05/12/2022

Review: A Aventura do Pudim de Natal - Agatha Christie

A Aventura do Pudim de Natal A Aventura do Pudim de Natal by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Bem apontado na resenha a seguir, há somente um conto de Natal nesse livro, mas tudo bem, vale a pena ler todos os contos e como disse, acho primoroso a forma sucinta que AC nos faz vislumbrar cada história!

Se eu pudesse responder à critica de Luiz Santiago, diria que os contos eram ensaios para livros mais elaborados...

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CRÍTICA | A AVENTURA DO PUDIM DE NATAL, DE AGATHA CHRISTIE

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Publicado em 24 de outubro de 1960, A Aventura do Pudim de Natal é uma coletânea de seis contos de Agatha Christie, contendo cinco histórias protagonizadas por Hercule Poirot e uma por Miss Marple. O título do livro é também o título do único conto natalino do livro (nesse ponto, a obra engana o leitor).

Algumas notas de publicação sobre essas histórias precisam ser dadas: 1) que a autora já havia publicado, em 1923, uma versão curta do conto-título A Aventura do Pudim de Natal; 2) O Reprimido já havia sido publicado em 1926; 3) O Sonho já havia sido publicado em 1938; 4) O Caso das Amores Pretas já havia sido publicado em 1941; 5) O Mistério do Baú Espanhol é também uma versão expandida de um conto publicado por ela em 1932; e, por último, A Extravagância de Greenshaw foi publicado na revista Woman’s Journal em agosto de 1960, apenas dois meses antes de ser oficialmente lançado nessa coletânea.

Todas as outras publicações citadas acima também foram originalmente publicadas em revistas do Reino Unido, como The Sketch, Strand Magazine, The London Magazine, Strand Magazine e a já citada Woman’s Journal.

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A Aventura do Pudim de Natal
The Adventure of the Christmas Pudding

Único conto de Natal do livro, essa história de Hercule Poirot é uma verdadeira brincadeira de obviedades natalinas, como se a autora estivesse nos forçando a brincar de um amigo secreto misterioso. Está elencado o sempre bem-vindo humor e até cinismo do detetive belga, que é convidado, em extremo desespero, por representantes do governo e de uma “nação amiga” a passar o Natal em uma casa de campo e tentar descobrir o desaparecimento de uma rara joia, “perdida” (sim, entre aspas mesmo) por um príncipe prestes a se casar.

Todo o ambiente de preparação para a ceia de Natal (que na verdade é um almoço de Natal… hum… bem interessante!) e o constantemente citado “Natal tradicional britânico” dá ao leitor aquela sensação calorosa de estar acompanhando um mistério que bem poderia ter acontecido no quintal de sua casa, na mesma data, guardadas as devidas proporções. Os adolescentes, jovens, adultos e velhos; os donos da casa, os empregados; as brincadeiras, birras e outras tentativas de desviar o leitor não funcionam. No meu caso, pela primeira vez depois de anos e anos lendo romances e contos de Agatha Christie, me deparei com uma história onde consegui desvendar o mistério quase que completamente (e acertei todas as minhas suposições), o que não é necessariamente algo glorioso, porque a autora não faz questão de esconder muita coisa.

Se levarmos em conta a introdução que ela escreve, falando de seu Natal em família e das lembranças dessa data em um passado nostálgico, a trama ganha ainda mais significado. Particularmente acho o final “fácil demais” — não digo a revelação do caso, mas a despedida de Poirot mesmo — e um último momento bastante insosso, mas ainda assim é possível aproveitar plenamente o trajeto percorrido até ali, quando o detetive conclui que tivera, de fato, um feliz Natal.
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O Mistério do Baú Espanhol / O Mistério da Arca Espanhola
The Mystery of the Spanish Chest

Bem mais intricada que a aventura anterior e com uma resolução nada óbvia, O Mistério do Baú Espanhol consegue dispersar o leitor no processo de investigação e se estrutura tanto em depoimentos quanto em detalhes dos cenários da casa onde o assassinato acontece, alguns dos quais são pistas falsas (como as azeitonas, que me fizeram imaginar as mais estúpidas ligações) enquanto outras, que menos esperamos, são verdadeiros motivos ou parte das explicações para o crime.

A princípio, Poirot está envolvido com a investigação de crimes fiscais de dirigentes de uma grande petrolífera, mas não pode deixar de se ver atraído pela fascinante notícia que lê nos jornais, sobre um corpo encontrado apunhalado no pescoço, dentro de um baú espanhol (ou “arca espanhola”, como também é intitulado este conto, em outras traduções). Como coadjuvante, a sua assistente, Miss Lemon é escalada como “princípio de pensamento” pelo detetive, que lhe faz perguntas soltas, solicita que ela prepare uma lista de detalhes jornalísticos sobre o caso e discute este ou aquele detalhe com ela, até que convenientemente — essas coisas sempre me incomodam um pouco na obra de Agatha Christie — um telefonema acaba colocando Poirot em contato com o caso pelo qual ele tanto havia se interessado.

O processo de investigação é divertido e cheio de detalhes. As perguntas e o método de Poirot são inteligentes e a forma como ele vai reunindo pontas soltas e detalhes que nos passam desapercebidos são essenciais para se ter uma ideia do todo, sempre impressionando no final… bom, exceto no caso de situações bem óbvias, como o conto natalino que abre esse volume. A explicação para o que aconteceu na noite do assassinato é convincente, mas novamente o conto padece um pouco na finalização, algo que também notei na história anterior: muita rapidez e, de repente, uma constatação definitiva que simplifica ou encerra uma situação que demandava bem mais cuidado.
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O Reprimido ou Poirot Sempre Espera
The Under Dog

Os dois títulos dessa história são bastante propícios para o que acontece na vida da família protagonista (e seus agregados) após o assassinato de Sir Reuben Astwell, ocasião em que Poirot é chamado para iniciar a investigação, tendo como um ponto de partida um elemento inteligentíssimo por parte da autora — e que se repete outras vezes no decorrer da narrativa –, ou seja, a explicação ou mesmo detalhamento de determinadas cenas/ocasiões de maneira orgânica, ou como parte natural de um diálogo, confissão ou como solilóquio do detetive belga, que neste caso em específico não tem de pronto as respostas que imaginaria ter e se prepara para passar algumas semanas na casa de Lady Astwell, a fim de resolver o caso.

Os ingredientes básicos dos romances e contos mais bojudos de Agatha Christie se fazem presentes aqui. Primeiro, um cenário de crime perfeito (no sentido de descrição dos eventos e número de pistas + suspeitos a seguir), explorado em diversas camadas, inclusive fazendo relação com outros casos resolvidos pelo detetive. Segundo, não existe facilidades no decorrer da investigação, mas a solução não é exatamente mind blow. A autora termina o conto com algo que já havia anunciado desde o início e que nós, com a leitura mais ou menos viciada, ou procurando por mais complicações, simplesmente rejeitamos (deixamos de exercer a lição de o próprio Poirot aprendeu cedo, em A Aventura da Cozinheira de Clapham).

Do meio para o final do conto, as coisas vão ficando mais interessantes. Isso porque algumas confissões já haviam sido feitas e parte das suspeitas já haviam sido transferidas para outras pessoas ou deixadas em suspenso, momento onde o leitor realmente procura encaixar o MOTIVO para o assassinato junto com a POSSIBILIDADE do assassinato dentro dos dados fornecidos ao longo da história. O mesmo motor de narração utilizado no princípio da trama aparece outras vezes, sempre dando detalhes ou acrescentando possibilidades. Cenas como as da hipnose de Lady Astwell ou as semanas em que Poirot resolve fazer um “jogo de amedrontar” as pessoas na casa onde está hospedado são inesquecíveis. O final é bem fechadinho, muito melhor que os dois contos que antecederam esse, mas a reação da pessoa culpada, até pela carga psicológica envolvida, poderia muito bem ganhar uns parágrafos a mais.
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O Caso das Amoras Pretas
Four and Twenty Blackbirds

Um conto curto sobre a obstinação de Poirot, que, como diz para o amigo com quem aparece jantando no início da narrativa, tem a mente organizada e gosta que tudo esteja em seus devidos lugares. Trata-se de um conto sobre comida, sobre ser guloso, avarento, sobre os hábitos das pessoas e sobre como certas coisas organizadas demais podem assustar indivíduos que gostam de padrões; mas não de todos os padrões. Essas nuances dramáticas sempre foram muito fortes nas obras de Agatha Christie e em situações menores como a desta história, se destacam com charme, embora dentro de um contexto não muito genial.

Pesa sobre O Caso das Amoras Pretas a forma não verossímil como Poirot vai atrás de um caso encerrado, como não encontra dificuldades maiores para ter acesso a ele e como chega rapidamente à conclusão que esperava chegar, com uma acareação junto ao sobrinho dos gêmeos falecidos. A conversa é rápida, com os detalhes necessários para dar fim ao conto, mas não para torná-lo bom, com o devido contexto e justificativas das coisas apresentadas.

Em alguns casos na literatura de Christie, a conveniência pode não ser tão negativa, como em Os Relógios (1963), por exemplo. Já em outros, não é exatamente o melhor ponto de partida, uma vez que a história, por ser curta, clama pelos mínimos detalhes que a autora puder lhe dar. O resultado final pode não ser ruim, mas é apenas ok, uma conclusão não muito animadora em se tratando da Rainha do Crime.
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O Sonho
The Dream

Se fosse possível enxugar ao máximo o cenário e os atores de um drama qualquer, em uma cena do crime, que caminhos possíveis um detetive ou um observador poderiam seguir para solucionar o caso? Esta é basicamente a pergunta-perspectiva que Agatha Christie se faz responder neste conto um tantinho confuso na explicação sobre o processo de assassinato de um milionário excêntrico (a autora sempre gostou de retratar milionários sob uma certa perspectiva cínica) que tem um sonho repetitivo onde que ele se suicidava em uma hora específica do dia. Curioso, muito curioso. Até Poirot sai confuso da entrevista estranha com o milionário e vai para casa pensando no ocorrido.

O “desfecho” do drama se dá na semana seguinte, quando o detetive recebe o telefonema do jovem Dr. Stillingfleet, um amigo que o chama de “bestalhão” e que o convida à mansão de Benedict Farley, que está morto. O leitor ri nevosamente ao receber essa informação, porque tudo parecia insanidade demais para ser verdade, e a cosia mais ou menos caminha para algo sobrenatural (em menor escala) ou para algo ligado à hipnose ou forte sugestão psíquica (em maior escala), algo na linha do que vemos no clássico À Meia-Luz, de Patrick Hamilton. A autora, inclusive, faz de tudo para distrair o leitor e levá-lo por esse caminho, insistindo, através de Poirot, em hipnose. Mas a resolução vai por um lado bem diferente.

O cenário e a forma como Poirot resolve o caso é brilhante, porque não há enrolação. Aliás, a ligação das perguntas feitas às pessoas da casa, a observação precisa do cenário, as deduções e induções, tudo é bem orquestrado, como um produto final de um “suicídio” já tido como fato consumado e caso encerrado, mas onde o detetive encontra uma brecha e chega à conclusão de que coisas arrumadinhas demais são um perigo, a mesma linha de pensamento que ele utilizara em O Caso das Amoras Pretas.
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A Extravagância de Greenshaw
Greenshaw’s Folly

De todos os contos desse volume, este é definitivamente o mais fraco. Eu sempre gostei da enorme paciência de Miss Marple, seu nível cultural que sempre é utilizado como parte das resoluções do caso, seu senso de moralidade de tia (e com idade para ser avó), resultando em uma responsabilidade que Poirot, por mais fino que seja, nem sonha em ter. Nesse conto, porém, essas qualidades são aplicadas em uma trama que até poderia ter algo maravilhoso, mas cobra demais do leitor a suspensão da descrença, falhando com sua própria linha de investigação.

Tudo nesse enredo é indireto. A tal “extravagância” (uma mansão que é um projeto arquitetônico insano) surge como parte de um “passeio turístico” para um amigo de Raymond West, sobrinho de Miss Marple. Nesse ponto, já fica terrivelmente complicado digerir a ideia de que a excêntrica Miss Greenshaw tenha pedido para que dois estranhos fossem testemunhas de seu testamento. Simplesmente não dá para aceitar a ação, logo no início do conto, mas a leitura prossegue com um quê de curiosidade, pois apresenta boas possibilidades criminosas, digamos assim.

Quase toda a totalidade da narrativa se passa em uma pacífica narração de eventos, até que no final tudo se atropela e tem uma resolução ainda mais excêntrica, com parentescos que são um verdadeiro deus ex machina. Uma das obras menos inspiradas de Agatha Christie.

A Aventura do Pudim de Natal (The Adventure of the Christmas Pudding and a Selection of Entrées) — Reino Unido, 1960
Autora: Agatha Christie
No Brasil: Círculo do Livro, 1985


02/12/2022

Review: Um Gato entre os Pombos - Agatha Christie

Um Gato entre os Pombos Um Gato entre os Pombos by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Finalmente relendo, após 42 anos, o livro que me apresentou AC e Poirot.

Se fosse para eu sugerir a qualquer pessoa por onde começar a ler AC, certamente indicaria esse.
Parece ser o livro mais bem elaborado de todas as obras, Poirot não está 100% presente, mas são suas observações que colocam a história em seu devido lugar.

Eu tinha 10 anos quando ganhei esse livro e como nunca fui de reler, fazer essas releituras de AC por ordem cronológica faz entender a presença de Poirot sendo reduzida gradativamente, a ausência de Hastings, é como seguir a vida - pequenos desaparecimentos que não faz diferença para um e outro, mas para quem está próximo, trará saudades...

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Um Gato entre os Pombos - Agatha Christie - Resenha

"Esse livro irá desafiar seu senso investigativo."
Por Eric Silva

https://conhecertudoemais.blogspot.co...

Em Um Gato entre os Pombos, Agatha Christie, a Rainha do Crime, nos faz embarcar numa narrativa que se inicia em Ramat, no longínquo Oriente Médio e vai desencadear em misteriosos assassinatos em um respeitado colégio para moças na Inglaterra, o Meadowbank. Numa teia de acontecimentos que deixam o leitor completamente sem saber ou ter noção dentre os vários personagens quem pode ser o(s) assassino(s).

Em Ramat uma revolução está preste o estourar contra o príncipe Ali Yusuf e tira-lo do poder devida sua posição de criar um Programa de Bem Estar Social. Ali pressentindo a manobra política pede ao seu amigo inglês Bob Rawlinson para que ele tirasse do país algumas pedras preciosas que guardava consigo para uma emergência, e também arquitetam uma forma de saírem do país. Sem saber o que fazer para tirar as joias do país, Bob tem a ideia de escondê-las entre as coisas da irmã que passava uma temporada em Ramat com a filha Jennifer. Encontra entre os objetos pessoais das duas o esconderijo perfeito para tirar despercebidamente as joias do Oriente Médio, o que ele não contava que graças a um jogo de reflexos de espelhos alguém via todos os seus movimentos dentro do quarto da irmã. A misteriosa pessoa ainda tenta roubar as joias assim que Bob sai, mas é surpreendida pela volta da irmã do rapaz e tem que fugir antes que fosse descoberta. Joan, irmã de Bob e Jennifer são obrigadas a deixar o país às pressas com a explosão da revolução e as joias saem de Ramat assim como planejava Bob. Porém Bob e Ali não possuem a mesma sorte. A partir dali muitas pessoas suspeitam da saída das joias do país e de que estejam com Joan e Jeniffer, surgindo grupos interessados em possui-las: o misterioso Sr. Robinson, a pessoa dos espelhos e os revolucionários.

Assim numa trama bem construída esses fatos tão singulares se ligam ao Colégio Meadowbank, onde no Pavilhão de esportes acontecem estranhos e desconexos assassinatos de professoras. Como esses fatos se ligam? Só lendo para descobrir.

A autora
Agatha mostra mais uma vez porque é chamada da Rainha do Crime e de uma das melhores escritoras policiais que já se ouviu falar. Com maestria liga duas circunstâncias aparentemente desconexas revelando ao leitor que toda trama gira em torno do desaparecimento das joias, mas escondendo e despistando até o fim quem é o assassino e a quem ele está ligado. Lançando nossa atenção para pistas erradas e fatos estranhos que não são diretamente ligados ao assassino, Agatha nos faz imaginas os mais variados desfechos e, no fim, nos surpreende com um final inesperado com uma trama complexa, bem armada e lógica que liga o assassino revelado à Ramat, à Meadowbank, às joias e a seu disfarce (um gato entre os pombos). Trama brilhantemente descoberta pelo detetive Hercules Poirot.

Para quem quiser conferir existe o filme de mesmo nome com áudio em Inglês e legenda em português dirigido por James Kent e com 92 minutos de duração. Porém o roteiro do filme possui alterações em relação ao livro como:

1. São retirados da trama pelo menos cinco personagens: Joan, Sr. Robinson, Coronel Pikeaway, Srta. Vansittart e O jardineiro Briggs, entre outros mais secundários;

2. É removida a cena da mulher loira que conversa com Jennifer no colégio;

3. Muda-se como se dá a primeira morte que originariamente seria à bala;

4. É substituída uma morte por uma tentativa de morte e troca-se as vitimas;

5. Poirot participa da narrativa como hospede em Meadowbank, quando na verdade ele só vai até lá no meio da narrativa quando a aluna Júlia vai procura-lo.

Algumas dessas alterações foram necessárias para não dar pistas ao espectador e acabar com o mistério, mas muitas delas foram desnecessárias. Ainda assim vale apena ver depois de ter lido o livro.


30/11/2022

88 frases de Agatha Christie para quem ama pensar e ser impactado


88 frases de Agatha Christie para quem ama pensar e ser impactado

88 frases de Agatha Christie para quem ama pensar e ser impactado

Uma das grandes referências no mundo dos romances policiais, thrillers e histórias de mistérios, Agatha Christie até hoje inspira escritores e leitores ao redor do mundo com seus livros.

A escrito como uma paixão, Agatha Christie é uma das autoras mais vendidas do mundo, além de ter muitas das obras adaptadas para os cinemas. Ela tem muito o que nos ensinar com suas publicações.

Foi pensando nisso que selecionamos algumas frases de Agatha Christie para você se inspirar e relembrar grandes histórias marcantes e impactantes.

Frases de Agatha Christie


Aprendi a me poupar de emoções inúteis.

Alguns de nós, nas palavras da divina Greta Garbo, querem ficar sozinhos.

Todos estes aqui estão ligados – pela morte.

Eu acredito, Senhores, na lealdade — para com os amigos, a família e a casta.

A felicidade de um homem e uma mulher é a maior coisa do mundo.

Era uma mulher. Só uma mulher apunhalaria assim.

As mulheres são assim. Quando estão enfurecidos, eles têm grande força.

O homenzinho tirou o chapéu. Que cabeça em forma de ovo ele tinha.

Bem, um brinde ao crime.

Farei o que puder no interesse da humanidade.

O medo é um conhecimento incompleto.

Bom conselho sempre será ignorado, mas isso não é motivo para não dá-lo.

No que diz respeito a grandes somas de dinheiro, é aconselhável não confiar em ninguém.

Casei-me com um arqueólogo porque quanto mais velho fico, mais ele me aprecia.

Todo assassino é provavelmente o velho amigo de alguém.
Coisas curiosas, hábitos. As próprias pessoas nunca souberam que os tinham.

Se você me perdoar por ser pessoal, eu não gosto do seu rosto, M. Ratchett.

Frases emocionantes de Agatha Christie


A melhor hora para planejar um livro é enquanto você lava a louça.

O mal não é algo sobre-humano, é algo menos que humano.

As pessoas felizes são fracassadas porque estão tão bem consigo mesmas que não dão a mínima.

Eu vivo agora em um tempo emprestado, esperando na antessala pela convocação que inevitavelmente virá.

E então – eu vou para a próxima coisa, seja ela qual for. Ninguém felizmente tem que se preocupar com isso.

Cães são sábios. Eles rastejam para um canto sossegado, lambem suas feridas e não retornam ao mundo até que estejam inteiros novamente.

O crime é terrivelmente revelador. Experimente e varie seus métodos como quiser, seus gostos, seus hábitos, sua atitude mental e sua alma são revelados por suas ações.

Acho que não há nada mais emocionante neste mundo do que ter um filho que é seu e, no entanto, é misteriosamente um estranho.

Qualquer mulher pode enganar um homem se ela quiser e se ele estiver apaixonado por ela.

Não acho que a necessidade seja a mãe da invenção. A invenção, em minha opinião, surge diretamente da ociosidade, possivelmente também da preguiça – para evitar problemas.

Frases marcantes de Agatha Christie


O tempo é o melhor assassino.

Os jovens pensam que os velhos são tolos – mas os velhos sabem que os jovens são tolos.

As palavras, mademoiselle, são apenas a roupa exterior das ideias.

Coisas curiosas, hábitos. As próprias pessoas nunca souberam que os tinham.

Um ouvinte apreciativo é sempre estimulante.

Muitas vezes me pergunto por que o mundo inteiro é tão propenso a generalizar.

As generalizações raramente são verdadeiras e geralmente são totalmente imprecisas.

A verdade, por mais feia em si mesma, é sempre curiosa e bela para os que a buscam.

Tudo deve ser levado em conta. Se o fato não se encaixa na teoria – deixe a teoria ir.

Você deu muita rédea à sua imaginação. A imaginação é um bom servo e um mau mestre. A explicação mais simples é sempre a mais provável.

Frases fortes de Agatha Christie


Quanto mais emocionais eles se sentem, menos domínio eles têm da linguagem.

Havia, eu considerei, entre meus convidados, vários graus de culpa.

E eles encontrarão dez cadáveres e um problema não resolvido na Ilha do Soldado.

De agora em diante, é nossa tarefa suspeitar de cada um de nós.

Prisioneiros no bar, vocês têm algo a dizer em sua defesa?

Ora, eu não tenho um inimigo no mundo.

Muito poucos de nós somos o que parecemos.

Bons conselhos sempre serão ignorados, mas não há razão para não dá-los.

O instinto é uma coisa maravilhosa. Não pode ser explicado nem ignorado.

Eu morrerei se não puder me casar com ele! eu vou morrer! eu vou morrer! vou morrer…

Frases inspiradores de Agatha Christie


Café, então, Madame. Você precisa de algum estimulante.

Hercule Poirot dedicou-se à tarefa de manter os bigodes fora da sopa.

Diga o que quiser, o julgamento por júri é um sistema de som.

Os outros dois esperaram respeitosamente enquanto M. Bouc lutava em agonia mental.

Acho que vi fotos dele nos jornais, mas não reconheceria minha própria mãe quando um fotógrafo da imprensa acabasse com ela.

Meu caro Monsieur Poirot, como posso dizer? É como a lua quando o sol sai. Você não sabe mais que está lá. Quando conheci Linnet, Jackie não existia.

Se uma garota é tão rica assim, ela também não tem o direito de ser bonita. E ela é bonita… Tem tudo, aquela garota tem. Não parece justo…

O impossível não poderia ter acontecido, portanto o impossível deve ser possível apesar das aparências.

O corpo – a jaula – é tudo do mais respeitável – mas através das grades o animal selvagem espreita.

Na mesinha, sentada muito ereta, estava uma das velhinhas mais feias que ele já vira. Era uma feiura de distinção – fascinava em vez de repelir.

Frases impactantes de Agatha Christie


Porque, veja bem, se o homem fosse uma invenção — uma fabricação — seria muito mais fácil fazê-lo desaparecer!

Um homenzinho de aparência ridícula. O tipo de homenzinho que nunca se pode levar a sério.

Poirot ficou em silêncio. Mas não foi um silêncio modesto. Seus olhos pareciam dizer: ‘Você está errado. Eles não permitiram Hercule Poirot.’

Eu não posso acreditar que eu—fiz isso! Agora eu sei o que você quis dizer com abrir seu coração para o mal…

O impossível não poderia ter acontecido, portanto o impossível deve ser possível apesar das aparências.

‘Seu instinto estava bastante correto. Aconteceu.’ Poirot endireitou-se e perguntou bruscamente: – O que aconteceu? ‘Linnet Doyle está morta…’

É um pensamento curioso, mas é só quando você vê as pessoas parecendo ridículas que você percebe o quanto as ama .

Não acho que a necessidade seja a mãe da invenção. A invenção surge diretamente da ociosidade, possivelmente também da preguiça. Para evitar problemas.

‘Então, se eu perdesse todo o meu dinheiro, você me deixaria amanhã?’ — Sim, querida, eu gostaria. Você não pode dizer que não sou honesto sobre isso! Eu só gosto de pessoas de sucesso.’

Se você quiser pegar um coelho, coloque um furão no buraco e, se o coelho estiver lá, ele corre.

Frases apaixonantes de Agatha Christie


Havia pouca pretensão agora… Eles eram cinco inimigos ligados por um instinto mútuo de autopreservação.

Claro, você é muito jovem… ainda não chegou a isso. Mas chega! O abençoado alívio quando você sabe que acabou com tudo – que não precisa mais carregar o fardo. Você também sentirá isso, algum dia…

Vestindo o juiz, matando Rogers quando ele estava cortando gravetos… drogando a Sra. Rogers para que ela dormisse demais… arranjando um abelhão quando a Srta. Brent morreu!

Meu ponto é que não pode haver exceções permitidas na pontuação de caráter, posição ou probabilidade.

O que devemos examinar agora é a possibilidade de eliminar uma ou mais pessoas dos fatos.

Um arqueólogo é o melhor marido que uma mulher pode ter. Quanto mais velha ela fica, mais interessado ele fica nela.

Nenhum de nós vai deixar esta ilha. Esse é o plano. Você sabe disso, é claro, perfeitamente. O que talvez você não consiga entender é o alívio!

Não sou de confiar no procedimento pericial. É a psicologia que procuro, não a impressão digital ou a cinza do cigarro.

Quão rápido você vai. Você chega a uma conclusão muito mais cedo do que eu me permitiria.

O impossível não pode ter acontecido, portanto o impossível deve ser possível apesar das aparências.

Frases motivacionais de Agatha Christie


Pensamentos que corriam em círculos como esquilos em uma gaiola… “Qual o próximo? Qual o próximo? Quem? Que?

E, disfarçadamente, eles se observavam. Quando Rogers trouxe a bandeja de chá, todos pularam.

‘Você pode ir para a rocha, Cyril…’ Assassinato era isso — fácil assim! Mas depois você continuou lembrando…

Minha querida senhora, em minha experiência de fazer o mal, a Providência deixa o trabalho de condenação e castigo para nós, mortais – e o processo geralmente é repleto de dificuldades. Não há atalhos.

Ele pensou: Som tranquilo. Lugar pacífico…. Ele pensou: O melhor de uma ilha é quando você chega lá – você não pode ir mais longe … você chegou ao fim das coisas …. Ele soube, de repente, que não queria sair da ilha.

Oh sim. Não tenho dúvidas de que fomos convidados aqui por um louco, provavelmente um perigoso lunático homicida.

Aqueles cuja culpa era a mais leve deveriam, eu considerei, desmaiar primeiro, e não sofrer a tensão mental prolongada e o medo que os criminosos de sangue frio iriam sofrer.

Lembro-me de um texto pendurado no meu berçário quando criança. ‘Tenha certeza de que seu pecado o descobrirá.’ É bem verdade isso.

Ver um miserável criminoso se contorcendo no banco dos réus, sofrendo as torturas dos condenados… foi para mim um prazer extraordinário. Veja bem, não tive nenhum prazer em ver um homem inocente ali.

Cinco pessoas – cinco pessoas assustadas. Cinco pessoas que se observavam, que agora mal se preocupavam em esconder o estado de tensão nervosa.

Frases inesquecíveis de Agatha Christie


Se você confrontar alguém que mentiu com a verdade, ele geralmente admitirá – muitas vezes por pura surpresa. Só é necessário adivinhar para produzir o seu efeito.

Se você colocar sua cabeça na boca de um leão, não poderá reclamar um dia se ele a morder.

Mas você não vê, ele é louco? É tudo uma loucura! A coisa toda de seguir a rima é uma loucura!

A tempestade aumentou. O vento uivava contra a lateral da casa. Todos estavam na sala. Sentaram-se indiferentemente amontoados.

Senhor. Owen só poderia vir para a ilha de uma maneira. Está perfeitamente claro. O Sr. Owen é um de nós.

Houve um silêncio – um silêncio confortável e completo. Nesse silêncio veio a Voz. Sem aviso, desumano, penetrante. . . ‘Senhoras e senhores! Silêncio por favor! . . . Você é acusado das seguintes acusações.

Mas eu conheço a natureza humana, meu amigo, e digo-lhe que, de repente, confrontado com a possibilidade de ser julgado por homicídio, o mais inocente perderá a cabeça e fará as coisas mais absurdas.

Eu queria . . . para cometer um assassinato eu mesmo. Eu reconheci isso como o desejo do artista de se expressar! . . .

Mas – por mais incongruente que possa parecer para alguns – fui contido e prejudicado por meu senso inato de justiça. Os inocentes não devem sofrer.

O café da manhã foi uma refeição curiosa. Todos foram muito educados…. Seis pessoas, todas aparentemente autocontroladas e normais. E dentro?

De Cláudio Bernardo: formado na área de tecnologia, redator web e apaixonado por livros de ficção história. Em seu tempo livre ele gosta de estudar e escrever artigos sobre conhecimentos gerais e tocar violão clássico.



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