30/04/2024

Review: Os Primeiros Casos de Poirot - Agatha Christie

Os Primeiros Casos de Poirot Os Primeiros Casos de Poirot by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Olá leitores companheiros de Desafio Literário, no qual sigo a ordem cronológica e para não entediar usei alguns desafios de grupos aqui do GoodReads!

Os contos desses livros são excepcionais, aliás não imaginei que eu me apaixonaria tanto por contos como foi meu caso com os da AC, essa paixão nasceu lá com o livro dos 3 Ratos Cegos e continua com tantos outros..

Assim como foi difícil encontrar uma resenha para o "Portal do Destino" não foi muito simples encontrar para os Primeiros Casos de Poirot - encontrei fora do Brasil e bem simplificado.. enfim, esse é aquele caso de "leia o resumo" e mergulhe na leitura - VALE MUITO A PENA!!!
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https://resumos.netsaber.com.br

Este livro trás 18 casos do detetive belga Hercule Poirot, o mais célebre personagem da escritora Agatha Christie. Hercule Poirot é um desses detetives excêntricos e com alto poder de dedução, assim como Sherlock Holmes, ou o Monk, da televisão.
Neste livro, os mais diversos casos são contados, sempre surpreendendo o leitor na sua solução. O criminoso é sempre a pessoa mais improvável, e se não fosse a intervenção de Poirot com seus métodos inusitados, jamais seria descoberto. O detetive divide sua história com o quase inseparável Capitão Hastings, que, apesar de não tirar as mesmas conclusões que o protagonista, serve como contraponto em suas opiniões, sempre auxiliando na solução dos casos. O inspetor Japp, da Scottland Yard também participa de algumas histórias, já que as histórias contadas se passam na Inglaterra. Também há uma história onde aparece Miss Lemon, a secretária particular de Poirot. As histórias deste livro são curtas e Poirot resolve os casos com extrema facilidade, apesar de que os leitores não conseguirão fazer o mesmo.

PS: O Seriado Poirot tem esses contos muito bem feitos e fidedignos, recomendo fortemente assistirem esse seriado!!
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Resenha: OS PRIMEIROS CASOS DE POIROT, Agatha Christie
https://paradise-mysteries.blogspot.com/

Sinopse

Hercule Poirot adorava dizer às pessoas que ele era provavelmente o melhor detetive do mundo. Portanto, voltar no tempo para rastrear dezoito dos casos que ajudaram a estabelecer sua reputação profissional sempre seria uma experiência fascinante. Com sua carreira ainda em seus anos de formação, é óbvia a coragem com que Hercule Poirot conseguia resolver até o mistério menos intrigante. Narrados pelo seu amigo Capitão Hastings, estes dezoito primeiros casos - desde roubos, raptos e homicídio - foram todos formas de testar as "pequenas células cinzentas" de Poirot, que em breve se tornariam famosas, até ao seu limite absoluto.

Minha opinião

Este título reúne 18 casos e consiste em contos que li principalmente em outras coleções. No entanto, parece que não li Problema a Bordo com esse título.
Foi originalmente chamado de Poirot e o Crime na Cabana e não foi publicado até 1936.

As outras 17 histórias apareceram pela primeira vez em revistas em 1923, 1924, 1925 e 1928, 1929 e 1932.

Resumos de enredo em https://en.wikipedia.org/wiki/Poirot%...

O narrador de todas as histórias é o Capitão Hastings e entre eles eles criam uma história de sua ligação com Poirot antes e depois da Primeira Guerra Mundial.

Os Primeiros Casos de Poirot, também conhecido como Ninho de Vespas em Portugal, é uma coletânea de dezoito contos policiais escritos por Agatha Christie e publicados em 1974.

Essas histórias têm como protagonista o detetive Hercule Poirot e foram previamente divulgadas em diversos órgãos de imprensa entre 1923 e 1935.

O livro nos apresenta casos que ocorreram no início da carreira de Poirot, quando ele ainda não era amplamente reconhecido internacionalmente.

Aqui estão os títulos dos contos que compõem a obra:
O Caso do Baile da Vitória
Durante um baile a fantasia, Lorde Cronshaw discute com sua companheira Miss Coco Cortenay na frente de seus amigos. Ela volta para casa e ele continua na festa. Depois, os dois são encontrados assassinados. O Inspetor Japp pede que Poirot desvende o caso.

A Aventura da Cozinheira de Clapham
A cozinheira da Mrs Todd desaparece misteriosamente e ela pede a Hercule Poirot que a encontre. O caso parece irrelevante mas o detetive descobre uma trama por trás do desaparecimento que vai muito além de um simples caso.

O Mistério da Cornualha
Mrs Pengelley procura Poirot pois suspeita que está sendo envenenada pelo seu marido, que está tendo um caso com sua assistente. Hercule Poirot vai à cidadezinha onde Mrs Pengelley vive para tentar desvendar o caso.

A Aventura de Johnnie Waverly
A família Waverly recebe cartas dizendo que se um valor não for pago, seu filho será sequestrado em um determinado dia. Eles chamam a polícia e mesmo assim o rapto é realizado. Dessa forma, vão ao encontro de Poirot e pedem a ele que descubra o paradeiro do menino desaparecido.

O Duplo Indício
Ao final de uma reunião informal em sua casa, Mr Marcus Hardman percebe que as joias que estavam dentro de seu cofre foram roubadas. Como ele desconfia de um de seus amigos, vai ao encontro de Hercule Poirot e entrega o caso em suas mãos.

O Rei de Paus
Durante uma partida de bridge em que uma família se divertia, uma moça entra na sala de estar por uma porta envidraçada e fala: “assassinado” caindo em seguida. Um príncipe que deseja se casar com esta moça pede que Poirot descubra o que aconteceu.

A Maldição dos Lemesurier
Uma maldição se abate sobre a família Lemesurier. Nenhum primogênito jamais herdará as propriedades que lhe seriam de direito. E assim acontece; sempre ocorrem mortes matando os primogênitos. Mrs Lemesurier procura Poirot pois não quer que o mesmo aconteça com seu filho.

A Mina Perdida
Chinês é encontrado morto e os papéis sobre as condições de uma mina que está a muito tempo abandonada desapareceram. Poirot é chamado e, como sempre, descobre os papéis e desvenda a identidade do assassino.

O Expresso de Plymouth
Durante uma viagem de trem, a filha de Mr Ebenezer Halliday é encontrada morta em sua cabine pelo Tenente Alec Simpson e suas joias roubadas. Mr Halliday pede a Poirot que descubra quem a matou e onde estão as joias roubadas.

A Caixa de Chocolates
Poirot conta a Hastings um caso em que chegou a uma conclusão errada ao final das investigações. Depois da morte de um famoso deputado, Poirot é chamado para descobrir a verdadeira causa de seu falecimento. Ao esquecer de levar em conta um pequeno detalhe, Poirot falha. Apenas com a confissão do assassino é que ele descobre os erros que cometeu.

Os Planos do Submarino
O Ministro da Defesa pede a Poirot que descubra o paradeiro dos planos do novo submarino que a Inglaterra está para construir. O roubo se deu na casa do próprio Ministro num momento rápido de descuido.

O Apartamento do Terceiro Andar
Com problemas para entrar em seu apartamento, dois jovens acabam entrando sem querer no apartamento errado e descobrem o corpo de uma mulher assassinada. Poirot, que se encontrava por acaso no mesmo prédio, se propõe a ajudá-los a encontrar o assassino da mulher.

O Duplo Delito
Durante uma viagem que Poirot e Hastings fazem juntos, eles conhecem uma jovem chamada Mary Durrant que iria vender miniaturas valiosas. No meio da viagem as miniaturas são roubadas e Poirot tenta descobrir quem as roubou e como foram furtadas.

O Mistério de Market Basing
Durante um aparente período de descanso no campo, Poirot, Hastings e Japp terão de desvendar um suicídio em que a vítima não podia ter se matado. Utilizando suas “pequenas células cinzentas”, o crime é desvendado magistralmente.

A Casa de Maribondos 
Neste caso, Hercule Poirot vai a casa de John Harrison para tentar evitar um assassinato em que a própria vítima não sabe que está correndo perigo. Atuando de forma discreta, Poirot consegue evitar que uma tragédia aconteça.

A Dama em Apuros
Lady Millicent vai a Poirot para que ele consiga reaver uma carta escrita por ela há muito tempo, que está em poder de um chantageador que pode acabar com seu noivado. Na carta existem declarações comprometedoras.

Problema a Bordo
Durante uma viagem de barco ao Egito, Mrs Clapperton é encontrada morta dentro de sua cabine. O problema é que a cabine estava fechada por dentro e somente uma pessoa que ela conhecia poderia tê-la matado.

Que Bonito é o seu Jardim
Amelia Barrowby envia uma carta a Poirot perguntando se ele poderia ajudá-la a resolver um problema, mas não especifica qual. Logo depois, ela morre subitamente. Desconfiado, Poirot vai até sua casa para tentar descobrir o que de fato aconteceu.

Esses contos oferecem uma visão fascinante das habilidades dedutivas e do charme peculiar de Hercule Poirot, tornando Os Primeiros Casos de Poirot uma leitura cativante para os amantes de mistério e investigação criminal.

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22/04/2024

Review: Portal do Destino - Agatha Christie

Portal do Destino Portal do Destino by Agatha Christie
My rating: 3 of 5 stars

Olá!
Com muita dor no coração tenho que admitir que esse livro não deveria ter sido publicado, houve quem escreveu que a filha de AC não queria que acontecesse!

A estória não fluiu e o final foi decepcionante, muitos comentam que a senilidade de AC começou a influenciar os resultados dos livros.. o que eu sinto, pois sou parecida com AC nesse aspecto: as teorias de conspiração não tinha desfecho e ficava só na imaginação.

Como não foi só eu que percebi esse texto meio complicado, não é tão simples encontrar resenhas, aliás, parece ser o livro menos lido e menos comentado, ou, pior, o livro lido mas menos apreciado, com toda minha compreensão.

Acredito que AC deveria ficar triste em ver seus momentos criativos chegando ao fim e ao despedir-se de seus personagens não sabia bem que rumo dar.. enfim.. por ser o último romance de T&T dá um aperto de saudades....

Resumo:
https://resumos.netsaber.com.br/

Tommy e Tuppence Beresford compraram uma casa antiga, no litoral, para a qual se mudam após algumas remodelações necessárias. Para grande satisfação de Tuppence, que sempre fora uma apaixonada pela leitura, na casa há um sótão que se encontra cheio de velhos livros que ela decide organizar. Os livros fazem-lhe relembrar o passado e, enquanto os organiza vai relendo algumas partes daqueles de que mais gosta. É assim que, num deles, encontra uma mensagem, composta por palavras sublinhadas, que lhe desperta a atenção: Marie Jordan não é morta de morte natural. Foi um de nós. Contando com a memória dos habitantes mais idosos da pequena cidade e com a ajuda do marido, Tuppence decide investigar. A tarefa não se revela nada fácil, porque se trata de acontecimentos que ocorreram há mais de 50 anos, mas o casal acaba por descobrir quem era Marie Jordan, porque foi assassinada, e ficam a saber que tudo tinha a ver com espionagem.

Resenha de Carlos Nunes 09/07/2020
https://www.skoob.com.br/livro/resenh...

Infelizmente, deixou a desejar
Depois de ler os quatro livros anteriores com a dupla Tommy & Tuppence, e principalmente porque o anterior, UM PRESSENTIMENTO FUNESTO trouxe Agatha Christie em sua melhor forma, a expectativa para esse último volume estava bem alta. Mas esse, que foi o último livro escrito pela autora (embora não o último publicado), causa uma grande estranheza. O início é bem similar aos anteriores protagonizados pela dupla: ao se mudarem para uma casa de campo, Tuppence descobre um bilhete bastante sugestivo dentro de um livro infantil e, dando asas à sua imaginação fértil, começa a investigar o fato, que teria ocorrido na época da I Guerra. Por isso, ela própria já uma senhora na faixa dos 70 anos, precisa entrevistar velhinhos em asilos, enquanto Tommy mexe as engrenagens com seus velhos conhecidos do Serviço Secreto. Mas a trama é confusa, repetitiva, muitas vezes não se sabe para onde estamos sendo conduzidos. Reflexo de uma senilidade dos personagens ou da própria Agatha? Parece que essa falta de qualidade ficou tão evidente que a própria filha da autora sugeriu que o livro não fosse publicado, mas Agatha bateu o pé e exigiu a publicação. O fato é que nesse livro Agatha colocou muito de suas reminiscências da infância, como locais, livros e brinquedos de sua própria vida. Agatha, que sempre primou por um desfecho redondo, no qual amarrava perfeitamente todas as pontas soltas da trama, aqui deixou um emaranhado frouxo e preguiçoso. Um final melancólico para os personagens mais divertidos da autora.

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18/04/2024

Review: Os Elefantes Não Esquecem - Agatha Christie

Os Elefantes Não Esquecem Os Elefantes Não Esquecem by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Olá leitores!

Então, esse foi um daqueles livros que o título me marcou e eu não tenho certeza se já tinha lido lá na infância, e por ter assistido os seriado "Poirot" lembrei bem do motivo e de quem, é um livro interessante para nós fãs e com essa resenha que escolhi descobri alguns detalhes desconhecido: foi um dos últimos livros de AC e teve uma conversa que ela estava com começo de Alzheimer, li tanto sobre esta e é a primeira vez que vejo esse fato... espero que ela não tenha passado por esse momento tão difícil.. só quem tem algum conhecido ou da família com essa doença, sabe o quanto é triste.

Segue a resenha, um pouco crítica, mas realista:
https://valeugutenberg.com/
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Resenha de Lucas

Uma tragédia ocorrida há 12 anos

Os elefantes não esquecem foi uma das últimas obras escritas por Agatha Christie e chegou às livrarias em novembro de 1972.

A trama começa quando a escritora de romances policiais Ariadne Oliver (que aparece em outras histórias de Christie) é abordada por uma desconhecida durante um almoço. A mulher, que se chama Sra. Burton-Cox, questiona a autora sobre uma tragédia ocorrida 12 anos antes.

Na ocasião, o Sr. e a Sra. Ravenscroft foram encontrados mortos e a conclusão da polícia foi que o casal tinha feito um pacto suicida. A Sra. Burton-Cox gostaria de saber se foi o marido que matou a esposa primeiro e se matou em seguida, ou se tinha acontecido o contrário. Ela faz a pergunta para a escritora pois Ariadne Oliver é a madrinha de Celia Ravenscroft, filha do casal morto. Celia está noiva de Desmond, filho da Sra. Burton Cox.

Apesar de achar a pergunta descabida e invasiva, Ariadne Oliver decide investigar essa questão e pede ajuda a um amigo seu, um tal de Hercule Poirot. Pra quem não sabe, o brilhante detetive belga Poirot é o personagem mais famoso de Agatha Christie.

Juntos, Poirot e a Sra. Oliver se propõe a esclarecer não um, mas vários problemas: por que Sra. Burton-Cox queria saber sobre aquelas mortes? Por que o casal Ravenscroft teria feito um pacto suicida? E será que eles realmente tinham planejado morrer juntos?


Meu exemplar é da 17a edição da Nova Fronteira. A edição atual tem capa dura e é bem mais colorida, sendo mais atrativa para o leitor jovem.
A memória e a passagem do tempo

Mais do que a investigação desses mistérios, acredito que Agatha Christie quis abordar em Os elefantes não esquecem questões relacionadas à memória e à passagem do tempo. Para encontrar suas respostas, a Sra. Oliver e Poirot precisam entrevistar pessoas que conviveram ou trabalharam com a família Ravenscroft na época das mortes. O problema é que muitas delas estão velhas e com problemas de memória. Ou elas não se lembram com exatidão do que aconteceu, ou confundem os fatos reais com histórias que ouviram.

– Então soube algo de palpável?
– Não. Ouvi o relato de várias pessoas, mas não sei se falaram a verdade.
– Contaram boatos?
– Não, relataram suas memórias. O problema é que nem sempre a gente se lembra das coisas como elas realmente aconteceram.

Poirot e Ariadne Oliver também estão velhos e o conflito entre gerações é evidente. A Sra. Oliver comenta como as jovens “de hoje” não se preocupam com o casamento, se afastam dos pais e se apaixonam por cantores de rock. Não há julgamentos, entretanto: Celia e Desmond, os personagens mais novos da trama, são apresentados como responsáveis e decididos.

Uma leitura rápida… mas pouco memorável

Apesar das questões do tempo e da memória serem interessantes, preciso ser sincero e dizer que Os elefantes não esquecem não é, com o perdão do trocadilho, um livro memorável. A partir de dado momento, a explicação para a morte do casal Ravenscroft se torna óbvia, e a descrição dos acontecimentos é um tanto melodramática – é sério, ela não faria feio num novelão mexicano.

Ainda assim, Hercule Poirot segue brilhante como sempre e Ariadne Oliver é uma personagem especial (a cena em que ela se irrita com a moleza da nova empregada é muito engraçada). Alguns dizem que a personagem-escritora seria uma representação da própria Agatha Christie. E falando nisso, existem estudiosos que defendem que a “Rainha do crime” sofreu do mal de Alzheimer no fim da vida; se for verdade, pode ser uma explicação para o seu interesse pelo tema da memória.

Enfim, Elefantes não esquecem é uma leitura rápida, que não é ruim mas também não é especialmente marcante, principalmente quando posta lado-a-lado com obras-primas de Agatha Christie, como Assassinato no Expresso do Oriente, O assassinato de Roger Ackroyd e E não sobrou nenhum.

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