10/05/2023

Review: M ou N? - Agatha Christie

M ou N? M ou N? by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Bom dia e boas leituras!

O atraso das leituras tem uma ótima boa causa: estou UNIVERSITÁRIA..
Quero continuar minhas leituras e como terminei o primeiro semestre, vou continuar o desafio 2023 e vamos ver onde chegarei.

Nessa resenha quero sugerir uma leitura em conjunto com um Seriado que acompanhei na NETFLIX - Transatlântico!

Ambos se passam na segunda guerra e mostram o clima tenso e de desconfiança da época.

Podemos com a leitura e seriado mirarmos o que acontece (e poderia ter sonhado) nos tempos atuais, quando a sensação de Nazifascismo nos assombra.

Que a leitura e seriado nos faça refletir e nos prevenir contra a repetição do descalabro que foi o nazifascismo, que a cultura e educação supere essas vaidades e pudemos usufruir da liberdade de expressão respeitando o próximo, que sejamos democráticos, respeitando cada um, suas diferenças.
Não há regimes e líderes perfeitos, mas sabemos o que não é bom para a Humanidade.

E, como sempre, vou indicar uma resenha que contemple minhas expectativas de como apresantaria esse livro para meus amigos:
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M ou N?
Agatha Christie

Resenha de: Mila Ferreira
https://www.delivroemlivro.com.br/

Saudações Leitores!

M ou N? (M or N?, 1941) de Agatha Christie é um de seus romances policiais que trazem personagens que são bastante conhecidos de seus leitores: Tommy e Tuppence, tendo em vista que parecem em 5 livros escritos pela Dama do Crime.
...
principalmente quero ressaltar que só lembro de ter lido um livro de Agatha que trouxe estes personagens e foi O Inimigo Secreto (1922), que - detalhe - foi o primeiro livro em que apareceram! Então, já conhecia os personagens, fiquei feliz por reencontrá-los aqui, só que neste volume tive algumas surpresas.

"Não preciso de mim. É duro, Tuppence, quando resolvem que um homem de 46 anos só serve para ser avô! Exército, Marinha, Aeronáutica... Ministério das Relações Exteriores... todos unânimes em mim consideram um velho caquético."

A maior delas é que o "jovem casal" que eu conhecia em O Inimigo Secreto aqui já estão mais velhos e, inclusive, casados ​​e com filhos adultos! Essa parte é bem interessante acompanhar, porque dá para perceber que mesmo com mais idade eles continuam aventureiros, divertidos e apaixonados.

Outro detalhe interessante de M ou N? é que o enredo se passa todo durante a Segunda Guerra Mundial - em pleno 1941 - e, portanto, tem toda uma atmosfera de espionagem, bombardeios, sofrimento, medos e falatórios sobre a Guerra.

Aqui quero abrir um parêntese: Agatha Christie escreveu vários livros durante a Segunda Guerra Mundial, porém, poucos deles trazem referências tão marcantes como M ou N? principalmente porque a Segunda Guerra não atua apenas como pano de fundo da história, mas ela faz parte de toda a trama e é o que dá origem ao enredo.

"_Geralmente são bons sujeitos. Nosso trabalho é muito estranho. Respeitamos nossos adversários, e eles nos respeitam. Acabamos nos afeiçoando aos nossos inimigos mesmo quando estamos tentando destruí-los."

Voltando para as reflexões sobre M ou N?, este cenário histórico parece perfeito para Tommy e Tuppence atuarem, entretanto, acaba se tornando algo que os deixa um pouco triste por não serem mais procurados para prestarem serviços, pois o governo está dando "espaço" para os mais jovens, assim o casal acaba seguindo uma rotina monótona e debatendo sobre a necessidade de buscarem alguma atividade para se manterem ocupados.

No entanto, quando um agente inglês é possivelmente assassinado na Escócia (pois supostamente sabia informações imprescindíveis sobre algumas quinta-colunas (pessoas infiltradas no comando inglês para obter informações ou informações falsas reservadas para os ingleses), suas últimas palavras foram "M ou N. Song Susie". Algo muito vago e indefinido.

É por conta disso que Tommy é convocado para se tornar um agente disfarçado e tentar descobrir quem é M ou N e quais informações eles têm, porém, os chefes pedem que ele não envolva Tuppence. Bem que Tommy tenta seguir as ordens superiores, mas Tuppence é esperta demais e descobre tudo e até se antecipa em vários momentos ocorridos como um agente disfarçado também.

"Eu odeio os alemães; quando penso neles, sinto-me afetado por uma onda de ódio; mas, quando penso mas mães alemãs, esperando por notícias dos seus filhos ou despedindo-se deles, ou nos donos de compras, perdendo seus negócios, sinto-me diferente. Compreendo que também são seres humanos e que somos iguais. O mal está na máscara que colocamos: a máscara da guerra."

Na verdade, para mim, Tuppence é quem administrador protagoniza M ou N? se tornando uma "peça" fundamental para juntar o quebra cabeça e solucionar todo o mistério. Só que antes da resolução do caso teremos muita aventura, mistério, confabulações, desaparecimento, sequestro e muito, muito mais. O ritmo de M ou N? é frenético, o que alude muito para a urgência e atmosfera durante a Segunda Guerra Mundial.

De modo geral, me diverti muito durante a leitura de M ou N? e mesmo achando estranho vários dos personagens hospedados na pousada Song Susie (mencionada pelo agente secreto que foi possivelmente assassinado), não posso dizer que descobri quem era M ou N, porque de fato eu fiquei o volume inteiro suspeitando de TODOS.

"Vocês dois não conhecem a força da propaganda nazista. Apela para a ganância pelo poder de cada indivíduo. Essas pessoas estavam prontas para trair o país, não por dinheiro, mas pelo orgulho paranoico de, servindo o país, ocuparam postos de importância. o que foi feito em outros países. O nazismo é o culto de Lúcifer... o orgulho e o desejo de aparecer e brilhar!"

Para mim todos os personagens eram bizarros (diziam, faziam ou falavam coisas suspeitas), por mais que parecessem inofensivos, esse aspecto é bem interessante porque me transportou para a atmosfera da Segunda Guerra onde ninguém podia confiar em ninguém ou acreditar que as pessoas eram quem diziam ser, por mais que a gente simpatizasse por alguém era impossível acreditar completamente nesses personagens.

Todavia, a resolução do caso me levou a um raciocínio lógico (como sempre é algo característico de Agatha Christie) e descobrir que os personagens que eu mais suspeitava é que tinham um "rabo preso", no entanto, a resolução e justificativa de ações para outros personagens nem sempre soaram convincentes, devo admitir.

Como M ou N? é um livro relativamente curto - tem menos de 200 páginas - e tem uma fluidez eletrizante, é totalmente possível fazer a leitura dele em um único dia, além disso, quem conhece os livros de Agatha Christie sabe o quanto ela consegue nos prender a trama e nos fazer tentar montar o quebra cabeça junto com Tommy e Tuppence, que são pontos altos nessa narrativa: são personagens incríveis e que se completam tão bem!

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11/04/2023

Resenha: Ecos do futuro (Outlander #7 - Diana Gabaldon)

Ecos do futuro Ecos do futuro by Diana Gabaldon
My rating: 5 of 5 stars



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Bom dia Caríssimos Leitores e Leitoras

A Série Outlander assusta quem não está preparado para tantos volumes e tantas páginas, mas depois que começa a ler, é uma entrega à viagem, queremos estar com todos em todos os lugares e em todos os momentos, queremos ajudar, avisar, consolar.., nos tornamos da família!

Escolhi uma resenha, que apesar de avisar que pode conter Spoiler, não acho que nos esclareça sobre todos os problemas que irão surgir no meio do caminho!

É um dos livros mais emocionantes da série, não é lento como os outros, não sei se por conta do "vai e volta" do tempo, não sei se é a ansiedade de ver as cartas serem lidas com mais rapidez, enfim, é uma leitura que vale muito a pena!!

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Resenha de Por Tuísa Sampaio
http://www.lallybroch.net/2019/09/res...

Pode conter spoilers

“- O que afirmo é que realmente o amo. E se você caçar à noite, você voltará para casa.(...)
-E dormirei aos seus pés.”

Curiosamente, “Um sopro de neve e cinzas” é finalizado em 1777, enquanto “Ecos” inicia-se um ano antes, em 1776, destacando a não-linearidade comum nessa série, afinal o tempo e a História são dois grandes protagonistas e nem um dos dois são fêmeas retos. A revolução americana havia começado e os Fraser, de certa forma, estavam divididos entre os dois polos, uma vez que William, mesmo não carregando o sobrenome, não deixou de ser um. O sétimo romance retorna ao paralelismo temporal dos primeiros, revezando a história de um passado e futuro (1980), que justifica o nome que recebeu em português.

Para mim, os verdadeiros ecos seriam o sistema de troca de cartas que foi estabelecido entre as famílias Fraser e Mackenzie que “desafia” o tempo, entretanto elas seriam melhor denominadas de “ecos do passado” uma vez que eram via de mão única, enviadas dos Fraser para seus filhos e netos no futuro, uma forma de matar a saudade de Jemmy, Bree e Roger e fazer com que Mandy conhecesse um pouco das avós que eles acreditavam que a menina nunca veria. O seguimento de história dos Mackenzie tem uma abertura lenta por mostrar principalmente seu estabelecimento no novo tempo, sua rotina e as dificuldades de Jemmy de adaptação, no entanto, quando os conflitos surgem, iniciando-se em especial com o novo emprego de Brianna e as dificuldades que ela enfrenta por ser uma mulher no meio de tantos homens,

No século XVIII, os Fraser se preparam para retornar à Escócia a fim de recuperar a máquina de impressão de Jamie. Como o jovem Ian havia cometido um assassinato em Fraser's Ridge, Jamie resolveu cumprir a promessa que havia feito para a irmã anos antes e levar seu filho de volta para ela e ainda protegê-lo de qualquer represália nas trezes colônias. Ainda na “América”, um homem chamado Percy Beauchamp/Wainwright (antigo conhecido de Lorde John e de quem o próprio Lorde tem suas suspeitas) está a procura de Fergus que pode ser um herdeiro de uma família rica, mas ninguém sabe ao certo se isso não pode trazer algum perigo para todos eles. Na ida para a Escócia, uma nova aventura no mar surge, assim como um sentimento de nostalgia em relação ao “Resgate no mar”.

Quem começa a ganhar bastante destaque nesse livro é William Hamson, filho ilegítimo de Jamie e enteado de Lorde John. Eu tenho a opinião de que ele é um personagem insuportável desde criança e a idade ainda não fez com que ele melhorasse – muito provavelmente resultado de ser um jovem rico e mimado criado para acreditar que poderia ter tudo- e os pontos de vista dele são no geral os que eu mais detesto, porém o seu enredo faz conexões importantes e instigantes com a história, em especial quando sua trama cruza com a dos Fraser. Além disso, eu tenho esperança de que William amadureça ao longo de sua jornada com todas as verdades e novas realidades que ele exigirá enfrentar. Talvez ele se torne alguém menos irritante. Lorde John também vai ganhar um papel cada vez maior nesse patamar da trama assim como vão sendo apresentados outros membros de sua família de forma mais destacada, como seu irmão Hal, o qual havia feito pequenas participações em alguns dos livros anteriores – mas se você já leu os contos da série Outlander, pode estar muito bem familiarizado com ele nas aventuras de Lorde John e na história de como Hal e sua esposa Minnie se conheceram-- e sua sobrinha (filha de Hal), Dottie, além dos outros filhos de Hal que tendem a ir aparecendo ou tendo importância para o desenrolar da história. Eu sou completamente apaixonada por Hal e Minnie e pela família deles como um todo, queria muito que Diana reservasse um espaço para outra novela ou conto mostrando mais sobre a dinâmica familiar deles, quando seus filhos eram crianças, ou mais detalhes do início do seu casamento, pois no conto “A fugitive green” (sem tradução para português ainda e incluso na Antologia de Outlander, “Seven Stones to Stand or Fall) vemos apenas como Hal e Minnie se casaram. Outra aparência importante, porém tratada de forma bastante incidental no enredo é a de Denis Randall-Isaacs, filho de Alex e Mary Randall, mas que historicamente todos acreditam ser de Black Jack.

As teorias que os personagens criam sobre as viagens do tempo passam a retornar a trama quando Roger encontra uma notícia sobre o incêndio na casa dos Frasers- o qual ele já sabia não ter matado seus sogros através de uma de suas cartas- e os dados estão mudados (Para saber mais sobre a teoria Gabaldon sobre viagem no tempo, leia: A teoria Gabaldon de viagem no tempo). A ideia de que eles podem sim mudar a história, em pequenas situações, na esfera individual, é reacendida.

O primeiro Fraser com quem William tem um forte relacionamento é Ian, não apenas o primo lhe salva a vida, mas eles se apaixonam pela mesma mulher, Rachel, e isso passará, mais à frente a causar discórdia entre os dois. O clima de guerra na América é muito forte, e como Jamie e Claire foram obrigados a parar no forte Ticonderoga pelo seu capitão, atrasando sua viagem para a Escócia, eles participaram durante uma parte grande do enredo dos preparativos das batalhas e dos acampamentos de guerra, trazendo um contexto parecido ao da segunda metade de A libélula no Âmbar. Não apenas o contexto, mas assuntos, que acreditávamos estar enterrados no segundo romance ressurgem e podem ameaçar os Frasers. Ao chegar a Lallybroch, Jamie, Claire e o jovem Ian descobrem que Ian sênior está morrendo. Por mais que Jenny peça, não há nada que Claire possa fazer, e isso acaba por causar uma rachadura na amizade deles. Claire precisa voltar à América para socorrer Henri-Christian e assim o casal se separar mais uma vez. O reencontro deles é fantástico, principalmente por todos os preparativos relacionados ao fato de tanto Claire, quanto Lorde John acharem que Jamie havia falecido em um naufrágio.

Surpreendentemente, Roger encontra um viajante do tempo nos anos oitenta, alguém por quem ele não tem nenhum afeto após acontecimentos em livros anteriores e o desaparecimento de Jemmy causa uma grande reviravolta na vida dos Mackenzie.

O final do livro sete é encantador, sendo protagonizado por Ian e Rachel e tenho certeza que não há um único leitor da série que não torcesse para que Ian encontresse sua paz e seu amor, após tanto sofrimento nesse ângulo da vida do rapaz. Diana escolheu como tema desse livro “Nexo”, e honestamente foi o tema mais vago de todos até agora, pois todos os protagonistas tendem a estar ligados em seus livros não apenas nesse. O tema alternativo faz mais sentido para mim, o qual ela afirma ser “mortalidade”, mas também é algo presente em outros livros, porém não com tanta força. Talvez por acharem temporariamente que Jamie e Jenny morreram, pelo falecimento de Ian idoso, por Claire precisar viajar sem o marido para ajudar a salvar a vida de Henri-Christien, o ferimento de Rollo, o ataque a Ian e Rachel mais no final e etc...,

Nessa edição, a autora nos presenteia com uma nota falando um pouco sobre a sua pesquisa e alguns pontos da história que ou são reais ou que foram adaptados de situações e pessoas que existiram. É um romance que conta com tudo que amamos de Outlander, e apesar de graças a Deusa dos bons leitores não terminar em suspense, ele contém problemas os quais não são completamente resolvidos que atraem o leitor para o próximo livro.


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24/03/2023

Fase Artes Visuais - Março 2023

Uma estudante (Visita ao MASP - Fev 23)
Anita Malfatti

 Bom dia Caros Leitores e Leitoras!

Finalmente uma nova fase e quero compartilhar com vocês!

Começo hoje a fase Artes Visuais!

Não será só um POST. Serão 4 anos na Faculdade... depois da história do Etarismo  - me subiu a vontade de voltar a estudar.. não podem dizer o que podemos ou não podemos fazer depois dos 40 ou 50 anos... é insano pensar que em um País que está envelhecendo, que políticos HOMENS podem ter mais de 60 e abusarem da confiança do povo, não permitirem que mulheres tenham direito de evoluírem e estudarem - sim, pois não penso que se trata SÓ DE ETARISMO, pra mim também tem cheiro, jeito e cara de MACHISMO ESTRUTURAL!

Leia aqui que ela reagiu e fez B.O.:

https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/etarismo-caloura-de-45-anos-registra-boletim-de-ocorrencia-contra-estudantes#.ZB2Ek498uz8.link

Enfim - é para ser um post inaugural e de boas energias.

Minhas Disciplinas!!

Me desejem MUITA SORTE - paciência e fé!!

Um beijo em cada coração e sigamos nossa jornada!
Dia 111/365
Desenho feito a grafite no desafio de 365 dias de desenho 2022







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07/03/2023

Review: O Cavalo Amarelo - Agatha Christie

O Cavalo Amarelo O Cavalo Amarelo by Agatha Christie
My rating: 0 of 5 stars



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Boa Tarde Caríssimos Leitoras e Leitores!!

O Cavalo Amarelo é uma das releituras mais esperadas por mim: primeiro que até parei a Série Poirot para não "lembrar" o que já tinha lido e segundo, porque é de longe o meu livro favorito de AC.

Acredito que ao ler na adolescência e estar na época, bem interessada em esoterismo, me "amarrei" na trama eo Luiz Santiago coloca em "panos limpos" nessa resenha a história, mas, se eu fosse o leitor não leria a resenha antes de ler o LIVRO!

“Só existem duas coisas que as pessoas querem desesperadamente, a ponto de correrem o risco de serem condenadas. A poção do amor e o cálice de veneno.” (CHRISTIE)

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O CAVALO AMARELO - AGATHA CHRISTIE
Resenha de Luiz Santiago 
https://www.planocritico.com/critica-o-cavalo-amarelo-de-agatha-christie/

Lançado em novembro de 1961, O Cavalo Amarelo é diferente de tudo o que Agatha Christie havia escrito e que escreveria pela frente. Nele, temos no centro das atenções um drama conceitualmente inspirado nos romances macabros e sobrenaturais de Dennis Wheatley, que tinha grande prestígio no Reino Unido. O título da obra — que também é o nome de uma antiga e misteriosa propriedade na vila de Much Deeping, onde grande parte da trama se passa — é uma referência ao Livro do Apocalipse, que em seu sexto capítulo nos traz a seguinte descrição: “ E olhou, e é um cavalo amarelo, eo que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; eo inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra”. É, portanto,

O interessante desse livro é que o seu caráter místico não é apenas uma sugestão espirituosa, citada no início e rapidamente atrasada em detrimento de uma explicação lógica, científica, palpável. O que de fato acontece é que o sobrenatural segue como assunto principal e principal desencadeador das mortes que ganhou a investigação, e o leitor não sabe o que fazer diante dessas informações porque lidar com esse tipo de abordagem num livro de Agatha Christie é difícil, visto que a autora sabe esconder muito bem os seus segredos e suspeitos, fazendo-nos primeiro entrar por um tipo de jornada que, pelo menos no aspecto de “coisas misteriosas no meio de um lugar isolado, mas civilizado“, me fez lembrar de O Homem de Palha, embora não haja uma grande iconografia compartilhada pelo restante da população,

Há uma breve participação de Ariadne Oliver no romance, dando um sabor diferente à trama, porque acrescenta, mesmo em sua pequena participação, o olhar cômico, desajeitado e argumento de uma escritora de romances presidiários, ajudando a dar o clique definitivo para Mark Easterbrook, que é quem assume a investigação dos crimes no livro após uma série de situações que acabam chegando até ele: o assassinado de um padre, uma lista de pessoas que adoecem ou morrem misteriosamente, mulheres com poderes paranormais e a ideia de “desejo de morte” que logo é plantada na cabeça do personagem (também um escritor, mas acadêmico: um historiador que está pesquisando sobre o Império Mogul) quando faz uma visita à misteriosa casa de Much Deeping. Como os crimes começam separados do investigador e só depois vão sendo acoplados à sua linha dramática,

Na reta final do livro, a autora vai descortinando de maneira excelente todos os mistérios, fazendo as devidas influências para as mortes e principalmente nos surpreendendo pela revelação da identidade do assassino, da mesma forma que amarra as muitas pontas deixadas pelos capítulos afora, dando um fechamento completo e forçado à história. Tirando dois pequenos momentos no resultado que diminuíram um pouco a minha nota final (a saber: o favor exigido por Mr. Venables à polícia e desconfortável e reticente cena final, entre Mark e Ginger), O Cavalo Amarelo é uma obra curta, de leitura muito prazerosa e que mexe com situações ainda mais difíceis de se nomear e descobrir antes que a autora faça a revelação definitiva. Uma fantasia fantástica com o sobrenatural, mas sem perder a essência da Rainha do Crime.



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06/03/2023

Review: Double Sin and Other Stories (Pecado Duplo) - Agatha Christie

Double Sin and Other Stories Double Sin and Other Stories by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars



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Boa semana queridos e queridas leitoras!

Para falar sobre esse livro (cujo título ainda não foi publicado no Brasil), fiz um apanhado na internet e usei os  rewiews de outros países.

Aproveitei e, pacientemente, criei meu "próprio volume", selecionando os contos e criando o "Pecado Duplo", ficou bem legal.

Por que fiz isso? Pois, tirando o conto Santuário, já tinha lido os outros que estão espalhados em 3 outras seleções de contos da Agatha Christie publicados no Brasil.

O outro motivo, é que "ouço" no Edge, como expliquei no POST sobre livros de Domínio Público

Você pode ver como ficou o livro "Pecado duplo" e saberá aqui no post em quais livros foram publicados aqui no Brasil.

Double Sin 1961Pecado duplo    dez/22
Agatha Chistie
A - Os primeiros casos de Poirot
B - A aventura do pudim de Natal
C - Os Últimos Casos de Miss Marple
D - Três Ratos Cegos - Cão da Morte (Contos do Além)
A última sessão ( a última sessão )


Em algum lugar na Internet foi dito:
Essa coleção foi divertida, mas ao mesmo tempo confusa porque eu já tinha lido pelo menos duas das histórias e possivelmente mais cinco ou seis delas. Isso é um problema quando há apenas oito histórias lá dentro, mas pelo menos são boas histórias, e é por isso que me lembrei delas em primeiro lugar.

É porque eu tenho todos os livros de Agatha Christie já publicados, e há alguns cruzamentos entre os livros que foram publicados no Reino Unido e nos EUA . Fiquei confuso , porém, porque algumas das histórias também tinham nomes diferentes, mas então comparei este livro com alguns outros que possuo e vi que, embora os nomes fossem diferentes, os parágrafos de abertura eram os mesmos.

Ainda assim, gostei de lê-lo e recomendaria isso a outros fãs de Agatha Christie. Também é legal porque inclui histórias sobre Hercule Poirot e Miss Marple , o que lhe dá uma pequena dose saudável de ambos. Em suma, há muito o que gostar aqui e não muito o que não gostar.
http://www.danecobain.com/

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Segue outra impressão, também dita em algum lugar da Internet:

'Double Sin' (1961) coloca Poirot em clima de Natal

https://reviewsfrommycouch.com
“Double Sin and Other Stories” (1961) reúne oito histórias de Agatha Christie publicadas em revistas de 1925 a 1960. Com quatro contos de Poirot e dois de Miss Marple, o volume mostra principalmente Christie estabelecendo suas fórmulas e seus estilos de detetive.

No entanto, “The Dressmaker's Doll” é uma história divertidamente selvagem. Para saber o que penso sobre isso no “The Last Séance”, veja minha análise da coleção “Last Séance” publicada em 2019 .
No tradicional roubo de joias inglês é onde quero falar principalmente para “A Aventura do Pudim de Natal” (também conhecido como “O Roubo do Rubi Real”, 1960). Como Poirot, eu queria provar o tradicional Natal inglês.

“Pecado duplo e outras histórias” (1961)

Autora: Agatha Christie

Gênero: Contos de mistério

Série: Hercule Poirot nº 38

Cenário: Inglaterra, 1925-60

É a história mais longa do livro com 52 páginas, misturando um roubo e uma grande mansão com descrições de visco, neve, missa da meia-noite e refeições saudáveis. O estômago de Poirot aprova e ele elogia o pessoal da cozinha.

Poirot chega lá por meio de um convite do amigo do amigo ou algo assim; não importa, a família fica apenas felizes por ele estar lá. Christie diz sobre a geração mais jovem que é melhor deixá-los fazer suas próprias coisas, em vez de tentar controlá-los. As estações mudam de várias maneiras em “Pudim de Natal”, mas são as tradições que brilham.

Poirot esperto demais?

A coleção começa com outra história de Poirot, “Double Sin” (1929), um raro mistério de Christie que não tem um sentido lógico. Um negociante de antiguidades planeja um roubo de suas mercadorias para ser pago duas vezes por elas, mas a história nunca explica por que o comprador está disposto a pagar duas vezes. Poderia fazer sentido se o golpista estivesse atrás do dinheiro do seguro.

“Wasps' Nest” (1929) é um pouco melhor. Poirot visita um amigo e deduz algo bastante extremo na psique do homem que resolve o caso e ajuda o amigo. Está cheio de coincidências convenientes, mas Christie tenta uma peça de personagem.

“The Double Clue” (1925) é semelhante a “Double Sin” em que Poirot usa a lógica que se encaixa com o que realmente aconteceu - mas apenas porque Christie escreve dessa maneira. Uma cena de roubo inclui duas pistas, ambas apontando para a mesma pessoa.

Poirot deduz que o suspeito não é culpado, mas também não foi incriminado com as duas pistas - nenhum incriminador deixaria duas pistasPortanto, um objeto é a pista de e um outro objeto foi genuinamente deixado para trás. Mas vamos lá, um conspirador pode ter deixado duas pistas, e um ladrão pode ter deixado duas pistas. Poirot deve ser mostrado para adivinhar errado de vez em quando.

Detetive de poltrona

“Greenshaw's Folly” (1959) é um mistério de mansão sólida que começa com um rosto familiar: Raymond West, sobrinho de Miss Marple. Aqui aprendemos mais detalhes de sua carreira autoral. Ele recebe seis pedidos de autógrafos diariamente pelo correio, mas isso só o torna um sucesso de nível médio. E romances policiais não são o seu forte.

A prima de West está em cena na extensa mansão titular, então Marple entra para resolver o caso de sua cadeira na sala de estar. É um mistério decente baseado em falsificação, mas não temos descrição suficiente da casa titular. É apenas grande e ventilado, mas isso tornaria todas as casas de sua época uma “loucura”. Eu queria peculiaridades arquitetônicas.

“Sanctuary” (1954) encerra o livro de forma respeitosa, novamente com a estrutura de “Folly's”. Um amigo de Marple passa por um caso estranho, então Marple o resolve de sua poltrona. Você não pode errar com um moribundo sufocando misteriosas palavras finais nos degraus da igreja.

Christie fornece um pouco da história: as igrejas já foram santuários sob a lei inglesa - nem mesmo a polícia poderia prender um suspeito em uma igreja, se ele pedisse refúgio lá. Embora a lei tenha mudado, a tradição permanece na época da história.

E ei, as igrejas se encaixam no Natal. Então venha para o “Pudim de Natal”, mas fique para todo o banquete de “Pecado Duplo e Outras Histórias”.

De 'Pecado Duplo e Outras Histórias' (1961)

“The Last Seance” (1926) é uma história bizarramente direta – e violenta – de uma médium realizando uma última sessão antes de desistir da prática porque é fisicamente exaustiva. Já que não há reviravolta no final, acho que a própria ideia de alguém que serve como um elo para o além foi chocante o suficiente em 1926. Essa história é notável por ser inequivocamente sobrenatural - um ponto raro para os Murders por aí.

“A Boneca da Costureira” (1958) é a única história de terror que Christie escreveu na segunda metade do século, e é minha obra favorita de seu gênero. Está firmemente alinhado com filmes de bonecas assustadoras como "Annabelle" e "The Boy".

O autor explica por que as bonecas podem mudar rapidamente de divertidas para assustadoras. As mulheres em uma sala de costureiras (modista) deixam a boneca ocupar um quarto para que não tenham que lidar com suas travessuras (que envolvem simplesmente mudar de um lugar para outro). O final da reviravolta baseada na moral é brilhante e não foi repetido nos filmes recentes de bonecas assustadoras.

******************Resumos**************************

https://www.cin.ufpe.br/~pmgj/agatha/pudim.html
“Pecado duplo e outras histórias” (1961) - não publicado no Brasil em um livro, mas sim em outros títulos relacionado no início do post.

Pecado duplo ( operação dupla )
O Duplo Delito

Durante uma viagem que Poirot e Hastings fazem juntos, eles conhecem uma jovem chamada Mary Durrant que iria vender miniaturas valiosas. No meio da viagem as miniaturas são roubadas e Poirot tenta descobrir quem as roubou e como foram furtadas.


Ninho de Vespa ( a Abelha )
A Casa de Maribondos

Neste caso, Hercule Poirot vai a casa de John Harrison para tentar evitar um assassinato em que a própria vítima não sabe que está correndo perigo. Atuando de forma discreta, Poirot consegue evitar que uma tragédia aconteça.


O Roubo do Rubi Real ( pudim de Natal )
A Aventura do Pudim de Natal

Para tentar resolver o caso do roubo de um rubi, Poirot é convidado a passar o Natal em uma casa que celebra a festa da forma tradicional inglesa. No dia de Natal ele recebe um bilhete avisando a não comer o pudim de passas. Analisando o comportamento das pessoas da casa Poirot tenta descobrir onde está o rubi desaparecido e quem o roubou.


A boneca da costureira ( a costureira de bonecas )
A boneca da modista

Ninguém que havia visitado a modista Alicia Coombe antes havia reparado em uma boneca que descansava em uma grande poltrona de veludo. A boneca parecia ter feições próprias de um ser humano, e mesmo quem não acreditava em possessão de objetos inanimados poderia negar que ela tinha expressões humanas. Com o passar do tempo as ajudantes da modista começaram a perceber que a boneca mudava de lugar sozinha. Eles a colocavam em um determinado local e algumas horas depois ela estava em outro. E estava sempre sentada, demonstrando que estava se sentindo à vontade. O caso não possui nada relacionado à investigação, mas deixa o leitor um pouco apreensivo com o teor “macabro” da história.


Loucura de Greenshaw ( o policial diz as horas )
A extravagância de Greenshaw

Greenshaw foi um homem que conseguiu juntar uma grande fortuna e construiu uma enorme mansão. Porém, ele havia investido tudo na casa e não deixou mais nada de herança para seus parentes. Sua única herdeira foi uma neta, que, depois da morte dele, passou a morar na mansão com uma governanta e um jardineiro. A sobrinha de Miss Marple tem a oportunidade então de produzir um livro sobre o velho Greenshaw e usar a documentação da casa para suas pesquisas, mas um assassinato acontece diante de seus olhos, e o que ela vê pode ser algo totalmente diferente do que parece. É graças a Miss Marple que a verdade é revelada e quem está por trás do crime.

A pista dupla ( o índice duplo )
O Duplo Indício

Ao final de uma reunião informal em sua casa, Mr Marcus Hardman percebe que as joias que estavam dentro de seu cofre foram roubadas. Como ele desconfia de um de seus amigos, vai ao encontro de Hercule Poirot e entrega o caso em suas mãos.

A última sessão ( a última sessão )
A Última Sessão

Na última sessão de uma médium, ela tem que receber o espírito de uma menina, para sua mãe ficar mais tranquila. Mas algo estranho acontece e a médium sofre graves consequências.

Santuário ( Asilo )
Santuário

Um homem chega ferido em uma igreja e Bunch, a esposa do vigário, presencia o fato e ouve suas últimas palavras. Bunch pedirá ajuda à sua velha tia que é perita em resolver casos assim. A tia é nada mais nada menos do que Miss Marple, que rapidamente arma um plano para pegar o(a) assassino(a).

É isso... são 8 histórias tão diferentes entre si, mas impressionantes em suas nuances!

Boas leituras!

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02/03/2023

Review: A Maldição do Espelho - Agatha Christie

A Maldição do Espelho by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars









Bom dia Caros Leitores e Leitoras!

Lá vou eu novamente dizer: 

Mais um livro fenomenal de Agatha.

Sempre fui fã de Miss Marple e ela não nos decepciona. É interessante as pessoas lerem antes os livros: Um corpo na Biblioteca e O Clube das terças-feiras, pois são citados na trama e é interessante, pois o crime inicial se passa na mesma casa do livro citado.

E sem mais delongas, escolhi a resenha de mais um fã de AC, essa resenha dá a cor exata da história, sem Spoiller e feito com maestria!

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Resenha de Raul Martins

A famosa atriz de cinema Marina Gregg se muda para o vilarejo de Mary Mead. O povo local fica em polvorosa com a ideia de uma celebridade vivendo entre eles. Na festa de recepção da atriz e de seu marido uma morte em circunstâncias misteriosas ocorre, principalmente porque tudo indica que a pessoa que veio a falecer não era o alvo primário de um drink envenenado. Agora uma investigação começa e que acaba revelando muito mais do que se imagina da vida desta celebridade polêmica.

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O interessante de livros onde a personagem Miss Marple está é que na maioria das vezes ela não chega a ser a detetive oficial dos casos, e nem mesmo a protagonista no sentido clássico desta palavra. Justamente por ser uma senhora sem credenciais oficias ela não tem permissão para conduzir uma investigação de forma direta. A graça está justamente em como todos os detetives encarregados de solucionar casos nas redondezas recorrem a inteligência dela como auxílio inestimável. Então em boa parte dos livros não a vemos interrogando os suspeitos, uma  das coisas habituais que vemos os detetives fazendo em historias mais clássicas. É justamente esse o caso de A Maldição do Espelho.

O livro foi publicado nos anos 60 quando a própria escritora estava na casa dos setenta e revela muito de como ela se sentia enquanto uma mulher idosa. Miss Marple parece ser a própria Agatha, uma mulher extremamente inteligente, esperta e com um profundo conhecimento da natureza humana, mas que é constantemente menosprezada por ser idosa, mesmo que já tenha provado uma porção de vezes o quão capaz ela é. Marple é uma personagem importantíssima justamente por isso, pois ela acaba funcionando como reflexo de uma das autoras mais importantes do último século, além de ser um dos raros exemplos de personagens idosos que são verdadeiramente relevantes e ativos nas tramas em que estão inseridos.

O livro demora a engrenar e isso é bastante comum com as tramas que envolvem Marple justamente por sempre se passarem  em um vilarejo pacato da Inglaterra e constantemente retratarem a vida bucólica, tediosa e conservadora que a maioria dos morados possui. Então acabamos caindo em diálogos sobre coisas totalmente desinteressantes vez ou outra. Ao mesmo tempo em que isso nos situa na vibe do local; isso acaba sendo por vezes obstáculos para o que queremos verdadeiramente ler. Passando esse momento inicial caímos num mistério bastante complicado e intrincado, como é a maioria dos casos de Christie. Sempre que você acha que entendeu o caso e como ele se deu, ela acrescenta um novo elemento que coloca em cheque tudo o que você achava que sabia sobre o mistério até então. Ao mesmo tempo ela cria suspeitos tão interessantes e com características tão vivas que acabamos ficando fascinados por eles.

Diferente de Sherlock os detetives de Agatha acabam não sendo tão chamativos e, de modo geral, não exercem aquele magnetismo que faz com que sejam constantemente os protagonistas. Os suspeitos acabam sempre roubando a cena, pois os detetives estão sempre obstinados a entender cada um deles em sua total complexidade e, por consequência, nós leitores acabamos embarcando nesta descoberta. Ler um mistério de Agatha acaba sempre sendo um ato de um bisbilhoteiro. Não queremos só saber quem matou, mas por quê. Queremos saber tudo que for possível destes suspeitos mesmo que não achemos que eles são os culpados. O fascínio pela vida alheia sempre acaba nos fisgando e é o que nós faz virar as páginas sem parar.

O livro tem diversos momentos empolgantes mesmo se baseando quase que totalmente em diálogos. Na verdade ela é a mestre dos diálogos e preenche páginas e mais páginas com eles, construindo quase toda a investigação em cima deles. Um talento raríssimo no mundo da literatura e todos que escrevem almejam escrever conversas tão bem quanto ela. No fim temos uma solução que te faz levantar e bater palmas sozinho. E mais uma vez lembre-se porque ela ganhou a alcunha de Rainha do Crime.

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