18/05/2023

Review: O Cão dos Baskervilles - Arthur Conan Doyle

O Cão dos Baskervilles O Cão dos Baskervilles by Arthur Conan Doyle
My rating: 5 of 5 stars






Olá!

Livro interessante de se ler, fico sempre envolvida pela criatividade e a contemporaneidade: dinheiro, poder, maldade.
Não percebemos o mal se não o "olharmos" a fundo, sim, as coisas ruins vendem mais e influenciam mais os sentimentos...
Com mais Sherlocks, mais Poirots, será que teríamos menos crimes?

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Resenha de Beatriz Andrade
http://vocedebemcomaleitura.blogspot....

Título: O Cão dos Baskerville
Autor: Arthur Conan Doyle

Sinopse: Uma terrível maldição pesa sobre os Baskerville na velha mansão de seus ancestrais, no meio de um pântano selvagem no interior da Inglaterra: quando um cão enorme e demoníaco, uma fera gigantesca e faiscante aparece, é morte certa para um membro da família. As circunstâncias dramáticas da morte repentina de Sir Charles Baskerville e os uivos aterrorizantes que vêm do pântano parecem confirmar essa maldição. Seria essa morte causada por um ser sobrenatural? Ou seria ela um macabro homicídio?
Henry Baskerville, o herdeiro de Sir Charles, volta do Canadá para tomar posse de seu título e de seus domínios. Ainda em Londres, recebe um bilhete anônimo: “Se você dá valor à sua vida ou à sua sanidade mental, deve se manter longe do pântano.” Apesar da ameaça e sem noção do terror que os espera, Sir Henry decide ir para a Mansão Baskerville, acompanhado por Watson, amigo e assistente de Sherlock Holmes encarregado pelo detetive de proteger o rapaz. Enquanto isso, Sherlock se empenha em resolver o enigma sem o conhecimento dos outros…
Escrita em 1902, esta história fascinante, que beira o fantástico, é uma das mais famosas investigações de Sherlock Holmes.

Resenha
O Detetive Sherlock Holmes está diante de um caso interessante e completamente enigmático. Todos que escutam falar sobre a lenda do Cão dos Baskerville têm a certeza de que há algo sobrenatural e maligno nela, uma maldição que assola a família há gerações. Tudo começou quando o cruel Hugo Baskerville sequestrou uma bela donzela e a manteve como prisioneira, seus planos eram sórdidos e antes que tivesse a oportunidade de executá-los e jovem conseguiu fugir.

Quando Hugo deu falta da moça partiu para capturá-la antes que ela conseguisse retornar para a sua casa. Os amigos dele (muito bêbados) foram atrás, no caminho encontraram com um pastor apavorado dizendo que viu a perseguição e que atrás de Hugo corria “um cão dos infernos”. Os homens não acreditaram, mas ao chegarem a cena que encontraram os chocou, a jovem estava morta, perto dela estava Hugo e em cima dele um cão dilacerando a sua garganta.
“Bem diante deles, a besta arrancou a garganta de Hugo Baskerville, e quando o animal os fitou com os olhos ardentes e as mandíbulas pingando de sangue, os três berraram de pavor e fugiram gritando pelo pântano. Dizem que um deles morreu naquela mesma noite, em decorrência do pânico, e os outros dois viveram atormentados pelo resto de seus dias.”

Se a história é verdadeira ou não ninguém sabe, mas os membros da família Baskerville enfrentam mortes trágicas e misteriosas desde então. O pântano se tornou um lugar onde ninguém tem coragem de ir após o anoitecer, principalmente se for um Baskerville. Porém, Sir Charles Baskerville – ainda não se sabe por qual motivo – entrou no pântano à noite e acabou morto.

Sir Charles levava a sério a lenda e nunca ia ao pântano à noite, vinha sofrendo de problemas no coração e sua saúde estava bastante abalada. A causa da morte divulgada ao público foi a de insuficiência cardíaca, o médico ainda relatou que o rosto de Sir Charles estava distorcido tão intensamente que foi difícil reconhecê-lo, mas que isso é comum em casos como esse. No entanto, o Dr. Mortimer ocultou um fato muito importante!

Bem próximo ao corpo havia pegadas e ele pôde perceber que pertenciam a um cão gigante. Para não alimentar a supertição local e espalhar o pânico, ele manteve essa informação fora do inquérito. Mas decidiu revelá-lo a Sherlock porque precisa da ajuda do brilhante detetive. Sir Henry Baskerville é o herdeiro da mansão e está a caminho, mas o médico teme pela vida dele e pede a Sherlock que lhe diga o que fazer.

Sherlock está muito atarefado em Londres, então envia seu fiel amigo Dr. Watson para fazer a segurança do rapaz e ser o responsável por relatar todos os acontecimentos para que Sherlock possa, ainda que de longe, estudar o caso. O que acontecerá a seguir deixa a todos completamente surpresos. De fato Sir Henry corre perigo e um cão grotesco está a sua espera, mas Sherlock Holmes será capaz de solucionar esse enigma antes que seja tarde demais?

Minha impressão
Esse é o meu gênero literário preferido, eu amo uma boa trama investigativa e quando se trata de Sherlock Holmes é impossível não se envolver com a leitura. O Cão dos Baskerville é uma obra que traz um lado misterioso e um toque sobrenatural que deixa tudo ainda mais interessante. Holmes é genial, mas aqui temos mais contato com Watson, embora quem dê a grande tacada, a jogada de mestre, é o nosso detetive... e faz isso brilhantemente!

Eu acho incrível como um livro clássico pode ainda nos surpreender, esta história foi escrita em 1902 e tem tanto a nos oferecer, para amantes da literatura policial é uma leitura obrigatória. Vergonhosamente eu ainda não conhecia e fiquei muito satisfeita em ter tido essa experiência, foi uma leitura completamente agradável e que atendeu a todas as minhas expectativas.

Essa versão é integral – sem adaptação – e faz parte da coleção Clássicos Autêntica que conta com obras como: Viagens de Gulliver, A Escrava Isaura, Pollyanna e muitos mais. A edição está impecável, com uma capa belíssima e ilustrações de Sidney Paget. É um livro curtinho e que pode ser lido em poucas horas. Uma leitura que eu recomendo.

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16/05/2023

Review: Um Crime Adormecido - Agatha Christie

Um Crime Adormecido Um Crime Adormecido by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Olá!
Esse é daqueles livros que li quando era criança e não consegui lembrar da história (quem sabe nunca li).
Mais um romance de Miss Marple e como todos sabem é um romance de ótima qualidade. Só não é mais famoso, pois percebemos duas coisas na literatura de AC: a "mídia" da época não gostava de mulheres protagonistas, ou elas ficavam quietinhas nas salas tomando chás e fofocando, ou era coadjuvante do parceiro, mas aqui e ali, imagino que AC se esforçava para burlar as "regras" e nos presenteava com a inteligência de Miss Marple - solteira, livre para viajar e ajudar os amigos... para aqueles que um dia criticaram a ausência do feminismo de AC, deveria refletir sobre como é difícil, até hoje vencer o patriarcalismo (vide que somente em 2023 temos uma Lei sancionada com o salário semelhante entre homens e mulheres - isonomia salarial).

Escolhi uma resenha de um grupo de meninas (que agora são adultas, e pararam de blogar, mas são Assistentes Sociais e espero que felizes em suas profissões) - ah - uma resenha "de uma resistente a AC" - risos

Resenha de Thais, Tatiane e Natália
http://amorlivroseresenhas.blogspot.com/

Título: Um Crime Adormecido
Autora: Agatha Christie

Sinopse:
A jovem Gwenda surpreende uma inexplicável familiaridade em cada cômodo da sua nova residência. A casa fica no sul da Inglaterra. Um mistério vai crescendo e se insinuando nos seus passos: infância, ecos, evocações, realidade e pesadelo no quarto, na escada, no jardim. Em meio ao sonho de Gwenda, o sono de Helen, madura, coagulada no tempo. Assim, como Miss Marple, o leitor não pode ficar no convívio e pesquisa estrita das personagens do presente - suspeitas de insânia e crime: terá de mergulhar no fundo de uma vida, ou de diversas vidas, com um tanto de detetive e outro tanto de psicólogo.
Quem é que soube adormecer esse crime e esconder a sua sombra no meio de tanta luz? Agatha Christie é quem teceu, aqui, uma das mais engenhosas tramas de sua obra.

Comentários:

Gwenda, recém casada, vai ao sul da Inglaterra e compra uma casa para que possa residir com seu marido. Desde o primeiro momento que viu a casa, já se apaixonou e sentiu uma familiaridade muito grande. Esta sensação se dá por já ter vivido nesta casa, e não se lembrar. Uma das lembranças, a de uma mulher loira morta no saguão, faz com Gwenda e seu marido Giles comecem a buscar por respostas sobre este assassinato. Eles tem a ajuda de Miss Marple, que apesar de aconselhá-los a não mexer em um crime adormecido há 18 anos, não aguenta e resolve fazer suas próprias investigações.

Surgem 3 suspeitos, homens que tiveram envolvimento com a vítima. Até que surge uma testemunha, a copeira que trabalhou na época e suspeitava que a mulher havia sido assassinada pelo seu marido. Coincidentemente, a testemunha também é assassinada, trazendo mais dúvidas ao casal.

Sou um pouco resistente aos livros de Agatha Christie (eu sei, uma heresia!!), porém gostei muito desta história. Apesar, da sempre previsível Miss Marple, é um livro que se pode imaginar todas as maneiras e pessoas para o assassinato, porém o final é imprevisível. SUPER RECOMENDO!!!!

Boa leitura!!

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15/05/2023

Review: A Mão Misteriosa - Agatha Christie

A Mão Misteriosa A Mão Misteriosa by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Boa Semana!

Cheguei ao final da seleção de livros lidos no fim de semana. Sim, fazer um desafio literário com AC e ACD é divertido, são livros fáceis de ler e com poucas páginas, flui e não nos sentimos "devedores" do que nos comprometemos.

A Resenha para ese livro é de alguém que acompanha e gosta de AC, acho válido dar essa oportunidade, pois o livro "A Mão Misteriosa" tem uma forma diferente de ser apresentado, e embora já o havia lido, não consegui sequer lembrar do motivo do crime, de tão surpreendente que é o final.
Já, apesar de ser um romance de Miss Marple, a presença dela é mais do que discreta, e bem no final do romance, o que é de fato uma pena, pois os livros de AC com Miss Marple foram o que me fizeram, de fato, ser fã inveterada de AC

RESENHA: A Mão Misteriosa
De: Mari
http://alemdacontracapa.blogspot.com/

Certa vez li uma reportagem que incluía uma lista dos dez livros que Agatha Christie considerava seus melhores. Entre eles, clássicos como “O Assassinato de Roger Ackroyd”, “O Caso dos Dez Negrinhos”, “Assassinato no Expresso do Oriente” e livros não tão famosos como “A Mão Misteriosa”. Sendo este o único dentre os eleitos pela Dama do Crime que eu ainda não havia lido, tratei de tirá-lo logo da estante e conferir mais um exemplar de sua engenhosidade.

Após um acidente, Jerry Burton e sua irmã, Joana, se mudam para a pequena cidade de Lymstock, onde se supõe que nada de emocionante acontece. Mas pouco tempo após a sua chegada, um deles recebe uma misteriosa carta anônima de tom bastante ofensivo e logo descobrem que há tempos o mesmo tem acontecido com vários moradores locais. Quando um suicídio decorre de uma das cartas, o assunto na cidade já não é outro que a identidade do maldoso escritor.

Cartas anônimas em uma cidade pacata onde todos se tornam suspeitos. Esse é o tipo de premissa que Agatha Christie sabe explorar melhor do que ninguém, transformando uma fórmula simples em um livro que faz o leitor elaborar mil teorias e não querer largá-lo até descobrir se alguma delas está certa.

A autora narra a história pelo ponto de vista de Jerry Burton que revisita os acontecimentos depois que o mistério já teve fim. A visão de Jerry é perfeita para a história já que, como recém-chegado em Lymstock, o personagem não tem vínculos anteriores com os moradores do local, permitindo ao leitor ter suas primeiras impressões sobre eles com base nas dele.

“Nesse caso, meu conselho à polícia seria: estudem a personalidade. Deixem de lado suas impressões digitais, o estudo da caligrafia e seus microscópios. Em vez disso, observem o que as pessoas fazem com as mãos, seus pequenos tiques, o modo como se alimentam, e se às vezes riem sem motivo aparente.” (CHRISTIE, p.154, 2012)

Já li mais livros de Agatha Christie do que posso contar, mas sempre me admira como não consigo evitar terminar essas leituras sem um sorriso no rosto. Não importa quantas de suas tramas já tenhamos lido, de alguma forma Agatha sempre surpreende porque é impossível prever todos os seus truques. Em “A Mão Misteriosa” desenvolvi uma teoria por volta da página 70 e ao longo da leitura fui me convencendo de que a autora tentava desviar a minha atenção daquilo, mas que eu estava sendo esperta e captando suas artimanhas. Nem sei se posso chamar de surpresa ver Agatha revelar nas últimas páginas algo que eu nem havia cogitado, tão envolvida estava com a minha própria teoria (que em nada estava certa, diga-se de passagem).

A revelação, como quase sempre nos livros de Agatha Christie, é simples e estava ali para ser vista desde o início. Em um dado momento, Miss Marple diz que cometer um assassinato é como realizar um truque de mágica: tudo gira em torno de fazer a pessoa olhar para a coisa errada, no lugar errado. Alguma dúvida de que a Dama do Crime conhecia alguns truques de ilusionismo?

E por falar em Miss Marple, a participação da personagem foi a única coisa que me desagradou na história. Só o fato de ela aparecer pela primeira vez depois da página 160 mostra sua irrelevância para a trama. Miss Marple não participa dos acontecimentos, apenas aparece para desvendar o mistério graças ao seu conhecimento da natureza humana. Me pareceu uma participação desnecessária, pois a história funcionava muito bem sem a personagem e o mistério poderia ter sido descoberto de outras maneiras.

Não considero “A Mão Misteriosa” uma das melhores histórias de Agatha Christie, mas é uma típica história da autora, recheada com muito do que ela sabe fazer melhor do que ninguém.

Título: A Mão Misteriosa
Autora: Agatha Christie

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