04/03/2026

Ainda precisamos falar sobre a violência contra a mulher

 

Ainda precisamos falar sobre a violência contra a mulher

Às vésperas do 8 de março

Estamos chegando perto do Dia Internacional da Mulher. Uma data que deveria ser de celebração, mas que, para mim, é também um lembrete doloroso: ainda precisamos falar sobre a violência contra nós.

Hoje acordei com a notícia de que o feminicídio aumentou. Se antes eram quatro mulheres assassinadas por dia, agora são quase seis. Seis vidas arrancadas, seis histórias que não vão mais se cumprir. E atrás de cada uma dessas mortes, há filhos que ficam órfãos. Em 2025, foram mais de 1.600 crianças. Quatro por dia. É como se a violência contra a mulher tivesse o poder de roubar não só a mãe, mas também o futuro das crianças.


Nos bastidores do poder
E como se não bastasse, vemos casos como o do banqueiro Daniel Vorcaro. Festas luxuosas, convidados filmados e depois chantageados. Mulheres estrangeiras usadas, sem sabermos sequer o destino delas. Esse silêncio sobre o que aconteceu com elas é, por si só, uma violência.

É duro perceber que a exploração feminina não está só nas ruas ou nas casas. Ela se infiltra nos corredores do poder, nos negócios milionários, nos jogos de chantagem. A violência contra mulheres tem muitas faces, mas todas deixam marcas profundas.

Violência que atravessa fronteiras

Ontem, 60 170 meninas iranianas morreram em uma escola. Sessenta futuros apagados em um só dia. E eu penso: não importa se é aqui, no Brasil, ou lá fora, em um país distante. A violência contra mulheres e meninas é global. Ela atravessa culturas, religiões, fronteiras. Sempre com o mesmo resultado: vidas interrompidas, sonhos roubados, silêncios impostos.



Em memória das mulheres que não deveriam ter partido



Stephanie da Silva, 26 anos - Sapopemba/SP - 01/03/2026
Eronildes Alves das Neves, 64 anos - Orlândia/SP - 02/03/2026
Mariana Alonso, de 25 anos - Sta Cruz do Sul/RS - 03/03/2026
Flávia Cunha, 42 anos - Divinópolis/MG - 03/03/2026

Seus nomes permanecem como alerta e memória.

Quando uma mulher morre, não é só ela que se vai. São filhos que ficam órfãos, famílias despedaçadas, comunidades em silêncio. Quando meninas morrem em uma escola, é o futuro inteiro que se apaga. Quando mulheres são exploradas em festas de poderosos, é a dignidade que é sequestrada.

Essas violências não estão em manchetes frias. Elas estão diante de nós, pedindo que não desviemos o olhar. Porque cada silêncio é cúmplice, e cada palavra pode ser resistência.

No dia 8 de março, não basta celebrar. É preciso lembrar, denunciar e resistir.

Calar nunca será uma opção.



03/03/2026

A Rebeldia dos Fios e das Cores

A Rebeldia dos Fios e das Cores

Há quem diga que batom vermelho é apenas cor.
Eu digo que é voz.

Cada vez que desliza nos lábios, ele conta histórias de coragem, de rebeldia, de escolhas que não cabem nos moldes da televisão ou do cinema.
Ousadia que não pede licença

O cabelo crespo pintado de vermelho, o grisalho que insiste em brilhar — tudo isso fala por mim, antes mesmo que eu diga uma palavra.
E é nessa linguagem silenciosa que descubro: ser mulher é também narrar a própria liberdade.

Era uma tarde qualquer quando percebi que minhas amigas, uma a uma, começavam a colecionar batons neutros. Tons discretos, quase invisíveis, como se a boca fosse apenas um detalhe. Eu, ao contrário, segurava firme o meu vermelho intenso — aquele que não pede licença para entrar na sala. Uma delas chegou a comprar um batom neutro para mim, como se quisesse me salvar da ousadia. Mais tarde, quando decidi assumir o grisalho, vinham as sugestões: “essa tinta não dá alergia”, “essa cor rejuvenesce”. Mas eu já havia escolhido — cada fio prateado seria medalha, não disfarce.

O cabelo crespo, pintado de vermelho, sempre foi meu companheiro de ousadia. Enquanto a televisão insistia em mostrar que a “mocinha” tinha fios lisos e comportados, eu caminhava pelas ruas com ondas indomáveis, como quem desafia silenciosamente o roteiro. 
Raiz e resistência em cada fio

Confesso que só ontem percebi como as personagens carregam essas nuances: nunca assisti novelas e filmes olhando para o uso das cores e da maquiagem. Agora entendo que não é acaso — é linguagem.

A dramaturgia e o cinema ainda tentam nos enquadrar: a vilã maquiada demais, a heroína discreta, a rebelde marcada pelo exagero. Mas eu aprendi que não há exagero em ser inteira. Viola Davis, Taís Araújo, Glenn Close, Jane Fonda, Regina King — tantas mulheres que, como eu, decidiram que cabelo, maquiagem e idade não são rótulos, mas declarações de liberdade.

E assim sigo, narrando minha própria história. O batom vermelho é coragem, o crespo é raiz, o grisalho é sabedoria. Cada escolha estética é um ato de resistência contra os moldes que tentam nos aprisionar. Porque ser livre é isso: escrever a própria crônica, sem pedir autorização ao espelho, à novela ou ao cinema.


“Entre o vermelho, o crespo e o grisalho, eu escolhi ser inteira.”






01/03/2026

Começou o Mês de março!

 


Bom domingo e bom início de mês!

Hoje quero compartilhar meu primeiro desenho em homenagem a todas Mulheres!

"Não se nasce Mulher, torna-se" 
Simone de Beauvoir"

É simples, e lembrando que as comunidades que praticam Tangles (padrões) não tem desafio em Março, se não me falha a memória, somente na semana do 8 de Março.

Postarei diariamente no @flyrobrasileira no Instagram, aqui vou deixar para o dia 8 de Março e dia 31/03, assim ficará mais fácil para mim, pois, apesar de gostar muito de escrever, não acho que tenho assunto para 31 dias.

Inicialmente iria fazer os desenhos no calendário permanente, o que fiz em dezembro de 25, depois em bordas que lembram selos. O que fiz em Janeiro/26.

No final, acabei utilizando etiquetas de presentes em formato de ❤️ (coração), e confesso a vocês, tanto os "selos" quanto os "corações" me fizeram entender porque AMO "ZENTANGLEAR" (não existe esse "verbo", o correto é "praticar Zentangle").

Se ficou curioso ou curiosa em como desenhar seus padrões, comenta...

E se já prática, e tem vontade de compartilhar suas artes, mostra para os leitores seu perfil!

Até mais!!

Beijos em seu coração ❤️!