26/02/2025

Desenho Neurográfico

Arte Neurográfica

A arte neurográfica foi desenvolvida pelo psicólogo, designer e arquiteto russo Pavel Piskarev.

Piskarev introduziu esse método artístico como uma forma de autoexpressão e alívio do estresse.

A arte neurográfica envolve a criação de padrões complexos e coloridos por meio da repetição de linhas e formas, e é projetada para envolver as pessoas em um processo meditativo e terapêutico.

O método ganhou popularidade como uma forma criativa e acessível para as pessoas explorarem suas emoções, reduzirem o estresse e promoverem o bem-estar.

Desde o seu início, a arte neurográfica tem sido usada em diversos cenários terapêuticos e se tornou uma forma popular de expressão artística.

Neurographica foi cunhado por Pavel Piskarev e é uma instituição dedicada aos conceitos de Neuro Arte. A arte neurográfica ganhou ainda mais popularidade como uma forma de terapia de arte expressiva e é usada como uma ferramenta para autoexploração e uma técnica de relaxamento.

Agora é usado globalmente em workshops, ambientes terapêuticos e práticas individuais. Acredita-se que o método tenha o potencial de liberar a criatividade, reduzir o estresse e promover uma sensação de bem-estar.

Leia mais: https://www.neurographica.us/post/a-historia-do-nascimento-e-desenvolvimento-da-neurographica

Neurônios no cérebro - Representação digital

A ciência por trás da arte neurográfica

Neuroplasticidade

A neuroplasticidade ocorre ao longo da vida, desde o desenvolvimento inicial até a idade adulta e até mesmo na velhice. Ela desempenha um papel crucial em vários aspectos do aprendizado, da memória e da recuperação de lesões cerebrais. Embora a plasticidade cerebral seja mais pronunciada durante períodos críticos do desenvolvimento, como a infância, ela continua sendo um processo dinâmico e contínuo ao longo da vida.

A neoplasticidade permite que o cérebro se reconheça e forme novas vias neurais. A natureza repetitiva da arte neurográfica pode contribuir potencialmente para a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões.

Vários fatores influenciam a neuroplasticidade, incluindo experiências de aprendizagem, estimulação ambiental, exercícios físicos e até mesmo certas intervenções terapêuticas. Entender a neuroplasticidade tem implicações importantes para áreas como neurociência, psicologia e reabilitação, pois fornece insights sobre como o cérebro pode se adaptar e mudar em resposta a diferentes estímulos e experiências.

​Foi sugerido que o envolvimento em atividades criativas influencia as vias neurais e a função cognitiva.

Arte Neurográfica - Samira

Benefícios neurográficos

Alívio e redução do estresse
Atenção Plena e Relaxamento

A arte neurográfica estimula um estado meditativo, permitindo que as pessoas se concentrem no processo repetitivo e relaxante de desenhar linhas e formas. Participar de atividades criativas desse tipo pode ajudar a reduzir os níveis de estresse e promover uma sensação de calma.

A natureza complexa e repetitiva da arte neurográfica exige concentração e atenção aos detalhes. Essa atenção plena pode levar a um estado de relaxamento, ajudando as pessoas a se desconectarem de estressores externos e a alcançarem um estado mental mais calmo.

As pessoas podem ter uma variedade de experiências ao participar da criação da Arte Neurográfica. Descrevemos vários benefícios potenciais que você pode obter ao participar desta atividade. Pesquisas científicas em andamento estão explorando os benefícios da arte neurográfica, dado seu surgimento relativamente recente como uma prática holística. Por que não explorar e descobrir por si mesmo?
Expressão emocional

A criação de arte neurográfica pode servir como uma forma não verbal de expressão emocional. O processo permite que as pessoas explorem e comuniquem suas emoções por meio da escolha de cores, formas e padrões, proporcionando uma saída terapêutica para autodescoberta e liberação emocional.

Criatividade Aprimorada

A arte neurográfica estimula o pensamento criativo e a resolução de problemas. À medida que os indivíduos experimentam diferentes padrões e combinações, eles podem descobrir novas maneiras de se expressar e explorar seu potencial criativo.

Foco e aprimoramento aprimorados. Concentração

Participar de arte neurográfica exige concentração e atenção sustentadas, o que pode contribuir para melhorar o foco. Esse foco maior pode se estender além do processo de criação artística, impactando positivamente outras áreas da vida.

Libertação catártica

"Catártico" refere-se ao processo de proporcionar liberação ou purificação emocional, geralmente por meio da expressão de emoções fortes ou reprimidas. O termo é derivado da palavra grega "katharsis", que significa purificação ou limpeza. O ato de desenhar linhas e padrões repetitivos pode ser catártico e permitir que as pessoas liberem emoções e tensões reprimidas. Essa liberação emocional pode contribuir para uma sensação de alívio e bem-estar.

Acessível a todos os níveis

A arte neurográfica não exige habilidades artísticas avançadas, o que a torna acessível a pessoas de todas as idades e habilidades. Essa inclusão permite que uma ampla gama de pessoas experimente os benefícios potenciais dessa prática criativa.


ETAPAS PARA PRATICAR

ETAPA 1 - Traçado

Para realizar este exercício, será necessário papel de gramatura superior, no formato A4 ou no formato A3, marcador/caneta de feltro preta à base de álcool, marcadores “brush” à base de água ou lápis aquareláveis e pincéis brushs (depósito de água).​

​Numa folha de papel com o marcador preto, desenha linhas contínuas com gestos fluídos descrevendo curvas, ondas ou formas mais geométricas. Pode cruzar linhas e fazer linhas fechadas independentes como circunferências, triângulos ou quadrados. Termina sempre as linhas nas margens, não as deixem “penduradas" no meio da folha.


ETAPA 2 – Eliminar as arestas

Nesta fase, com auxílio de um marcador mais grosso, vai eliminar as arestas e suavizar os cruzamentos da linhas, traça novamente sobre as linhas alterando a sua expressão, deixando secções mais grossas e outras mais finas dando expressividade à linha
.​

​ETAPA 3 – Colorir os espaços em branco

Agora, pode colorir os espaços em branco, aplicando cor a partir do seu contorno para o interior. Aplica algumas regras de composição que ajudem a dar mais harmonia ao teu trabalho, como fazer trios da mesma cor sem serem contíguos, por forma a criarem triângulos visuais; ou utilizar as regras dos ímpares evitando que haja pares da mesma cor.

Se utilizar lápis de cor aquareláveis, aplica mais pigmento junto dos contornos e, progressivamente, menos para o centro da forma. Depois, passa com um pincel molhado para diluir a tinta. Uma vez seco, pode voltar a aplicar o lápis com um tom mais escuro da mesma cor. Em alternativa, pode utilizar marcadores “brush” à base de água e utilizar um “blender” para trabalhar a gradação das cores.​

​No exemplo a seguir foi utilizado marcadores sobre os quais aplicou lápis de cor da mesma tonalidade e branco para criar volume.

20/12/2024

Review: As Memórias de Sherlock Holmes

As Memórias de Sherlock Holmes As Memórias de Sherlock Holmes by Arthur Conan Doyle
My rating: 5 of 5 stars

Olá Caríssimos leitores!
Como sempre, coloco uma resenha de leitores assíduos de Conan Doyle, principalmente se tem um perfil de escrita que me faça sentir representada com as palavras do autor.

Esse é a resenha de Leda: https://literaturapolicial.com/2015/0...

– De acordo com uma pesquisa realizada anos trás, ao lado de Papai Noel e Mickey
Mouse, Sherlock Holmes é uma das personagens mais conhecidas do planeta. Portanto,
ele dispensa apresentações, especialmente, entre os apreciadores de uma boa história
de detetive. O mesmo acontece com seu fiel escudeiro, Dr. Watson, cuja lentidão de
raciocínio sempre foi um consolo para minhas deduções.

Por sinal, devo confessar meu profundo interesse pelos contos de Conan Doyle, um
mestre da escrita cujos enredos influenciaram indelevelmente o gênero policial no século
XX e ainda hoje, repaginados, continuam fazendo sucesso em livros, filmes e seriados.
Curiosamente, o próprio escritor costumava usar esse artifício, por exemplo, é inegável a
semelhança entre “As Faias Acobreadas” e “O Corretor” cujo texto faz parte do livro
“Memórias de Sherlock Holmes” que acabo de reler.

Lançado em 1895, trata-se de uma seleção de doze histórias publicadas originalmente
na revista “Strand Magazine” entre dezembro de 1892 e dezembro de 1893. No entanto,
na primeira edição eram só onze pois, na última hora, o escritor excluiu “A Caixa de
Papelão” cuja violência o desagradava. Porém, como sua abertura era impecável, ela foi
aproveitada em “O Paciente Residente”. Somente anos mais tarde, na segunda edição,
Doyle autorizou reverter tais mudanças, voltando o livro a ter seu formato original.
Essa é a versão costumeiramente preferida pelas editoras e segue uma breve
apresentação de cada episódio:

Silver Blaze – Seu título refere-se ao nome de um cavalo campeão que desaparece
poucos dias antes da “Taça de Sussex”. Holmes é contratado para descobrir seu
paradeiro, a medida que, líder nas apostas, sua ausência interessa a muita gente.
A Caixa de Papelão – Esse caso gira em torno de uma caixa contendo duas orelhas que
vai parar nas mãos de Miss Cushing, uma pacata dona de casa. Afinal, de quem é ou
quem são seus proprietários?

A Face Amarela – Politicamente incorreto, o episódio envolve um suposto adultério,
expondo o preconceito racial de forma bastante cruel, mas adequada ao comportamento
da sociedade da época.

O Corretor – O conto é baseado numa estranha proposta: que tal você ganhar o dobro
num novo emprego desde que jamais apareça para trabalhar? Se ficou interessado, leia
o texto antes de pedir a conta.
A Tragédia do Gloria Scott – Primeira investigação de Holmes, quando ainda era um
estudante. O caso foi o estopim para ele escolher a carreira de detetive e trata do
desaparecimento de um navio, o Glória Scott, com mais de cem pessoas a bordo.

O Ritual Musgrave – Um de seus primeiros casos. Victor Trevor, um amigo dos tempos
de faculdade, recorre ao detetive para descobrir o estranho sumiço de seu mordomo.

Os Fidalgos de Reigate – O leitor encontra Holmes adoentado, descansando na
França, após a resolução de uma investigação de importância internacional. No entanto,
seu sossego dura pouco, quando um cocheiro aparece morto na vizinhança.

O Corcunda – Trata do violento assassinato do coronel James Barclay. O detetive
consegue solucionar o mistério baseado num episódio do Velho Testamento que conta a
curiosa história de Betsabé, uma das esposas do rei Davi.

O Paciente Residente – Apresenta as desventuras de Mr. Blessington que, idoso e
doente, teve a infeliz ideia de convidar seu médico, Dr. Trevilyan, para ir morar com ele e
montar um consultório em sua casa.

O Intérprete Grego – Envolvendo um poliglota grego, chantagem e sequestro, o conto
revela uma surpresa: Mycroft, o irmão mais velho de Holmes, considerado o mais astuto
da família.

O Tratado Naval – Depois do irmão, chega a vez de conhecer um dos raros amigos do
detetive, Percy Phelps, acusado do desaparecimento de importantes documentos do
governo.

O Problema Final – Nessa narrativa, Doyle, cansado do detetive, mata Holmes. No
entanto, acabou tendo que “ressuscitá-lo” de olho nas finanças e por conta da insistência
dos fãs. O responsável por sua morte é o Professor Moriarty, conhecido como o
“Napoleão do Crime Organizado” e posso garantir que “muita água vai rolar” até o
desfecho da história.

Esses casos fazem parte da fase áurea do escritor. Posteriormente, deprimido com a
perda dos familiares e cada vez mais envolvido com o Espiritismo, suas histórias foram
adquirindo um tom mais sombrio e fantástico, mas esse é um assunto para um próximo
comentário e só resta desejar a todos uma boa leitura.


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19/12/2024

Princípios do Desenho: Um Guia Rápido

Princípios do Desenho: Um Guia Rápido

Desenhar é mais do que apenas traçar linhas no papel. Envolve a compreensão e aplicação de certos princípios fundamentais que podem transformar sua arte.

Decidi incluir nessas dicas, alguns "Zentangles" para exemplificar esses princípios de forma simples, lembrando que "tangles" e "doodles" são livres para praticar, usei esses exemplos como um ponto curioso de como o desenho é algo infinito.

Sobre Zentangle: é uma forma de arte meditativa que utiliza padrões repetitivos e estruturados para criar belas obras de arte. Criado por Rick Roberts e Maria Thomas, o Zentangle visa promover relaxamento, foco e bem-estar através do desenho.

Sobre Doodles: Carol Edmonston, também conhecida como "The Doodle Lady", é uma autora e artista que explora os poderes curativos e sagrados do desenho livre, ou "doodle". Em seu livro e DVD intitulados "Sacred Doodles", Carol apresenta uma forma de meditação visual que utiliza desenhos simples e repetitivos para promover relaxamento e bem-estar

1. Linhas e Formas:

As linhas são a base do desenho. Elas podem ser simples, como contornos, ou complexas, criando texturas e sombreamentos. As formas surgem da interseção de linhas e podem ser geométricas ou orgânicas.

5. Composição:

É a forma como os elementos são organizados no espaço do desenho. Uma boa composição guia o olhar do espectador através da obra e cria um equilíbrio visual.
7. Cor e Valor:

Cor adiciona vida ao desenho, enquanto o valor (a intensidade da luz e da escuridão) ajuda a definir formas e criar contraste.
Quer uma prática meditativa completa e acessível?

Passo a Passo Meditativo de Doodle Sagrado e Zentangle

Preparação:
1. Ambiente Tranquilo: Encontre um lugar calmo onde você não será interrompido. Coloque uma música relaxante, se desejar.
2. Materiais Necessários: Papel, caneta preta, lápis para sombreamento (opcional).

Passo 1: Início Intuitivo
- Respire Fundo: Sente-se confortavelmente, feche os olhos e respire profundamente algumas vezes para relaxar.
- Intenção: Defina uma intenção positiva ou foco para a sua prática de desenho, como relaxamento, concentração ou simplesmente prazer artístico.

Passo 2: Doodles Sagrados
- Desenho Livre: Comece a desenhar livremente no papel, sem se preocupar com o resultado final. Deixe sua mão se mover de forma intuitiva, criando formas e linhas simples.
- Atenção Plena: Concentre-se no movimento da sua mão e nas sensações enquanto desenha. Permita que sua mente relaxe e se envolva totalmente no processo.

Passo 3: Padrões de Zentangle
- Divisão do Espaço: Use linhas leves para dividir o papel em várias seções, criando pequenas "tiles" ou áreas.
- Padrões Repetitivos: Preencha cada seção com padrões repetitivos (tangles). Concentre-se em um padrão de cada vez e permita que cada linha seja desenhada com intenção e atenção.
- Variedade de Padrões: Experimente diferentes tipos de tangles para criar uma composição rica e diversificada.

Passo 4: Adicionando Profundidade
- Sombreamento: Use um lápis para adicionar sombras e dar profundidade aos padrões. Isso ajudará a dar mais dimensão ao seu desenho.

Passo 5: Finalização e Reflexão
- Observe: Quando terminar, observe seu desenho completo e aprecie o trabalho realizado.
- Reflexão: Tome um momento para refletir sobre a experiência. Como você se sente após o desenho? O que aprendeu sobre você mesmo durante o processo?

Passo 6: Compartilhar ou Guardar
- Compartilhe: Se sentir vontade, compartilhe sua obra com amigos ou em redes sociais.
- Guarde: Armazene seu desenho em um lugar especial onde você possa revisitá-lo e continuar sua prática de desenho meditativo.

Aplicar esses princípios pode elevar significativamente a qualidade do seu trabalho artístico e meditativo. Experimente e veja a mágica acontecer!







17/12/2024

Resenha: Talvez você deva conversar com alguém

 

Talvez você deva conversar com alguém: Uma terapeuta, o terapeuta dela e a vida de todos nósTalvez você deva conversar com alguém: Uma terapeuta, o terapeuta dela e a vida de todos nós by Lori Gottlieb
My rating: 5 of 5 stars

Quando me propus ler esse livro (audiobook) foi por curiosidade de saber como esse livro poderia ajudar.

O interessante que, pessoalmente, faço terapia e gostei das abordagens de como, normalmente, um terapeuta deve se portar. Como um paciente reagirá e quando não reage, o que pode acontecer.

É uma literatura muito necessária para aqueles que não sabem o sentido de uma consulta, também é válido para aprendermos que quem é ser humano pode sofrer de várias maneiras com sua diversidade e histórias!

É uma autobiografia da escritora, com os nomes fictícios de seus pacientes e terapeuta!

Algumas passagens são bem sensíveis e emocionantes - para quem tem empatia - é melhor ter sua caixa de lenço à disposição.

Leitura recomendada para quem: faz terapia, para aprender a entender e aproveitar o máximo da experiência que temos ao passar por uma sessão, para os céticos, descobrirem o que se esconde em cada ser humano, para os curiosos, que descobrirão que nem sempre a terapia é para quem está "doente" e sim para quem quer procurar o melhor de si e para os resistentes a fazer, a terapia pode ser uma viagem fantástica.

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