Feminicídio e Carnaval: entre a festa e a memória das vítimas
O Brasil veste fantasias e sai às ruas para celebrar o Carnaval 2026. Mas atrás das cores e da música, há histórias que não podem ser apagadas. Nesta mesma semana, os Três Poderes anunciaram o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, uma iniciativa histórica. Porém, enquanto discursos são feitos, vidas continuam sendo interrompidas.
Casos recentes mostram a urgência de medidas concretas:
- Em Cachoeirinha (RS), um policial militar foi preso após o desaparecimento de três pessoas da mesma família.
- Um levantamento nacional revelou que 336 homens condenados ou suspeitos de feminicídio ainda estão em liberdade.
- No Acre, dezenas de feminicídios consumados e tentativas já foram registrados em 2026.
- E o caso mais devastador: o pai que matou os próprios filhos para atingir a esposa e depois cometeu suicídio. A mulher continua sendo vítima direta, pois sua maternidade foi violentada e sua vida marcada por uma dor irreparável.
Em memória das mulheres que não deveriam ter partido:Vanessa Lara de Oliveira (23 anos) – Juatuba, Minas Gerais - 09/02/2026 e
Juliane Cristine Schuster (30 anos) – Santa Clara do Sul, Rio Grande do Sul - 09/02/2026
E todas as demais mulheres anônimas cujas vidas foram interrompidas pela violência nesta semana."Cada nome lembrado é um ato de resistência contra o esquecimento. Cada memória é um chamado à ação."

"Cada nome lembrado é um ato de resistência contra o esquecimento. Cada memória é um chamado à ação."
Campanhas em destaque neste Carnaval
- “Se liga ou eu ligo 180” – campanha nacional reforçando que importunação sexual é crime.
- Bilhetes de loteria com mensagens de alerta: “Carnaval é festa. Assédio é crime. Denuncie. Ligue 180. Urgência, ligue 190”.
- “Pedi pra parar, parou!” – campanha do MPDFT, reforçando o lema “Não é Não”.
Dicas de prevenção para mulheres
- Ande acompanhada e combine pontos de encontro com amigas.
- Prefira transporte seguro e evite dirigir após beber.
- Hidrate-se e use roupas leves.
- Proteja seus pertences contra furtos e golpes digitais.
- Denuncie qualquer forma de assédio ou violência: 180 ou, em urgência, 190.
O Carnaval é festa, mas também precisa ser espaço de respeito e segurança. Lembrar os nomes de Vanessa e Juliane nesta semana é nosso ato de resistência. É a prova de que, por trás das estatísticas, existem seres humanos que merecem memória, justiça e dignidade.




















