28/11/2022

Review: Por que Não Pediram a Evans? - Agatha Christie

Por que Não Pediram a Evans? Por que Não Pediram a Evans? by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Fato bem curioso: quando eu comecei a ler AC buscava todos os livros de Poirot e Miss Marple, era muito fã desses personagens.
Já nessa fase estou gostando muito de ler os romances que não tenham vínculos com nossos detetives, não é por mal, mas mistério com romances é tudo de bom..
E para homenagear mais fãs e leitores, lá vai uma resenha:

https://www.voandocomlivros.com
Título Original - Why didn't they ask Evans?

Autora - Agatha Christie
Nacionalidade - Britânica
Gênero - Romance Policial
Ano 1934
Classificação - ⭐⭐⭐⭐⭐


Sinopse - "Após uma tacada especialmente ruim, Bobby Jones lança sua bola de golfe em um precipício. Ao procurá-la, encontra um homem acidentado que parece estar em seus momentos finais. Pouco antes de morrer, o moribundo abre os olhos e proclama suas últimas palavras: "Por que não pediram a Evans?" Assombrados pela pergunta, Bobby e sua amiga Frankie tentam descobrir quem é Evans e o que exatamente não lhe foi pedido. Porém, os dois logo percebem que, por mais que não sejam detetives profissionais, os perigos dessa investigação são muito reais..."

Dinâmico e divertido! Para mim, essas são as palavras que definem a leitura de "Por que não pediram a Evans?".

Nessa história, a Agatha Christie transforma duas pessoas comuns em astutos detetives.

Uma péssima tacada de golfe a beira do precipício, acaba levando Bobby, um dos protagonistas, até um homem aparentemente acidentado. Alguns minutos antes de sua morte, o desconhecido profere suas últimas palavras: porque não pediram a Evans?

Vários acontecimentos levam Bobby e sua amiga Frankie a desconfiarem do misterioso acidente que levou aquele homem a morte. É então que a caçada por Evans começa, colocando a dupla em um caminho cheio de apuros e ameaças.

Frankie, com seu jeito sagaz e desafiador, acaba roubando a cena. Ela é daquelas personagens femininas que dá gosto de acompanhar, usa a inteligência para superar diversos obstáculos e difere, em muitos pontos, da maioria das mulheres de sua época, o que transmite força e empoderamento feminino para a obra.

Os protagonistas, Bobby e Frankie, têm uma química maravilhosa e me fizeram rir em muitas passagens. Foi bem gostoso acompanhar a resolução do caso aos pouquinhos, junto com os dois. Novamente, eu não desvendei o mistério, mas desta vez não me   preocupei muito com isso, só fui observando as pistas e as possíveis soluções junto com os personagens, o que deixou minha experiência bem prazerosa.

Ler Agatha Christie é sempre um passatempo muito agradável. Se você ainda não conhece a autora, "Por que não pediram a Evans? "é uma ótima porta de entrada.

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24/11/2022

Review: Punição para a Inocência - Agatha Christie

Punição para a Inocência Punição para a Inocência by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars







Olá caros leitores de AC!

Mais um ótimo livro sem os personagens costumeiros. Acredito no que li na resenha do 'É fácil matar": quando não havia pressão das editoras ficava mais fácil dar asas à imaginação, e mais uma vez vislumbrei o culpado, mas não a causa... nem tudo é perfeito na nossa leitura

Como sempre, prestigio a resenha de leitores de AC que, como eu, faz essa jornada, muits vezes solitária, mesmo AC sendo atemporal.

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http://leitorcompulsivo.com.br/

Sinopse: Jacko Argyle é detido sob alegação de que teria assassinado sua mãe em um surto de loucura, sendo condenado à prisão perpétua. Dois anos depois, surge uma prova, encontrada pelo doutor Arthur Calgary, de que o preso é inocente, mas a descoberta chega tarde demais: Jacko morre atrás das grades. Os achados do doutor reabrem as feridas dos membros da família, que passam a encarar uns aos outros com desconfiança e suspeita, assombrados com a possibilidade de que o verdadeiro assassino ainda esteja entre eles. (Resenha: Punição para a Inocência – Agatha Christie)

Opinião: Punição para a inocência foi uma leitura diferente para mim. Primeiro livro que li da Agatha sem um detetive famoso para ajudar a desvendar o mistério. Nada de Poirot ou Miss Marple. Aqui, o leitor vai adentrando nos acontecimentos junto de todos os suspeitos.

Preciso dizer que, de todas as minhas leituras de Agatha Christie, essa foi a mais intensa. Os personagens são todos muito bem caracterizados, como em toda história dela, mas nesse foi diferente. A cada capítulo, um membro da família era o foco e você chega a gostar dessa pessoa (ou, pelo menos, simpatizar)… Até que a autora puxa seu tapete e te alerta: NÃO CONFIE EM NINGUÉM.

Comecei a desconfiar até mesmo da minha sombra enquanto estava lendo Punição para a inocência. Agatha faz um jogo mental nessas páginas que é de pirar a cabeça. O tempo inteiro os personagens se questionam se realmente conhecem seus pais, seus irmãos, seus amores. Tudo fica muito obscuro quando o caso de Jacko é reaberto. Novos relatos surgem e você não sabe pra onde correr ou em quem confiar.

A Rainha do Crime foi muito pertinente ao enlaçar o mistério junto com os dramas de uma família despedaçada pelo tempo. Todos os membros da família são desenvolvidos primorosamente, cada um à sua maneira, e seus respectivos problemas com o conceito familiar criado na história são parte essencial para o entendimento do crime. É incrível como a autora conseguiu criar também o ambiente da casa em que a trama se desenrola. Todo o clima é pesado, os cômodos parecem ter vida própria e ninguém está seguro dentro daquele lugar.

A conclusão é chocante, mas ao mesmo tempo estava na nossa cara o tempo todo. Agatha vai soltar pistas (que podem vingar ou não) ao longo de toda a narrativa. A melhor parte é realmente juntar todas as peças do quebra-cabeça, apostar em um culpado e, no final, ser feito de trouxa pela autora. Obviamente, tudo se encaixa e você fica perplexo pela genialidade dessa escrita tão fluida e cativante. Punição para a inocência ficou, claro, com 5 estrelas!

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22/11/2022

Review: É Fácil Matar - Agatha Christie

É Fácil Matar É Fácil Matar by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Um dos melhores livros que li da Agatha Christie, sinceramente, melhor do que o "Não sobrou nenhum (O Caso dos 10 Negrinhos)" - na minha humilde opinião.

Como sempre, indico a resenha de outro leitor de AC, pois pra mim, realmente é difícil criar resenhas...

É uma releitura e dessa vez acertei quem é o assassino... bom livro para quem sempre é enganado pela AC
;-)
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https://literaturapolicial.com/2015/0...

Por Leila Gonçalves – Publicado em 1939, “É Fácil Matar” possui um título sob medida para atrair a atenção de quem gosta de um bom livro de mistério. Logo na primeira página, o leitor é apresentado a Luke Fitzwilliam, um policial recém-aposentado que acaba de chegar à Inglaterra, após residir durante muitos anos na Índia. Ao desembarcar em Dover, ele toma um trem para Londres e acaba dividindo a cabine com uma velhinha tagarela, Miss Pinkerton, cujo destino é a Scotland Yard onde ela pretende denunciar um astuto criminoso, responsável por quatro assassinatos sem levantar suspeitas.

Educadamente, Fitzwilliam escuta toda a história, mas não dá o menor crédito até que poucos dias depois, ele lê no jornal que sua nova amiga havia falecido num acidente de trânsito ao deixar a estação ferroviária. Aturdido, ele decide investigar o que realmente pode estar acontecendo na pequena Wychwood-under-Ashe, o vilarejo onde Miss Pinkerton residia.

Confesso minha curiosidade pelos livros de Agatha Christie sem seus costumeiros detetives. Livre da pressão dos editores que insistiam especialmente na lucrativa presença de Poirot, ela tinha mais espaço para dar asas à imaginação, criando personagens impecáveis para o papel, mas que curiosamente jamais eram reaproveitados.

Fitzwilliam é um bom exemplo. Esqueça qualquer sinal de competência, ele sai bisbilhotando por toda a cidade em busca de pistas, duvidando de todos, levantando suspeitas e não demora para ficar sob a mira do assassino. Se tudo acaba bem, é graças a intervenção do Investigador Battle que assume o caso nas últimas páginas. Para quem não o conhece, ele é amigo de Poirot e aparece em outros quatro livros: “O Segredo de Chimneys”, “O Mistério dos Sete Relógios”, “Cartas na Mesa” e “Hora Zero”.

Remetendo às velhas lendas de bruxaria, típicas do folclore da região, esse romance prima pela impecável construção de Wychwood e seus habitantes. Nele, há desde o velho médico até o advogado, o vigário e a indefectível solteirona. Mrs. Christie traça um retrato fiel retrata da vida rural inglesa à beira da Segunda Guerra onde a nobreza cada vez mais empobrecida tinha que ceder espaço aos novos ricos sem qualquer “finesse” ou tradição.

O único deslize fica por conta da autoria dos crimes. Muitos leitores criticam a escolha do culpado ou culpada, facilmente identificável do meio para o final do livro. Como apostei minhas fichas na pessoa errada, não posso corroborar com essa afirmação.

Enfim, “É Fácil Matar” é um bom livro de suspense com elementos folhetinescos e um final repleto de ação. Apesar de não constar entre os best-sellers da Rainha do Crime, é uma boa opção para um final de semana frio e chuvoso, especialmente, se acompanhado de uma boa xícara de chá inglês. 

Happy reading!





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