#Corretora morta em Goiás +1
Contra a cultura da violência: do feminicídio ao abuso no entretenimento
O sangue que não vira trending
O assassinato da corretora em Goiás não é um caso isolado. É parte de uma estatística cruel: quatro mulheres assassinadas por dia no Brasil.
São mães, filhas, trabalhadoras, apagadas pela violência que insiste em ser tratada como “tragédia individual”.
A mídia transforma em espetáculo, mas não em debate. O algoritmo prefere #Britney e #BBB, enquanto a vida das mulheres segue invisível.
O abuso ao vivo
No #BBB, milhões de pessoas assistiram a episódios de abuso s3xual e misoginia.
O programa, que deveria ser entretenimento, expôs em horário nobre a cultura que desrespeita mulheres.
E o público reagiu como sempre: indignação momentânea, seguida pela pergunta “quem será eliminado?”.
O abuso virou pauta de fofoca, não de transformação.
A cultura que conecta tudo
O f3minicídio fora das câmeras e o abuso dentro delas são frutos da mesma raiz:
- Uma sociedade que naturaliza a violência contra mulheres.
- Plataformas que lucram com o espetáculo, mas silenciam a crítica.
- Um Estado que falha em proteger, educar e responsabilizar.
A contradição das plataformas
Sites independentes e críticos são desvalorizados e considerados “pobres” em temas e assuntos.
Enquanto isso, páginas com fake news (notícias falsas), misoginia e extremismo são monetizadas e amplificadas.
O resultado é perverso: quem denuncia a violência é silenciado, quem a normaliza ganha audiência e dinheiro.
O que deveria estar em alta
- Políticas públicas reais: casas-abrigo, delegacias especializadas, campanhas educativas.
- Discussão sobre cultura machista: que transforma mulheres em alvo de violência e piada.
- Pressão por responsabilização: não apenas dos agressores, mas das plataformas que lucram com o espetáculo.
Posso não ser a “melhor pessoa do mundo”. Mas me incomodo, pois fui vítima de vários ABUSOS, e não dá para olhar, ouvir e ver a banalização.
Que esse texto seja lido, não para repetir o espetáculo, mas para denunciar o que o espetáculo esconde.
Enquanto celebridades e reality shows ocupam os holofotes, quatro mulheres morrem por dia.
E eu pergunto: até quando vamos aceitar que a vida das mulheres seja tratada como entretenimento ou estatística?
#FeminicidioÉReal #MisoginiaNão #ViolenciaContraMulheres #TransparenciaAlgoritmo #corretora #caldasnovas #corretoraassassinada




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