18/04/2024

Review: Os Elefantes Não Esquecem - Agatha Christie

Os Elefantes Não Esquecem Os Elefantes Não Esquecem by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Olá leitores!

Então, esse foi um daqueles livros que o título me marcou e eu não tenho certeza se já tinha lido lá na infância, e por ter assistido os seriado "Poirot" lembrei bem do motivo e de quem, é um livro interessante para nós fãs e com essa resenha que escolhi descobri alguns detalhes desconhecido: foi um dos últimos livros de AC e teve uma conversa que ela estava com começo de Alzheimer, li tanto sobre esta e é a primeira vez que vejo esse fato... espero que ela não tenha passado por esse momento tão difícil.. só quem tem algum conhecido ou da família com essa doença, sabe o quanto é triste.

Segue a resenha, um pouco crítica, mas realista:
https://valeugutenberg.com/
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Resenha de Lucas

Uma tragédia ocorrida há 12 anos

Os elefantes não esquecem foi uma das últimas obras escritas por Agatha Christie e chegou às livrarias em novembro de 1972.

A trama começa quando a escritora de romances policiais Ariadne Oliver (que aparece em outras histórias de Christie) é abordada por uma desconhecida durante um almoço. A mulher, que se chama Sra. Burton-Cox, questiona a autora sobre uma tragédia ocorrida 12 anos antes.

Na ocasião, o Sr. e a Sra. Ravenscroft foram encontrados mortos e a conclusão da polícia foi que o casal tinha feito um pacto suicida. A Sra. Burton-Cox gostaria de saber se foi o marido que matou a esposa primeiro e se matou em seguida, ou se tinha acontecido o contrário. Ela faz a pergunta para a escritora pois Ariadne Oliver é a madrinha de Celia Ravenscroft, filha do casal morto. Celia está noiva de Desmond, filho da Sra. Burton Cox.

Apesar de achar a pergunta descabida e invasiva, Ariadne Oliver decide investigar essa questão e pede ajuda a um amigo seu, um tal de Hercule Poirot. Pra quem não sabe, o brilhante detetive belga Poirot é o personagem mais famoso de Agatha Christie.

Juntos, Poirot e a Sra. Oliver se propõe a esclarecer não um, mas vários problemas: por que Sra. Burton-Cox queria saber sobre aquelas mortes? Por que o casal Ravenscroft teria feito um pacto suicida? E será que eles realmente tinham planejado morrer juntos?


Meu exemplar é da 17a edição da Nova Fronteira. A edição atual tem capa dura e é bem mais colorida, sendo mais atrativa para o leitor jovem.
A memória e a passagem do tempo

Mais do que a investigação desses mistérios, acredito que Agatha Christie quis abordar em Os elefantes não esquecem questões relacionadas à memória e à passagem do tempo. Para encontrar suas respostas, a Sra. Oliver e Poirot precisam entrevistar pessoas que conviveram ou trabalharam com a família Ravenscroft na época das mortes. O problema é que muitas delas estão velhas e com problemas de memória. Ou elas não se lembram com exatidão do que aconteceu, ou confundem os fatos reais com histórias que ouviram.

– Então soube algo de palpável?
– Não. Ouvi o relato de várias pessoas, mas não sei se falaram a verdade.
– Contaram boatos?
– Não, relataram suas memórias. O problema é que nem sempre a gente se lembra das coisas como elas realmente aconteceram.

Poirot e Ariadne Oliver também estão velhos e o conflito entre gerações é evidente. A Sra. Oliver comenta como as jovens “de hoje” não se preocupam com o casamento, se afastam dos pais e se apaixonam por cantores de rock. Não há julgamentos, entretanto: Celia e Desmond, os personagens mais novos da trama, são apresentados como responsáveis e decididos.

Uma leitura rápida… mas pouco memorável

Apesar das questões do tempo e da memória serem interessantes, preciso ser sincero e dizer que Os elefantes não esquecem não é, com o perdão do trocadilho, um livro memorável. A partir de dado momento, a explicação para a morte do casal Ravenscroft se torna óbvia, e a descrição dos acontecimentos é um tanto melodramática – é sério, ela não faria feio num novelão mexicano.

Ainda assim, Hercule Poirot segue brilhante como sempre e Ariadne Oliver é uma personagem especial (a cena em que ela se irrita com a moleza da nova empregada é muito engraçada). Alguns dizem que a personagem-escritora seria uma representação da própria Agatha Christie. E falando nisso, existem estudiosos que defendem que a “Rainha do crime” sofreu do mal de Alzheimer no fim da vida; se for verdade, pode ser uma explicação para o seu interesse pelo tema da memória.

Enfim, Elefantes não esquecem é uma leitura rápida, que não é ruim mas também não é especialmente marcante, principalmente quando posta lado-a-lado com obras-primas de Agatha Christie, como Assassinato no Expresso do Oriente, O assassinato de Roger Ackroyd e E não sobrou nenhum.

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16/04/2024

Review: Nêmesis - Agatha Christie

Nemesis Nemesis by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Olá queridos leitores e fãs de Agatha Christie!
Um dos melhores livros da AC... eu sei, quase todos o são, mas esse DEFINITIVAMENTE mostra a genialidade e calma com que AC criava seus personagens, suas pistas e como o enredo evoluía, nos levando em círculos para um determinado desfecho, que, no meu caso, entendi a dica e acertei o culpado e até o motivo... pela primeira vez em 44 anos de leitura.

Um desavisado diria: mas claro, depois de ler por tantas vezes e tantos livros fica fácil... não fica... até li os Cadernos Secretos que tem, vamos dizer, o "esquema" dos personagens, os enredos, nem assim foi compreensível identificar os criminosos nos outros romances.

Mas esse, teve aquele toque de tormenta emocional, preguiça da justiça, culpados óbvios, dinheiro e intrigas...

Motivar Miss Marple a sair de sua pacata cidade em busca de solucionar um mistério que não existia, de um crime que não se sabia foi o melhor início de um romance que presenciei...

Escolhi a resenha dessa vez de outra fã, que não leu AC em ordem cronológica e não conhecia um Crime no Caribe, apesar de eu ter feito a leitura, quero rever para entender melhor o relacionamento de Marple com Rafiel, assim é AC, nos faz querer relê-la para matar a saudade, curiosidade e viajar em sua mente...
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Resenha de https://umrascunhoamais.blogspot.com/

Eu já sou fã assumida da Agatha Christie e estou gostando cada vez mais dos livros dela. A Miss Marple no livro Nêmesis está simplesmente incrível. Eu adorei o livro, me surpreendeu do início ao fim.
Miss Marple já é uma senhora de idade avançada e com a saúde um pouco frágil, apaixonada por jardins e um tanto, digamos, curiosa. Como de costume todas os dias ela folheia o jornal para ler as notas de nascimento, casamento e falecimento. É pelo jornal que ela fica sabendo da morte de Jason Rafiel, o nome a intriga e ela tem a impressão de que o conhece. Aos poucos vem à sua memória o momento exato que o conheceu, a um pouco mais de um ano antes em uma viagem para as Antilhas onde junto com a sua colaboração impediram um crime (essa história é contada no livro Mistério no Caribe).
Uma semana se passou desde que Miss Marple leu a notícia do falecimento do Sr Rafiel, quando ela recebe uma carta do escritório de advocacia que prestava serviço para ele pedindo que comparecesse para a uma reunião, ela fica intrigada e movida pela curiosidade aceita. Quando se apresenta no escritório Miss Marple descobre que o Sr. Rafiel deixou uma herança pra ela, porém só receberá após solucionar um mistério e fica a critério dela aceitar ou não o desafio.
A nossa detetive não sabe muita coisa sobre o Sr. Rafiel, somente que era um homem muito rico e estava acometido por uma doença que o deixou inválido. Eles não tiveram uma relação de amizade, somente trabalharam em parceria para evitar um crime nas Antilhas. Miss Marple não compreendeu o porquê dele tê-la escolhida. A carta que ele deixou com instruções também não era esclarecedora, somente citava quando se conheceram e que acreditava que Miss Marple tinha uma espécie de faro para o crime e assim garantir que a justiça acontecesse.
“Nosso nome de código, minha cara senhora, é Nêmesis.”
Quando conheceu o Sr. Rafiel a nossa detetive se apresentou como Nêmesis e isso também é citado na carta. Nêmesis é uma deusa da mitologia grega que representa a vigança divina. Ela é muitas vezes ilustrada com asas, carregando uma espada e uma ampulheta. A espada representa a justiça e a ampulheta indica que justiça ocorrerá, pode demorar mas não irá falhar. Por fim, ele encerra a carta com uma citação bíblica:
“Que a Justiça corra como as águas e o bem como um caudaloso rio.”
Tudo o que Miss Marple sabe é que a justiça precisa ser feita e movida pela curiosidade ela aceita o caso, mesmo sem saber qual é o mistério e nem ao menos por onde começar. Até mesmo os advogados não questionam se não seria uma brincadeira de mal gosto do falecido. Após algumas semanas ela recebe uma segunda carta do Sr. Rafiel avisando-a que uma agência de turismo irá entrar em contato, ele havia deixado pago uma excursão pelas Casas e Jardins Célebres da Grã-Bretanha. Miss Marple embarca então nessa viagem onde aos poucos se aproximará do mistério que precisa solucionar.
Eu achei esse livro muito bom, Miss Marple não precisa só solucionar um crime, ela precisa descobrir qual crime solucionar. E essa mistura de suspense sobre o suspense é que guia a história e deixa-a bem interessante. Até achei Miss Marple divertida nesse livro, me peguei rindo em algumas partes e questionando em outras como uma senhora frágil e com reumatismos é capaz de tantas coisas. Li algumas resenhas antes de iniciar a leitura que falavam que o livro era previsível, em algumas partes sim, mas achei o final sensacional e isso não abalou meu julgamento. O início do livro é um pouco lento, mas no momento que pega embalo é impossível parar de lê-lo. Eu recomendo a leitura para quem gosta de suspense e da rainha do crime.
Essa leitura não é bem uma continuação de “Mistério no Caribe” é perfeitamente possível compreender o livro sem realizar a leitura prévia. Eu ainda não li e foi possível compreender bem o livro, posteriormente pretendo fazê-lo para conhecer melhor a história de como o Sr. Rafiel e a nossa querida Miss Marple se conheceram.

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09/04/2024

Review: A Noite das Bruxas - Agatha Christie

A Noite das Bruxas A Noite das Bruxas by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Olá queridos fãs de Agatha Christie!!

Mais uma resenha garimpada da rede. Muitos blogueiros apreciam AC, muitos são leitores iniciais, e assim consigo resenhas bem feitas e objetivas!

Essa resenha é bem interessante, achei uma leitora que conseguiu achar o assassino - raríssimo, mas acontece!!

Boas leituras...
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Resenha de Criss...
https://perdidanaluacheia.blogspot.com/
Perdidas e Perdidos. Aproveitando que o cheiro de abóboras e poções fervilhando no caldeirão ainda está no ar, não podia deixar passar a leitura de A Noite Das Bruxas, uma história cheia de mistério da Dama do Crime, Agatha Christie.
...

Uma festa de Halloween está acontecendo na casa da Sra. Rowena Drake, uma espécie de mandachuva de Woodleigh Common, um vilarejo perto de Londres, Inglaterra. A “festa dos mais de onze”, como a anfitriã a chama, é destinada aos jovens de dez aos dezessete anos de idade que se esbaldam comendo, bebendo e participando de várias brincadeiras especialmente elaboradas para os festejos do Dia das Bruxas.

Entre os convidados está nada mais nada menos que a renomada Sra. Ariadne Oliver, escritora de romances policiais. E embora a festa tenha transcorrido muitíssimo bem, nem tudo são doces nesta noite das bruxas.

No fim da festa, durante uma rápida limpeza do local, descobrem o corpo da adolescente Joyce Reynolds, de apenas treze anos, afogada no balde de água usado na brincadeira de pesca das maçãs.

− Pecados antigos possuem sombras compridas – citou Poirot.

Aturdida e totalmente transtornada com o crime cometido durante a celebração e quando todos ainda estavam na casa, Ariadne procura o detetive Hercule Poirot, a quem considera um amigo leal, íntegro e competente. Ela espera que ele consiga resolver o caso e lhe diz que Joyce mais cedo naquele dia, durante os preparativos para a festa, declarou ter presenciado um assassinato alguns anos atrás. E, todos, de amigos e família a professores, afirmaram que ela tem fama de mentirosa e que provavelmente só estava querendo impressioná-la.

Quem matou Joyce Reynolds? Por que? Até que ponto Joyce mentiu?

Essas são algumas perguntas que o detetive Poirot tem que responder. Então, partindo da ideia inicial de que Joyce viu um homicídio e que talvez esse tenha sido o motivo de sua morte, Poirot começa as investigações para desvendar seu assassinato. Para isso, Poirot procura por pistas em crimes que não tenham sido solucionados ou que sequer tenham sido considerados crimes pela polícia local.

É claro que no decorrer da trama outros assassinatos acontecem, vários suspeitos são ponderados e outras linhas de raciocínio são desenvolvidas até culminar na solução do mistério e na punição do responsável pelos crimes.

Poirot retirou seu bloquinho do bolso e fez uma anotação.
− O que o senhor está escrevendo aí?
− Algumas coisas que aconteceram no passado.
− O senhor parece muito perturbado com o passado.
− O passado é o pai do presente – disse Poirot, sentenciosamente.
...................................
Vou ser sincera com vocês: este é o segundo livro de Agatha Christie que eu leio. O primeiro foi uma história com a fofoqueira de plantão, Miss Marple, chamada Um Punhado De Centeio, de 1953. Tenho que dizer que escolhi este livro pelo nome sugestivo A Noite Das Bruxas, cuja primeira publicação foi em 1969, e porque era com o superdetetive belga Hercule Poirot. Tão famoso, excepcional e egocêntrico quanto Sherlock Holmes.

[...] Havia apenas uma coisa em sua própria aparência que realmente lhe agradava, e era o bigode cheio e o modo como reagia ao pente, ao tratamento e às aparas. Era um bigode magnífico. Não conhecia ninguém com um bigode semelhante. Poirot jamais havia sido belo.

Vou ser chata e confessar que neste livro descobri a identidade do assassino bem rápido, assim como no anterior (Um Punhado De Centeio). Não é que eu seja uma analista da condição humana, apenas segui uma certa lógica. Ou a minha lógica, sei lá. Mas, é claro que todas as mínimas implicações que levaram aos crimes eu não descobri. Aí já seria demais... Hahahahahahahaha! Deixo isso para Poirot e seu excelente senso de dedução.

Achei o livro bem interessante. Agatha nos guia através dos detalhes da Floresta da Pedreira, uma espécie de jardins gregos rebaixados de uma ricaça do local, e de cenários bucólicos bem ao estilo inglês e das descobertas realizadas por Poirot. É curioso ver a mente dedutiva do detetive belga trabalhando e tentando decifrar as pistas que levam ao criminoso. Investigando e recolhendo dados de crimes anteriores à morte da menina para saber se há alguma conexão.

Realmente, pensou Poirot, não dava mesmo para fugir das maçãs. Nada poderia ser mais agradável do que uma suculenta maçã inglesa. Mas ali, as maçãs misturavam-se com cabos de vassoura, bruxas, antigos folclores e uma criança assassinada.

Ariadne Oliver, talvez um reflexo da própria Agatha, é o momento de descontração, dando mais leveza à trama. Ela, que adora maçãs e tem um cabelo que se recusa a ser moldado, aparece em outros livros sempre tentando de algum modo ajudar o detetive Poirot.

Um fato que me chamou atenção foi que as pessoas acreditavam que um assassinato desse tipo naquela época, em 1969, e numa comunidade como a fictícia Woodleigh Common só poderia ser realizado por um doente mental ou uma pessoa com algum tipo de distúrbio. Matar uma menina tão jovem só poderia ser obra de um louco.

Não dá para falar muito, senão a surpresa e o mistério acabam. E, em romance policial spoiler nem pensar, né? O que dá para dizer é que a história nos prende desde o início e as conexões entre as pessoas e os eventos vão surgindo, amarrando qualquer ponta solta. Afinal, quando se trata de investigações e misteriosos assassinatos, ninguém melhor do que a Rainha do Crime, Dame Agatha Christie, para apimentar a história, unir todos os elementos, instigar os leitores e nos surpreender no final. A Noite das Bruxas agradará em cheio os fãs mais ardorosos da escritora, assim como aqueles que dão os primeiros passos na literatura policial. Uma boa diversão!

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08/04/2024

Review: Um Pressentimento Funesto - Agatha Christie

Um Pressentimento Funesto Um Pressentimento Funesto by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Olá..
Tenho a vaga lembrança de ter lido esse livro entre os primeiros, lá pelos idos anos 80, pegava os livros nas bibliotecas, tinha 10 dias para lê-los e o fazia andando de ônibus, da escola ou trabalho para casa e vice-versa, é um tempo tão distante, mas consigo "ver" a adolescente que em mim habita distraída com essa leituras.

Como sempre, prestigio outros leitores de Agatha Christie, para, além de divulgar outros blogs, também mostrar o quão é vasto a lista de fãs e leitores de AC, uma das melhores escritoras de todos os tempos.. é muito difícil descobrir, realmente, quem é o criminoso, pois, no meio do caminho, não bastando AC nos enredar com seus textos, os personagens também nos passa falsas pistas...
É assim esse livro... cheio de reviravoltas...

Boas Leituras!!!
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Resenha de Raiane
https://estanteculturalblog.wordpress...

Parecia que o futuro reservaria apenas calma e tranquilidade para o casal Tommy e Tuppence Beresford. Mas, em uma visita de rotina à tia de Tommy num asilo para senhoras, Tuppence acaba conhecendo a estranha sra. Lancaster, que lhe fez uma inusitada pergunta: A coitadinha era sua filha?. Sem entender do que ela estava falando, Tuppence fica mais perplexa ainda quando descobre que a sra. Lancaster foi levada para outro asilo por uma misteriosa parente e decide investigar a fundo seu desaparecimento. O casal Beresford não vai medir esforços para entender até que ponto suas suspeitas têm fundamento, mesmo que para isso suas vidas corram perigo.

...

Então, temos Tuppence e seu Marido Tommy. Tuppence é uma mulher bastante inteligente e curiosa. Podemos considera-la como um tipo de detetive não convencional. Ela é impulsiva e só sossega quando consegue descobrir o que deseja.

Seu marido, Tommy, tem uma tia que vive em uma casa de repouso. Os dois resolvem fazer uma visita para essa tia e durante o encontro Tuppence conhece a Senhora Lancaster. Durante a conversa das duas, a senhora pergunta se a menininha morta que havia sido enterrada perto da lareira era sua filha. Devido a essa situação, Tuppence fica completamente assustada mas ignora a pergunta por achar que a velha estava delirando.

Algumas semanas depois a tia do Tommy morre. Os dois voltam ao asilo para pegar os pertences da tia. Ao chegar no local, eles descobrem que a senhora Lancaster havia abandonado a casa de forma bastante misteriosa, mas que tinha deixado um quadro de uma casa que ela, anteriormente, já tinha presenteado a falecida tia do Tommy.

Diante de toda situação, Tuppence desconfia que a tia do Tommy havia sido assassinada, e esse mesmo assassino pode ter envolvimento com o desaparecimento da senhora Lancaster, já que a mesma teria comentado com Tuppence sobre a morte dessa suposta menininha na lareira. Tuppence resolve investigar mais a fundo e descobre que a cidade tem muito mais mistérios do que ela imagina.

A história é narrada em terceira pessoa. O enredo é super envolvente e o final é surpreendente. Recomendo esse livro. Agatha nunca decepciona. E a escrita dela é impecável!


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02/04/2024

Review: Convite para um homicídio - Agatha Christie

Convite para um homicídio Convite para um homicídio by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Olá!
Mais uma obra prima da Agatha, com a presença da doce Miss Marple, astuta, discreta dessa vez e como sempre, certeira em suas descobertas...

Novamente, segue uma resenha de outro leitor, para mostrar o quanto AC é querida e lida... fãs parecem mães corujas, não veem defeitos nos livros...

Faltam 13 livros para eu terminar essa jornada de 44 anos lendo Agatha, me sinto como se eu estivesse me despedindo de AC, foi uma longa jornada... com muitos aprendizados, entre eles, que a natureza humana é sempre surpreendente.

Resenha de Deusa:
https://deusa1000.wixsite.com/leitura...
Livro: Convite para um homicídio
Autora: Agatha Christie

Na seção de classificados do jornal na Inglaterra geralmente serviços ou produtos são oferecidos e/ou requisitados. Na edição de um dia típico no pequeno vilarejo de Chipping Claghorn um anúncio diferente foi realizado na Gazette, o jornal local: Um Convite Para um Homicídio. Sim, às 18:30h em Little Peddocks, convocação única. Na mansão da Sra. Blacklock, uma senhora de idade, porém firme, que mora com sua amiga de infância Dora Bunner; seus primos distantes Patrick e Julia Simmons, filhos de uma prima que não vê a mais de trinta anos; e Mitzi, uma empregada estrangeira muito faladeira e mentirosa; a notícia do anúncio foi recebida de forma abrupta, deixando-a com raiva, porém tentando não se preocupar. Mas, conhecendo a comunidade em que mora, sabe que seus vizinhos com certeza aparecerão.

E assim, bem previsto, a partir das 18:20h, todos os moradores que viram o anúncio resolveram realizar uma visita a Little Peddocks. Curiosos que só, todos compareceram, cada um com uma desculpa diferente, para participarem do que achavam ser uma brincadeira de detetive e assassino (algo incomum em suas rotinas e que seria interessante viver para variar): o Sr. e Sra. Easterbook (um coronel e sua jovem esposa), a Sra. Swettenham e seu filho Edmund (um escritor iniciante), a Sra. Harmon (tratada carinhosamente de Bunch e esposa do reverendo) e as Srtas. Hinchcliffe e Murgatroyd. Porém, o que de início fora tratado como uma brincadeira, às 18:30h se tornou muito sério. Quando as luzes se apagam e um suposto assaltante entra na casa e começa a atirar, todos se encontraram mergulhados em um mistério em que todos eram suspeitos de um terrível assassinato.

Será que sua morte foi acidental? Qual o propósito desta brincadeira macabra? À quem ele queria atingir?

"Subitamente, a brincadeira não mais era uma brincadeira. Alguém gritou."

Chamado para investigar o caso, o detetive Craddock se surpreende ao saber que seu tio Sir. Henry recebeu uma carta de uma velhinha muito simpática, que pedindo mil desculpas por qualquer incômodo, dizia saber de algo que poderia ajudar no caso que estava sendo investigado. Miss Marple, que está hospedada no mesmo hotel em que o rapaz assassinado trabalhava, é muito bem recebida e ouvida em um almoço entre os senhores. Descrente de que uma senhora de pele tão enrugada e rosada, que parece ser bem mais velha do que aparenta, possa ser de grande ajuda na resolução do caso, Craddock logo a descarta como uma gagá para logo depois se surpreender com suas habilidades incríveis de percepção e conhecimento da humanidade. O que seria dele sem ela?

"Mais uma vez, Miss Marple tem o prazer e honra de aceitar um convite para um homicídio!"

Um clássico publicado em 1950, este é o quinto livro da autora em que a detetive amadora Miss Marple participa de uma investigação policial. Agatha Christie, considerada a Rainha do Crime, mais uma vez não deixa a desejar. A história é contada na terceira pessoa e é extremamente envolvente. Com cada gancho que é deixado de um capítulo para o outro, o leitor se sente totalmente envolvido na investigação, e faz com que o leitor até se sinta a vontade para realizar anotações e conjecturar sobre possíveis soluções para o caso. A autora também revela muitos segredos dos personagens fazendo com que o leitor desconfie de todos e ao mesmo tempo se torne íntimo dos personagens.

Importante ressaltar que, por ser um livro que foi publicado em 1950, podemos encontrar algumas palavras não muito utilizadas hoje em dia e sua escrita é quase formal, mas não o suficiente a ponto de deixar o leitor de hoje em dia cansado da leitura. Na verdade faz até com que se sinta mais envolvido e até importante.



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30/03/2024

Minha fase Phase 10

Bom dia!

 Descobri um jogo no Google Play que achei muito mais interessante que o jogo UNO, mesmo sendo da mesma empresa Mattel.


Phase 10 - jogo criado em 1982, imagina - eu tinha somente 12 anos de idade!!

Óbvio que fui à procura das regras e dos documentos prontos para imprimir para marcação de pontos.. se você for dar uma volta, vai encontrar impressos pagos (a maioria pelo mesmo), a internet já foi infinitamente melhor, mas não se preocupem, achei, é em inglês, mas dá para entender bem como utilizar

Aqui o Link com todas os impressos encontrado, divirta-se: Phase 10 - scores

As regras básicas resumidas: 

  1. Objetivo: Ser o primeiro jogador a completar todas as dez fases.
  2. Número de Jogadores: 2 a 6 pessoas.
  3. Preparação: Utiliza-se um baralho especial ou dois baralhos de cartas regulares.
  4. Jogo:
    • Em cada rodada, o objetivo é completar a fase atual e depois descartar todas as cartas restantes.
    • As fases devem ser completadas na ordem, da 1 à 10.
    • Se dois jogadores terminarem a última fase na mesma rodada, o jogador com menos pontos vence.
  5. Pontuação:
    • Os jogadores que não completarem a fase recebem pontos de penalidade baseados nas cartas que restaram em suas mãos.

As fases são combinações específicas de cartas, como conjuntos de números iguais ou sequências de números consecutivos. Por exemplo, a Fase 1 pode ser dois conjuntos de três cartas com números iguais

Phase 10 pode ser jogado por 2 a 6 jogadores. Escolha um dealer para baralhar e dar 10 cartas viradas para baixo, para cada jogador. Os jogadores não devem mostrar as suas cartas uns aos outros., As cartas restantes são colocadas no centro do grupo para formar a pilha de pesca. Uma carta é então virada e colocada ao lado dela.

Imagem WikiHow

As fases específicas e explicadas do jogo Phase 10 são:

  1. Fase 1: Dois conjuntos de três cartas.
  2. Fase 2: Um conjunto de três cartas e uma sequência de quatro.
  3. Fase 3: Um conjunto de quatro cartas e uma sequência de quatro.
  4. Fase 4: Uma sequência de sete cartas.
  5. Fase 5: Uma sequência de oito cartas.
  6. Fase 6: Uma sequência de nove cartas.
  7. Fase 7: Dois conjuntos de quatro cartas.
  8. Fase 8: Sete cartas de uma cor.
  9. Fase 9: Um conjunto de cinco cartas e um conjunto de duas cartas.
  10. Fase 10: Um conjunto de cinco cartas e um conjunto de três cartas.

Cada fase precisa ser completada na ordem, e você só pode avançar para a próxima fase depois de completar a atual. 

A pontuação no jogo Phase 10 é calculada com base nas cartas que restam na mão dos jogadores ao final de cada rodada. Aqui está um exemplo de como a pontuação funciona:

  • Cartas numéricas de 1 a 9: Cada uma vale 5 pontos.
  • Cartas numéricas de 10 a 12: Cada uma vale 10 pontos.
  • Cartas “Skip” (Pular): Cada uma vale 15 pontos.
  • Cartas “Wild” (Coringa): Cada uma vale 25 pontos.
Se um jogador não completar a fase, todas as cartas em sua mão são contadas para o total de pontos. Por exemplo, se um jogador terminar a rodada com uma carta número 5, uma carta número 11, e uma carta “Skip”, a pontuação seria como exemplo:

5 pontos (carta número 5) + 10 pontos (carta número 11) + 15 pontos (carta "Skip") = 30 pontos

O objetivo é ter a menor pontuação possível ao final do jogo. O primeiro jogador a completar a fase 10 geralmente terá a pontuação mais baixa. Em caso de empate na última fase, o vencedor é o jogador com a menor pontuação.

Para jogar Phase 10 com um baralho convencional de cartas, você pode seguir estas adaptações:

  1. Preparação: Use dois baralhos completos de cartas, incluindo os coringas. Cada baralho deve ter 52 cartas e 2 coringas, totalizando 108 cartas.
  2. Coringas: Os coringas substituem as cartas “Wild” do jogo original e podem ser usados para representar qualquer carta na formação de uma fase.
  3. Cartas “Skip” (Pular): Escolha duas cartas específicas para representar as cartas “Skip”. Por exemplo, você pode usar os dois valetes de ouros.
  4. Distribuição das Cartas: Cada jogador recebe 10 cartas no início de cada rodada.
  5. Fases: As fases são as mesmas do jogo original e devem ser completadas na ordem.
  6. Jogo: Os jogadores devem coletar e descartar cartas para formar as combinações específicas de cada fase.
  7. Pontuação: Use um papel e caneta para manter o registro dos pontos, seguindo as mesmas regras de pontuação do jogo original. 

Aqui tem mais modelos: Phase 10 - scores
E aqui em Excel: Phase 10 pontuação em Excel

Lembre-se de que o objetivo é completar as fases na ordem e ter a menor pontuação ao final do jogo.  

Reúna os amigos, alguns baldes de pipoca e suas bebidas favoritas e divirta-se jogando Phase 10!
Bom fim de semana!!

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22/03/2024

Review: A Mente de Adolf Hitler

A Mente de Adolf Hitler A Mente de Adolf Hitler by Walter C. Langer
My rating: 3 of 5 stars

Ouvi a indicação desse livro de um jornalista muito bom, meio ansiosa - fiquei com medo de ler sobre as atrocidades feitas pelo Hitler, mas felizmente não foi assim, segue uma resenha e acho interessante que outras pessoas conheçam esse livro:
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Resenha de Sarah
https://medium.com/@sarahgalindo079/e...
Modelo: Resenha descritiva

Obra: Explicando a mente de Hitler

Escritor: Walter C. Langer
Contém Spoilers!

Este livro foi produzido por um psicanalista americano em meados da década de 40, onde acabava de eclodir a segunda guerra mundial, e o nosso mundo tinha como inimigo comum um dos piores tipos de regimes que já existiu, o nazismo. Tanto o autor quanto as outras pessoas, seja vivendo de dentro ou de quem assistiu de fora os grandes acontecimentos que se partiu deste cenário de extrema opressão e poder centralizado ao estado, sente curiosidade e anseio de conhecer o encarregado de comandar e conduzir atos que marcaram a história da humanidade, o Adolf Hitler (Chanceler do Terceiro Reich ou Fuhrer, como era chamado pelos seus seguidores), ele foi o maestro da Alemanha nazista, a nação temida por judeus, negros, homossexuais, pessoas com algum tipo de deficiência ou quem não eram considerados arianos puros.

Nesta minuciosa análise psicológica, podemos encontrar um Fuhrer de uma maneira não tão divulgada, da sua pessoa por trás de seu perfil de autoridade máxima, enaltecendo suas fragilidades, medos, defeitos e os motivos de seus atos conscientes e inconscientes, tudo isto é colocado a conhecimento do público a fim de entendermos como uma pessoa aparentemente saudável e psico e fisicamente pode causar um dos episódios mais marcantes que a sociedade já vivenciou, o genocídio de milhares e milhares de pessoas que se enquadravam nas características vistas acima, e com os ânimos já exaltados por conta da guerra, serviu somente para acender ainda mais a chama do caos iminente.

A massa alienada é muito discutida no decorrer desta análise. Algo curioso é que, uma das crenças imutáveis na cabeça do Hitler foi a ideia de que seu público naquela época era como “mulheres”, quando nos referimos a submissão de uma figura superior, mais forte que te dita ordens e não há outra opção a não ser ceder à elas sem questionar. Era assim que o chanceler via as massas e foi assim que esses seus seguidores altamente alienados replicavam seus ideais e mostravam suas faces sombrias.

Pode ser que algumas partes e relatos vistas no livro sejam um gatilho para pessoas emocionalmente sensíveis a certos conteúdos, como por exemplo, a árvore genealógica perturbadora de Hitler. O pai patriota, bêbado e super agressivo que se casou com sua sobrinha, que era 23 anos mais jovem que ele. Esta tinha problemas ovulatórios e sofreu três abortos até gerar Hitler. Fruto de um milagre, ela o mimou e protelou como se fosse sua vida, e o autor mostra pontos importantes e impactos no tipo de caráter que nele se desenvolveu, decorrente a essa infância problemática.

Sobre a impressão passada ao leitor do intuito da criação deste livro, trata-se somente de uma apresentação de forma bem detalhista a pessoa que foi Hitler, coisas que foram fundamentais para que quem leu, despertasse nele seu Eu-critico, para entender a complexidade do funcionamento da mente do Fuhrer e o motivo de seus atos bárbaros e desumanos. Porém, acredito que os motivos vão além disso, mesmo que os textos não transmitam tons acusatórios e de imparcialidade para o lado do ditador, a pretensão também é de aniquilar qualquer que for a espécie de justificativa às ações de Hitler, como sensatas ou necessárias, porque na obra o autor às racionalizam e posteriormente às expõem, os fatos e todas as barbaridades demonstradas, para todos que estão em sã juízo entenda que Hitler tem elevado nível de psicopatia, e é mostrado que não apresentava nenhuma empatia ou remorso por ter realizado o atentado ao direito à vida de milhões de pessoas como o Holocausto e outros massacres conduzidos por ele.

Resenhista: Sarah Galindo

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Review: Noite Sem Fim - Agatha Christie

Noite Sem Fim Noite Sem Fim by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

E no terceiro livro de hoje, cheguei a um livro da Agatha que não deu muita animação.. nos faz falta Poirot, Marple.. mas é assim, um romance quase água com açúcar.. mas é AC e sempre vala a pena conhecer suas outras facetas...

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Sinopse Folha de S. Paulo: “Toda noite e todo amanhecer/ Alguns nascem para sofrer./ Toda manhã e todo anoitecer/ Alguns nascem para o doce prazer,/ Alguns nascem para o doce prazer, sim./ Alguns nascem para uma noite sem fim…”. Os versos da canção que o impetuoso Mike adora ouvir sua doce Ellie entoar simbolizam o contraste insuperável entre pobreza e riqueza, felicidade e cobiça, paixão e traição que Agatha Christie espalha entre as pistas falsas deste romance publicado em 1967. Um lugar amaldiçoado, uma cigana que cospe impropérios e um grupo de personagens ambíguos e ambiciosos agregam outras sombras ao mistério de uma morte súbita. Novato ou veterano, o leitor de Christie sempre descobre que nada é o que parece. Disfarçada de autora inofensiva, a escritora primeiro cativa e, quando já é tarde demais, anuncia que nesta caixa de belos bombons alguns estão envenenados.

Resenha de Jeff Rodrigues: Noite sem Fim – Agatha Christie
https://leitorcompulsivo.com.br/2019/...

Opinião: Esqueça os detetives à caça de pistas e os muitos suspeitos com seus segredos e comportamentos estranhos. Noite sem Fim traz uma Agatha Christie bem diferente da fórmula clássica que consagrou suas obras. O clima de mistério, no entanto, vai sendo construído normalmente e reserva uma boa surpresa para os leitores.

A princípio, Noite sem Fim é um despretensioso livro sobre um romance entre dois apaixonados. A trama chega a ser lenta tamanha falta de ação ou de elementos que movimentem a narrativa sobre a paixão do pobre Mike pela milionária Ellie. O inusitado, porém, é o que vai guiar os desdobramentos da história. A ambição de Mike por um terreno que, dizem, ser amaldiçoado soma-se a pragas e previsões sinistras feitas por uma velha cigana. Ao passear pelos ermos do lugar ele conhece Ellie. Isso mesmo. A jovem ricaça simplesmente está ali, nos entornos desertos do local que ele cobiça. Amor à primeira vista que se concretiza em casamento e na compra do famigerado lugar. Nasce assim o lar dos dois pombinhos ainda envolto nos mistérios ciganos.

Até a história se desenrolar para uma inexplicável morte, já próximo da metade final, Noite sem Fim não reserva nada aos leitores além de descrições de passeios, cenas do cotidiano do casal e encontros familiares. Esse é o ponto frágil do livro, já que falando bem francamente a trama não seduz ou cativa nossa simpatia. A bem da verdade, acostumados como estamos à autora, ficamos sempre na expectativa de que algo aconteça para balançar o ritmo. Mas isso demora muitos capítulos e quando, enfim, temos o óbito, a sequência é ágil a ponto de o livro terminar poucas páginas depois. Justiça seja feita, a reviravolta que conduz ao desfecho é bem inesperada, ou talvez todo o marasmo da obra como um todo tenha servido justamente para desviar nossa atenção.

Das obras independentes escritas por Agatha Christie – aquelas que não trazem seus detetives como protagonistas, Noite sem Fim é um livro curioso, mas fraco. Uma boa leitura, mas que a depender do seu gosto e da lista de livros que você tenha na fila, não vale a pena investir seu tempo nele.

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20/03/2024

Review: A terceira moça - Agatha Christie

A terceira moça A terceira moça by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Bom novo ano para todos leitores e leitoras!
Sim, é minha primeira resenha de 2024 - muito atrasada com as leituras, mas quem liga? risos
Como sempre, não sou muito criativa e sempre prestigio outros leitores de AC para não me sentir sozinha nessa "tietagem"....
Segue a resenha de uma das melhores blogueiras literária que conheço: MARIANA FONTANA SZEWKIES - vai lá visitá-la, vale a pena.

Resenha de Mary: A Terceira Moça
https://alemdacontracapa.blogspot.com...

“Também achava, cada vez mais, que havia maldade verdadeira em algum lugar. Ele conhecia a crueldade. Já deparara com ela antes. Conhecia seu lado picante, seu gosto, os trejeitos que tinha. O problema era que não sabia ainda exatamente onde estava localizada. (...) Algo estava acontecendo, algo estava em andamento, algo que ainda não estava concluído. Alguém, em algum lugar, estava em perigo." (CHRISTIE, 2012, p.227).

Hercule Poirot, “o mais verdadeiro dos detetives de verdade” (pag.41), está tomando seu café da manhã tranquilamente quando uma moça pouco bonita e muito desesperada requisita alguns minutos da sua atenção e faz a mais estranha das confissões: ela acredita que talvez tenha assassinado alguém. Depois disso, foge e desaparece. Intrigado, e percebendo que a moça realmente precisa de ajuda, Poirot tenta encontrá-la e descobrir o que está acontecendo, afinal, ter assassinado alguém é algo que sabe. Ou se fez ou não se fez. Nessa aventura, ele conta com a ajuda de sua amiga de longa data, a escritora de romances policiais Ariadne Oliver.

A alegria e o bem-estar de voltar para casa. É assim que me sinto cada vez que leio um livro de Agatha Christie. Talvez com “A Terceira Moça” isso tenha se intensificado já que há muitos meses eu não tinha a oportunidade de ler nada dessa que é uma das minhas autoras favoritas desde que eu tinha 12 anos. E estamos falando de Agatha Christie, portanto, é claro que eu encontrei nessa aventura tudo que eu esperava.

Se eu adoro incondicionalmente a autora, isso se duplica quando se trata de um caso do Poirot que, além de genial, excêntrico e incomparável, é absolutamente hilário. Se ler Agatha é voltar para casa, ter Poirot na aventura é ser recepcionada por um dos meus melhores (e mais antigos) amigos. Em “A Terceira Moça”, o detetive e Ariadne Oliver (provável alter-ego de Agatha) precisam encarar as mudanças advindas da década de 60, em especial o comportamento (e as roupas!) da juventude da época, a independência das moças e os relacionamentos. Inclusive nesse livro são abordados temas que não recordo ter visto com frequência nos livros de Agatha, como uso de drogas.

O mistério é magistralmente arquitetado. O inusitado é que, ao contrário dos casos que têm mortes e suspeitos, esse não tem uma morte. Não tem o crime. Apenas um possível crime que o detetive nem mesmo sabe qual é, onde ou quando ocorreu. De certa forma, esse é um caso que não é um caso. Então do que se suspeita?

A mocinha que pode, ou não, ser louca; o namorado que pode, ou não, ser um interesseiro; as colegas de quarto independentes; o pai ausente que há pouco voltou para casa trazendo consigo uma madrasta indesejável; o tio rico, desmemoriado e cego e sua jovem e bela secretária que pode, ou não, ser uma espécie de espiã ou simplesmente uma interesseira; são os personagens que desfilam por essas páginas.

Agatha manipula seus leitores como ninguém e é a rainha da pista-recompensa. Por isso sempre encerro uma leitura com orgulho de mim mesma quando consigo desvendar suas artimanhas (quem já leu os livros da autora divide o sentimento comigo, tenho certeza). Nesse caso, descobri o quem, o como e o porquê, mas ainda assim a autora aprontou algumas que eu não captei.

Leitura deliciosamente fluida, intrigante e bem amarrada. “A Terceira Moça” poderia ganhar muitos elogios, mas para mim basta um: é um Agatha Christie.

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20/01/2024

Movimentos de dança do ventre


Bom Dia Queridas Leitoras!!

Tudo evolui não é mesmo??

Nas sugestões de Noites de Encontro serão sugeridos muitas dicas básicas de sedução e namoro

Já fomos avançando um tiquinho mais: dicas de sexo oral e "otras cositas"...

Então, para hoje, sugiro um pouquinho de "Dança do Ventre" - para quem já leu ou se interessou um pouquinho, sabe que quem faz essas aulas entram em contato com o "EU FEMININO" e não só seduzem o outro, mas aprendem a conhecer a si mesmas e é um "baita de um mimo"...

Vamos praticar um pouquinho???

Movimentos básicos de dança do ventre

Em Vídeo para Iniciantes - Clique Aqui
YOUTUBE - Clique Aqui e AQUI
13 aulas - divirta-se


Movimento de dança do ventre “pequeno círculo”

Gire o seu o quadril no sentido das agulhas do relógio encolhendo o ventre (ser projetado para frente) mantendo quadris no seu lugar, sem joga-los para ou para os lados.
Agora, faça o movimento em sentido contrario às agulhas do relógio.
Movimento de dança do ventre “médio circulo”
Sem alternar os joelhos projete o quadril para frente, lado, atrás outro lado, reproduzindo um pequeno círculo.

Movimento de dança do ventre "grande circulo”
Este movimento é igual ao anterior, porém a projeção para trás é
maior. Você poderá projetar o tronco para frente enquanto o seu quadril vai para trás.
Preste atenção nos detalhes das suas, mãos, elas devem estar delicadas e bem delineadas, para acompanhar este movimento.


Movimento de dança do ventre do “oito para frente.”
- Coloque o seu quadril para o lado e torça levemente para frente, leve o quadril para o outro lado, (sem levantar o seu calcanhar), desenhando um oito. Você tem que sentir que uma figura da forma de um oito é desenhada no espaço com o seu quadril).
Cuidado com os seu joelhos!!
Recomenda-se que permaneçam flexionados. A postura é fundamental em qualquer passo da dança.

Movimento de dança do ventre “oito egípcio ou oito para trás”
Este movimento de dança do ventre difere do anterior somente em que você torce o quadril para trás. Trabalhe visualização, servirá como estimulante para este momento. O desenho do oito no espaço deverá sair completo e bem delineado.
Lembre que o tronco deverá estar sempre imóvel e de frente.
Coloque-se na frente do espelho, prestando atenção nos pequenos detalhes. São estes pequenos detalhes que dão seu estilo próprio à dança do ventre.

Movimento de dança do ventre “oito maia para cima”.
Leve o quadril para o lado em seguida para cima levantando suavemente o calcanhar, pois esse poderá subir um pouquinho para auxiliar.
Lembre-se, a dança não é dos pés e joelhos, por isso atenção nesse detalhe muito importante. Quanto menos movimentos de pés e joelhos, mais limpos serão os seus passos na dança do ventre.

Movimento de dança do ventre “oito maia para abaixo.”
- Elevando o seu quadril para cima e em seguida leve para o lado descendo o calcanhar lentamente (lembre-se de que já foi dito acima). Suba ou outro lado e leve o quadril para fora, mesmo lado que você subiu.
Esse oito é o contrário do outro. Um oito se faz para cima e o outro para baixo. Às vezes confunde, mas não desista! Saíra com o tempo.

Movimento de dança do ventre “camelo para abaixo”
- Pernas afastadas e levemente flexionadas (quase como na posição oriental, porém a perna de trás não flexiona).
Deixe o seu quadril solto inclinado á frente, projete o bumbum para trás e depois para frente.
Pratique até conseguir executar este movimento de dança do ventre de forma cadenciada e suavemente.

 
Movimento de dança do ventre “camelo para cima”
- Coloque as suas pernas afastadas e deixe os seus joelhos relaxados (como no exemplo acima). Solte o seu quadril e projete-o à frente.
Neste movimento de dança do ventre encaixa-se o quadril deslocando-o para trás com o abdômen encolhido. Você leva o peso do seu corpo para trás. Relaxe quando o peso estiver no calcanhar.

Movimento de dança do ventre de “ondulação”
- Enche-se primeira a parte superior da barriga empurrando
o ar para baixo de uma forma contínua sem mexer o tronco.
Este movimento também pode ser feito de baixo para cima.
também de baixo para cima. Este movimento simboliza o parto ou o ato
de dar a luz.
Há também uma respiração rápida na barriga, produzindo um tremido, Tem se denominado, este movimento, com o nome de respiração cachorrinho.

Movimento de dança do ventre de “batida lateral”
- Transfira o peso de um lado para o outro do quadril, produzindo batidinhas (como a que usamos para fechar a porta do seu carro) para os lados. Lembre-se, não eleve o quadril, a batida é para o lado e não para cima.

Movimento de dança do ventre de “shimie”
- Neste movimento clássico da dança do ventre você produz batidas com o seu e quadril de forma contínua e rapidamente para cima.

Movimento de dança do ventre de “tremido de quadril”
- Flexione os seus joelhos levemente e alterne-os rapidamente, produzindo um tremor em todo o corpo com ênfase na barriga.
Algumas dançarinas preferem provocar o “tremido do quadril” usando a contração nas pernas. Elas acham que o resultado flui com mais facilidade.
Faça você mesma o teste e verifique qual é sua preferência. Existem vários tremidos, este é um tremido básico.

Movimento de dança do ventre de “tremido de peito”
- Chacoalhe rapidamente os ombros de um lado para o outro. Todos os movimentos que envolvem peito e busto devem ser feitos com cuidado para não vulgarizar a dança.
Atenção para as dançarinas!!! A dança do ventre pode no máximo ser considerada sensual, porém muitas pessoas não a consideram assim,de forma sexual.
Por isso a valorização dos movimentos é muito importante !!!!. Não vulgarize a dança do ventre, men o que ela têm de belo e precioso.
A dança do ventre antes de tudo é um grande ritual. Um ritual à Deusa e Deuses, principalmente à Deusa.

Movimento de dança do ventre “egípcio básico”.
- Em posição ereta coloca-se uma perna em frente à outra. Sua perna da frente fica sempre em meia ponta alta, a sua perna de trás pode estar semi-dobrada. Então, sobe-se o lado do quadril que tem a perna à frente, baixa, sobe e chuta com o pé (ou não).Pode ser feito lenta ou rapidamente.
Há variações deste movimento de dança do ventre para acompanhar os ritmos, como subindo e descendo o quadril sem chutar, etc.
Movimentando seu peito e o seu busto “oitos, arcos, círculos, letra s”
- É possível fazer vários desenhos com os seios, as vogais, o oito na vertical e horizontal, arcos, círculo e a letra "s". Não mexa os ombros. Lembre-se que este movimento de dança do ventre é realizado com os músculos peitorais.

Movimento de dança do ventre de “pescoço”.
- É o movimento que se faz com a cabeça deslocando-a para um lado e para o outro ou ainda produzindo um círculo. Nem sempre se obtém resultados imediatos. Persevere.

Movimento de dança do ventre de “twist”
- Coloque uma perna em frente da outra. Transfira o peso do seu corpo
para a perna da frente, depois para a perna de trás Quando for à frente,
faça uma torção (movimento de rotação) leve para dentro.









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12/12/2023

Review: Passageiro para Frankfurt - Agatha Christie

Passageiro para Frankfurt Passageiro para Frankfurt by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Acredito, piamente, que esse é um dos livros mais inusitados de Agatha Christie desde os contos do Arlequin - "reli" as 3 horas finais (audiobook) por 3 vezes, porque a trama é tão ligeira e muda tantas vezes, que eu queria ter o livro "físico" para ler - é IMPRESIONANTE como o tema é contemporâneo.

Para não perder o hábito, escolhi uma resenha em que a leitora escreveu cada frase do que senti, e é tão perfeita que peço que a visitem, pois é um site riquíssimo de resenhas: https://www.postliteral.com.br/

É a primeira vez que pego uma resenha tão recente, completíssima sem spoillers - linda de viver!!!
***************
Resenha de Maria Eugênia Moreira

No aeroporto de Frankfurt, a viagem de Sir Stafford Nye sofre uma reviravolta. Enquanto aguarda seu voo, uma mulher o aborda dizendo estar em perigo mortal. Em um arroubo de cavalheirismo, o diplomata inglês lhe entrega o passaporte e a passagem, ajudando a jovem a escapar. De volta à Inglaterra, Nye reencontra a moça em circunstâncias misteriosas e acaba descobrindo uma conspiração internacional de grandes proporções. Existe um plano em ação para recolocar os
nazistas no poder, e apenas um seleto grupo de agentes pode impedir que isso aconteça.

RESENHA
Passageiro para Frankfurt é um romance policial de Agatha Christie, publicado em 1970, que marca o aniversário de 80 anos da autora. A obra é considerada uma das mais ousadas e controversas da escritora, pois aborda temas como nazismo, conspiração internacional e drogas alucinógenas.
O livro narra a aventura de Sir Stafford Nye, um diplomata inglês que, em uma escala no aeroporto de Frankfurt, é abordado por uma mulher misteriosa que lhe pede para trocar de identidade com ela, alegando estar em perigo de morte. Movido pela curiosidade e pelo tédio, Sir Stafford aceita a proposta e se envolve em uma trama complexa e perigosa, que envolve uma organização secreta que planeja restaurar o poder nazista na Europa.

A mulher misteriosa se revela como Mary Ann, uma agente dupla que trabalha para o governo britânico e para a organização nazista. Ela é a neta de um líder nazista chamado Conde von Schirach, que está escondido na América do Sul e pretende lançar uma revolução mundial com a ajuda de jovens fanáticos e drogados. Mary Ann recruta Sir Stafford para ajudá-la a impedir os planos de seu avô, mas também tem seus próprios interesses e segredos.

O livro é narrado em terceira pessoa, com um estilo ágil e envolvente, típico de Agatha Christie. A autora cria um clima de suspense e mistério, que prende a atenção do leitor até o final. Os personagens são bem construídos e apresentam diversas facetas e motivações. O protagonista, Sir Stafford, é um homem inteligente, irônico e desiludido com sua carreira e sua vida pessoal. Ele se vê
diante de uma oportunidade de mudar seu destino e de participar de uma aventura que pode mudar o rumo da história. Mary Ann é uma mulher sedutora, ambiciosa e manipuladora, que usa sua beleza e seu charme para conseguir o que quer. Ela tem uma relação conflituosa com seu avô, que a considera sua herdeira e sua protegida, mas também a teme e a despreza.

O livro também conta com a participação de outros personagens importantes, como o Conde von Schirach, o líder nazista que sonha em reviver o Terceiro Reich; o Coronel Pikeaway, o chefe do serviço secreto britânico, que tenta desvendar a conspiração nazista; e o Dr. Karl, o cientista que desenvolve a droga que altera a personalidade dos jovens seguidores do Conde.

O livro traz alguns ensinamentos e reflexões sobre temas como o poder, a violência, a ideologia, a juventude, a identidade e a loucura. A autora mostra como o nazismo não foi extinto após a Segunda Guerra Mundial, mas se infiltrou em diversos setores da sociedade e se adaptou aos novos tempos.

Ela também critica a alienação e a manipulação dos jovens, que são usados como massa de manobra pelos líderes inescrupulosos. Além disso, ela explora a questão da identidade, mostrando como os personagens mudam de nome, de aparência e de personalidade ao longo da história, e como isso afeta suas relações e suas escolhas.

O livro é ambientado em diversos cenários, como a Inglaterra, a Alemanha, a França, a Suíça, a Itália e a América do Sul. A autora descreve com detalhes os lugares por onde os personagens passam, criando uma atmosfera realista e verossímil. O livro também se insere no contexto histórico da Guerra Fria, da corrida espacial, da contracultura e dos movimentos sociais dos anos 1960 e 1970.

O livro contém algumas citações marcantes, que revelam o pensamento e o humor dos
personagens. Por exemplo:

"A vida é uma coisa muito estranha. Às vezes, ela nos dá exatamente o que queremos. E, então, descobrimos que não queremos aquilo de jeito nenhum." (Sir Stafford Nye, capítulo 1)

"O mundo está cheio de pessoas que pensam que sabem o que é melhor para os outros. E, às vezes, elas estão certas. Mas, na maioria das vezes, estão erradas." (Mary Ann, capítulo 5)

"O poder é uma coisa terrível. Ele corrompe. Ele destrói. Ele mata. Mas, ao mesmo tempo, ele fascina. Ele seduz. Ele encanta." (Conde von Schirach, capítulo 15)

"A juventude é uma força incrível. Ela pode mudar o mundo. Mas também pode ser enganada, explorada, desperdiçada." (Dr. Karl, capítulo 18)

"A identidade é uma coisa muito frágil. Ela pode ser perdida, roubada, trocada, esquecida. Mas também pode ser reencontrada, reconstruída, reinventada." (Coronel Pikeaway, capítulo 21)

O livro não apresenta uma simbologia explícita, mas pode-se interpretar alguns elementos como símbolos de aspectos da história.

Por exemplo:
O avião, que representa a viagem, a aventura, a fuga e a mudança.
O passaporte, que representa a identidade, o disfarce, a mentira e a confiança.
A droga, que representa o poder, a violência, a alienação e a loucura.
O relógio, que representa o tempo, a urgência, o destino e a morte.

O livro tem uma grande importância e relevância cultural, pois é uma das obras mais originais e polêmicas de Agatha Christie, que se arriscou a sair de sua zona de conforto e a abordar temas delicados e atuais. O livro também é um retrato de uma época de transformações e conflitos, que influenciaram a sociedade e a cultura de forma profunda e duradoura.

A autora, Agatha Christie, foi uma das maiores escritoras de todos os tempos, que se consagrou como a "Rainha do Crime", por seus romances policiais de sucesso. Ela nasceu em 1890, na Inglaterra, e começou a escrever em 1917, por um desafio de sua irmã. Ela criou personagens famosos, como Hercule Poirot e Miss Marple, que se tornaram ícones da literatura. Ela também escreveu peças de teatro, contos e poemas. Ela foi casada duas vezes e viajou pelo mundo com seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan. Ela morreu em 1976, aos 85 anos, deixando um legado de mais de 80 livros publicados.

Em conclusão, Passageiro para Frankfurt é um livro que vale a pena ser lido, pois é uma obra que mistura suspense, ação, romance e política, com uma trama bem elaborada e personagens interessantes. É um livro que mostra a genialidade e a versatilidade de Agatha Christie, que soube se reinventar e se adaptar aos novos tempos, sem perder sua essência e sua qualidade. É um livro que nos faz pensar e nos emocionar, que nos surpreende e nos diverte, que nos transporta para um mundo de mistério e de aventura. É um livro que é um clássico da literatura policial, que merece ser lido e relido por todos os fãs do gênero.


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13/07/2023

Review: As Aventuras de Sherlock Holmes Arthur Conan Doyle

As Aventuras de Sherlock Holmes As Aventuras de Sherlock Holmes by Arthur Conan Doyle
My rating: 4 of 5 stars

Bom dia!

Ainda tenho resistência aos contos de Arthur Conan Doyle (ACD) - por isso é tão bom fazer a pesquisa e descobrir outros leitores e fã, assim consigo mostrar a qualidade da literatura e profundidade dos temas sem colocar meus sentimentos, pois gosto do que leio, mas não me apaixonei como sou apaixonada por AC.

Para concluir a resenha precisei recorrer a 3 Sites em separado, pois aqui no Brasil os contos foram repartidos em dois volumes - ou mesmo foram publicados em outros títulos (muito comum, por sinal)

Boas leituras e até a próxima aventura literária!

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Resenha de Isabelle: https://www.mundodoslivros.com/
Título: As Aventuras de Sherlock Holmes (Edição Bolso Luxo)
Autor: Arthur Conan Doyle

Sinopse: O cenário é Baker Street, virada do século XIX para o século XX em uma Inglaterra cavalheiresca e genial, ao mesmo tempo, problemática e ambígua. Sherlock Holmes é um famoso detetive, em tanto excêntrico, que tenta solucionar mistérios acompanhado por seu fiel escudeiro Watson. O livro traz os doze primeiros contos do autor, publicados entre julho de 1891 a junho de 1892 na Strand Magazine.

Título: Escândalo na Boêmia

Em "O Escândalo da Boêmia", meu conto favorito do melhor detetive do mundo, um aristocrata se vê em apuros, devido à atos impensados de juventude, cabendo a Sherlock e seu amigo, Dr. Watson, investigarem e pegarem de volta as provas de tais ações da bela e sagaz Irene Adler. Nesse conto vemos que mesmo o mais esperto dos detetives pode falhar em sua missão, e o melhor ainda, ele foi "derrotado" por uma mulher! Não é um dos mais emocionantes e repletos de ação, mas mostra como o papel da mulher já vinha mudando na sociedade, sendo ela também capaz de raciocínio rápido e uma esperteza ímpar!

Título: A Liga dos Cabeças Vermelhas

No conto "A Liga dos Cabeças Vermelhas" (ou ruivos, a depender a tradução) Watson chega à casa de seu velho amigo, quando o mesmo está recebendo seu mais novo caso. Nessa nova aventura, descobrimos uma excêntrica liga, que faz seu cliente prestar um serviço relativamente simples por um ônus relativamente alto. Sherlock então investiga esse curioso grupo, deparando-se com algo pérfido e engenhoso, bem como o envolvimento um dos vigaristas mais procurados de Londres. Esse é um conto com boa dose de ação, mostrando mais uma vez Sherlock como uma autoridade a ser respeitada!

Título: Um Caso de Identidade

Em "Um Caso de Identidade", Sherlock e Watson estão discutindo sobre os casos do detetive e como, por mais simplório que seja, pode esconder um estratagema atípico e uma conclusão extravagante. Em meio a essa discussão, chega a senhorita Mary Sutherland.

Essa jovem moça está a procura de seu noivo, um rapaz que a encantou e jurou eterna fidelidade e que, no dia de seu casamento, desapareceu da carruagem que os levava, sem deixar qualquer rastro. Cabe então ao consultor criminal, a partir do relato da jovem, desvendar o quebra-cabeças, dando-nos um resultado no mínimo, instigante.

Esse conto é deveras curioso, pois apresenta justamente a concepção trazida ao começo: De que um caso, aparentemente banal e sem importância, pode trazer consigo uma resolução fora do normal. Mostra também como a ambição humana pode ultrapassar alguns limites e que, quem muito quer, uma hora pode acabar tendo que pagar o preço.

Título: O Mistério do Vale Bascombe

Em "O Mistério do Vale Boscombe", Sherlock e Watson parte para o interior da Inglaterra, a pedido de seu conhecido da Scotland Yard, Lestrade. Eles precisam resolver um assassinato, cujo o principal suspeito é o próprio filho da vítima, que alega inocência, apesar de afirmar também ser merecedor deste castigo. Esse conto mostra que Sherlock não importa-se com provas substanciais, revelando-nos que elas podem ser enganosas, e que, quanto mais simples parece o crime, mais complexa é a sua resolução.

Título: As Cinco Sementes de Laranja

"As Cinco Sementes de Laranja" foi um dos contos mais sensoriais que li do Sherlock Holmes. Ambientado em uma noite chuvosa que Watson está passando na Baker Street após a sua esposa viajar, somos surpreendidos pela figura de um jovem aterrorizado pela ardilosa trama que a sua família foi envolta.

Sendo seus parentes perseguidos por uma misteriosa organização identificada como K.K.K. que enviou sementes de laranja para cada um até que estes sucumbissem de maneira misteriosa, ele procura Holmes em um ato de desespero para buscar um fim não só para esse mistério, como também, para escapar de um destino aterrador.

Apesar do cenário no qual a história foi narrada ser a sala de Holmes, Doyle leva o seu leitor a um passeio pela Inglaterra através do relato do jovem cliente do detetive. Fiquei absolutamente encantada com a atmosfera criada pelo autor, ainda mais por sentir que era capaz de resolver o problema junto com os personagens. Infelizmente, essa característica é abandonada e logo nos deparamos com um desfecho pouco comum para as histórias do autor: a ausência de resolução da problemática trazida inicialmente, bem como, a presença de um final que deixa muito para o leitor definir o que de fato aconteceu com alguns importantes personagens deste conto.

Título: O Homem da Boca Torta

"O Homem da Boca Torta" é mais um conto narrado por Watson em que vemos um pouco da sua vida de casado. Ele que acabara de chegar em casa quando a esposa de um cliente seu o procura desesperada por informações que pudessem levá-la até o marido que estava há dias desaparecido, tem seu repouso interrompido por mais tempo que imaginava.

Deparando-se com um local onde há um consumo intenso de ópio, Watson logo vê o seu paciente que apesar de estar delirando, encontra-se perfeitamente bem. Entretanto, mais do que isso, ele acaba por ser interceptado por um Sherlock Holmes completamente disfarçado e concentrado em resolver mais um de seus mistérios.

O caso que ele está trabalhando, inicialmente, parece ser simples de ser solucionado, porém, quando analisado mais profundamente percebe-se que nada está esclarecido como deve. Afinal, como um homem (morto ou vivo) poderia desaparecer diante dos olhos atentos de uma esposa? E mais importante, como fazer isso deixando pistas que não revelam de modo algum o seu paradeiro?

Confesso que esse foi um dos contos que demorou a me fisgar, porém, logo que consegui pegar o fio da meada me vi em uma leitura intensa a fim de conhecer os verdadeiros fatos. Nesta história, temos o relato de vários personagens, o que dá ainda mais força ao sentimento de que estamos diante de uma investigação.

Também há a transferência de alguns aspectos da vida do Holmes para outros personagens, bem como, mais uma prova do quanto a amizade entre o bom doutor e o investigador é forte. A solução desse mistério foi uma das mais criativas que vi, principalmente por trabalhar a questão do ver mas não observar. Sem sombra de dúvidas, mesmo com o ritmo mais lento esse é um dos melhores contos do livro "As Aventuras de Sherlock Holmes".

Continuação da resenha de Pedro Miguel: https://deusmelivro.com/

“A Aventura do Carbúnculo Azul” é um dos mais alucinados contos deste volume, onde Holmes terá de descobrir a quem pertence um chapéu velho e um ganso, perdidos durante um confronto com um grupo de rufias. Sherlock mostra aqui o seu lado humano, que não vai necessariamente na direcção do cumprimento da lei.

“A Aventura da Faixa Malhada” é, de acordo com o escriba Watson, o caso mais invulgar com que se depararam, onde irão investigar uma morte precedida por um assobio e um som metálico. Um conto com ecos de xxx, romance policial de xxx.

“A Aventura do Polegar do Engenheiro” envolve um cliente que perdeu o dedo durante a reparação de uma máquina com um propósito suspeito; em “A Aventura do Solteiro Nobre”, a dupla tentará descobrir uma noiva que desapareceu durante o almoço da boda; “A Aventura da Coroa de Berilos” parte de um volumoso adiantamento bancário para um conto onde um símbolo da nação acaba destituído de três preciosas pérolas; a terminar, “As Faias Cor de Cobre” apresenta-nos a uma rapariga que recebeu uma aparentemente irrecusável proposta para ser governanta, onde em troca de um salário chorudo terá de tomar conta de uma criança, usar um vestido azul, cortar o cabelo muito curto e sentar-se aqui e acolá quando lhe pedirem.

E finalmente, o final do livro resenha de Tatiane: https://paisdaliteratura.wordpress.com/

Hoje vou falar sobre os outros três contos do livro o roubo da Coroa de Berilos. Na semana passada eu falei sobre os contos O Carbúnculo Azul, A Faixa Manchada e O Polegar do Técnico. Hoje vou falar sobre O Solteirão Nobre, O Roubo da Coroa de Berilos e As faias de cobre. Você também pode clicar aqui para conferir as outras resenhas de Sherlock Holmes.

O solteirão nobre

O inglês Lorde St. Simon, em viagem aos Estados Unidos, conheceu a bela Srta. Hatty Doran. Os dois ficaram muito próximos nos EUA e, quando a jovem e seu pai chegaram ao Reino Unido, os dois se reencontraram. Após a reaproximação, aconteceu o noivado e o casamento. Tudo estava perfeito e todos estavam radiantes, até que após o almoço de casamento a noiva saiu e não foi mais vista.

É um caso bem curioso porque, como coloca o próprio Holmes, esses sumiços costumam acontecer antes do casamento ou durante a lua-de-mel. Mas o mais curioso é acompanhar o raciocínio de Holmes que, em pouquíssimos minutos, tinha resolvido o caso. Isso sem nem mesmo sair de casa. Às vezes o que pode parecer complicado e estranho fica muito mais simples se ligarmos os fatos sem fazer suposições precipitadas.

O roubo da Coroa de Berilos

O Sr. Alexander Holder é um famoso banqueiro londrino que, um dia, teve a surpresa de receber em seu banco um homem pedindo um empréstimo de 500 mil libras e dando como garantia um verdadeiro tesouro da realeza inglesa. Como qualquer pessoa precavida, o Sr. Holder levou a coroa para a casa, mantendo-a perto de si o tempo todo, onde estaria segura. Moravam com ele apenas o filho, a sobrinha e algumas criadas, todas de muita confiança. Mas, que surpresa ele teve ao acordar à noite e ver seu próprio filho segurando a coroa com uma parte e três berilos faltando.

Holmes é envolvido no caso para evitar escândalo, como a maioria dos casos em que ele trabalha. Esse não é tão difícil de acompanhar quanto alguns outros. À medida que ele faz perguntas para a família, a mesma ideia que surge para ele surgiu para mim. Tudo baseado na forte crença de que o filho não havia roubado nada. Talvez pelo fato de que eu consegui realmente acompanhar o raciocínio e até antecipar algumas coisas, esse é um dos contos que eu mais gosto!

As faias de cobre

A senhorita Violet Hunter é uma moça que havia perdido o emprego de governanta e estava desesperada à procura de uma nova oportunidade. E ela veio com o senhor Jephro Rucastle, e acompanhada de uma excelente quantia em dinheiro. A moça, com dúvidas sobre o emprego e as exigências feitas pela família, foi se aconselhar com Sherlock Holmes, que se pôs à disposição dela caso algo acontecesse. E não foi nenhuma surpresa que, 15 dias após aceitar o emprego, uma carta da moça, cheia de preocupações e suspeitas foi endereçada à rua Baker.

Esse conto não tem muito de misterioso ou complicado. Muito do que seria o grande mistério já é previsto logo no começo da história e apenas confirmado depois. Mas, eu gosto da forma como ele se encaixa nesse livro, junto com os outros contos.

Eu gosto desse livro porque ele aborda um outro aspecto da riqueza das pessoas, mostra suas vulnerabilidades de diversas formas e traz questões que não são tão surpreendentes e absurdas. As histórias desse livro são, na verdade, muito próximas da realidade. Isso é uma das coisas que eu mais gosto nas histórias.

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29/06/2023

Review: Os cinco porquinhos - Agatha Christie

Os cinco porquinhos Os cinco porquinhos by Agatha Christie
My rating: 5 of 5 stars

Boa Tarde Leitores queridos de AC e não leitores de AC - igualmente queridos!

Mais um livro que não pode deixar de ser lido, tá, eu já falei, é outra releitura, e esse o criminoso "tava" fresquinho na mente... escolhi a resenha da Thaís, pois ela cita o seriado de Poirot, que terminei esse ano também: são 62 histórias muito bem contadas, fiéis e com uma interpretação belíssima de David Suchet!
Segue link que dá para assistir tudinho no conforto do seu lar!!
   

*****
Resenha Os Cinco Porquinhos de Thais Gualberto
http://thaisgualberto.com.br/resenha-os-cinco-porquinhos/

Resumo:
Caroline Crale foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato de seu marido, o mulherengo e famoso pintor Amyas Crale. Dezesseis anos depois, Carla Lemarchant, a única filha do casal, uma criança à época do ocorrido, retorna à Inglaterra ansiosa pro comprovar se as últimas palavras da mãe para ela eram ou não verdadeiras: em uma carta que a filha deveria ler apenas ao completar 21 anos, a Sra. Crale disse ser inocente. Para isso ela procura o genial e nada humilde, Hercule Poirot, um dos mais queridos detetives da ficção policial. E é assim que começa “Os Cinco Porquinhos”, mais um excelente livro da Rainha do Crime, Agatha Christie.

Resenha:
Para reconstituir o crime tanto tempo depois de ele ter sido cometido, Poirot não apenas fará uso de suas células cinzentas (que sim, são o grande destaque da metodologia Poirot de resolução de mistérios, para quem não está familiarizado com a obra de Christie), como também terá de recorrer aos que estiveram presentes na investigação do crime e no julgamento de Caroline Crale, como o advogado de defesa, o promotor do caso e o superintendente de polícia. Segundo eles, foi surpreendente a resignação e passividade com a qual Caroline Crale portou-se diante o júri, alegando que o marido cometera suicídio, bem como a expressão de paz que a dominou quando foi condenada à prisão perpétua e trabalhos forçados e isso tudo demonstraria que de fato ela era culpada.

Óbvio, para Poirot, contudo, sempre é motivo de desconfiança. E lá vai o pequeno detetive belga abordar as pessoas que estavam na casa de Amyas Crale no dia em que ele tomara cerveja envenenada com coniina. Philip Blake, homem do mercado financeiro e melhor amigo de Amyas; Meredith Crale, irmão mais velho de Philip, o qual apreciava botânica e a farmacologia das plantas; Elsa Greer, modelo para a pintura na qual Amyas estava trabalhando ao morrer; Cecilia Williams, governanta e Angela Warren, irmã mais nova de Caroline, então com 14. Pelos relatos fornecidos por essas cinco pessoas, às quais Poirot associa a cantiga dos cinco porquinhos (e por isso o título do livro), o detetive traça os perfis psicológicos de todos os envolvidos, mas principalmente de Caroline e Amyas, em cuja análise da relação e dos perfis psicológicos Poirot acreditava que encontraria motivações e explicações para os acontecimentos do fatídico dia.

A respeito da leitura, ao menos em minha opinião, é um livro à altura do legado da rainha do crime: um mistério intrigante; ágil, porém com personagens habilmente construídos e dotados de profundidade e individualidade; absolutamente envolvente, do tipo que viramos compulsivamente as páginas para descobrir que segredos guarda o parágrafo seguinte. Mais que isso, “Os Cinco Porquinhos”, agora entre meus favoritos da autora inglesa, traz Hercule Poirot em mais uma excepcional demonstração de sua astúcia quanto a compreender a mente humana e mais uma prova de porque ele é tão querido entre os fãs da literatura policial.

Quanto ao mistério em si, a história não me decepcionou, muito pelo contrário. Acho que desde que li “O Caso dos Dez Negrinhos”, em 2014, também de Agatha Christie, não me empolgava tanto com um romance dela. A resolução do caso é coerente e simultaneamente surpreendente, na medida em que todos os fatos apontam para uma resolução distinta da apontada por Poirot, embora eu tenha acertado quem cometera o crime (em pensar que eu não acertava uma quando comecei a ler Agatha Christie, aos onze anos, com meu ainda favorito “A Testemunha Ocular do Crime” hehe) e a maneira como esses fatos se dão revela-se bastante intricada e algo sádica, então é um livro bastante interessante para os que gostamos do gênero.

capas antigasComo curiosidade, a edição que possuo do livro é a mais recente e os demais livros de Agatha Christie lançados junto com ele pela mesma editora também tem essa sensacional capa em estilo bem pop, bem colorido, visando justamente atrair o público mais jovem para descobrir essa autora magnífica que foi Agatha Christie. Por isso as fotos de edições antigas (bem sem graça, convenhamos, ao menos quando comparada com esta). E para quem curte séries, o canal britânico ITV (o mesmo que produziu a excelente e belíssima Downton Abbey) produziu a série Poirot, entre os anos de 1989 e 2013, na qual o ator David Suchet deu vida a Poirot em 62 episódios correspondentes a 62 romances de Agatha Christie encabeçados pelo detetive belga. O episódio correspondente a obra “Five Little Pigs” é o episódio 1 da 9ª temporada, que foi ao ar originalmente em 2004 na terra da rainha.

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