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18/03/2026

Vergonha não é fraqueza

Já ouviu falar de movimentos como redpill e incels?

Eu passei por isso. Não sabia como contar que a boca machucada ou o olho roxo eram resultado da violência do meu ex-marido.

Tinha vergonha de falar, de pedir ajuda, de admitir que eu estava em perigo.

Mas precisei lembrar: eu não era fraca, eu precisava sobreviver.

Durante dois anos e meio vivi em um limbo, sem perceber. O ex-marido — com quem terminei o casamento em 1994 — muitas vezes me induziu a não querer viver, diminuía ainda mais a minha autoestima, que já era baixa.

Hoje entendo que estamos em outra década, em outro século.
E precisamos reconhecer: a vergonha não deve nos calar.

Agora, quem está perto pode ajudar ouvindo sem julgamento, respeitando o tempo da pessoa e mostrando caminhos discretos de apoio.

O perigo que vem da internet: Redpill e Incels

O ódio que nasce na internet já está nas ruas.

Grupos como redpill e incels não ficam só em discursos: organizam estupros coletivos, filmam assassinatos e compartilham como se fossem troféus.

Plataformas digitais falham em agir com rapidez, enquanto adolescentes e jovens são capturados por essas ideias.

O perigo é real: eles estão treinando homens para violentar e matar mulheres.

Pode parecer algo distante, mas não é.
A violência que nasce nesses grupos já atravessou a tela e chegou às ruas.

Existem movimentos online que reforçam o ódio contra mulheres e influenciam adolescentes e jovens:

Redpill: grupos que dizem revelar “a verdade” sobre relacionamentos, mas na prática espalham discursos misóginos, culpando mulheres por tudo e incentivando controle e violência.

Incels (involuntary celibates): homens que dizem não conseguir relacionamentos e transformam essa frustração em ódio contra mulheres.

Esses discursos não ficam só na internet. Eles moldam comportamentos, alimentam abusos e já se transformaram em crimes brutais.

Casos recentes mostram estupros coletivos, como o da jovem em Copacabana, e assassinatos filmados e compartilhados como se fossem troféus.

As plataformas digitais não agem com a rapidez necessária. Enquanto isso, adolescentes e jovens são capturados por essas ideias. Só nas últimas semanas, dezenas de pessoas foram flagradas trocando dicas sobre como manipular mulheres, até mesmo ensinando como responder quando elas dizem “não”.

O perigo é real: esses grupos estão treinando homens para violentar e matar mulheres.
Eles não são apenas comunidades virtuais — são incubadoras de ódio que podem transformar filhos, irmãos ou amigos em agressores.

Precisamos falar sobre isso. Precisamos agir. O silêncio é cúmplice.

Se não denunciarmos, eles continuarão a treinar homens para violentar e matar mulheres. 
O silêncio não protege.
O silêncio mata.

Como prevenir?

Ao observar as pessoas na ruas e Vejo uma menina de 14 anos que não tira os olhos do celular.
Ela não conhece outra forma de se distrair, e é justamente aí que mora o risco: a internet pode ser um espaço de aprendizado, mas também de captura por comunidades tóxicas.

Como ajudar e prevenir?

  • Conversa em casa: falar abertamente com filhos e jovens sobre respeito, igualdade e relacionamentos saudáveis. O silêncio abre espaço para que outros “ensinem” o que não devem.
  • Educação digital: acompanhar o que eles consomem online, explicar os riscos de grupos que pregam ódio e violência. Mostrar que não é só “brincadeira” — pode virar crime.
  • Exemplo diário: viver o respeito no cotidiano. Demonstrar que respeitar mulheres não é opcional, é essencial. Jovens aprendem mais pelo que veem do que pelo que ouvem.
  • Rede de apoio: fortalecer vínculos familiares e comunitários, para que ninguém se sinta sozinho. Quando há confiança, o jovem procura ajuda antes de cair em armadilhas.

O perigo é real, mas a prevenção também é possível.

Cada conversa, cada gesto de cuidado, cada exemplo de respeito pode ser a diferença entre um adolescente se perder em discursos de ódio ou se tornar alguém que constrói relações saudáveis.

Dicas para Mulheres Contra Abusadores e Agressores

O feminicídio continua sendo uma realidade dolorosa no Brasil. Muitas vezes, os agressores tentam disfarçar seus crimes como suicídio, deixando famílias em sofrimento prolongado. Por isso, é essencial que as mulheres tenham acesso a informações e estratégias de proteção.


1. Reconheça os sinais de alerta
Controle excessivo sobre sua vida (com quem fala, onde vai, como se veste).
Ciúmes doentios e comportamento possessivo.
Agressões verbais, humilhações ou ameaças veladas.
Histórico de violência física ou psicológica, mesmo que “leve”.

2. Fortaleça sua rede de apoio Mantenha contato frequente com familiares e amigos.
Compartilhe sua rotina com pessoas de confiança.
Informe alguém próximo sobre situações de risco ou ameaças.
3. Documente e denuncie Guarde mensagens, áudios e provas de ameaças ou agressões.
Registre boletim de ocorrência sempre que houver violência.
Solicite medidas protetivas quando necessário.


4. Tenha planos de segurança Identifique locais seguros para pedir ajuda (delegacias, vizinhos, amigos).
Tenha números de emergência sempre acessíveis.
Se possível, prepare uma “bolsa de saída” com documentos e itens essenciais.

5. Cuide da sua saúde emocional Procure apoio psicológico ou grupos de mulheres.
Não se culpe pela violência sofrida — a responsabilidade é sempre do agressor.
Valorize sua autonomia e autoestima. Conclusão

A violência contra mulheres não é só um problema individual, mas também cultural e social.
Falar sobre isso, trocar dicas e criar redes de apoio é uma forma de prevenção.

E você, qual conselho deixaria para outras mulheres e famílias?