendam que a Internacional assuma o Dia Internacional da Mulher.

"Este deve ser comemorado no mundo inteiro, no último domingo de fevereiro, a exemplo do que já acontecia nos EUA".

— Em agosto, a 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada dois dias antes do Congresso, delibera que: "As mulheres socialistas de todas as nacionalidades organizarão (...) um dia das mulheres específico, cujo principal objetivo será a promoção do direito a voto para as mulheres". Não é definida uma data específica.

1911
— Durante uma nova greve de tecelãs e tecelões, em Nova Iorque, morrem 134 grevistas, a causa de um incêndio devido a péssimas condições de segurança.

— Na Alemanha, Clara Zetkin lidera as comemorações do Dia da Mulher, em 19 de março. (Alexandra Kollontai diz que foi para comemorar um levante, na Prússia, em 1848, quando o rei prometeu às mulheres o direito de voto).

— Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 26/02 e na Suécia, em 1º de Maio.

1912
— Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 25/02.

1912 e 1913
— Na Alemanha, o Dia da Mulher é comemorado em 19/3.

1913
— Na Rússia é comemorado, pela primeira vez, o Dia da Mulher, em 3/3.

1914
— Pela primeira vez, a Secretaria Internacional da Mulher Socialista, dirigida por Clara Zetkin, indica uma data única para a comemoração do Dia da Mulher: 8 de Março. Não há explicação sobre o porquê da data.

— A orientação foi seguida na Alemanha, Suécia e Dinamarca.

— Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher foi comemorado em 19/03

1917
— No dia 8 de Março de 1917 (27 de fevereiro no calendário russo) estoura uma greve das tecelãs de São Petersburgo. Esta greve gera uma grande manifestação e dá início à Revolução Russa.

1918
— Alexandra Kollontai lidera, em 8/3, as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, em Moscou, e consagra o 8/3 em lembrança à greve do ano anterior, em São Petersburgo.

1921
— A Conferência das Mulheres Comunistas aprova, na 3ª Internacional, a comemoração do Dia Internacional Comunista das Mulheres e decreta que, a partir de 1922, será celebrado oficialmente em 8 de Março.

1955
— Dia 5/3, L´Humanité, jornal do PCF, fala pela primeira vez da greve de 1857, em Nova Iorque. Não fala da morte das 129 queimadas vivas.

1966
— A Federação das Mulheres Comunistas da Alemanha Oriental retoma o Dia Internacional das Mulheres e, pela primeira vez, conta a versão das 129 mulheres queimadas vivas.

1969
— Nos Estados Unidos, o movimento feminista ganha força. Em Berkley, é retomada a comemoração do Dia Internacional da Mulher.

1970
— O jornal feminista Jornal da Libertação, em Baltimore, nos EUA consolida a versão do mito de 1857.

1975
— A ONU decreta, 75-85, a Década da Mulher.

1977
— A Unesco encampa a data 8/3 como Dia da Mulher e repete a versão das 129 mulheres queimadas vivas.

1978
— O prefeito de Nova Iorque decreta dia de festa, no município, o dia 8 de Março, em homenagem às 129 mulheres queimadas vivas.

Não poderia deixar essa data passar em branco, mesmo com tanta controvérsia da origem, o texto foi longo, mas vale a pena sabermos da origem dessa data e claro, não deixá-la passar em branco... sendo real ou mito, alguém começou a lutar por nós... as vitórias são muitas, alguns "tiros pela culatra", mas só a vitória do "Obama" lá nos Estados Unidos de tornar o salário semelhante entre homens e mulheres, já é sinal de que a "luta continua", mesmo que as vitórias sejam mais vagarosas e pontuais... vamos manter nossos saltos, batons e feminilidade em alta, pois isso, ninguém nos tira...

"Mulher da vida, minha irmã">Mulher da vida, minha irmã

Cora Coralina href="http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/mulher.htm">http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/mulher.htm

Mulher da Vida, minha Irmã.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades e
carrega a carga pesada dos mais
torpes sinônimos,
apelidos e apodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à-toa.
Mulher da Vida, minha irmã.
Pisadas, espezinhadas, ameaçadas.
Desprotegidas e exploradas.
Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito.
Necessárias fisiologicamente.
Indestrutíveis.
Sobreviventes.
Possuídas e infamadas sempre por
aqueles que um dia as lançaram na vida.
Marcadas. Contaminadas,
Escorchadas. Discriminadas.
Nenhum direito lhes assiste.
Nenhum estatuto ou norma as protege.
Sobrevivem como erva cativa dos caminhos,
pisadas, maltratadas e renascidas.
Flor sombria, sementeira espinhal
gerada nos viveiros da miséria, da
pobreza e do abandono,
enraizada em todos os quadrantes da Terra.
Um dia, numa cidade longínqua, essa
mulher corria perseguida pelos homens que
a tinham maculado. Aflita, ouvindo o
tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras,
ela encontrou-se com a Justiça.
A Justiça estendeu sua destra poderosa e
lançou o repto milenar:
“Aquele que estiver sem pecado
atire a primeira pedra”.
As pedras caíram
e os cobradores deram s costas.
O Justo falou então a palavra de eqüidade:
“Ninguém te condenou, mulher...
nem eu te condeno”.
A Justiça pesou a falta pelo peso
do sacrifício e este excedeu àquela.
Vilipendiada, esmagada.
Possuída e enxovalhada,
ela é a muralha que há milênios detém
as urgências brutais do homem para que
na sociedade possam coexistir a inocência,
a castidade e a virtude.
Na fragilidade de sua carne maculada
esbarra a exigência impiedosa do macho.
Sem cobertura de leis
e sem proteção legal,
ela atravessa a vida ultrajada
e imprescindível, pisoteada, explorada,
nem a sociedade a dispensa
nem lhe reconhece direitos
nem lhe dá proteção.
E quem já alcançou o ideal dessa mulher,
que um homem a tome pela mão,
a levante, e diga: minha companheira.
Mulher da Vida, minha irmã.
No fim dos tempos.
No dia da Grande Justiça
do Grande Juiz.
Serás remida e lavada
de toda condenação.
E o juiz da Grande Justiça
a vestirá de branco em
novo batismo de purificação.
Limpará as máculas de sua vida
humilhada e sacrificada
para que a Família Humana
possa subsistir sempre,
estrutura sólida e indestrurível
da sociedade,
de todos os povos,
de todos os tempos.
Mulher da Vida, minha irmã.
Declarou-lhe Jesus:
“Em verdade vos digo
que publicanos e meretrizes
vos precedem no Reino de Deus”.
Evangelho de São Mateus 21, ver.31.

Poesia dedicada, por Coralina, ao Ano Internacional da Mulher em 1975.

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