09/02/2026

Prontos para praticar doodles?


21 Doodles para Desenhar

Prontos para praticar doodles?

Eu sei que sim.
Uma das minhas coisas favoritas é imaginar traços e desenhos legais. Mas sei também como pode ser intimidador encarar uma página em branco — ou, se está começando, talvez ainda não tenha um banco de ideias para rabiscar. Sem problema: aqui vão algumas dicas para começar!

São 21 doodles simples e divertidos para desenhar agora mesmo. Pegue qualquer lápis ou caneta, um papel que estiver por perto, e comece a rabiscar.

Se achar que 21 ideias é pouco e quiser inspiração para um ano inteiro, experimente também prompts de desenho que vão além dos doodles e podem transformar seu caderno de rascunhos em um verdadeiro laboratório criativo.


Por que desenhar doodles?

Desenhar é um hábito que precisa ser praticado regularmente até se tornar natural. Aliás, qualquer hábito só se firma com prática — de preferência diária.

E se pensa que precisa de dom, talento, aulas caras ou materiais ideais, esqueça isso. O que precisa é de vontade, papel, caneta e, quem sabe, um amigo para compartilhar essa meta. O resto vem com o tempo.

Ideias para aquecer e desenhar

  • Triângulos concêntricos
    Comece com um triângulo pequeno no centro da página e vá desenhando outros ao redor até preencher tudo. Pode usar régua para linhas perfeitas ou deixar solto. Depois, conecte triângulos, crie padrões ou apenas pinte os espaços.

  • Linha enrolada
    Faça uma linha contínua e sinuosa até ocupar a página. Pode ser simples, com bastante espaço em branco, ou super longa e cheia de voltas.

  • Flores abstratas
    Rabisque cinco flores que não pareçam reais. Brinque com formas geométricas, ondulações estranhas ou até flores que lembram animais.

  • Rostos adoráveis
    Desenhe rostos com olhos enormes e fofos. Quem precisa de boca quando tem olhos gigantes?

  • Formas geométricas sobrepostas
    Quadrados, círculos, triângulos, hexágonos… sobreponha tudo e veja o que acontece.

  • Pontos de conexão
    Espalhe 20 pontos pela página e conecte-os com linhas retas, curvas ou pontilhadas. É uma das formas mais relaxantes de rabiscar sem pensar.

  • Contorno cego
    Olhe no espelho e desenhe seu rosto sem tirar o lápis do papel. Depois, preencha os espaços com padrões.

  • Gatinho fofinho
    Rabisco de gato feito só com linhas angulosas e irregulares. O resultado é divertido.

  • Mandala solta
    Faça uma mandala à mão livre, sem se preocupar com perfeição. O charme está justamente na imperfeição.

  • Rabiscos em escada
    Desenhe escadas e preencha os espaços com padrões ou linhas. Improvise.

  • Letras sobrepostas
    Sobreponha letras maiúsculas, repita o processo e depois pinte os espaços. É viciante.

  • Casaco rabiscado
    Desenhe um casaco e preencha com padrões. Pode virar um suéter de Natal ou um zentangle estiloso.

  • Folhas de videira
    Cipós e folhas variadas, reais ou inventadas. Use a imaginação.

  • Rostos geométricos de animais
    Crie rostos de bichos só com formas geométricas. O resultado é divertido e inesperado.

  • Círculos sobrepostos
    Desenhe círculos repetidos e depois pinte os espaços. É quase meditativo.

  • Quadrado patchwork
    Um quadrado grande dividido em partes menores, como uma colcha de retalhos.

  • Árvore abstrata
    Linhas que sobem e se ramificam até formar uma árvore estilizada.

  • Nuvens
    Desenhe nuvens de vários formatos e brinque com texturas e sombras.

  • Formas a partir do centro
    Comece no meio da página e vá expandindo com quadrados, círculos e linhas.

  • Página inteira
    Metade superior com círculos listrados, metade inferior com quadrados e círculos dentro. Preencha tudo.

  • Itens da cozinha

    Garfo, colher, xícara… ou apenas formas inspiradas em objetos. Vale inventar.

Dicas espertas

  • Teste diferentes canetas e papéis. Comece simples: caneta preta e papel sulfite.
  • Experimente repetir o mesmo desenho com materiais diferentes.
  • Se uma linha parecer estranha, reforce-a ou varie o traço.
  • Vire a folha para mudar a perspectiva.
  • Repita padrões quando faltar ideia — repetição gera bons designs.
  • Crie um caderno de desenho dividido em quadrados e monte seu “banco de imagens”.
  • Quando terminar, admire sua arte e compartilhe. Encha seus feeds com cor e criatividade.
Em PDF: Drive Google


Passo a passo resumido:

  1. Pegue uma folha A4.
  2. Dobre ao meio no sentido horizontal.
  3. Dobre novamente até formar 8 retângulos.
  4. Faça um corte na linha central - tracejada (apenas no meio, não até as bordas).
  5. Dobre e encaixe até formar o livrinho.
    Dica final: depois de cortar na linha central, dobre a folha como um “T” e empurre as extremidades para formar o livrinho.
Repito: Ao decidir que seu desenho está completo, admire sua Arte e compartilhe com amigos, lembre que educar os algoritmos da rede depende do que posta, compartilha e pesquisa, encha sua vida e feeds com arte...

Uma boa semana


06/02/2026

Fevereiro começa com pacto contra o feminicídio

Feminicídio e silêncio: até quando?


O Brasil começou fevereiro com uma média brutal: quatro mulheres assassinadas por feminicídio todos os dias e cerca de dez tentativas diárias. Em 2025, foram 1.518 mulheres mortas, o maior número desde que a lei foi sancionada. Entre 2020 e 2025, já são 8.557 vidas interrompidas.

Nesta semana, os Três Poderes anunciaram um Pacto Nacional contra o feminicídio. Mas até agora, o que temos são discursos e promessas. Enquanto isso, 336 condenados ou suspeitos seguem com mandados de prisão em aberto. A impunidade é tão estrutural quanto a violência.

E os nomes dessas mulheres?
Quase nunca aparecem. Viram estatística, invisíveis nas manchetes nacionais. Essa invisibilização é também uma forma de violência: transforma vidas em números, memórias em silêncio. 

Mesmo quem tenta monitorar os dados enfrenta obstáculos: o Mapa da Violência tem falhas graves, incluindo subnotificações. Ou seja, os números oficiais já são assustadores, mas a realidade pode ser ainda pior.




Em memória das mulheres que não deveriam ter partido:

Cristiane Moraes da Silva, de 43 anos, Santo André/SP - 05/02/2026 e

Patrícia de Fátima Oliveira, de 47 anos - S.J. da Boa Vista/MG - 06/02/2026

Seus nomes permanecem como alerta e memória.



Agora, às vésperas do Carnaval, surgem campanhas como “Não é Não”, “Se liga ou eu ligo 180” e “Diversão Sim, Importunação Não!”

São iniciativas necessárias, mas sabemos que não bastam slogans. As mulheres continuam tendo que se proteger, vigiar, andar em grupo, denunciar — porque a festa, que deveria ser liberdade, ainda carrega o risco da violência.

Enquanto nos distraem com futebol, reality shows e o velho pão e circo midiático, mulheres continuam morrendo. Não podemos aceitar migalhas, nem campanhas superficiais. Respeito não é concessão, é direito.

“Não compartilhe silêncio. Compartilhe resistência.”



05/02/2026

Como descansar a mente através da Arte?

Em dias de cansaço mental e vontade de se distrair, abrir as redes sociais parece a solução mais fácil. Mas logo vem a sobrecarga: é tanta informação misturada com desinformação, tantas notícias e polêmicas, que em vez de relaxar, a mente fica ainda mais exausta.
Existe, porém, um caminho alternativo: usar a arte como refúgio. Técnicas simples como Zentangle e Doodle não apenas ajudam a descansar a mente, como também podem ser incorporadas ao nosso uso digital. Ao escolher interagir com conteúdos criativos e construtivos, estamos educando o algoritmo — ensinando às redes que queremos mais inspiração e menos sobrecarga.


Arte como refúgio

A arte tem o poder de nos reconectar com o presente. O Zentangle, por exemplo, é uma técnica de desenho meditativo feita com padrões repetitivos. Já o Doodle é aquele rabisco espontâneo que surge quando deixamos a mão livre. Ambos funcionam como uma forma de meditação ativa: simples, acessível e eficaz para aliviar a mente.
Não é preciso ser artista. Basta papel e caneta, alguns minutos de atenção e a disposição de deixar os traços fluírem. O resultado é uma sensação de calma e foco, como se cada linha fosse um respiro.


 Educando o algoritmo com escolhas conscientes

O que consumimos nas redes molda o que elas nos entregam. Cada curtida, comentário ou compartilhamento é um sinal para o algoritmo.

  • Ao interagir com conteúdos criativos e inspiradores, ensinamos às redes que queremos mais disso.
  • Ao ignorar polêmicas e conteúdos tóxicos, evitamos reforçar o ciclo da violência digital.
  • Ao seguir artistas, páginas de arte e comunidades construtivas, ampliamos o alcance do que nos faz bem.

Assim, o simples ato de desenhar e compartilhar um Zentangle ou Doodle pode se transformar em uma estratégia inteligente para moldar o ambiente digital ao nosso favor.


Práticas simples para começar

  • Reserve alguns minutos do dia para desenhar um Zentangle ou Doodle.
  • Compartilhe suas criações nas redes, reforçando o lado positivo do algoritmo.
  • Siga perfis de arte, páginas de bem-estar e comunidades criativas.
  • Evite interagir com conteúdos tóxicos — até críticas alimentam o ciclo de engajamento.
  • Use hashtags ligadas à arte e ao bem-estar para receber mais conteúdos nesse tema.

Uma conspiração para o bem

Cada traço que você desenha e cada clique consciente que você dá é parte de uma conspiração para o bem. Ao descansar a mente com arte e educar o algoritmo com escolhas positivas, você cria não só momentos de lazer, mas também um ambiente digital mais saudável para si e para os outros.


E vocês, como encontram descanso nas redes? Compartilhe suas estratégias nos comentários e vamos fortalecer juntos essa #conspiração para o bem.

 

04/02/2026

A violência que insiste em existir

Entre pactos, trabalhadoras e contradições: a violência que insiste em existir

Nesta semana, o Brasil testemunhou a assinatura do Pacto Nacional contra o Feminicídio, um compromisso histórico dos Três Poderes para enfrentar a violência contra mulheres. Um gesto necessário diante de números assustadores: mais de 156 mil denúncias de violência em apenas 12 meses no disque Denúncia 180 e um recorde de feminicídios em 2025.

Hoje, porém, temos um respiro: não há feminicídios noticiados. Esse silêncio momentâneo não significa ausência de violência, mas é simbólico que aconteça justamente na semana do pacto. É como se a realidade nos desse um intervalo para lembrar que a luta não é só contra a tragédia, mas também pela esperança.


Mas enquanto o pacto tenta dar respostas, a cultura que sustenta essa violência continua exposta em diferentes espaços — inclusive na ficção.

No episódio que assisti ontem na série Guerra dos Promotores (#NETFLIX), vimos retratado o machismo estrutural que atravessa a vida das mulheres:

  • O preconceito contra aquelas que trabalham fora e têm filhos, vistas como “menos produtivas” pelos empregadores.
  • A crítica injusta que compara a produtividade feminina com a masculina, ignorando o peso da dupla jornada.
  • A rotina desigual: mães que acordam quase duas horas antes dos maridos, mulheres solteiras que levantam uma hora e meia antes dos homens, e até a promotora casada que, mesmo acordando antes de todos, chegou atrasada porque precisava levar os filhos ao hospital.
  • A violência maliciosa de culpar a mulher bonita e sedutora por ser assediada, como se a responsabilidade fosse dela.

Essas cenas revelam a violência silenciosa que não aparece nas estatísticas de feminicídio, mas que corrói diariamente a vida das mulheres. É o peso invisível de acordar antes, carregar responsabilidades, ser julgada por sua aparência e ainda ter sua competência questionada.





Em memória das mulheres que não deveriam ter partido

Beatriz Maria Oliveira de Souza, de 28 anos, Recife - 04/02/2026 e

Jane Cristina Montiel Gobatto, de 54 anos - Bento Gonçalves - 19/04/2025

Seus nomes permanecem como alerta e memória.




A contradição institucional e empresarial

Enquanto o Congresso votou a redução de carga horária e aumento de ganhos de dinheiro para os parlamentares, criando mecanismos para pagar salários até nas folgas, trabalhadores comuns seguem enfrentando jornadas exaustivas, horas no trânsito, falta de convívio familiar, um monte de prejuízos que é difícil enumerar.

Em Ribeirão Preto, por exemplo, a rede Savegnago anunciou a escala 5x2 como se fosse modernização, mas relatos indicam que a mudança veio acompanhada da redução do horário de almoço e aumento da carga diária — uma maquiagem que mantém a exploração e uso indevido dos noticiários como forma de se promover como pioneira.

Essa contradição mostra que o machismo estrutural não está só nas casas e nas séries, mas também nas instituições e empresas que deveriam garantir dignidade.


Reflexão

O Pacto Nacional é um passo importante, mas não basta. A violência contra mulheres não se limita ao ato extremo do feminicídio: ela está também nos olhares, nas críticas, nas comparações injustas e nas rotinas desiguais que a ficção escancara e a realidade confirma.

Que cada denúncia, cada nome lembrado e cada cena exposta sirvam para reforçar que não é “culpa” da mulher — é responsabilidade de toda a sociedade mudar essa estrutura. E que possamos valorizar  o dia de respiro sem tragédia, como sinal de que será possível construir um futuro diferente.

“Hoje poderíamos respirar esperança - mas...

...enquanto isso seguiremos vigilantes.”

Informe-se, peça ajuda: 

https://www.cfemea.org.br/

https://bemquerermulher.org.br/

https://cepia.org.br/ 

https://agenciapatriciagalvao.org.br/