04/02/2026

A violência que insiste em existir

Entre pactos, trabalhadoras e contradições: a violência que insiste em existir

Nesta semana, o Brasil testemunhou a assinatura do Pacto Nacional contra o Feminicídio, um compromisso histórico dos Três Poderes para enfrentar a violência contra mulheres. Um gesto necessário diante de números assustadores: mais de 156 mil denúncias de violência em apenas 12 meses no disque Denúncia 180 e um recorde de feminicídios em 2025.

Hoje, porém, temos um respiro: não há feminicídios noticiados. Esse silêncio momentâneo não significa ausência de violência, mas é simbólico que aconteça justamente na semana do pacto. É como se a realidade nos desse um intervalo para lembrar que a luta não é só contra a tragédia, mas também pela esperança.


Mas enquanto o pacto tenta dar respostas, a cultura que sustenta essa violência continua exposta em diferentes espaços — inclusive na ficção.

No episódio que assisti ontem na série Guerra dos Promotores (#NETFLIX), vimos retratado o machismo estrutural que atravessa a vida das mulheres:

  • O preconceito contra aquelas que trabalham fora e têm filhos, vistas como “menos produtivas” pelos empregadores.
  • A crítica injusta que compara a produtividade feminina com a masculina, ignorando o peso da dupla jornada.
  • A rotina desigual: mães que acordam quase duas horas antes dos maridos, mulheres solteiras que levantam uma hora e meia antes dos homens, e até a promotora casada que, mesmo acordando antes de todos, chegou atrasada porque precisava levar os filhos ao hospital.
  • A violência maliciosa de culpar a mulher bonita e sedutora por ser assediada, como se a responsabilidade fosse dela.

Essas cenas revelam a violência silenciosa que não aparece nas estatísticas de feminicídio, mas que corrói diariamente a vida das mulheres. É o peso invisível de acordar antes, carregar responsabilidades, ser julgada por sua aparência e ainda ter sua competência questionada.





Em memória das mulheres que não deveriam ter partido

Beatriz Maria Oliveira de Souza, de 28 anos, Recife - 04/02/2026 e

Jane Cristina Montiel Gobatto, de 54 anos - Bento Gonçalves - 19/04/2025

Seus nomes permanecem como alerta e memória.




A contradição institucional e empresarial

Enquanto o Congresso votou a redução de carga horária e aumento de ganhos de dinheiro para os parlamentares, criando mecanismos para pagar salários até nas folgas, trabalhadores comuns seguem enfrentando jornadas exaustivas, horas no trânsito, falta de convívio familiar, um monte de prejuízos que é difícil enumerar.

Em Ribeirão Preto, por exemplo, a rede Savegnago anunciou a escala 5x2 como se fosse modernização, mas relatos indicam que a mudança veio acompanhada da redução do horário de almoço e aumento da carga diária — uma maquiagem que mantém a exploração e uso indevido dos noticiários como forma de se promover como pioneira.

Essa contradição mostra que o machismo estrutural não está só nas casas e nas séries, mas também nas instituições e empresas que deveriam garantir dignidade.


Reflexão

O Pacto Nacional é um passo importante, mas não basta. A violência contra mulheres não se limita ao ato extremo do feminicídio: ela está também nos olhares, nas críticas, nas comparações injustas e nas rotinas desiguais que a ficção escancara e a realidade confirma.

Que cada denúncia, cada nome lembrado e cada cena exposta sirvam para reforçar que não é “culpa” da mulher — é responsabilidade de toda a sociedade mudar essa estrutura. E que possamos valorizar  o dia de respiro sem tragédia, como sinal de que será possível construir um futuro diferente.

“Hoje poderíamos respirar esperança - mas...

...enquanto isso seguiremos vigilantes.”

Informe-se, peça ajuda: 

https://www.cfemea.org.br/

https://bemquerermulher.org.br/

https://cepia.org.br/ 

https://agenciapatriciagalvao.org.br/



 

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03/02/2026

Entre desenhos, dramas coreanos...

Entre desenhos, dramas coreanos e a dor que não cala: por que precisamos falar sobre feminicídio

Quem me segue deve estar curiosa sobre o motivo de eu querer aproximar as pessoas das vítimas de feminicídio.

Talvez porque, mesmo quando estou buscando refúgio em algo leve — como meus desenhos de Zentangle ou os seriados coreanos que me encantam — a realidade insiste em bater à porta.

Estou assistindo a dois dramas na Netflix: Guerra de Promotores (legendado) e Você Estava Lá (dublado). E foi justamente o primeiro episódio de Você Estava Lá que me impactou mais do que qualquer filme de terror. A forma como a violência doméstica é retratada, o silêncio que cerca a vítima, o medo que paralisa… tudo isso me trouxe de volta a lembranças que preferia esquecer.

Quando Eloá foi assassinada em 2008 (post), em plena rede nacional, senti um enjoo profundo. Pensei na mãe, nos parentes, no luto que não passa. E no ano passado, quando Larissa, professora de Pilates aqui de Ribeirão Preto, foi morta, percebi que estávamos novamente mergulhados em uma epidemia silenciosa.

Comecei a assistir vídeos de “True Crimes” e constatei que a situação poderia ser ainda pior do que eu imaginava.

Queria comentar no blog, mas nele eu queria falar sobre arte, sobre Zentangle, sobre paz e desenhos...

Infelizmente, não ecoa. Meu momento “paz e amor” não reverbera, e isso me impede de aprofundar meus receios.

Quando administrava um grupo no Yahoo, não conseguia abordar o tema da violência doméstica. As mulheres já estavam sobrecarregadas com seus afazeres e responsabilidades.

No Facebook, senti a mesma coisa. O assunto sempre girava em torno de casa, filhos, relacionamentos — a mulher sempre sobrecarregada com tudo.

Queria ser o apoio para o “pedido de socorro”. Cada vez que alguém saía do grupo, me dava medo de que estivesse sendo abusada. Algumas confirmações chegavam, mas nunca confiavam em mim.

Eu também fui vítima. Meu ex-marido me batia, me ofendia. Quando eu dizia que iria denunciá-lo, ele ria e dizia que contaria ao delegado que eu mesma me feria. Em 1992, não havia nenhuma lei para nos proteger.

Por isso, em 2026, decidi citar, sempre que puder, uma vítima. Não quero chocar. Não vou parar de desenhar — aliás, não parei. 

 Em MEMÓRIA:  

Luana Maria Braga de Santana, 33 anos, em São Lourenço da Mata (PE) e Ana Paula Perpétuo, 41 anos,  em Lindóia (SP), foram assassinadas no dia 02/02/2026. O caso está sendo investigado como feminicídio. Duas vidas interrompidas pela violência de gênero. Que suas histórias não sejam esquecidas.



 

Continuo com meu desafio de leitura (lento, mas contínuo), continuo praticando Zentangle (fevereiro não tem desafio), e sigo desenhando com base nos livros que tenho acesso.

Os desenhos, os livros, os dramas coreanos e o parceiro de jornada que é meu esposo agora me ajudam a acreditar que o mundo ainda tem jeito. Não podemos desistir do Bem.

Não, eu não tive apoio jurídico em 1992. As pessoas fingem que não sabem o que acontece em casa. As mulheres têm vergonha, porque muitas continuam casadas.

Sim, precisamos estar presentes para que a mulher não seja tão dependente, que não tenha filhos sem estar em um relacionamento com um ser humano decente de verdade. Há muitas frentes para serem combatidas, e a informação é minha única arma por enquanto. O meu blog é meu único lugar para plantar essa semente. 

Se informe, peça ajuda: 

https://www.cfemea.org.br/

https://bemquerermulher.org.br/

https://cepia.org.br/ 

https://agenciapatriciagalvao.org.br/

É isso — até a próxima postagem. E quem sabe, um dia, teremos um mundo onde as estatísticas de feminicídio zerem.


🌿 Respire fundo... a vida é feita de pequenos instantes 🌿

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02/02/2026

Feminicídios no Brasil: números alarmantes e tragédias recentes

Feminicídios no Brasil: números alarmantes e tragédias recentes

#Nicole Mercer Merheje Morta na Cidade de São Paulo +1
Imagem Linkedin

Não será só mais UMA - Hoje pode morrer + 4 mulheres
e ela pode ser EU ou VOCÊ!!

O início de 2026 já expõe a dura realidade da violência de gênero no Brasil. Os Feminicídios seguem em alta, com registros em diversos estados e histórias que chocam pela brutalidade e pelo impacto social.


📊 Levantamento Nacional

  • 2025 encerrou com 1.470 mulheres mortas por Feminicídio, o maior número já registrado.
  • Entre 2020 e 2025, foram 8.557 vítimas.
  • Estados como São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Paraíba ainda não consolidaram os dados de dezembro, o que pode elevar os números.
  • Em muitos casos, os autores são companheiros ou ex-companheiros, motivados por ciúmes ou pela não aceitação do término.

Rio Grande do Sul

  • Janeiro de 2026 já contabiliza 10 feminicídios confirmados.
  • Mais de 30 tentativas foram registradas apenas nos primeiros 26 dias do ano.
  • As vítimas, em sua maioria, tinham entre 15 e 59 anos, muitas delas mães.

Caso em São Paulo

No último fim de semana, uma tragédia ganhou destaque nacional:

  • Uma mulher de 34 anos foi encontrada morta em seu apartamento na Zona Sul de São Paulo.

  • Ao lado do corpo, estava sua filha de 2 anos, desidratada e com sinais de agressão.

  • O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, que está foragido.

  •  Ele possui um histórico extenso de violência doméstica, com acusações feitas por outras duas mulheres em 2023 e 2024, tendo chegado a ser preso em uma das ocasiões.

  • A vítima havia registrado boletim de ocorrência contra ele em outubro de 2025

  • A Polícia Civil trata o caso como feminicídio, reforçando o padrão recorrente de violência doméstica.

📰 Detalhes do Caso

  • Local: Zona Sul de São Paulo.
  • Data: manhã de domingo, 1º de fevereiro de 2026.
  • VítimaNicole Mercer Merheje, mulher de 34 anos, encontrada morta dentro do apartamento.
  • Criança: filha de 2 anos, localizada ao lado do corpo, apresentava sinais de agressão, desidratação e indícios de abuso.
  • Suspeito: ex-companheiro da vítima, apontado como principal responsável, está foragido.
  • Investigação: conduzida pela Polícia Civil, que trata o caso como feminicídio e violência doméstica.


Impacto Social

O feminicídio não afeta apenas as mulheres diretamente vitimadas. Crianças, familiares e comunidades inteiras ficam marcados por traumas e pelo abandono. O caso em São Paulo é um retrato cruel dessa realidade: uma criança exposta à violência e ao desamparo, consequência direta da falta de proteção eficaz.


Reflexão e Chamado à Ação

Os números e casos recentes reforçam a urgência de políticas públicas de prevenção, acolhimento e resposta rápida às denúncias. O feminicídio é um crime de gênero que escancara desigualdades estruturais e exige ação imediata da sociedade e das autoridades.

Não podemos naturalizar esses números. Cada estatística representa uma vida interrompida, uma família destruída, uma criança órfã. É preciso:

  • Fortalecer canais de denúncia e garantir proteção imediata às vítimas.
  • Investir em políticas de prevenção e educação para combater a cultura machista que sustenta essa violência.
  • Mobilizar a sociedade: vizinhos, amigos e familiares têm papel fundamental em não se calar diante de sinais de abuso.

O feminicídio é uma ferida aberta no Brasil. E só será cicatrizada quando houver compromisso coletivo em proteger mulheres e crianças, garantindo que histórias como a da mãe encontrada morta em São Paulo não se repitam.

Até quando vamos aceitar que a vida das mulheres seja tratada como estatística?

Até quando vamos tolerar que medidas protetivas sejam apenas papel, sem eficácia real?

O que deveria estar em alta

#FeminicidioÉReal #MisoginiaNão #ViolenciaContraMulheres #TransparenciaAlgoritmo #mulherassassinada #NãoÉCasoIsolado #ContraAViolência  #FalhaDoSistema #JustiçaporNicole #Basta


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30/01/2026

Mulheres seguem morrendo: o caso de Novo Barreiro/RS

Enquanto discutimos paredão, mulheres seguem morrendo: o caso de Novo Barreiro

#Agricultora morta no Rio Grande do Sul  +1

Não será só mais UMA - Hoje morrerão + 4 mulheres
e ela pode ser EU ou VOCÊ!!

Ontem, em Novo Barreiro, uma cidade de pouco mais de 4 mil habitantes no norte do Rio Grande do Sul, mais uma mulher foi assassinada pelo próprio companheiro.

"Marlei de Fátima Froelick, 53 anos, é lembrada por amigos e parentes como uma agricultora trabalhadora que adorava os animais (de GZH)..."

Marlei de Fátima Froelick, 53 anos, foi morta a tiros ao abrir o portão da propriedade rural da família. O homem estava escondido na mata e a surpreendeu. Esse foi o 11º feminicídio registrado no estado em 2026 — e ainda estamos em janeiro.

Ela pediu ajuda. O Estado falhou.

#Marlei não foi uma vítima silenciosa. Ela registrou ocorrência, solicitou medida protetiva e a Justiça concedeu a proteção no dia anterior ao crime.
Mas o agressor não havia sido notificado. No dia seguinte, ela foi morta.
Esse detalhe revela uma falha estrutural: não basta reconhecer o feminicídio como crime, é preciso garantir que a proteção chegue a tempo.

A invisibilidade da violência

Casos como o de #Marlei raramente viralizam nas redes. Não ocupam manchetes por dias. Não geram debates nacionais.

A indignação coletiva é seletiva: alguns crimes chocam, outros viram apenas números.

Essa invisibilidade é também uma forma de violência.

O paredão que ninguém discute

No paredão do #BBB2026, alguém sai da casa.


No paredão da vida real, mulheres saem da vida.

E o país segue discutindo entretenimento enquanto a cultura da violência contra mulheres permanece intacta.

Até quando vamos aceitar que a vida das mulheres seja tratada como estatística, enquanto o espetáculo ocupa o centro da atenção?

Até quando vamos tolerar que medidas protetivas sejam apenas papel, sem eficácia real?


O que deveria estar em alta

#FeminicidioÉReal #MisoginiaNão #ViolenciaContraMulheres #TransparenciaAlgoritmo #agricultora #riograndedosul #RS #mulherassassinada #EduardoLeite #NãoÉCasoIsolado #ContraAViolência #ParedaoBBB #FalhaDoSistema #Basta





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29/01/2026

Contra a cultura da violência


#Corretora morta em Goiás +1

Não é só mais UMA - Hoje morrerão + 4 mulheres - e ela pode ser EU ou VOCÊ!!

Contra a cultura da violência: do feminicídio ao abuso no entretenimento

O sangue que não vira trending

O assassinato da corretora em Goiás não é um caso isolado. É parte de uma estatística cruel: quatro mulheres assassinadas por dia no Brasil.

São mães, filhas, trabalhadoras, apagadas pela violência que insiste em ser tratada como “tragédia individual”.

A mídia transforma em espetáculo, mas não em debate. O algoritmo prefere #Britney e #BBB, enquanto a vida das mulheres segue invisível.

O abuso ao vivo

No #BBB, milhões de pessoas assistiram a episódios de abuso s3xual e misoginia.
O programa, que deveria ser entretenimento, expôs em horário nobre a cultura que desrespeita mulheres.

E o público reagiu como sempre: indignação momentânea, seguida pela pergunta “quem será eliminado?”.

O abuso virou pauta de fofoca, não de transformação.

A cultura que conecta tudo

O f3minicídio fora das câmeras e o abuso dentro delas são frutos da mesma raiz:

  • Uma sociedade que naturaliza a violência contra mulheres.
  • Plataformas que lucram com o espetáculo, mas silenciam a crítica.
  • Um Estado que falha em proteger, educar e responsabilizar.

A contradição das plataformas

Sites independentes e críticos são desvalorizados e considerados “pobres” em temas e assuntos.

Enquanto isso, páginas com fake news (notícias falsas), misoginia e extremismo são monetizadas e amplificadas.

O resultado é perverso: quem denuncia a violência é silenciado, quem a normaliza ganha audiência e dinheiro.

O que deveria estar em alta

  • Políticas públicas reais: casas-abrigo, delegacias especializadas, campanhas educativas.
  • Discussão sobre cultura machista: que transforma mulheres em alvo de violência e piada.
  • Pressão por responsabilização: não apenas dos agressores, mas das plataformas que lucram com o espetáculo.


#DaianeAlvesSousa
desaparecida por mais de 30 dias (17/12/25)

12 processos judiciais - o que mais precisavam para protegê-la?
Até quando morreremos para entender que não dá mais?
Até QUANDO?

Posso não ser a “melhor pessoa do mundo”. Mas me incomodo, pois fui vítima de vários ABUSOS, e não dá para olhar, ouvir e ver a banalização.

Que esse texto seja lido, não para repetir o espetáculo, mas para denunciar o que o espetáculo esconde.

Enquanto celebridades e reality shows ocupam os holofotes, quatro mulheres morrem por dia.

E eu pergunto: até quando vamos aceitar que a vida das mulheres seja tratada como entretenimento ou estatística?

#FeminicidioÉReal #MisoginiaNão #ViolenciaContraMulheres #TransparenciaAlgoritmo #corretora #caldasnovas #corretoraassassinada 







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23/01/2026

Desafio #7F5R - Dias 12 a 31 de Janeiro

Boa tarde Pessoal!

 Desafio #7F5R - Dias 12 a 31 de Janeiro.

Sim, já terminei o Desafio de Janeiro: 

Fiz no Calendário Genérico e depois nos selos. No calendário não ficou "do meu gosto" - já no selo "me apaixonei".

Se decidirem "desenhar", o Zentangle é um bom início - não é difícil, você cria pequenas peças que são suas obras primas.


Não tenha medo de pegar sua caneta preta (esferográfica já é um começo), uma folha com quadrados.. coloquei algumas para se divertirem e escolher um padrão - o meu primeiro foi o CADENT..

 e se eu fosse pessimista, teria desistido.. 

12 ao 25
26 a 31


Bom fim de semana!

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21/01/2026

Desafio #7F5R - Dias 12 ao 25


Boa Tarde Pessoal!

Mais um pouco do que é fazer Fragmentos - aproveitei com as formas de selos, e os considerei "retículos".

Não há muito o que dizer... só observar como traços são tão interessantes.

Em relação às Imagens é só aumentar e observar detalhes...

Até o restante do desafio

Boa Semana!!!!



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16/01/2026

Desafio #7F5R - Dias 01 ao 11

 Boa Tarde Caríssimos Leitores!

Hoje vou compartilhar, com muito orgulho, os primeiros 11 dias do Desafio #7F5R:

Scaneado

Esse é o "modelo" de selos que usei - adorei a ideia de frames prontos e preencher com os fragmentos - gostei muito mesmo.

Tirei o nome da página com o editor do ILOVEPDF e depois transformei PDF em JPG... 
Também gostei, porque documenta o progresso...

Aqui vocês acham as imagens no tamanho original.

Desejo a todos BONS DESENHOS!!!








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09/01/2026

Padrões Medicinais - Sugerido por DOODLE ART

Bom dia Pessoal!!

Recebi esse e-mail hoje (vem em Inglês) e achei tão necessário para quem ainda acha muita coisa entender Doodles, Tangles e Zentangles.

Elas nos sugerem fazer exercícios para nos "animar" para o Novo Ano!

Leiam com atenção e carinho e sigam as sugestões.
Tenho o Material sugerido para 18 dias por folha ou Mensal (3 dias por página) - então, caneta e papel na mão e bons "traços e rabiscos" no seu novo ano!!

(traços básicos de DOODLES)



Olá, amigos e amigas da arte de rabiscos!


O início de um novo ano costuma vir acompanhado de grandes intenções: manter o foco, manter a calma, manter a consistência. Mas a verdadeira mudança raramente acontece por meio de pressão ou busca pela perfeição. Ela acontece por meio de pequenos momentos de cuidado que se repetem.

Hoje, queremos apoiar suas intenções para o Ano Novo, acalmando sua mente e gentilmente trazendo seu foco de volta ao que importa, uma linha de cada vez.
Quando seus pensamentos começarem a se acelerar ou sua lista de tarefas parecer pesada, sua caneta pode se tornar uma âncora. Repetir formas simples dá ao seu sistema nervoso algo estável para seguir e à sua mente um lugar tranquilo para pousar.

Como usar Padrões Medicinais como um ritual de Ano Novo?

Você só precisa de:

Antes de começar, defina uma intenção suave, como:

“Nos próximos minutos, escolho a calma e a concentração.”

1. Soft Dots - Pontos macios (para conexão)

Desenhe um pequeno quadrado ou círculo na sua folha. Dentro dele, coloque pontos lentamente, um por um.

Inspire suavemente ao levantar a caneta. Expire ao pressionar o ponto. Deixe os pontos se acumularem naturalmente. Não há um padrão correto a seguir. Se seus pensamentos se dispersarem, retorne a um ponto, uma respiração.
2. Ocean Waves - Ondas do oceano (para foco estável)
Desenhe uma linha horizontal em uma pequena área da sua página. Abaixo dela, adicione linhas onduladas e suaves. Inspire enquanto sua caneta se move para cima, acompanhando a curva. Expire enquanto ela flui para baixo. Empilhe as ondas como um mar calmo, deixando que cada uma seja ligeiramente diferente.
­
3. Zigzag Path - Trajeto em ziguezague (progresso)
Desenhe uma linha em zigue-zague solta em um pequeno quadrado ou canto da sua página. Repita-a com outro zigue-zague ao lado. Continue adicionando linhas paralelas, seguindo o caminho que você começou. Associe cada traço ascendente a uma inspiração e cada traço descendente a uma expiração. Observe como sua atenção permanece focada apenas na próxima linha.
­
Sua prática de Ano Novo "Um Quadrado por Dia"

Em uma página em branco, desenhe uma grade simples. Ela pode ter 7 quadrados para uma semana ou 30 para o mês.

Aqui você encontra: Folhas para 18 padrões por folha ou 3 padrões por página

Todos os dias:

Escolha um padrão simples, preencha apenas um quadrado e respire lentamente enquanto desenha.

Isso se torna um registro visual discreto de consistência — não de quanto fez, mas de que assumiu um compromisso de cuidar-se.

Um lembrete gentil de Ano Novo
Você não precisa consertar tudo de uma vez.
Você não precisa de foco perfeito nem de calma absoluta.
Cada ponto, onda e ziguezague é uma pequena promessa para si mesmo:
fazer uma pausa,
respirar,
continuar devagar.

Se experimentar esta prática de Padrões Medicinais nesta semana, sinta-se à vontade para compartilhar:

Qual padrão te ajudou a sentir-se mais concentrada?

O desenho mudou a forma como abordou seus objetivos hoje?

Desejo a todos um início de ano tranquilo e estável.



Exemplo de um caderno de padrões (lindo por sinal)

Minha página de 3 Dias (calendário genérico)

Minha página de 18 Padrões!

Divirtam-se!!

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08/01/2026

Mais desafios de Arte Zentangle!

 Bom dia pessoal!


Espero que o novo ano tenha animado vocês a praticarem alguma forma de Arte.

Insisto com o tema Zentangle e Tangles, pois me identifico com a liberdade, o ritual e o resultado que temos ao praticar essa Meditação, Arte, Desenhos, o que a pessoa optar em "tirar" desse processo.

O Método Zentangle® (O Ritual)
O método original foi desenvolvido por Rick Roberts e Maria Thomas e segue oito passos formais, muitas vezes referidos como um ritual ou cerimônia, para criar um ambiente de atenção plena.
  1. Gratidão e Apreciação: Comece sentando-se confortavelmente, respirando profundamente e fazendo uma pausa para apreciar os materiais e a oportunidade de criar.

  2. Pontos nos Cantos: Em um papel quadrado de 9x9 cm (chamado "tile" ou "azulejo"), faça um ponto leve a lápis em cada canto, a uma pequena distância da borda.
  3. Borda: Conecte esses quatro pontos com uma linha fina a lápis. Ela pode ser reta ou curva, mas serve como um limite para o desenho.
  4. Corda (String): Dentro da borda, desenhe uma ou mais linhas finas a lápis para criar seções no papel. A "corda" divide o espaço e direciona o preenchimento, mas seu formato é livre e inesperado.
  5. Emaranhado (Tangle): Usando uma caneta de ponta fina (como uma caneta nanquim 01), preencha as seções com "emaranhados" — sequências predefinidas de traços simples que formam padrões. O foco deve estar em cada traço individual, não na imagem final, e não há erros; não se usa borracha.
  6. Sombreamento: Adicione tons de grafite com um lápis e esfuminho para dar contraste, profundidade e dimensão ao desenho, transformando padrões 2D em 3D.
  7. Inicial e Assinatura: Assine o trabalho com suas iniciais na frente, criando um monograma ou selo único. No verso, adicione seu nome, a data e quaisquer anotações.
  8. Aprecie: Segure o trabalho finalizado à distância e aprecie a beleza do que você criou, refletindo sobre o processo. 

Ao circular, mais um pouco pelo mundo dos Tangles, lembrei do Desafio de 100 dias desenhando Tangles, e também começa em Janeiro, não vou participar, mas vou compartilhar a lista para quem quiser experimentar.

No ano passado tentei, mas achei "muito avançado" e decidi fazer no meu ritmo, começando do "começo" com a Dina:

Aliás indico olhar todos os vídeos dela, assim fica mais fácil entender o encanto que as figuras se transformam, depois segui assistindo os vídeos da Dawn
Enfim, temos muitos materiais e dicas, eu quero espalhar o máximo de carinho ao compartilhar esses processos.

Reserve 30 minutos para pausar sua mente, pois nessa fase em que as redes sociais nos manipulam com propagandas (irritantes por sinal), parar para desenhar é um respiro necessário.

Me acompanhem nessa jornada, que dentre tantas me deixam muito feliz!

Festival de Primavera 2026 (lembrar que no Hemisfério Norte estão na Primavera): Aqui

Os Desafios acabam sendo Regionais, englobam alguns países, tipo Japão (ainda não postei esse Desafio), outros Índia, acredito que por conta da cultura e dos fusos horários, não conheço os motivos, o Desafio de Fragmentos por exemplo é motivado pelo pessoal da Alemanha.

Como uma das regras do Zentangle é ser abstrato e manter um nome que possa ser lido em qualquer idioma, não há fronteiras para entendermos os padrões.

Ao pesquisar no musterquelle.com ou mesmo no pinterest é possível desvendar o passo a passo!

Tento escrever pouco, mas sempre há muito a dizer...

Não serei CZT (Professora de Zentangle cerificada), pois o curso é extremamente fora de minha realidade, então, quem quiser aprender, pode procurar as professoras, e quem sabe quem gosta de arte encontre uma nova profissão.

Até mais!!


OutubroZen + Inktober 2025









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