11/11/2022

O Mistério da Regata e Outras Histórias - Agatha Christie


 Boa Tarde Amores e Amoras!!!

A Próxima Leitura é para ser buscado e 4 livros publicados no Brasil.

Como sempre tenho dificuldade de ter certinho o que preciso ler, já "pulei" esse livro (ainda não publicado no Brasil), umas 3 ou 4 vezes, na mesma proporção li e reli Um Acidente e outras histórias, não riam, é que sempre recomeço e não sabia como me organizar e ter disciplina para ter os 4 livros em mãos. 😊

Agora tá certinho, começarei a leitura e depois termino de postar as resenhas: publicação em etapas como a leitura 😜

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UPDATE: Criei o Livro: "O Mistério da Regata e Outras Histórias" - simples e direto..

Se quiser ler é só ir na compilação que fiz, está no link: O mistério da Regata e outras Histórias

O Mistério da Regata e Outras Histórias
A - Um acidente e outras Histórias
"O Mistério da Regata"
"Problema na Baía de Polensa"
"Os Íris Amarelos"
"Miss Marple Conta uma História"
"Através de um Espelho Sombrio" ou "No Fundo do Espelho"
B - Aventuras do Pudim de Natal
"O Sonho"
C - Os primeiros casos de Poirot
"Que Bonito É o Seu Jardim?"
"Problema a Bordo"
D - Enquanto houver luz e Poirot sempre espera e outras histórias
"O Mistério do Baú de Bagdá" ou "O Mistério da Arca de Bagdá"


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Review: A Testemunha Ocular do Crime - Agatha Christie

A Testemunha Ocular do Crime A Testemunha Ocular do Crime by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Boa Tarde Amores e Amoras!!

Mais uma visitinha sugerida a outra leitora de AC:

Testemunha Ocular do Crime

Conhecida como Dama do Crime, Agatha Christie, nascida em 1890, tornou-se mundialmente famosa por seus romances policiais, contudo Agatha também é autora de romances não-policiais, peças teatrais e poemas, seus personagens mais famosos são Mr. Poirot e Miss Marple. Em 1957, foi publicado “4.50 from Paddington” no Brasil: Testemunha Ocular do Crime e trata-se de uma história protagonizada pela detetive amadora Miss Jane Marple.

No início do livro somos apresentados a Sra. Elspeth McGillicuddy que após as compras natalinas entra em um trem para visitar sua amiga Miss Marple e quando o trem em que a Sra. McGillicuddy viajava diminui a velocidade e outro trem acelera, de sua janela ela acaba presenciando um homem estrangulando uma mulher. Como uma boa cidadã, a Sra. McGillicuddy informa a policia acerca do que viu, contudo ninguém acredita, pois nenhum corpo foi encontrado. Não obstante, Miss Marple, obstinada, acredita piamente na amiga Elspeth e decide procurar o corpo com a ajuda de Lucy Eyelesharrow.

De fato Lucy consegue encontrar o corpo de uma mulher em um sarcófago na casa da família Crackenthorpe, em Rutherford Hall. A família Crackenthorpe é uma família rica e como todos os ricos têm suas excentricidades. O Sr. Crackenthorpe, um velho ranzinza e avarento, e seus filhos: Emma, Alfred, Cedric e Harold, apresentam personalidades muito peculiares. De inicio o inspetor Bacon não desconfia que a família tenha algo haver com a morte da mulher desconhecida, mas por se tratar possivelmente de uma estrangeira a Scotland Yard entra em cena com o inspetor Dermot Craddock que, por sinal, é amigo de Miss Marple.

Pistas reais e falsas, omissões em depoimentos, fatos estranhos, investigações abrangendo várias hipóteses são lançadas no livro e o leitor é guiado por um intrincado e misterioso labirinto de pistas. O que de início pareceu uma morte desvinculada da família Crackenthorpe, toma contornos familiares, principalmente quando percebemos a ganancia e o desejo dos filhos de que o velho Sr. Crackenthorpe morresse para que pudessem se apropriar da herança. E como a própria Miss Marple afirma que uma morte sempre tende a gerar outras, outras mortes surgem dentro da própria família o que torna o quebra-cabeça, para descobrir o assassino, mais intrincado e emocionante.

Novamente A. Christie desenvolve personagens complexos, e trilha diversos caminhos para a investigação, não perde o foco e faz com que o leitor, instigado, dê um de detetive e tente, desesperadamente, descobrir o assassino. A linguagem e a esperteza de Agatha Christie conseguem envolver o leitor do começo ao fim do livro.

Ninguém sabe matar tão bem seus personagens como Agatha Christie e ninguém sabe encontrar um sentido para a morte de forma tão plausível como ela. O livro é envolvente e encantador, acredito que nem todos os leitores conseguem descobrir o assassino, mas em momento algum Miss Marple deixa a desejar, principalmente para aqueles leitores que são fãs de Poirot, não há frustração, apesar de que com Poirot a investigação se torna mais emocionante, pois ele vai atrás das provas, já Miss Marple segue outra linha investigativa.

Testemunha Ocular do Crime, é super indicado para todos que apreciam um romance policial, para os fãs da Dama do Crime, para quem gosta de bancar o detetive e para todos que gostam da personagem Miss Marple. Boa Leitura!

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13/10/2022

Review: Outlander Livros 1 a 5

A Cruz de fogo - parte I A Cruz de fogo - parte I by Diana Gabaldon
My rating: 5 of 5 stars



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Outlander na AMAZON: Livros e Série

Não consegui fazer resenha desses livros, aliás, já assumi que não sou muito boa em fazer resumos.

Vou continuar a leitura de OUTLANDER em 2023 - geralmente dedico uma quinzena por mês para cada volume, mas o volume 5 "consumiu" todo o mês de outubro.

Outlander é uma história sobre viagem no tempo: Claire, uma enfermeira que trabalhou na segunda guerra viaja com seu marido para a Escócia. Frank, Historiador, queria conhecer a história de Randall.
Entre aventuras nas terra da Escócia a finalmente chegada ao Novo Mundo, as viagens de Claire são regadas de muitas aventuras, lágrimas e lutas.

Não tem como contar em poucas palavras o que se passa em cada volume, mas a viagem por Castelo da França, Prisão da Escócia, bruxarias e superstições tornaram esse Romance tão incrível em Seriado (acompanho na NETFLIX).

Ao decidir ler os livros (pois já assisti até a temporada 5), fiquei com receio de me frustrar com eles, mas qual não foi minha surpresa: a série é altamente fiel aos personagens e a descrição dos eventos e cenários. Descobri ao ler sobre que a escritora é consultora e segue as gravações, então compreendi essa fidedignidade.

Nos apaixonamos pelos casais que se formam, as famílias se unem e ficamos com receio do que será essa mistura de: passado, futuro, agora - pois o agora da Escócia, não é o mesmo agora de 1968.. 
Sim, a viagem no tempo não é só viagem no tempo, o tempo também passa.

Muitos personagens, várias intrigas e vários enredos, é uma História que vale a pena ler e ficar atiçado de curiosidade.

São 9 livros, não sei se ainda terão mais, evito ler sobre, pois muitas pessoas passam Spoiller, então vamos combinar: quem tem preguiça assiste o seriado, não ficará decepcionado.

Tem na NETFLIX (até temporada 5) e na Starplus (todas as temporadas - 1 a 6) - ainda não vi a temporada 6.

O engraçado, ou coincidência, que assisti as 5 temporadas e li os 5 primeiro volume, as histórias pararam praticamente no mesmo lugar.

Queria ter essa esperança de que teremos de 9 a 10 temporadas, a ver.

Voltarei com OUTLANDER de 6 a 9 (planos ainda) no ano de 2023.

UPDATE: Resenha OUTLANDER 2 - feito em fevereiro 2022
A viagem por vários lugares e a descrição dos costumes de época, faz dessa série uma viagem além do tempo.

O segundo livro se passa basicamente na França e quem leu "Os Miseráveis" sabe que o glamour da França se restringe a corte e aos amigos do Rei.

Traições, teorias da conspiração, bruxaria e ocultismo, a fase supersticiosa da humanidade é bem retratada.

Quem quer um livro rápido e decisivo NÃO LEIA... pois essa série é uma viagem por todos os sentimentos humanos: do amor ao medo, do ódio à compassividade... infelizmente a vaidade de um causa muitas mudanças nas histórias!!

Até mais e já já vem outra resenha (de terceiros) da Agatha!!!

Bjins e boa sexta!!!



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27/09/2022

Review: O Natal de Poirot - Agatha Christie

O Natal de Poirot O Natal de Poirot by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Uma história tradicional de Agatha Christie, com a presença de Poirot, um Natal frustrado por um assassinato e pitadas de suspense

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Agatha Christie na Amazon: Livros

Sinopse:

Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho…

Análise:

Originalmente publicado em 1938, O Natal de Poirot começa com uma dedicatória da autora para seu cunhado James, que antes havia se queixado, afirmando que os assassinatos da autora estariam anêmicos demais e desejava “um assassinato dos bons, violento e cheio de sangue”. Ainda na dedicatória, a autora rebate: “Pois esta é a história que escrevi especialmente para você. Espero que lhe agrade.” E é com esse soco no estômago que a brilhante Agatha Christie – também conhecida como Rainha do Crime – inicia O Natal de Poirot.

Logo após a dedicatória, ainda temos uma frase retirada da tragédia Macbeth do dramaturgo inglês William Shakespeare. Frase essa que irá ecoar por um bom tempo durante o livro, uma frase de uma importância grandiosa:

“Quem jamais poderia imaginar que aquele velho guardasse tanto sangue dentro de si?” Macbeth

Após nos preparar para o que o livro nos espera, Agatha, então, finalmente inicia o livro: Uma história de mistério – a especialidade de Agatha – protagonizado pelo detetive belga Hercule Poirot (inspirado tanto no icônico Sherlock Holmes como no pioneiro C. Auguste Dupin). A trama se passa na Inglaterra e gira basicamente na família Lee, que tem como patriarca o multimilionário e opressivo Simeon Lee.

Logo no início é possível vermos o quê de mistério que nunca abandona o livro, onde cada vez mais, somos impelidos a tentar descobrir o mistério que ronda cada personagem e do drama que o livro nos apresenta. Ao contrário de obras mais fantasiosas, Agatha sempre deixa pistas para o leitor, que se sabendo usá-las, torna-se possível descobrir o mistério.

Mais adiante, nos deparamos com o principal mistério: A morte de Simeon Lee; numa noite de natal. Há tempos o velho não reunia toda a família, já que era desapegado de sentimentos familiares, no entanto, nessa noite o homem fez questão de ter toda a família junta para o natal. Na sua maioria, desafetos.
Mesmo sendo um livro relativamente curto, ele abriga uma gama de personagens, de personalidades diferentes. Não há repetições de personagens, não há preguiça na construção deles (como vemos em alguns autores mais novos, quando apenas se muda uma ou duas características, o nome e BOOM: temos um personagem novo). Não. Agatha Christie não é preguiçosa. Seus personagens são muito bem construídos e com toda certeza, são o arquétipo de pessoas que existem por aí mundo afora, tanto naquela época, como hoje, 76 anos depois.

Temos por exemplo, o modelo ideal do filho melancólico e sentimental, que culpa o pai por tudo, inclusive pela morte da mãe: David Lee. Temos o filho aventureiro e rebelde: Harry Lee. Temos o avarento George Lee e sua esposa gastadeira Magdalene. O estereótipo do filho leal com Alfred Lee e por aí vai. Cada um, com seu próprio motivo para querer o velho morto. Seja por rancor ou por interesse.

E é aí que entra o detetive Hercule Poirot. Famoso no mundo de Agatha Christie, o detetive se propõe a desvendar o mistério de uma maneira nada convencional, buscando pistas e fatos que não fazem sentido para a maioria dos outros detetives, mas faz todo o sentido do mundo para ele e por consequência, para o leitor.

A história é toda narrada em terceira pessoa e mesmo sendo um livro antigo, o texto flui bem, sempre deixando o leitor instigado e moderando nas descrições. A linguagem da autora é bem fácil também, algo entre o coloquial e o erudito, de fácil compreensão.

Os diálogos são fáceis, atraentes e verossímeis. Os personagens usam vocabulários condizentes com a época e com suas personalidades.

(descrição do material usado no livro: papel e diagramação).

Considerações finais…

Sou suspeito quando se fala de Agatha Christie. Li poucos livros dela, quando se compara com toda a sua obra e O Natal de Poirot foi o livro que me introduziu nesse ramo do mistério policial. Li e reli e afirmo que é o melhor livro dela e de literatura policial que tive a honra de ler – até agora. Para mim, Hercule Poirot é maior que Sherlock Holmes em quase todos os aspectos, mas como eu disse: sou suspeito para falar de Agatha Christie. Para quem gosta de um bom mistério, um livro bem escrito, consistente e que te convida a ler compulsivamente: eu recomendo O Natal de Poirot. Quem quer se divertir e testar o raciocínio: eu recomendo O Natal de Poirot. E quem quiser descobrir se tudo o que eu falo aqui, é relevante ou baboseira: eu recomendo O Natal de Poirot.

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23/09/2022

Review: Morte na Rua Hickory - Agatha Christie

Morte na Rua Hickory Morte na Rua Hickory by Agatha Christie
My rating: 0 of 5 stars



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A resenha de hoje bate com minha opinião, muitos personagens, acabei me perdendo um pouco no enredo, principalmente por ter assistido o episódio do seriado Poirot, que foi mais rapidamente definido... o perigo da preguiça que nos dá por saber (ou pensar saber) quem é o culpado (digo isso, pois no Encontro com a Morte foi assim).

O livro que irei comentar hoje é Morte na Rua Hickory, da Rainha do Crime, Agatha Christie. Espero que gostem.

SINOPSE:
A eficientíssima secretária de Poirot, Miss Lemon, excepcionalmente chega atrasada, e comete alguns erros. O motivo é o seu nervosismo relativo a um problema da sua irmã, uma senhora igualmente eficiente, que gerencia uma pensão para estudantes estrangeiros, situada a Rua Hickory 26, em Londres. É que nos últimos meses têm acontecido alguns fatos estranhos e desagradáveis que a Sra. Hubbard não consegue administrar adequadamente: são roubos e atos de vandalismo inexplicáveis.
Poirot decide ajudar a Sra. Hubbard, mas em alguns momentos se sente meio perdido no meio de tantas situações aparentemente independentes umas das outras. E o problema se agrava, pois, após Poirot ter visitado a pensão, houve também um assassinato e, depois, ainda outro.
Mas Poirot não se deixa vencer e, junto com o inspetor Sharpe, consegue reunir as informações que dão sentido aos fatos acontecidos na Rua Hickory. E, finalmente, Miss Lemon se tranquiliza e Poirot pode contar novamente com a sua grande eficiência.

MINHA OPINIÃO:
Nesse livro acompanharemos mais uma aventura do detetive belga Hercule Poirot.Dessa vez ele tenta desvendar uma série de pequenos crimes, na maioria furtos, que estão ocorrendo em uma pensão de estudantes.Porém, assim que ele resolve esse pequeno caso, ocorre o assassinato de um dos membros da pensão.

de: mybookmundi blogspot com

Apesar de ser um livro de leitura bastante agradável e extremamente fino, o excesso de personagens acaba confundindo. Dessa vez Agatha Christie exagerou! É tanta gente, cada uma de um país diferente e fazendo um curso na faculdade, que em determinado ponto eu tive que fazer uma tabela anotando os nomes, as nacionalidade e os cursos que cada um fazia na faculdade. Sério. Além disso, não possui nenhuma grande reviravolta.
Mesmo assim, gostei do livro, e é sempre impressionante como Agatha Christie não deixa nenhum furo.
Mas com certeza, vc não encontrará esse livro na lista dos "10 Mais" da autora.

SOBRE A AUTORA:
Dame Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, Devon, Inglaterra, Reino Unido, 15 de setembro de 1890 — Wallingford, Oxfordshire, Inglaterra, Reino Unido, 12 de janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas.

Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos, criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros. Agatha Christie escreveu também sobre o pseudônimo de Mary Westmacott.

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15/09/2022

Aniversário de Agatha Christie - 132 Anos

Bom dia!

Hoje chegou mais um feed do BLOG A Casa Torta, que nos lembra do Aniversário de Agatha Christie!

Nascida em 1890 (132 anos) e faleceu em 1976 (46 anos)!

Comecei a ler em 1980, hoje tenho 52 anos. O tempo nos separa, mas meu amor pelos livros que ela escreveu é eterno!💓

É impressionante imaginar a contemporaneidade de suas obras!!


Agatha Christie.
de: The Christie Archive

Feliz Aniversário Querida Dama!!

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08/09/2022

Review: Encontro com a Morte - Agatha Christie

Encontro com a Morte Encontro com a Morte by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars







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Essa é aquela leitura que tudo parece previsível: Poirot continua sua viagem de férias, testemunha uma conversa sobre um plano de assassinato, uma família é tiranizada por uma mãe, não só matriarcal, mas também ditadora...

Conclusão: havia pessoas com muitos motivos para matá-la e o assassino quase passou despercebido pelo nosso Caro Detetive, se o assassino não cometesse uma simples falha: falar demais!!!

Livro imperdível, bom de ler, com aquele toque de romance no ar que adoro...

Sabe por que gosto dos livros de Agatha Christie? Ela tem aquele "quê" de continuação que alguns diretores colocam em seus Filmes e depois de alguns anos, descobrimos que o filme não terá continuidade... já Hercule Poirot, encontraremos logo ali, em algum Romance....

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E em 2022 escolhi essa resenha de outra leitora de AC.
UPDATE 2022:
De fascinadaporhistorias blogspot com

Finalmente retornei com as leituras do projeto Agatha Christie. Dei início ao projeto no ano passado e desde então tenho me dedicado a ler um livro da autora por mês, mas desde o começo de 2017 tenho dado um intervalo maior entre as leituras para não me sentir saturada do estilo da Agatha.

Escolhi Encontro com a Morte para reiniciar as leituras e mesmo não sendo um dos melhores livros da autora é uma leitura tão envolvente quanto os livros mais brilhantes da rainha do crime. A história se passa no Oriente Médio em plena viajem de férias do nosso querido detetive Hercule Poirot.

O livro já tem inicio com Poirot sendo testemunha de um diálogo bastante comprometedor. O detetive ouve o trecho de uma conversar onde duas pessoas planejam a morte de uma mulher, Poirot guarda a informação para si já prevendo que um crime poderá acontecer.

Enquanto isso uma família de turistas americanos estão em um passeio em Petra, Jerusalém. Tal família possui membros bastante peculiares em especial a matriarca que parece controlar todos cruelmente. Quando a sr. Boynton é encontrada morta toda a família se torna suspeita assim como todo o grupo de turistas que integram o passeio. Poirot mais uma vez é desafiado a desvendar o mistério que cerca essa morte que aparentemente nem parece se tratar de um crime.

Inicialmente publicado em 1938, Encontro com a Morte não é tão famoso quanto alguns outros livro da Agatha Christie, mas assim como os mais célebres de sua obra traz as características mais marcantes da autora.

A história é estrelada pelo detetive belga Hercule Poirot com a trama central girando em torno de uma família, quem já leu algum livro da Agatha deve saber que autora utiliza com frequência essa mesma estrutura de trama, neste livro Agatha explora com mais profundidade o perfil psicológico dos personagens e isso permite que o leitor tem uma acesso maior a todas as pistas do crime.

A narrativa é envolvente e como todo livro da Rainha do Crime impossível parar de ler, a narrativa é bem intrincada nos suga para dentro da história e você consegue se envolver muito mais com os personagens devido a análise psicológica presente no texto.

O livro é narrado em terceira pessoa com o foco distribuído entre os personagens centrais, a família Boynton e principalmente os outros turistas que estão próximos a todos os acontecimentos da trama e têm relação direita com a família.

Essa edição da L&PM Pocket me agrada bastante, os livros tem capas coloridas com ilustrações bem atrativas, estou fazendo coleção dos livros da Agatha nessa edição. Para um livro pocket a edição é satisfatória, a diagramação é simples, o espaçamento do texto é confortável, as letras estão em bom tamanho, nesse caso as páginas são brancas o que gera um pouco de incomodo em alguns leitores.

Encontro com a Morte é um livro que reafirma mais uma vez a genialidade de Agatha Christie, com uma trama bem construída e um desfecho surpreendente este livro é uma boa dica de leitura para quem assim como eu, adora um bom suspense policial.

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06/09/2022

Review: A Extravagância do Morto - Agatha Christie

A Extravagância do Morto A Extravagância do Morto by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Esse é um tipo de livro difícil de descrever e classificar, mantenho as 5 estrelas por teimosia e respeito a AC!
Acredito que é um título "ensaio" para outros livros e causa essa estranheza. Mudança de personalidades, personagens espalhados por um jardim. Uma sensação que as pessoas estão em um lugar errado... enfim, achei uma resenha crítica que descreve a sensação que esse livro trás e porque ele não é tão divulgado.

Como sempre prestigio um blog que compartilha resenhas, visto que sou meio reticente em tentar escrever, com receio de praticar indiscrição em contar algo essencial da trama.

**************

A Extravagância do Morto — Agatha Christie [Resenha]

O livro é bom? Vale a pena ler?

A extravagância do morto — Resenha

Quando se fala em Agatha Christie muitos leitores lembram de livros como "E não sobrou nenhum (O caso dos 10 negrinhos)" e "Assassinato no Expresso do Oriente", mas dificilmente em A Extravagância do Morto, que foi recebido pela crítica do Times como um “clássico, o melhor de Agatha Christie”. Entre os mais de 50 livros publicados pela autora, o título em questão dificilmente é listado entre os melhores em diversas listas espalhadas pela internet, mas ainda assim pode ser uma leitura interessante.

O começo da narrativa possui uma base sólida e bem construída: a escritora de livros de suspense Ariadne Oliver (que também aparece em outras histórias de Christie) liga para o investigador belga Hercule Poirot para que o mesmo comparecesse a uma festa no campo na qual se jogará a “caça ao assassino” com direito a vítima, pistas falsas e inúmeros suspeitos. Ariadne suspeita que algo de errado vai acontecer e sabe que a curiosidade de Poirot fará com que ele compareça.

Ariadne Oliver e Hercule Poirot

Surpreendentemente de fato acontece algo de errado na festa (óbvio, a ideia é péssima) e caberá ao Poirot desvendar o mistério uma vez que os policiais não conseguem chegar a um veredito concreto.

A ideia da história é legal, o que mais atrapalha é o ritmo lento e sem muitas novidades, pistas concretas e aprofundamento nos personagens. A sensação que fica é que nada de novo acontece e o leitor sempre fica parado no mesmo lugar, é possível sentir a angústia junto com Poirot ao se perguntar: "Quando o livro vai acabar e a resolução surgir?" Isso sem contar na participação dos policiais que foi bem maior do que a importância dos mesmos para a história.

Sim, tem muitas pistas escondidas que podem passar despercebidas. O problema é que a resolução surge como uma mágica com um desfecho mirabolante que o leitor se pergunta: "O quê?". É quase impossível descobrir a verdade antes de sua resolução uma vez que muitas, mas muitas, informações novas são reveladas de um modo praticamente desonesto por parte da autora.

É legal quando há a sensação de se sentir enganado pela autora sendo que a explicação estava sempre na sua frente como é o caso de vários outros livros de Agatha Christie, mas aqui é sacanagem porque ela nem se quer se deu ao trabalho de fazer isso.

A história é legal, os personagens são mal aproveitados, o final é duvidoso e a leitura pode ser arrastada. A parte boa é que o livro possui poucas páginas, é possível ler em uma tarde, distrair a mente um pouco, mas só se não tiver nenhuma outra opção de títulos da autora na estante.

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05/09/2022

Desenhos e suas diferenças















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01/09/2022

Review: O Caso do Hotel Bertram - Agatha Christie

O Caso do Hotel Bertram O Caso do Hotel Bertram by Agatha Christie
My rating: 0 of 5 stars



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O livro que me deixou de queixo caído, simples assim!

Como sempre, procuro sites que já escreveram resenhas, pois não sou muito talentosa em escrever algo e não correr o risco de falar demais ou me enrolar!

********************
RESENHA: O Caso do Hotel Bertram
De: MARIANA FONTANA SZEWKIES
alemdacontracapa blogspot com

“Existe um lugar formidável em Londres: chama-se hotel Bertram. É como recuar um século e encontrar a velha Inglaterra! As pessoas que se hospedam lá não se encontram mais em lugar nenhum.” (CHRISTIE, 2010, p.15)

Há quanto tempo eu não encontrava Miss Marple em uma de suas acidentais aventuras! Para quem não a conhece, vale apresentar rapidamente a segunda personagem mais famosa criada por Agatha Christie, a simpática velhinha de Saint Mary Mead que parece ter um dom especial para atrair problemas – e por problemas leia crimes e assassinatos - para suas proximidades. Miss Marple não é detetive, embora muitas vezes ajude a policia, sendo até fundamental, na resolução dos crimes. Ela é simplesmente uma pessoa atenta, que repara nos menores detalhes e é, acima de tudo, uma grande conhecedora da natureza humana – como na maioria das vezes é descrita.
Em “O Caso do Hotel Bertram”, Miss Marple hospeda-se no referido hotel para tirar uns dias de férias. Tudo o que ela quer é apreciar a atmosfera do local, que permanece a mesma desde os tempos em que ela era menina, e descansar. Mas como sempre, coisas acontecem quando ela está por perto e desaparecimentos, roubos e mortes cercam o charmoso hotel.

Agatha não tem pressa em apresentar os personagens que viverão essa aventura. Introduz cada um aos poucos na trama, dando tempo para que o leitor os conheça com calma. E quantas personalidades distintas podem ser encontradas no Bertram! O velho e desmemoriado vigário que desaparece sem deixar rastro, a jovem e rica herdeira que insiste em querer saber quem ficará com sua fortuna caso ela venha a morrer antes de se apropriar do dinheiro – algo que só acontecerá quando fizer 21 anos - e a mulher ousada, famosa por suas aventuras e indiscrições são apenas algumas das figuras que Agatha Christie coloca nesse cenário fazendo o que sabe fazer de melhor: deixar o leitor ter noção o suficiente do que está acontecendo – a ponto de se sentir inteligente – ao mesmo tempo que tem consciência de que não sabe exatamente o que está acontecendo, de forma que quando a autora revela o mistério, o leitor se surpreende. Mestre!

Pode se dizer que “O Caso do Hotel Bertram” apresenta duas histórias paralelas: os curiosos roubos, com o mistério das placas semelhantes, e o assassinato – que em se tratando de um livro da dama do crime não poderia faltar. Com tantos elementos em mãos, Agatha lança várias interrogações ao leitor e é hábil o suficiente para que chegado o momento das explicações consiga dar duas respostas plausíveis, mesmo que erradas, antes de dar a resposta correta. Tudo isso nas últimas 15 páginas. Quando você acha que sabe o que está acontecendo, a autora mostra que está tudo errado e quando você se convenceu a abandonar a primeira teoria porque, obviamente, a segunda é a correta ela vem e diz: errado de novo! Repito: Mestre!

Eu já disse, repeti e prometi continuar repetindo o quanto sou fã de Agatha Christie. Miss Marple não é a minha personagem preferida criada por ela, mas é absolutamente adorável e inteligente. Por ser calma e do tipo observadora, suas histórias sempre me parecem seguir um pouco esse rumo: são calmas, com menos urgência que outros casos policiais centrados em detetives profissionais - como Marlowe, Maigret e, claro, Poirot - e do tipo que o leitor observa para ver o que vai acontecer tendo a certeza que, mais cedo ou mais tarde – ou deveria dizer, mais páginas ou menos páginas – Jane Marple e Agatha Christie lhe presentearão com uma grande surpresa.
Em “O Caso do Hotel Bertram”, Miss Marple hospeda-se no referido hotel para tirar uns dias de férias. Tudo o que ela quer é apreciar a atmosfera do local, que permanece a mesma desde os tempos em que ela era menina, e descansar. Mas como sempre, coisas acontecem quando ela está por perto e desaparecimentos, roubos e mortes cercam o charmoso hotel.

Agatha não tem pressa em apresentar os personagens que viverão essa aventura. Introduz cada um aos poucos na trama, dando tempo para que o leitor os conheça com calma. E quantas personalidades distintas podem ser encontradas no Bertram! O velho e desmemoriado vigário que desaparece sem deixar rastro, a jovem e rica herdeira que insiste em querer saber quem ficará com sua fortuna caso ela venha a morrer antes de se apropriar do dinheiro – algo que só acontecerá quando fizer 21 anos - e a mulher ousada, famosa por suas aventuras e indiscrições são apenas algumas das figuras que Agatha Christie coloca nesse cenário fazendo o que sabe fazer de melhor: deixar o leitor ter noção o suficiente do que está acontecendo – a ponto de se sentir inteligente – ao mesmo tempo que tem consciência de que não sabe exatamente o que está acontecendo, de forma que quando a autora revela o mistério, o leitor se surpreende. Mestre!

Pode se dizer que “O Caso do Hotel Bertram” apresenta duas histórias paralelas: os curiosos roubos, com o mistério das placas semelhantes, e o assassinato – que em se tratando de um livro da dama do crime não poderia faltar. Com tantos elementos em mãos, Agatha lança várias interrogações ao leitor e é hábil o suficiente para que chegado o momento das explicações consiga dar duas respostas plausíveis, mesmo que erradas, antes de dar a resposta correta. Tudo isso nas últimas 15 páginas. Quando você acha que sabe o que está acontecendo, a autora mostra que está tudo errado e quando você se convenceu a abandonar a primeira teoria porque, obviamente, a segunda é a correta ela vem e diz: errado de novo! Repito: Mestre!

Eu já disse, repeti e prometi continuar repetindo o quanto sou fã de Agatha Christie. Miss Marple não é a minha personagem preferida criada por ela, mas é absolutamente adorável e inteligente. Por ser calma e do tipo observadora, suas histórias sempre me parecem seguir um pouco esse rumo: são calmas, com menos urgência que outros casos policiais centrados em detetives profissionais - como Marlowe, Maigret e, claro, Poirot - e do tipo que o leitor observa para ver o que vai acontecer tendo a certeza que, mais cedo ou mais tarde – ou deveria dizer, mais páginas ou menos páginas – Jane Marple e Agatha Christie lhe presentearão com uma grande surpresa.

🌿 Respire fundo... a vida é feita de pequenos instantes 🌿

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01/08/2022

Review: Um destino ignorado - Agatha Christie

Um destino ignorado Um destino ignorado by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Gosto muito desse tema que a AC tratou nesse livro: um tico de conspiração, crítica ao comunismo e - uma dose sagaz de 1984 - sim, senti um "dedinho" de inspiração no momento do "discurso" feito no livro. Um discurso comum, com algumas frases de efeito e comoção da plateia.

E, como sempre, gosto de prestigiar uma resenha e outros fãs de AC:

RESENHA: UM DESTINO IGNORADO, AGATHA CHRISTIE

https://becoliterario.com/
Durante uma conferência em Paris, o cientista nuclear Thomas Betterton desaparece misteriosamente. Ele é apenas um entre vários acadêmicos de elite que sumiram sem deixar rastros, causando inquietação entre as autoridades de diversos países. Cabe ao Serviço Secreto de Inteligência Britânico investigar o paradeiro dos pesquisadores, bem como descobrir quem os está sequestrando e por quê. A chave para este mistério parece estar nas mãos de uma mulher enigmática , que se encontra à beira da morte…Em Um Destino Ignorado, Agatha Christie demonstra mais uma vez seu talento como escritora de suspense , envolvendo o leitor em uma surpreendente trama de espionagem e intriga internacional.

Primeiramente, gostaria de ressaltar a autora de Um Destino Ignorado, Agatha Christie (1890- 1976), que em sua vida publicou mais de 66 obras de mistério, 163 contos, dezenove peças e muitas outras obras que a consagraram como uma das maiores escritoras de todos os tempos. Sinto até vergonha em dizer que nunca tinha lido nenhum livro dela antes, mas tenho certeza que esse é o primeiro de muitos.

Em diversas partes do mundo, cientistas, médicos, físicos e acadêmicos estão desaparecendo sem deixar nenhuma pista, não se sabe se foram sequestrados ou se decidiram ir por conta própria e para onde foram. O agente Jessop, do Serviço Secreto de Inteligência Britânico é então, encarregado de investigar o paradeiro do mais recente desaparecido, Tom Betterton. Ele resolve interrogar mais uma vez sua esposa, Olive Betterton, como o livro foi escrito em 1954, essa é a hora em que é possível ver, de forma marcante, a bipolaridade da Guerra Fria, já que Jessop pergunta diversas vezes se Tom tinha alguma ligação com o comunismo.

Em paralelo a essa história, outra personagem é introduzida ao enredo, Hilary Craven, uma mulher britânica que acabou de perder a filha, vítima de meningite e foi abandonada pelo marido. Hilary deseja escapar de Londres, está extremamente deprimida e decide fazer uma viagem à Casablanca, Marrocos, pensando que se livrará de suas angústias longe de casa. Chegando lá, percebe que não tem como escapar dela mesma e decide se suicidar. Nesse momento as duas histórias se encontram e o livro começa a ficar interessante, porque até o momento eu já estava me sentindo mal com o estado de espírito de Hilary.

Olive Betterton, enquanto era interrogada, disse que ia para Marrocos, mudar um pouco de ambiente e se afastar dos jornalistas que constantemente lhe incomodavam. Jessop decidiu segui-la, suspeitando que fosse atrás do marido, porém ela morre em um trágico acidente de avião. Já em Casablanca, Jessop encontra Hilary, que chama sua atenção por ser parecida com Olive e por estar comprando uma grande quantidade de pílulas para o sono e suspeita do que ela poderia fazer com elas. Então, invade o quarto do hotel em que ela estava, no exato momento em que ela tomaria a primeira pílula e lhe oferece um jeito mais “emocionante” de morrer.

Ela se passaria por Olive Betterton (convenientemente ninguém conhecia a aparência da verdadeira Olive) e trocaria de identidade com ela, sendo assim Hilary Craven teria morrido no acidente e Olive continuaria sua viagem. Hilary aceita a proposta e segue com a missão perigosa rumo ao desconhecido para desvendar o mistério do desaparecimento dos cientistas (falando assim parece meio Scooby-doo, mas é realmente muito legal).

Ironicamente, Hilary embarca nessa missão, que teria como fim a sua morte, mas no caminho encontra uma razão para viver e se agarra a ela como não fazia há tempos, o que eu achei maravilhoso.

Um Destino Ignorado prende do começo ao fim, possui uma atmosfera de viagem que te envolve, a cada página a curiosidade aumenta e é impossível parar de ler (tanto que perdi 4 aulas de gestão por causa do livro, não sigam meu exemplo). As únicas críticas negativas que tenho a fazer: o uso de várias expressões em francês, porque se você, assim como eu, não fala francês, pode ficar um pouco confuso e o fim; que poderia ter sido mais detalhado, a leitura ficou um tanto corrida. Mas tirando isso, só tenho elogios, os fatos se encaixam de maneira surpreendente e, como em todo livro de suspense, há muitas reviravoltas e alguns personagens revelam ser outras pessoas no final, portanto, fique atento a eles.

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29/07/2022

Review: Poirot perde uma cliente / Crime nos estábulos - Agatha Christie

Poirot perde uma cliente / Crime nos estábulosPoirot perde uma cliente / Crime nos estábulos by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

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Roseli aqui:
Não sou boa de resenha e como tem muitas pessoas que fazem resenhas perfeitas, gosto de compartilhar leitores e fãs de AC.


Poirot perde uma cliente de Agatha Christie é bom?
https://medium.com/caiquefortunato

Publicado originalmente em 1937, Poirot perde uma cliente é mais um romance policial escrito por Agatha que conta com o famoso detetive belga Hercule Poirot e seu amigo Capitão Hastings, que narra os acontecimentos.
Capa do livro na versão brasileira

Nesta história, uma senhora rica chamada Sra Arundell sofre um acidente onde supostamente tropeça na bola que seu adorável cachorro Bob costuma brincar. Em um contexto onde praticamente todos em sua volta estão de olho em sua herança ela decide escrever uma carta para que Hercule Poirot investigue o que de fato ocorreu.

Passada algumas semanas, Arundell morre, a princípio de causas naturais devido a uma doença já existente e sua elevada idade. Meses depois, Poirot recebe a carta e quando vai investigar descobre que ela deveria ter chegado antes, o que resultou na morte de sua cliente.

Contrariado e achando que há algo estranho no ar, Poirot e Hastings vão até a mansão onde a senhora morava e começam a colher depoimentos e provas para desvendar o que de fato aconteceu, descobrindo se a Sra Arundell foi mesmo assassinada e quem pode ter sido.
Arthur Hastings e Hercule Poirot


Poirot perde uma cliente tem um aspecto diferente de outros livros da autora: no início nos divertimos com Poirot omitindo e/ou mentindo sobre sua identidade de detetive para colher depoimentos. Em certo momento, por exemplo, ele afirma que é um escritor, em outro que vai comprar a mansão deixada pela Arundell e até mesmo ele chega a ouvir conversas atrás da porta. É muito legal e diferente a atitude do detetive, o que chega a deixar Hastings incrédulo em alguns momentos. Falando em Hastings, que dupla fantástica!

No clima de colher evidências, a dupla acaba entrevistando várias pessoas em diversos locais, ou seja, temos um ótimo trabalho de ambientação e construção dos personagens que possuem personalidades distintas, assim como aspirações e motivações para cometerem ou não um crime. Em relação ao número de personagens encontramos entre as páginas do livro cerca de 8 suspeitos, um número muito grande que acaba sendo superior se contarmos os secundários e os detetives. Contudo, Agatha fez um bom trabalho para que o leitor não tenha muitos problemas com isso, justamente na parte da construção, como mencionado anteriormente


Sra. Arundell

A narrativa em si segue um ritmo um lento na maioria das situações, sem muitos acontecimentos. Praticamente o livro tem sua maior parte contendo entrevistas, o que é legal, mas acaba sendo monótono. Perto do final é que possível encontrar mais ação, reviravoltas e o clássico momento em que o leitor acha que encontrou o(a) culpado(a), mas esteve errado.

O final é surpreendente, e todas as pontas soltas são resolvidas. O mais interessante é que Agatha conseguiu mais uma vez trazer algo inédito para a resolução do caso, o que é muito interessante.

Sim, vale a pena ler Poirot perde uma cliente, principalmente se você procura um livro policial que conta com uma investigação bem feita incluindo entrevistas, procura de provas, um final surpreendente e personagens muito bem desenvolvidos. Por fim, fica aqui minha apreciação pelo adorável cachorro Bob!

Roseli aqui: Um livro super bem feito e acrescento, a adaptação do seriado ficou um primor, quase melhor que o livro ;-)

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25/07/2022

Review: Cartas na Mesa - Agatha Christie

Cartas na Mesa Cartas na Mesa by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Resenha: Cartas na mesa
leionarede com

Christie, Agatha. Cartas na Mesa, 1936.

Todo mundo sabe que Agatha Christie sempre surpreende quando o tema é mistério, e não foi diferente com “Cartas na Mesa”. No livro, Sr. Shaitana, excêntrico milionário com uma curiosidade pelo obscuro, convida oito personalidades para jantar em sua casa e, logo em seguida, os divide em dois grupos para um jogo de bridge.

Após algumas horas, Poirot, famoso detetive, encontra o anfitrião assassinado sentado em uma poltrona na sala vizinha, onde Anne Meredith, sra. Lorrimer, major Despard e dr. Roberts, quatro cidadãos, com carreiras e vidas comuns, estavam em pleno jogo. Devido aos nervos aflorados e a concentração nas cartas, nenhum deles disse ver nada de diferente ou que chamasse atenção durante a noite, o que dificulta o trabalho do detetive para a investigação do crime.

Poirot percebe-se rodeado de investigadores, o que o ajuda a lembrar de um comentário feito a ele por Sr. Shaitana na noite anterior. O milionário afirmava que, de todas suas coleções, a favorita era a de assassinos. Com a ajuda do inspetor Battle, sra. Oliver, autora de livros de mistério, e coronel Race, também presentes na noite do crime, o detetive começa a investigar os acontecimentos da noite anterior. 

Durante o trabalho de apuração, a primeira missão dos detetives é descobrir se o falecido estava correto quanto à suposição de que todos os quatro já cometeram assassinatos e, a partir daí, começar um processo de eliminação. Cada investigador fica responsável por averiguar o passado de um dos suspeitos, o que permite ao leitor conhecer a fundo as diversas personalidades de cada um dos oito personagens principais. 

Em um livro cheio de plot twists, Agatha Christie faz um excelente trabalho ao entrar na mente do leitor e manipulá-lo para que o mistério seja mantido até a última página. “Cartas na mesa” é mais uma história da Rainha do Crime que não te deixará desgrudar os olhos nem por um segundo. 

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Review: Morte no Nilo - Agatha Christie

Morte no Nilo Morte no Nilo by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars







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Não tenho hábito de dizer que tenho um livro favorito de Agatha Christie, mas esse é definitivamente o meu favorito.
Perdi a conta de quantas vezes li e quantas vezes assisti o filme. Lembro quem é o assassino, o motivo e o modo de operar (fato raro em outro enredos).
Aliás, ansiosa para ver a versão 2022.

Kenneth Branagh na década de 80 fez vários filmes baseados em Shakespeare, no século 21 homenageia Agatha.. admiro muito ele como diretor e claro, como Hercule Poirot.

Não percam a oportunidade de "verem" a história.

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