01/03/2026

Começou o Mês de março!

 


Bom domingo e bom início de mês!

Hoje quero compartilhar meu primeiro desenho em homenagem a todas Mulheres!

"Não se nasce Mulher, torna-se" 
Simone de Beauvoir"

É simples, e lembrando que as comunidades que praticam Tangles (padrões) não tem desafio em Março, se não me falha a memória, somente na semana do 8 de Março.

Postarei diariamente no @flyrobrasileira no Instagram, aqui vou deixar para o dia 8 de Março e dia 31/03, assim ficará mais fácil para mim, pois, apesar de gostar muito de escrever, não acho que tenho assunto para 31 dias.

Inicialmente iria fazer os desenhos no calendário permanente, o que fiz em dezembro de 25, depois em bordas que lembram selos. O que fiz em Janeiro/26.

No final, acabei utilizando etiquetas de presentes em formato de ❤️ (coração), e confesso a vocês, tanto os "selos" quanto os "corações" me fizeram entender porque AMO "ZENTANGLEAR" (não existe esse "verbo", o correto é "praticar Zentangle").

Se ficou curioso ou curiosa em como desenhar seus padrões, comenta...

E se já prática, e tem vontade de compartilhar suas artes, mostra para os leitores seu perfil!

Até mais!!

Beijos em seu coração ❤️!





28/02/2026

Precisamos: Romper o Ciclo, Proteger a Vida

Precisamos: Romper o Ciclo, Proteger a Vida

A infância roubada é a raiz da violência

No Brasil, ainda em 2024, 193 casamentos civis de menores de 16 anos foram registrados em cartórios. O Censo mostra que 34 mil meninas entre 10 e 14 anos vivem em união conjugal.
Esses números não são apenas estatísticas. São vidas interrompidas, sonhos destruídos e infâncias roubadas.

Cada vez que uma menina é entregue a um homem adulto, não estamos diante de um casamento. Estamos diante de um abuso legitimado. E cada vez que a lei falha em proteger, a violência é normalizada.


As camadas da violência

O casamento infantil é uma engrenagem que movimenta várias camadas de dor:

  • Cultural: mães que foram abusadas reproduzem o destino em suas filhas, acreditando que “sempre foi assim”.
  • Psicológica: meninas crescem com traumas invisíveis, aprendendo que sua voz não importa.
  • Social: abandono escolar, pobreza e dependência econômica perpetuam a exclusão.
  • Institucional: quando autoridades legitimam uniões precoces, o Estado se torna cúmplice da violência.

Essas camadas se entrelaçam e formam um ciclo que atravessa gerações.


A ponte para o feminicídio

O Brasil registrou mais de 87 mil casos de violência sexual infantil em 2024 e 4.041 feminicídios em 2022.
Esses números estão conectados. Meninas abusadas se tornam mulheres vulneráveis. Mulheres vulneráveis vivem em um país que tolera a violência até o ponto da morte.

Cada casamento infantil é uma semente plantada na terra fértil da desigualdade. E dessa semente brotam o abuso, a violência e, muitas vezes, o feminicídio.


O chamado à ação

Romper esse ciclo exige coragem coletiva.

  • Denunciar: não aceitar que a lei seja usada para legitimar o abuso.
  • Conscientizar: mostrar às mulheres que proteger suas filhas é também curar suas próprias feridas.
  • Transformar: exigir políticas públicas que garantam educação, proteção e dignidade às meninas.

Porque proteger a infância é proteger o futuro.
Porque dizer não ao casamento infantil é dizer não ao feminicídio.


E concluímos essa série de Posts com o mesmo chamado:

O casamento infantil não é cultura. Não é tradição. Não é escolha.

É abuso. É violência. É a raiz de uma herança de dor que atravessa gerações.

Romper esse ciclo é mais do que proteger meninas. É curar mulheres, é transformar a sociedade, é salvar vidas.

Faço um pedido de ajuda coletivo: pela infância, pela dignidade, pela vida!



Em memória das mulheres que não deveriam ter partido

Gisele Santana, de 32 anos - Brás/SP - Capital São Paulo - 18/02/2026
Não informado, de 51 anos - S. J. Rio Preto/BA - 26/02/2026
Iara Gomes de Almeida, de 33 anos - Inhuma/MG - 27/02/2026
Ana Karolina Sousa, de 31 anos - Itapipoca/CE - 14/02/2026




Seus nomes permanecem como alerta e memória.


Informe-se, peça ajuda: 

“Proteger a infância é proteger a vida. Dizer não ao casamento infantil é dizer não ao feminicídio. Que nenhuma menina seja entregue ao abuso, e que nenhuma mulher seja morta por resistir.”

27/02/2026

O Estado que Normaliza o Abuso

Quando a Justiça Falha: O Estado que Normaliza o Abuso
A lei que deveria proteger

O Brasil possui um arcabouço jurídico robusto para proteger crianças e adolescentes.

  • A Constituição Federal garante proteção integral.
  • O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe qualquer forma de exploração sexual ou conjugal de menores.
  • Tratados internacionais, como a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, reforçam que toda criança tem direito à infância plena.

No papel, a proteção existe. Mas na prática, quando um juiz autoriza que uma menina de 12 anos se case com um homem de 35, a lei é transformada em instrumento de violência.


A institucionalização do abuso

Quando autoridades legitimam uniões precoces, enviam uma mensagem perigosa:

  • À sociedade: que o corpo da criança pode ser negociado.
  • Às famílias: que entregar a filha cedo é aceitável.
  • Às meninas: que sua voz não importa e sua dor é invisível.

Essa institucionalização do abuso não é apenas uma falha individual. É uma falha sistêmica, que transforma o Estado em cúmplice da violência.


O ciclo da impunidade

A falta de fiscalização e punição cria um terreno fértil para a repetição do crime:

  • Casamentos precoces continuam sendo registrados em cartórios.
  • Autoridades locais ignoram denúncias por “tradição cultural”.
  • Processos judiciais se arrastam, deixando meninas expostas ao abuso.

O resultado é um ciclo de impunidade que perpetua a violência e mina a confiança da sociedade nas instituições.


Dados que revelam a falha

  • Em 2024, foram registrados 193 casamentos civis de menores de 16 anos.
  • O Censo mostra que 34 mil meninas entre 10 e 14 anos vivem em união conjugal.
  • Em 2022, o Brasil contabilizou 4.041 feminicídios.

Esses números revelam que o problema não é apenas cultural ou social. É também institucional, pois o Estado falha em proteger quem mais precisa.


A responsabilidade coletiva

Romper esse ciclo exige que o Estado cumpra seu papel:

  • Fiscalizar cartórios e impedir registros ilegais.
  • Capacitar juízes e autoridades para reconhecer o casamento infantil como abuso.
  • Investir em políticas públicas que garantam educação e proteção às meninas.

Mas também exige que a sociedade pressione e denuncie. Porque cada vez que o Estado falha, é a voz da sociedade que pode exigir justiça.



Em memória das mulheres que não deveriam ter partido

Simoni Trigueiro, de 38 anos - Andradina/SP - 26/02/2026
Andrelina da Silva Santos, de 39 anos - Ourolânda/BA - 24/02/2026
Angelina Maria Ramos, de 58 anos - Jd das Palmas/SP - Capital - 25/02/2026
Geni Almeida de Melo Santos, de 47 anos - São Sebastião do Paraíso/MG - 18/02/2026




Seus nomes permanecem como alerta e memória.



O casamento infantil não é apenas uma tragédia pessoal. É uma falha institucional que transforma o Estado em cúmplice da violência.

Porque quando o Estado falha, a sociedade precisa gritar.
E quando a sociedade grita, o silêncio da violência começa a ser rompido.

Romper esse ciclo é exigir que a lei seja aplicada, que a Justiça seja justa e que a infância seja protegida.

Informe-se, peça ajuda: 

“Proteger a infância é proteger a vida. Dizer não ao casamento infantil é dizer não ao feminicídio. Que nenhuma menina seja entregue ao abuso, e que nenhuma mulher seja morta por resistir.”