24/02/2026

Como o Abuso se Transforma em Tradição

 


Herança de Dor: Como o Abuso se Transforma em Tradição

O silêncio que atravessa gerações

O casamento infantil e o abuso de meninas não acontecem apenas por imposição externa. Muitas vezes, são reproduzidos dentro das próprias famílias, como se fossem parte inevitável da vida.
A avó foi casada cedo. A mãe foi abusada e silenciada. A filha é entregue ao mesmo destino. Esse ciclo não é fruto de escolha, mas de uma herança cultural de dor.


A cultura que disfarça o abuso

Em muitas comunidades, o casamento precoce é visto como “proteção” ou “garantia de futuro”. Mas, na prática, é a institucionalização da violência.

  • Tradição: “Sempre foi assim” é a frase que legitima o abuso.
  • Economia: famílias pobres acreditam que casar a filha cedo é aliviar um peso financeiro.
  • Moralidade: em alguns contextos, a virgindade da menina é tratada como patrimônio da família, e o casamento precoce é visto como forma de “preservar a honra”.

Essas justificativas escondem a realidade: meninas são privadas da infância e entregues a relações desiguais, onde o abuso é normalizado.


O trauma invisível das mães

Muitas mulheres que foram abusadas na infância não reconhecem o abuso em si mesmas. Cresceram acreditando que era “normal” ser silenciada, violentada ou obrigada a obedecer.
Esse trauma invisível faz com que, ao se tornarem mães, reproduzam o mesmo destino para suas filhas, sem perceber que estão perpetuando a violência.

É como uma ferida que nunca cicatriza e continua sangrando através das gerações.


Dados que revelam o ciclo

  • O Brasil registrou mais de 87 mil casos de violência sexual infantil em 2024, o maior número da série histórica.
  • O Censo mostra que 34 mil meninas entre 10 e 14 anos vivem em união conjugal.
  • Em 2022, foram contabilizados 4.041 feminicídios.

Esses números não são desconexos. Eles revelam um fio condutor: meninas abusadas se tornam mulheres vulneráveis, e mulheres vulneráveis vivem em um país que tolera a violência até o ponto da morte.


Romper o ciclo

Romper esse ciclo exige consciência coletiva.

  • Reconhecer que o casamento infantil é abuso, não tradição.
  • Entender que proteger a filha é também curar a mãe.
  • Denunciar práticas que silenciam meninas e perpetuam a violência.

Cada vez que uma mulher abre os olhos para sua própria história, ela ganha força para proteger sua filha. E cada vez que uma filha é protegida, uma geração inteira é salva.



Em memória das mulheres que não deveriam ter partido

Cássia Girard do Nascimento, 26 anos, Cacequi/RS
Jéssica Rodrigues da Costa, 31 anos e grávida de sete meses, Paranaguá/PR

Seus nomes permanecem como alerta e memória.

Luciara dos Santos, de 27 anos (arrastada pelo carro do ex-companheiro), Morro do Pilar/MG - 15/02/26 - SOBREVIVENTE com graves ferimentos





A ponte para o feminicídio

O casamento infantil não é apenas um crime contra a infância. É uma herança de dor que atravessa gerações.

Romper esse ciclo é mais do que proteger meninas: é curar mulheres e transformar a cultura.

Porque quando uma mãe diz “não” ao abuso, ela não apenas protege sua filha — ela protege todas as que virão depois.

Informe-se, peça ajuda: 

“Proteger a infância é proteger a vida. Dizer não ao casamento infantil é dizer não ao feminicídio. Que nenhuma menina seja entregue ao abuso, e que nenhuma mulher seja morta por resistir.”



23/02/2026

Vamos falar sobre Casamento Infantil


Hoje, não é um bom dia - nem formal, nem informalmente - é um dia muito triste!

Ontem à noite, conversando com minha prima, ela estava muito triste por vários motivos, mas - principalmente, por, depois de tantos anos sem assistir a TV aberta, acabou vendo a reportagem sobre o "casamento" de uma menina de 12 anos com um abusador de 35 anos.

Ao ouvir as notícias hoje no ICL - qual não foi a minha surpresa que a "justificativa" para "legalizarem" esse abuso de vulnerável, é porque a menina usa o termo "esposo" para o canalha envolvido nessa história - e para fechar - a criança - além de não ir à escola, também é mãe... o que dói nessa história é a permissividade da família...

Mas, ao fazer uma pesquisa mais acurada, descobri que essa criminalidade está tão "normalizada" que nem todas as denúncias resolverão se a sociedade não levar BEM A SÉRIO e estancar esse sangramento, que com certeza é a base para tornar o feminicídio o desfecho macabro do destino das mulheres - porque tem que se entender: o ser humano do gênero feminino está sendo morta, por ser mulher e não querer mais um relacionamento abusivo... gritar BASTA já não parece ser o suficiente.

Casamento Infantil: A Infância Roubada e a Violência Normalizada

A lei ao falhar, legitima a violência

No Brasil, ainda em 2024, 193 casamentos civis de menores de 16 anos foram registrados em cartórios. O Censo mostra que 34 mil meninas entre 10 e 14 anos vivem em união conjugal. Esses números não são exceções isoladas: são sintomas de uma cultura que insiste em transformar abuso em tradição.

Quando uma autoridade permite que uma menina de 12 anos se case com um homem de 35, não está apenas cometendo uma injustiça legal. Está normalizando o abuso e ensinando à sociedade que o corpo da criança pode ser negociado, que a violência pode ser disfarçada de casamento.


As camadas invisíveis do abuso

O casamento infantil não é apenas uma união precoce. Ele carrega múltiplas camadas de violência:

  • Camada psicológica: meninas submetidas a uniões forçadas desenvolvem traumas, ansiedade, depressão e dificuldade de estabelecer relações saudáveis.
  • Camada física: gravidez precoce, riscos à saúde e complicações médicas são comuns.
  • Camada social: abandono escolar e dependência econômica perpetuam o ciclo de pobreza e submissão.
  • Camada cultural: mães que foram abusadas muitas vezes, sem perceber, reproduzem o mesmo destino para suas filhas, acreditando que “é o normal”.

Essa repetição gera uma herança de violência: mulheres que não tiveram infância plena acabam aceitando abusos como parte inevitável da vida, e isso perpetua o ciclo.




Em memória das mulheres que não deveriam ter partido

Roseli Vanda Pires Albuquerque, de 47 anos, Nova Prata, RS - 21/02/2026
Glai Maria da Costa, de 48 anos - Mostardas/RS - 20/02/2025
Não Divulgado, de 34 anos (esquartejada), São Paulo Zona Sul/SP - 19/02/26
Giovana Aparecida, de 19 anos, Itanhaém/SP 20/02/26- 


Seus nomes permanecem como alerta e memória.




A ponte para o feminicídio

O Brasil é um dos países com maiores índices de violência contra mulheres.

  • Em 2022, foram registrados 4.041 feminicídios.
  • Em 2024, houve mais de 87 mil casos de violência sexual infantil, o maior número da série histórica.

Esses dados não estão desconectados. O casamento infantil é a porta de entrada para a violência de gênero. Meninas que crescem em uniões abusivas aprendem desde cedo que sua voz não importa. Essa cultura de silenciamento e submissão é a mesma que, anos depois, se traduz em feminicídios.

Cada casamento infantil é uma semente plantada na terra fértil da desigualdade. E dessa semente brotam o abuso, a violência e, muitas vezes, a morte.


O ciclo que precisa ser quebrado

O mais doloroso é perceber que muitas mulheres, por terem sido abusadas, não reconhecem o abuso em si mesmas e acabam reproduzindo o mesmo destino para suas filhas.
É um ciclo de gerações:

  • A avó foi casada cedo.
  • A mãe foi abusada e silenciada.
  • A filha é entregue ao mesmo destino.

Romper esse ciclo exige consciência coletiva. É preciso abrir os olhos para entender que o casamento infantil não é cultura, não é tradição, não é escolha. É abuso institucionalizado.


  • O casamento infantil é a raiz de uma árvore doente que dá frutos amargos: violência doméstica, abuso sexual, feminicídio.
  • Proteger a infância é proteger o futuro.
  • Dizer não ao casamento infantil é dizer não ao feminicídio.


Informe-se, peça ajuda:
 

“Proteger a infância é proteger a vida. Dizer não ao casamento infantil é dizer não ao feminicídio. Que nenhuma menina seja entregue ao abuso, e que nenhuma mulher seja morta por resistir.”


“Compartilhe este texto. Cada voz que se levanta ajuda a romper o silêncio.” 

 

18/02/2026

Espirais de conhecimento


Olá pessoal, aposto que todos estão daquele jeito: lento, porque voltar ao trabalho, estudo ou qualquer atividade que nos remete "a realidade" não é fácil depois da mini férias de carnaval, aliás, um dos meus feriados favoritos...

Apesar de ainda convalescente consegui desenhar, olha, quando o padrão é novo, os desenhos não ficam "do meu gosto", mas é isso que me remete a gostar tanto da arte abstrata que o Zentangle e CPTsme permitem...

Sugiro (de coração) que aproveitem tantos materiais que disponibilizo por aqui.. economizamos mais de 10 mil reais para cada pessoa que olha os padrões e começam a se interessar por eles, um CZT investe mais de 7 mil dólares para ser um "facilitador" ou orientador... trem como fazer o curso online? Tem, até disponibilizam um curso gratuito para quem trabalha em alguma comunidade:
Curso presencialSaiba mais Curso Online: Saiba mais - o próximo curso só será em 2028.

"A espiral se abre como poesia. Nos giros infinitos, encontro a delicadeza firme que atravessa o tempo e se faz voz."

Slinky By Suzanne Fluhr
Um giro abre caminho.
 As curvas se entrelaçam.
Cada volta é continuidade.
A espiral se completa em poesia.


A arte, assim como a ciência, é uma espiral: cada volta abre caminho, cada curva se entrelaça, cada giro é continuidade.

E falando em espirais que se transformam em poesia, quero apresentar a vocês uma pesquisadora incrível: Dra. Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, bióloga e professora da UFRJ.

Ciência que transforma vidas: Tatiana Lobo Coelho de Sampaio

Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, bióloga e professora da UFRJ, é referência internacional em biologia regenerativa e biologia celular. Ela lidera pesquisas inovadoras que podem mudar o futuro da medicina, especialmente no tratamento de lesões da medula espinhal.

Sua maior descoberta é a polilaminina, uma estrutura polimerizada da proteína laminina, capaz de estimular a regeneração neural e reduzir inflamações após lesões. Estudos pré-clínicos já mostraram resultados promissores, e os ensaios clínicos em humanos estão em andamento.

Além de pesquisadora, Tatiana é professora e chefe de laboratório na UFRJ, formando novas gerações de cientistas e fortalecendo a ciência brasileira.

O impacto de sua pesquisa vai muito além dos laboratórios:
  • Esperança para pacientes com paralisias, devolvendo autonomia e qualidade de vida.
  • Avanço científico nacional, colocando o Brasil na vanguarda da biotecnologia.
  • Transformação social, reduzindo custos em saúde e ampliando dignidade.

Tatiana Coelho de Sampaio é prova viva de que a ciência brasileira tem potência para curar, inovar e inspirar.

“Tatiana nos lembra que conhecimento é também gesto de cuidado, capaz de transformar dor em possibilidade.”

"A poesia é espiral: nunca termina, apenas se transforma. Este padrão celebra a delicadeza que resiste e se renova em cada descoberta."