Feminicídios no Brasil: números alarmantes e tragédias recentes
Não será só mais UMA - Hoje pode morrer + 4 mulherese ela pode ser EU ou VOCÊ!!
O início de 2026 já expõe a dura realidade da violência de gênero no Brasil. Os Feminicídios seguem em alta, com registros em diversos estados e histórias que chocam pela brutalidade e pelo impacto social.
📊 Levantamento Nacional
- 2025 encerrou com 1.470 mulheres mortas por Feminicídio, o maior número já registrado.
- Entre 2020 e 2025, foram 8.557 vítimas.
- Estados como São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Paraíba ainda não consolidaram os dados de dezembro, o que pode elevar os números.
- Em muitos casos, os autores são companheiros ou ex-companheiros, motivados por ciúmes ou pela não aceitação do término.
Rio Grande do Sul
- Janeiro de 2026 já contabiliza 10 feminicídios confirmados.
- Mais de 30 tentativas foram registradas apenas nos primeiros 26 dias do ano.
- As vítimas, em sua maioria, tinham entre 15 e 59 anos, muitas delas mães.
Caso em São Paulo
No último fim de semana, uma tragédia ganhou destaque nacional:
- Uma mulher de 34 anos foi encontrada morta em seu apartamento na Zona Sul de São Paulo.
- Ao lado do corpo, estava sua filha de 2 anos, desidratada e com sinais de agressão.
- O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, que está foragido.
- Ele possui um histórico extenso de violência doméstica, com acusações feitas por outras duas mulheres em 2023 e 2024, tendo chegado a ser preso em uma das ocasiões.
- A vítima havia registrado boletim de ocorrência contra ele em outubro de 2025
- A Polícia Civil trata o caso como feminicídio, reforçando o padrão recorrente de violência doméstica.
📰 Detalhes do Caso
- Local: Zona Sul de São Paulo.
- Data: manhã de domingo, 1º de fevereiro de 2026.
- Vítima: Nicole Mercer Merheje, mulher de 34 anos, encontrada morta dentro do apartamento.
- Criança: filha de 2 anos, localizada ao lado do corpo, apresentava sinais de agressão, desidratação e indícios de abuso.
- Suspeito: ex-companheiro da vítima, apontado como principal responsável, está foragido.
- Investigação: conduzida pela Polícia Civil, que trata o caso como feminicídio e violência doméstica.
Impacto Social
O feminicídio não afeta apenas as mulheres diretamente vitimadas. Crianças, familiares e comunidades inteiras ficam marcados por traumas e pelo abandono. O caso em São Paulo é um retrato cruel dessa realidade: uma criança exposta à violência e ao desamparo, consequência direta da falta de proteção eficaz.
Reflexão e Chamado à Ação
Os números e casos recentes reforçam a urgência de políticas públicas de prevenção, acolhimento e resposta rápida às denúncias. O feminicídio é um crime de gênero que escancara desigualdades estruturais e exige ação imediata da sociedade e das autoridades.
Não podemos naturalizar esses números. Cada estatística representa uma vida interrompida, uma família destruída, uma criança órfã. É preciso:
- Fortalecer canais de denúncia e garantir proteção imediata às vítimas.
- Investir em políticas de prevenção e educação para combater a cultura machista que sustenta essa violência.
- Mobilizar a sociedade: vizinhos, amigos e familiares têm papel fundamental em não se calar diante de sinais de abuso.
O feminicídio é uma ferida aberta no Brasil. E só será cicatrizada quando houver compromisso coletivo em proteger mulheres e crianças, garantindo que histórias como a da mãe encontrada morta em São Paulo não se repitam.
Até quando vamos aceitar que a vida das mulheres seja tratada como estatística?
O que deveria estar em alta
- Políticas públicas reais: casas-abrigo, delegacias especializadas, campanhas educativas.
- Discussão sobre cultura machista: que transforma mulheres em alvo de violência e piada.
- Pressão por responsabilização: não apenas dos agressores, mas das plataformas que lucram com o espetáculo.
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